Princípios gerais para as negociações e a formação da União Europeia
Eis os princípios mais importantes que podem ajudar as partes a participar de negociações bem sucedidas:
- Manter uma mente ampla e flexível, aberta a pequenas ou grandes maneiras diferentes de reunir as mesmas coisas ou a agrupar a maioria dos assuntos num mesmo pacote, salvo assuntos que não se enquadrem nesse pacote de modo a dar-lhes um tratamento separado ou adiá-los.
- Evite enquadrar o problema como um assunto de princípio. Na verdade, se os negociadores formulam o problema como “uma questão de autodeterminação, isso impedirá a discussão em torno dos interesses tangíveis negociáveis que podem satisfazer as necessidades de autodeterminação. A reformulação dos assuntos não nega a importância do princípio, apenas o ide em partes mais gerenciáveis em negociações.
- Mantenha-se sensível ao que o outro lado está procurando, já que podem estar usando gestos ou formulações indiretas para proporcionar informação importante.
- Continue conversando. Entre em recessos se for necessário mas o contato continuado é de grande importância. A ruptura total das conversações pode acabar com oportunidades potenciais que se apresentam durante a negociação porque restabelecer as negociações é difícil e leva tempo.
- Seja paciente. Procurar acelerar um processo pode levar a concessões desnecessárias ou ao rompimento de relações bem cultivadas. Resista à tentação de trabalhar sob limitações de tempo e deixe que as outras partes decidam em seu próprio ritmo. Freqüentemente, os atrasos se devem a requisitos burocráticos inevitáveis.
Estes princípios de muitos outros foram empregados na formação da União Europeia
Durante a a década de 40, a Europa se encontrava na Segunda Guerra Mundial. As potências do continente necessitavam de ferro e carvão para continuar suas campanhas. É nesse cenário que é formada a Benelux, um cartel entre Bélgica, Holanda e Luxemburgo que cobrava o preço máximo pela matéria prima. Essa organização de caráter apenas financeiro foi o início das mudanças que culminaram na formação da União Européia (UE) em 1992.
Na década seguinte, a Benelux sofreu uma mudança de cartel para uma zona de comercialização de carvão e aço. Forma-se aCE CA em 1954 com os membros originais da Benelux e também a França, a Alemanha Ocidental e a Itália. Lembramos que a Europa estava sob a ideologia do Plano Marshall que queria garantir um parque industrial no continente e assim fortalecer o lado capitalista da Europa contra a ameaça comunista durante a Guerra Fria.
Em 1957, pelo Tratado de Roma, há uma ampliação das trocas comerciais estabelecidas com a CECA e o caráter de cartel é extinto. Há uma livre circulação de mercadorias nos países membros aumentando a integração do território. É formado oMercado Comum Europeu (MCE) para a chamada Europa dos 6 (Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha Ocidental, França e Itália). Já nesse tratado estão os pilares do que seria a União Européia. Ele previa a livre circulação de pessoas, mercadorias e capital, a instalação do Banco Central Europeu, a adoção de uma moeda única e a instalação de um Parlamento Europeu.
Nas décadas de 60 a 80, as ambições do grupo gradualmente se concretizaram. Aos poucos, outros países foram inclusos. A ampliação gradual foi proposital: garantia a estabilidade econômica entre países membros impedindo grandes migrações e a quebra de economias mais fracas no bloco. Aqui vale a comparação com a ALCA, que, sem os mesmos cuidados, transformaria vários países membros em plataformas de exportação, quebrando suas economias.
No final do Mercado Comum Europeu, 12 países eram membros do bloco: a Europa dos 6, Reino Unido, Dinamarca, Irlanda, Portugal, Espanha e Grécia.
Em 1992, o Tratado de Maastrich instaurou a UniãoEuropéia que foi nada mais do que a instalação das políticas econômicas do Tratado de Roma. O BancoCentral Europeu foi aberto em Frankfurt na Alemanha e em 2002 iniciou-se a circulação do Euro.
A partir da segunda metade da década de 90, houve uma grande expansão de membros da UE. A ampliação do bloco em direção ao leste europeu procura expandir mercado consumidor e mão de obra barata.
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| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por claudio em 6 de setembro de 2010 às 13:13, e está arquivado em Workshop de Negociação - Mercado Comum. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |






