Artigos com o marcador Orkut
FACEBOOK, DE NOVO!
26/09/12
Por Desirée Lourenço*
Não me matem! Mas é verdade, o Facebook ataca novamente com mudanças que mexem com a rede social.
Todo mundo sabe que assim como no Orkut, o Facebook já começou a ser invadido pelos famosos Fakes (perfis falsos). Esses perfis podem ter milhões de objetivos, desde os mais simples como fugir da namorada que toma conta do seu perfil até objetivos não tão nobres, como fazer spam e propaganda.
O Orkut nunca lutou muito contra esses perfis, afinal de contas, eles que fizeram o Orkut crescer muito, mas o Facebook sempre foi muito claro na sua política contra os fakes, por isso até é tão chato criar uma nova conta (precisa de nome, email, celular, e muitas vezes ele pede pra confirmar a conta no meio do caminho).
E para intensificar essa luta, a partir de hoje o Facebook está envolvendo as pessoas nessa guerra. A rede do Mark, agora mostra uma tela para você confirmar que o seu amigo é realmente ele. Nem todos vão receber e nem sempre você precisa responder. A pergunta é a seguinte: “Esse é o nome real do seu amigo?” e aí você pode responder: “Sim”, “Não”, “Não conheço essa pessoa” e “Prefiro não responder”.
E se você tem fake, comece a avisar seus amigos, vai que eles te ajudam?
*Desirée Lourenço é aluna da 9a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Site Brifando entrevista Vitor Guerra
06/09/12
O Site brifando entrevistou nosso querido professor Vitor Guerra
Vitor Guerra, Sócio-diretor de operações – Ideia s/a e professor de Redes Sociais nas pós de Gestão Estratégica do Marketing Digital e Gestão Estratégica da Comunicação
Brifando – Como você resumiria as atividades de uma agência de inteligência em mídias sociais?
Vitor Guerra – O coração da agência está no estudo do comportamento dos usuários em rede. Nossa rotina gira em torno da produção de planejamentos e conteúdo para diversas marcas.
2- A Ideia s/a ficou bem conhecida no mercado nacional por suas campanhas nas mídias sociais, todavia, há algum projeto em mente para inserir a agência nas mídias tradicionais como outdoor, TV, Rádio etc.?
Por incrível que pareça, há sim. Ao contrário do que possa parecer, as mídias sociais podem e devem ir além da internet e avançar para o campo físico. Acreditamos ser totalmente plausível projetos que integram o melhor do virtual em mídias tradicionalmente offline. Estamos no momento com dois projetos em fase de concepção que caminham nesse sentido.
3- Um conceito que é bastante citado por você e pelos outros membros da agência é o Buzz Marketing, gostaríamos que você falasse um pouco de como ele é usado nos trabalhos dos clientes.
O termo buzz é relacionado ao boca a boca que qualquer acontecimento pode gerar. E esse buzz costuma ser um objetivo comum em projetos de marketing como um todo. O tal viral não é produzido, mas acontece em um cenário que é propício a ele, e construir esse cenário é papel dos profissionais de marketing.
4- Na sua opinião, qual a importância das mídias sociais para as empresas? Quais os cuidados ela tem de ter na hora de escolher uma agência para monitorar sua fanpage?
A essa altura do campeonato a importância de um ter um trabalho estruturado nas mídias sociais já é até óbvia – difícil foi vender isso em 2006, quando a Ideia s/a nasceu! – mas basicamente os ambientes sociais virtuais representam uma oportunidade ímpar de marcas criarem um vínculo com seus consumidores que vai além do comercial de 30 segundos na TV aberta.
A escolha de um fornecedor em qualquer área deveria ser rígida se você busca excelência na execução de uma tarefa. Acredito que conhecer a história da empresa, sua filosofia, histórico dos funcionários e, é claro, cases de sucesso e clientes atendidos é determinante para a escolha de uma agência especializada em projetos em mídias sociais.
5- O que um aluno de comunicação social precisa ter para trabalhar em uma agência como a Ideia s/a? Quais as qualidades que a agência prioriza em seus estagiários?
Antes de ter vários cursos no currículo, particularmente procuramos gente com paixão pelo que se propõe a fazer. Também não adianta ter uma pós-graduação e não saber o que é Pinterest. O uso de ferramentas pode ser ensinado, mas o tesão pelo trabalho não. Isso não é discurso vazio. É fato.
6- Alguns teóricos da internet dizem que o meio será responsável pela maior fatia do mercado publicitário daqui a alguns anos. Você concorda com eles?
