Artigos com o marcador Responsabilidade Social
Sucesso na palestra da Profa. Alda Marina
02/03/11
Casa cheia, publico interessado, palestrante feliz. A noite de ontem foi bastante agradável, uma grande oportunidade de saber mais sobre Responsabilidade Socioambiental, Sustentabilidade e Terceiro Setor.
Entre estatísticas e ações, casos e exemplos, os presentes vislumbraram um mercado do tamanho do PIB de alguns países, ávido por profissionalização e lançando mão de ferramentas de gestão típicas do 2º setor. Alda apresentou os resultados das fundações internacionais e seu foco em resultados sustentáveis, as ações da empresas no Brasil, além de aspectos jurídicos relativos ao Terceiro Setor.
Após a palestra várias pessoas permaneceram no local, fazendo perguntas e tirando dúvidas sobre Responsabilidade Socioambiental. Certamente uma grande noite. Veja as fotos abaixo
Cidade Maravilhosa será a capital Mundial da Sustentabilidade
11/10/10
Aconteceu na última sexta-feira no Palácio da Cidade, em Botafogo, a coletiva de imprensa para anunciar que o Rio vai se transformar na capital mundial da Sustentabilidade. Será em 2011, durante o Fórum Global pela Sustentabilidade. O evento visa criar referências e propor acordos internacionais.
Estarão envolvidos no encontro líderes mundiais especialistas, autoridades e a sociedade civil. O encontro será anual e a tarefa principal é fortalecer a Rio+20, que vai comemorar os 20 anos da Rio-92, a Conferência Internacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
O Instituto de Gestão e Comunicação – IGEC estará atento ao evento.
Participaram da coletiva o presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Oded Grajew; Rosiska Darci, do Rio Como Vamos; Beatriz Carneiro, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBOS) e Sérgio Bessermam, representando a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro.
O Fórum Global pela Sustentabilidade tem como objetivo reunir anualmente líderes empresariais, sociais, ambientais, culturais, acadêmicos e governamentais de todo o mundo para dialogar e principalmente assumir compromissos, que venham a resultar na possibilidade real de sustentabilidade para o mundo.
Para a especialista em sustentabilidade Alda Marina Campos, diretora do Instituto Pares e professora do Instituto de Gestão e Comunicação – IGEC, é fundamental que se tenha visão da importância da discussão em torno da sustentabilidade para os próximos anos.
“Muitas empresas pintam a porta de verde, mas não cuidam de seus impactos ambientais. Isso é imprescindível quando se quer colocar em prática a questão da sustentabilidade no Brasil”, comentou ao final da coletiva.
Durante a entrevista os especialistas foram taxativos em relação a importância de criar redes com vistas a formação da sustentabilidade.
- A sociedade precisar tomar em suas mãos alguma responsabilidade e não esperar pelos governos, disse Rosiska Darci.
- É fundamental que se tenha compromisso, salientou Sérgio Bessermam, representante da Prefeitura do Rio de
Janeiro.
A importância da mídia em todo esse processo de conscientização em relação a questão da sustentabilidade também foi colocada durante a entrevista.
- A mídia vem como parceira, lembrou o presidente do Instituto Ethos, Oded Grajew.
Abaixo fotos do evento
Professoras Alda Marina e Marina Fernandes em Seminário sobre Sustentabilidade
08/10/10
Positiva e empolgante a participação das professoras Alda Marina e Marina Fernandes no seminário “O Cuidado, a Responsabilidade Corporativa e a Sustentabilidade”, na sede da AASP – 1º de outubro de 2010
O seminário abordou o cuidado, a responsabilidade corporativa e a sustentabilidade como facetas de um mesmo evento, o cuidado interferindo em nossa vida, tendo fundamental importância em tudo o que fazemos, seja na vida pessoal ou profissional.
Responsabilidade Social Empresarial foi apresentada como a “relação ética e transparente que a empresa utiliza na sua relação com seus stakeholders”. Pode-se entender RSE então como o caminho para sustentabilidade. Sustentabilidade, de acordo com John Elkington em seu livro Canibais de Garfo e Faca, pressupõe que a empresa busca a otimização dos resultados financeiros e agrega resultados sociais e ambientais, formando assim um triple bottom-line.
O tema sociedade sustentável foi citado na defesa de ações intersetoriais, pois, como foi levantado, o Terceiro Setor realiza mais com menos, muitas vezes onde o governo não consegue agir, ainda que com muito recurso. Há que se buscar a iniciativa privada com os recursos, o alcance do poder público e o 3o setor que chega a lugares onde o Estado não chega.
Para conhecer melhor o trabalho das professoras acesse: http://igec.com.br/pos-graduacao-detalhe.php?curso=15&turma=13
Abaixo as fotos do evento
Professoras do IGEC dão palestra sobre Responsabilidade Social Corporativa
24/09/10
24/09/2010 – 11:09
Professoras do IGEC dão palestra sobre Responsabilidade Social Corporativa

Responsabilidade corporativa e sustentabilidade são alguns dos temas tratados pelas professoras Alda Marina e Marina Fernandes, docentes do Instituto de Gestão e Comunicação (IGEC). Durante o Seminário “O Cuidado, a Responsabilidade e a Sustentabilidade”, promovido pela Associação de Advogados de São Paulo (AASP); pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e Instituto Pares as professoras vão discutir com acadêmicos e profissionais dos três setores a sustentabilidade e a aprovação da minuta final da ISO 26.000, a nova norma de responsabilidade social. O seminário acontece no dia 1 de outubro, das 9h às 17h30, na Rua Álvaro Penteado, 151, em Santos – São Paulo.
Jornalismo esportivo – Teve início ontem a quinta turma do curso de Pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte do IGEC/Facha. Sob a coordenação do professor Ruy Fernando, no curso Jornalismo Esportivo e Negócios de Esporte, ao longo dos próximos 15 meses, estudantes graduados em todas as áreas irão aprender segredos e práticas do Jornalismo Esportivo com feras do mercado. Entre eles Victorino Chermont, do canal SporTV; Iuri Totti, do jornal “O Globo“; Fábio Tubino, da Rádio Tamoio e Odir de Souza, fisioterapeuta da CBF.
Fonte: www.monitormercantil.com.br
Um idioma chamado tecnologia
31/05/10
Entrevista da Profa. Alda Marina para o site REP – Educação e Terceiro Setor
por Erica Cristina da Silva Gomes com colaboração de Gustavo da Silva Barbosa
Alunos que cada vez mais aprendem pela linguagem digital e visual. Professores que historicamente ensinam utilizando recursos verbais e da escrita. Como estreitar a relação entre docentes e estudantes em uma época de transição metodológica imposta pela massificação das tecnologias de comunicação? Conciliar o compromisso curricular-pedagógico e as expectativas desta geração da era digital é uma das metas que precisam estar presentes na agenda profissional dos educadores.
Há meios para que essa aproximação em sala de aula se faça em via dupla, através da mediação tecnológica. Popularização de câmeras digitais, uso de celulares que gravam sons e acesso à internet podem ser aliados para que os alunos tornem-se mais atuantes no processo de construção do conhecimento. Os professores, por sua vez, dispõem de ferramentas oferecidas pela informática que se apresentam como possibilidades de auxílio na dinâmica educacional. A adequação a essa nova lógica também apresenta resultados em modalidades de ensino, como a educação a distância. O investimento dos gestores nesses instrumentos e a capacitação técnica do corpo docente são tarefas que parecem inadiáveis.
Para saber como essas alterações no universo educacional têm afetado as práticas pedagógicas, a REP conversou com três professores e pesquisadores de diferentes instituições de ensino do País. A administradora Alda Marina Campos é professora do MBA de Gestão de RH do IAG da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), do MBA de Comunicação Estratégica do Instituto de Gestão e Comunicação (IGEC) das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA) e integra o corpo docente do MBA a distância in company. O sociólogo e professor Alexandre Borges é pesquisador no Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano da Universidade de São Paulo (USP). Ele também é consultor da área de práticas pedagógicas para escolas e empresas. Rodrigo Farias de Sousa é jornalista, escritor, historiador e professor de História do Instituto de Humanidades da Universidade Candido Mendes (UCAM).
Como você analisa a apropriação e o uso dos avanços da tecnologia como ferramentas para o aprendizado?
Alexandre Borges: Com otimismo e cautela. A banda larga já é realidade em 66% das escolas públicas urbanas no Brasil. A lousa interativa digital vem se tornando uma ferramenta cada vez mais presente na rede privada de ensino. De 15 anos para cá, a sala de informática tornou-se espaço presente no processo de aprendizagem na quase totalidade dos colégios. É o lugar onde os alunos podem acessar conteúdos que enriquecem visualmente os temas propostos pelo professor. Por outro lado, a leitura e pesquisa nas bibliotecas das escolas têm ficado marginalizadas pela facilidade e rapidez com que os as ferramentas de busca trazem os conteúdos prontos para serem copiados e impressos sem passarem pela leitura atenta dos alunos. Isso é uma realidade que preocupa. Os recursos tecnológicos devem servir como estímulo e não como fim dos conteúdos.
Foi atribuída à tecnologia a “esperança” de que ela fosse resolver os problemas da qualidade da educação. O que você acha disso?
Alda Marina Campos: A tecnologia trouxe recursos adicionais à educação, bem como atalhos valiosíssimos. Há vantagens difíceis de questionar. Por exemplo: o acesso a fatos ocorridos em tempo real e a um volume muito superior de informação; a conectividade com os alunos para auxílio à construção do conhecimento; e a possibilidade da elaboração de saberes em rede. Mas a qualidade se avalia pelo resultado obtido através do processo educacional, que continua demandando de forma imprescindível do fator humano. É preciso ter profissionais bem preparados para auxiliar o aluno a trilhar o caminho. Sem um contínuo investimento na melhoria dos educadores, inclusive na sua qualidade de vida, não tem tecnologia que resolva os problemas.
Você classificaria a concepção clássica de uma aula como ultrapassada? Acredita que esse modelo não corresponde mais ao perfil dos atuais estudantes?
Rodrigo Farias de Sousa: Assumir que sim seria admitir uma hipótese estranha: que o aluno desprovido de uma tela colorida com sons engraçadinhos, e talvez um joystick, seja incapaz de se concentrar para aprender alguma coisa. É o fetiche da tecnologia que parece supor que as crianças de hoje são estruturalmente diferentes das demais épocas. Não são. Mas, para se aproximar e despertar o interesse delas é preciso conhecer seu universo e, assim, apresentar-lhes conteúdo diferente e estimulante. Claro que há lugar para a aula clássica. Ela somente não deveria ser a única opção.
O grupo de jovens classificado como Geração Y representa grande parte dos estudantes que estão, hoje, no ensino médio e nas universidades. De que forma você analisa a sintonia e a preparação dos educadores no sentido de lidar com esse público informado, ávido por inovações e que faz tarefas múltiplas?
Alexandre Borges: A expressão que mais se ouve nas empresas hoje em dia é: mantenha o foco! Um jovem que responde a vários estímulos pode muito bem realizar suas tarefas estando conectado ao MSN, ao MP3 e a uma TV ao mesmo tempo. Mas qual a profundidade de realização desse trabalho? Por quanto tempo um aluno da chamada Geração Y ou Z dá conta de sustentar um assunto, sem fugir da pergunta inicial, abrindo inúmeros leques de possibilidades? Por qual período um profissional como esse permanece numa relação amorosa, em um mesmo emprego? O professor deve estar atento nesse cuidar da liberdade do aluno de múltiplas tarefas para que ele não se perca na sua gestão de tempo. O educador também deve se atualizar com o mínimo de informações necessárias para dialogar sobre o mundo na linguagem digital e visual, sem perder de vista os princípios fundamentais e permanentes para a formação do estudante. Nesse sentido, é sempre bom lembrar dos quatro pilares propostos pela UNESCO: aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a aprender.
Como você avalia a mobilização e o nível de interesse da comunidade educacional em relação ao uso de recursos tecnológicos no processo de aprendizagem? Você acredita que é um tema que está latente nesse setor aqui no Brasil?
Alda Marina Campos: Percebo empresários e profissionais da área administrativa do setor com o olhar voltado para a educação a distância, seja essa parcial, para complementar a educação presencial, ou integral. Essa visão é direcionada pela dinâmica da vida moderna, com sua escassez de tempo e demanda por flexibilidade. Vejo instituições de ensino buscando entender as metodologias existentes em outras instituições e olhando para os seus públicos atuais para encontrar o melhor modelo, para entender que customização será viável. Os educadores experimentam essa demanda no dia-a-dia e as levam às áreas administrativas.
Como você descreveria a “educação do futuro”?
Rodrigo Farias de Sousa: Uma educação que não menospreze o lado afetivo da relação educador-educando e que se baseie na interação humana, não em máquinas (ainda que as use). Esses dois pontos são a alma da educação. Nada os substitui. O resto são recursos. Sem isso, o que se tem é mero treinamento, não muito diferente do que se administra aos animais.