Sim. Tenho certeza disso, porém é um erro achar que estamos falando do Twitter e do Facebook. Mídias sociais vão além da publicidade, chegando ao ponto de transformar empresas quando falamos de um conceito ainda não explorado no Brasil: o social business. Negócios sociais são essencialmente aqueles que utilizam a lógica do comportamento em rede das pessoas a seu favor em vários âmbitos como vendas, gestão de funcionários, atendimento ao cliente, pesquisas, etc.
7- Dentre os cases da agência, dois deles foram premiados em grandes festivais: Case Novos Brasis para o Oi Futuro e o case do Guaraná Jesus. Qual foi o ponto forte, na sua opinião, que fez com que esses dois cases fossem premiados.
No caso do Oi Novos Brasis, para mim o diferencial foi ter atingido as pessoas fora da internet utilizando usuários que estavam nas mídias sociais, ou seja, alguém era impactado no Orkut e levava a informação para alguém que não tinha esse perfil, porém era o decisor do processo. O case do Guaraná Jesus não é da Ideia s/a apenas, mas sim de um coletivo de agências liderado pela DIA Comunicação. O projeto envolvia uma produção de conteúdo exclusivo para o YouTube em forma de websérie e Twitter, onde quatro personagens interagiam entre si, inclusive em peças de TV, ou seja, foi um projeto transmídia muito bem executado com um storytelling bem amarrado.
8- Gostaríamos que você resumisse um pouco da trajetória da Ideia s/a; do início até a conquista de grandes clientes como: CNA, American Airlines, Sony Music, Red Nose e muitos outros.
Em 2006 meu sócio e eu éramos dois malucos acreditando que um dia empresas iriam nos pagar para gerenciar suas vidas nas mídias sociais. Seis anos depois, já recebemos cinco propostas de aquisição da agência e temos grandes marcas como clientes. Essa é a história bem resumida! rs
Para ser sincero, amamos muito o que fazemos e enxergamos o potencial das mídias sociais muito além de uma tuitada ou de links patrocinados no Facebook. É esse potencial que me atrai e nos motiva todos os dias.
Fonte: http://www.brifando.com/
Panorama das redes sociais no Brasil
02/02/12
Por Patrícia Moura*
Parece muito cedo para se falar em rankings e panoramas das redes sociais em 2012, afinal, o ano nem bem começou. No entanto, dados de dezembro e janeiro dos institutos ComScore e SemioCast mostram que muitas coisas já mudaram desde o meu último post sobre as redes sociais mais acessadas pelos internautas no Brasil.
Quais são as novidades desde os últimos relatórios veiculados?
• Facebook ultrapassou Orkut em número de usuários, alcançando 36 milhões de usuários únicos em dezembro de 2011.
• Orkut alcançou um crescimento de 5% no ano passado, no entanto, manteve-se com 34 milhões de usuários únicos.
• E Twitter traz a grande novidade em janeiro de 2012, ultrapassando o Japão e se posicionando o Brasil como segundo país a mais utilizar a rede, perdendo apenas para os Estados Unidos. Fechou o mês de janeiro de 2012 com 33 milhões de contas no Brasil.
Detalhes importantes a serem questionados:
Como já dito anteriormente no blog, é preciso analisar dados da pesquisa e amostragem cuidadosamente antes de tirar conclusões precipitadas, como por exemplo:
1) A amostragem do ComScore não considera aferição em lan houses e sabemos que essas são responsáveis por boa parte do tráfego do Orkut o Brasil.
As lan houses são responsáveis por quase 50% dos acessos à internet no Brasil. No Nordeste, este dado chega a 70% dos acessos. Confira esse e outros dados no vídeo realizado pela FGV, Sebrae e Portal do Empreendedor:
2) O Facebook ultrapassa o Orkut somente na região Sudeste do país (que concentra maior quantitativo de acessos). No resto do país, o Orkut ainda é hegemônico.
3) Em dezembro de 2011, 76% dos usuários do Facebook também acessaram o Orkut, segundo a ComScore. O que significa que as plataformas estão sobrevivendo paralelamente.
4) O Twitter apontou uma tendência de crescimento importante, que pode ultrapassar o número de contas cadastradas do Orkut em pouco tempo.
Conclusões:
• Quando dizemos que o facebook é maior do que o Orkut, ainda entendemos que é uma ultrapassagem regional e não nacional, por mais que a região sudeste concentre usuários.