Fonte:www.repweb.com.br
Professoras Alda Marina e Marina Oliveira inauguram a PARES
28/05/10
Ontem foi dia de gala, o lançamento oficial da PARES Resultados Sustentáveis, empresa de consultoria das professoras Alda Marina e Marina Oliveira. Num ambiente sofisticado e acolhedor, as professoras receberam familiares e amigos para apresentar uma inovadora proposta de empresa com foco em resultados sustentáveis para o primeiro, segundo e terceiro setores, especializada em planejamento estratégico participativo e gestão para a sustentabilidade e que já nasce junto com o Instituto PARES (cuja missão, é “gerar e compartilhar conhecimento e soluções intersetoriais para o desenvolvimento sustentável.”), visando os projetos sociais ligados à Alda e Marina.
A PARES já nasce grande, como um histórico de projetos robustos e de resultados vistosos, fruto do excelente currículo das duas professoras, mestras em Administração e idealizadoras do CDProf Responsabilidade Social Empresarial e Terceiro Setor.
Nós do IGEC desejamos toda sorte às professoras e sucesso à PARES!
Vejam as fotos do evento abaixo:








Crianças de hoje mudarão as regras do consumo
12/05/10
Empresas começam a alterar comportamento e adequar produtos aos hábitos verdes dos pequenos

Rio de Janeiro – Escovar os dentes com a torneira fechada. Jogos de tabuleiro que simulam compras de áreas de preservação ricas em recursos naturais ao invés de apenas terrenos. Escolas ensinando o ciclo da reciclagem para crianças de 0 a 6 anos. Estamos diante de um novo cenário onde os futuros consumidores exigirão como diferencial a causa verde. Preservar, reaproveitar e não desperdiçar. Assim, os pequenos de hoje estão sendo preparados para o consumo de amanhã, muito mais consciente e responsável.
O tema ganha novos rumos a cada dia. Tragédias ecológicas são noticiadas e o comportamento do consumidor está em cheque. Por isso, já é possível encontrar escolas que ensinam crianças a terem hábitos sustentáveis. Em alguns casos, os pais se preocupam em criar um “eco-chato”, apelido dado aos defensores da causa verde. Mas não são apenas as escolas. Se antes o Banco Imobiliário incentivava o consumismo desenfreado aos futuros profissionais diante de um tabuleiro, hoje, o mesmo jogo ganha ares sustentáveis.
As marcas do varejo também aderiram à causa que qualifica a educação dos pequenos sobre a proteção ao planeta. A Danone, por exemplo, lançou o Danoninho Para Plantar e salienta a importância do reflorestamento. Apesar da causa ser verde, o comportamento do consumidor entrou em alerta vermelho.
Brincando de preservar
Com 73 anos de mercado, a Estrela sempre esteve ligada à educação dos pequenos. Jogo da Vida e Banco Imobiliário estiveram nas prateleiras do quarto da maioria das crianças. Por isso, a cada ano, a empresa realiza de três a quatro pesquisas em grupos para saber o que as crianças estão discutindo, vendo na TV e no cinema. A última experiência resultou no Banco Imobiliário Sustentável.
Além de reforçar a importância de ações sustentáveis, o produto também se adequou à causa. A partir de sua produção, a Estrela eliminou o plástico que envolvia as embalagens do jogo, mesmo com a resistência dos varejistas por conta da violação do produto. Ainda é pouco para que o produto não fique apenas no discurso? A Estrela foi além. As cartas do jogo são feitas de papel reciclado, assim como a embalagem, que agora é envolta em um plástico especial feito em parceria com a Brasken. Até o dinheiro usado no Banco Imobiliário Sustentável não é mais o mesmo. Ao invés das notas, os jogadores utilizam crédito de carbono.
O produto foi lançado recentemente no mercado nacional. Tudo porque até a sua distribuição fazia parte de um conceito sustentável. “Até o ano passado, o Banco Imobiliário Sustentável era negociado apenas no Walmart, que tem projeto mundial de sustentabilidade. Por isso que focamos em apenas uma rede, mas desde abril estamos atingindo todo o mercado nacional”, diz Aires Fernandes, diretor de marketing da Estrela.
Aula verde
Para além dos muros das empresas, a escola tem sido uma ferramenta importante na educação e no desenvolvimento infantil quanto ao consumo consciente. Apesar de pouco alarde, diversos centros de ensino já possuem em sua grade docente aulas sobre sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Em São Paulo, a Materna Escola recebeu o título de Junior Mascot concedido pela Life-Link, instituição sueca que promove ações e projetos ligados à Unesco.