• Sem a aferição de lan houses jamais teremos certeza dos dados de acesso às plataformas sociais no Brasil, haja visto o quantitativo de usuários de lan houses no país.
• O Brasileiro vem se habituando a trocar informação em múltiplas plataformas, separando amigos por grupos ou interesses.
Fonte: http://www.missmoura.com/panorama-das-redes-sociais-no-brasil-parte-ii
*Patrícia Moura é professora de Redes Sociais do IGEC e ministrará o Curso Prático de Redes Sociais em março
Panorama do Brasil nas redes sociais em 2011 com dados ComScore
30/09/11
Por Patricia Moura*
O último relatório do instituto ComScore sobre a ascensão das redes sociais na América Latina aponta que 90,8% dos brasileiros que acessam a internet acessam redes sociais. Mas o que isso significa para planners, criativos, empreendedores e clientes?
1. Isso significa que a ascensão das redes sociais no Brasil é um caminho sem volta.
2. Isso significa que o marketing em mídias sociais continuará a ser a cereja do bolo nos planejamentos digitais por um bom tempo.
3. Isso também significa dizer que cada vez mais empresas irão se conscientizar da importância de interagir com seus consumidores on-line.
4. Isso também pode afirmar que oportunidades de trabalho junto ao marketing digital continuarão sendo abertas…
As conclusões parecem precipitadas, mas não podemos deixar de afirmar que o crescimento do mercado é uma tendência. Segundo o infográfico do Mashable, o Brasil tem apenas 37,8% da população conectada e os brasileiros já são fãs incondicionais das redes sociais.
O brasileiro é plural e se adapta rapidamente a novas redes sociais on-line. A prova disso são redes como Tumblr e Linkedin no TOP10. A surpresa da imagem que segue abaixo é ver a companhia Vostu, responsável pelos jogos Megacity e Café Mania, sendo citada como rede social. No site da companhia não encontramos informações que expliquem essa inclusão no Top10 Brasil.

Como sempre, os institutos de pesquisa e canais de comunicação se confundem na hora de elencar as principais redes sociais. A falta de critério do que é ou não é uma rede de relacionamento já deu origem a outros posts meus sobre o assunto. Uma prova dessa confusão é o ranking do infográfico do Mashable que inclui Blogger e WordPress na lista.
O que o relatório da ComScore apontou sobre a briga Orkut X Facebook:
• No Brasil, o Orkut foi a rede de relacionamento mais visitada, alcançando 35,7 milhões de visitantes, Isso significa que o Orkut cresceu em visitas 20% em relação a Junho de 2010.
• Enquanto isso, o Facebook obteve um crescimento de 192%, alcançando em números absolutos 24,5 milhões de visitantes.
• Há uma intersecção de usuários no que diz respeito aos acessos. Cerca de 20 milhões de pessoas que acessaram o Orkut também acessaram o Facebook, sendo possível concluir que há mais uma divisão de atenção do que um possível processo migratório.
• Ainda assim, os usuários do Orkut no Brasil são mais participativos do que no Facebook. Um visitante médio do Orkut passou 4,3 horas no site em Junho de 2011, enquanto um visitante do Facebook passou 1,6 hora durante o mês.
O relatório ainda mostrou que no Brasil, as mulheres somaram 58,7% de todo o tempo gasto em redes sociais. Pesquisas anteriores já provaram que as mulheres são as que mais interagem e participam de processos de decisão de consumo de toda a família. A diferença entre gêneros nas redes sociais on-line pode parecer pequena, mas o consumo de produtos de higiene pessoal e cosméticos movimentou, somente em 2010, 37,4 bilhões de dólares no Brasil e marcas como Avon, Boticário e L’oreal Paris já possuem perfis nas principais redes sociais on-line para se comunicar com suas consumidoras.
*Patrícia Moura é professora de Redes Sociais na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Curso Prático de Mídias Sociais: Experiência e Projeto
22/09/11
Por Alex Camillo (@alexcamillo)
Recentemente, participei do “Curso Prático de Mídias Sociais” com a @missmoura no Igec/Facha. O curso, dividido em quatro aulas, num total de 16 horas, tem como seu público-alvo estudantes e/ou profissionais de comunicação, marketing, relações públicas, publicidade, propaganda e jornalismo. A @missmoura, Gerente de Mídias Sociais da Casa Digital, Professora da Pós-graduação em Marketing Digital Igec-Facha, nos dá todas as ferramentas necessárias para que possamos criar, planejar, executar e mensurar as ações e campanhas através das mídias sociais. Ao final do curso aprendemos a colocar em prática um projeto de mídias sociais, em formato de vídeo, aprendemos também a divulgá-lo, disseminá-lo e mensurá-lo. O curso é totalmente “mão na massa”, ou seja, esteja preparado para trabalhar muito.
No primeiro dia de curso, após as apresentações e a exposição da parte teórica, o briefing nos foi apresentado, e, com ele, todas as informações que precisávamos para o projeto. Como disse anteriormente, precisávamos criar um projeto com conteúdo audiovisual contra a exposição de intimidade na internet. Nosso público-alvo consistia em indivíduos do sexo feminino, de12 a 25 anos, e nosso objetivo era conscientizá-las sobre o conteúdo que publicam de si mesmas.
Com o briefing em mãos e os grupos divididos, estava na hora de começar a trabalhar. Durante o brainstorming, em seu início e como de costume, várias idéias foram apresentadas frenética e aleatoriamente. Estávamos muito preocupados com a execução do vídeo e talvez isso tenha nos atrapalhado um pouco durante o processo inicial. A grande verdade foi que saímos do curso no primeiro dia sem nada de concreto, porém combinamos trocar idéias via e-mail durante a semana. Algumas das idéias apresentadas não eram executáveis, tínhamos pouquíssimo tempo hábil para a gravação do vídeo e o nosso budget era zero. Precisávamos de algo prático, que pudéssemos gravar em um dia e que fosse de fácil edição, já que nenhum de nós é expert em edição de vídeos.
Analisamos o cenário e descobrimos que em busca da fama virtual, adolescentes de 12 a17 anos estão aderindo cada vez mais ao sexting. O fenômeno criado por jovens nos EUA há cerca de cinco anos chegou recentemente ao Brasil. O termo é oriundo da união de duas palavras em inglês: sex (sexo) e “texting” (envio de mensagens). Para praticar o sexting, meninos e meninas produzem e enviam fotos, em poses sensuais, de seus corpos nus ou seminus, usando celulares, câmeras fotográficas, webcams, contas de e-mail, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de relacionamentos.
Resolvemos fazer então um “vídeo depoimento”; criamos o roteiro, que a princípio era imenso, mas foi “enxugado” após diversas revisões e edições, gravamos e editamos o vídeo. A gravação do vídeo foi feita com um celular. No que se refere ao conceito, o grupo optou por mostrar o quanto manchar a sua imagem, mesmo anos atrás, pode acarretar em problemas no futuro. O produto foi um “vídeo alerta” de 1 minuto e 30 segundos, com um linguajar direto, que atingisse nosso público-alvo. Optamos por uma abordagem mais didática para que não ficasse nenhuma sombra de ambigüidade e devido ao perfil imediatista do público-alvo, sem visão de futuro. Ademais, uma vez que o público incluía também crianças (12 anos) e adolescentes (13 a18 anos), descartamos uma abordagem irreverente, que poderia ser mal-compreendida.
Com o vídeo pronto e acabado, começou a parte principal do projeto, o planejamento e disseminação do vídeo. Tivemos apenas uma semana para a divulgação.
O Planejamento foi dividido da seguinte forma:
- Monitoramento das comunidades online;
- Monitoramento das plataformas a serem utilizadas;
- Definição de estratégia de atuação;
- Divisão de tarefas por membro da equipe, fazendo com que, cada membro; ficasse com no máximo duas plataformas sob sua responsabilidade, dependendo do número de plataformas que seriam utilizadas. Para isso, criamos um cronograma diário de ações, com as ações que seriam realizadas em cada plataforma e seus respectivos responsáveis.
De acordo com o planejamento ficou estabelecido que atuaríamos nas seguintes plataformas:
- Orkut
- Yahoo Respostas
- Dihitt
- Blogs
Nossa estratégia era mostrar que a exposição excessiva da intimidade (seja em fotos, vídeos etc.) poderia causar prejuízos à imagem do jovem e/ou adolescente.
Time for action, nosso plano de ação consistiu em:
Orkut – Ações: Busca por comunidades procurando adequação ao tema proposto. Envio de scraps para contatos com textos chamativos que incitassem sua curiosidade em ler sobre sexting. Inserção do vídeo nos perfis dos membros do grupo. Feedback: Tivemos muitas dificuldades nesta plataforma. A maioria das comunidades estavam paradas, então fizemos uma busca pelo termo sexting, encontramos algumas comunidades de psicologia e pediatria, pedimos permissão para postar, mas a resposta demorou.