Desta forma, a escola foi reconhecida pelo trabalho ambiental, ações voluntárias e campanhas de arrecadação de alimentos e agasalhos para pessoas carentes de São Bernardo e Santo André, em São Paulo. Além disso, em 2003, a Materna recebeu o selo ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental, passando a ser a segunda escola infantil no mundo a possuir este selo – a outra instituição de ensino está localizada na Austrália.
Essencialmente, o trabalho feito pela escola é baseado em tratamento de resíduos e coleta seletiva, reutilização de material, não uso de material inerte e reaproveitamento de alimentos. A iniciativa mostra aos pequenos alunos que os resíduos orgânicos podem ser reaproveitados. A Materna contratou uma empresa para que estes resíduos sejam tratados e transformados em adubo para a horta orgânica da instituição.
Ensinamento consciente
Se antes plantar um feijão com algodão junto com a “tia” da escola parecia divertido, os pequenos alunos de hoje aprendem com instrumentos ainda mais interativos. “Aqui, o aluno cultiva, depois cozinha, e o que sobra vira adubo. Ele fecha o ciclo de forma básica e simples entendendo o que é ser consciente”, explica Adriane Imbroisi, diretora da Materna Escola ao site.
A educação ambiental dada às crianças torna-se mais eficiente porque, de acordo com Adriane, trata-se de inserir um conceito em uma “folha em branco”. Apesar disso, alguns pais de crianças entre zero e seis anos já percebem o comportamento verde dos pequenos. “Quando eu era jovem não me preocupava em fechar a torneira ao escovar os dentes. Os pequenos de hoje já têm hábitos diferentes. Uma vez vi um aluno dando uma bronca na avó por causa de desperdício. Uma outra vez, um pai disse que tinha medo de nós estarmos criando um ‘eco-chato’, afirma Adriane.
A vocação por projetos sustentáveis nasceu junto com a escola, em 1997. Há três anos foi inaugurada a nova unidade do Materna, em Santo André, com o mesmo sistema. Porém, ano passado a escola foi além e desenvolveu uma grande cisterna para captar água da chuva e reutilizá-la. “Não preservaremos o planeta se não fizermos as pequenas ações”, acredita a diretora do Materna.
Reciclando ideias
O Colégio São Luiz é mais um que se preocupa em preservar o planeta por meio de seus novos alunos. O projeto Recarga Verde promove a coleta de pilhas e baterias de celular nas dependências do colégio. Para reunir todos os insumos trazidos pelos alunos, a escola conta com um latão onde, uma vez por semana, todo o lixo recolhido é colocado. Até a epidemia da gripe suína do ano passado está abalando o sistema sustentável. Isto porque o Colégio São Luiz teve que se adequar às normas e oferecer água aos alunos em copos descartáveis.
Para evitar a contradição, a instituição já tomou providências. E verdes. Aproveitando o ensejo para dar tarefas extras aos pequenos alunos. “Realizamos oficinas para reaproveitar materiais e ensinar as crianças a fazerem jogos e vasos de planta anti-dengue. Criamos alternativas para melhorar a consciência deles na prática”, aponta Ana Cristina Marra, coordenadora do período integral do Colégio São Luiz.
Em 2010, o Colégio São Luiz desenvolve o Projeto Água com um grupo infantil. O objetivo é apresentar práticas para não desperdiçar nada. “Ensinamos a não gastar muita água ao escovar os dentes e a usar a frente e o verso das folhas do caderno. Quanto menor a criança, mais ela assimila o conceito”, aponta Ana.
Alimentação sustentável
Há duas décadas, era comum nas turmas de jardim de infância a plantação de feijão em embalagens de Danoninho. Hoje, a própria Danone facilitou um pouco as coisas. Com o Danoninho Para Plantar, a marca oferece – além do produto – oito tipos diferentes de sementes para plantio na embalagem do iogurte. Além disso, as embalagens oferecem um código para criar uma árvore virtual no site do produto.
O processo de mudança está em andamento. A educação está sendo feita desde cedo. Com o engajamento cada vez maior das escolas e a mudança de comportamento desde criança, o mercado vai se deparar com futuros consumidores bem diferentes do que as empresas estão acostumadas a vender. Resta saber se elas estarão preparadas.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br











Comentários