Facebook – Criamos um evento chamado Sexting Fight, todos os participantes do grupo convidaram seus contatos para participar, sendo que quarenta e cinco pessoas confirmaram presença. Buscamos por páginas e grupos relacionados ao tema proposto. Postamos links de notícias em grandes portais sobre o tema. Compartilhamos links, vídeos e eventos de outros membros em nossos murais. Demos um “curtir” para que os links se espalhassem nos murais de todos os membros. Publicamos o release em forma de nota também. Feedback: Dos sites externos, o Facebook foi o que mais trouxe resultados, chegando à marca de 40% das exibições.
Twitter – Decidimos enviar 10 (dez) tuítes por dia no máximo, com frases atrativas. Buscamos por ganchos nos “trending topics”, visando aumentar o número de cliques e alcançar maior audiência. Retuitamos tuites de outros membros da equipe. Buscamos por influenciadores para que estes pudessem divulgar a campanha. Criamos a hashtag sexting. Conseguimos que alguns influenciadores divulgassem nossa campanha, como: Newton Alexandria, Marcia Ceschini, Safernet, Carmadelio e o juiz federal, professor e escritor William Douglas. Aproveitamos que naquela semana, a novela da Rede Globo, Insensato Coração estava em sua última semana de exibição e “bombando” nas redes sociais e pegamos um gancho com alguns dos personagens. Em destaque o personagem Douglas e Bibi, na cena de seu casamento quando os dois chegaram em casa bêbados e dormiram em plena lua de mel. O tuite foi: “Pô Bibi, que parada é essa de sexting?” Outros termos que fizeram parte daquela semana nos “Trending Topics também foram utilizados, como: #morri; o tuíte foi: se a minha filha fizesse uma coisa dessas, #morri, com o link para o vídeo. Feedback: Conseguimos 20% dos cliques originados no Twitter.
Yahoo respostas – Buscamos por perguntas sobre o tema ou algo semelhante. Tentamos conquistar a confiança de outros usuários, comentando/respondendo em suas perguntas, a fim de criar uma rede de contatos dentro da plataforma, para que, de forma sutil, pudéssemos inserir nosso vídeo e campanha. Criamos a pergunta: Você sabe o que é sexting? Feedback: Talvez, com um pouco mais de tempo para divulgação, teríamos conseguidos melhores resultados nesta plataforma.
Dihitt – Tentamos criar uma rede contatos, votando em outras notícias e conquistando a confiança de outros usuários. Feedback: Outra plataforma, que com um pouco mais de tempo para divulgação, teríamos conseguidos melhores resultados.
Blogs – Enviamos releases para blogs que pudessem fazer a divulgação. Recebemos um grande número de cliques vindos destes blogs. Destaco os seguintes blogs:
Feedback: Grande parte dos cliques obtidos no projeto foram oriundos dos blogs citados acima.
Tivemos certa dificuldade com as tags no Youtube. Termos com sex, sexo, sexualidade, sensual, exibicionismo acabaram associando nosso vídeo com outros que iam contra o conceito do nosso vídeo. Em contrapartida, o portal G1 divulgou uma notícia sobre sexting, exatamente na semana de divulgação do nosso projeto. Recebemos alguns retuítes logo em seguida. Acreditamos que a abordagem do tema em um portal com a importância do G1, criou interesse, levou a mais buscas sobre o tema nas search engines e acabou dando mais visibilidade ao nosso trabalho.
Por fim, podemos concluir que o projeto foi um sucesso, pois obtivemos mais de 3.500 views no Youtube, isto em apenas uma semana de divulgação. Gostaria de agradecer mais uma vez à Patrícia Moura (@missmoura) e ao Igec pelo curso e a todas as pessoas que tuitaram, divulgaram e compartilharam o vídeo. Participaram do projeto, além de mim: Elton Oliveira, Lilian Martins, Paulo Cesar Wilson, Sidney Dantas e Vivian Borges.
Quer assistir ao vídeo? Clique aqui!
Facebook e Orkut: quem é rei?
08/09/11
Por José Telmo*
Há tempos que o debate sobre qual é a maior rede social do país permeia as listas e tweets da turma envolvida com marketing digital. Desde a chegada do gigante azul no país, dominado pelo Orkut há pelo menos 7 anos, o palco digital tem sofrido várias mudanças em matéria de conteúdo, presença e participação.
A semana começou agitada para as redes sociais por causa da matéria de capa da revista semanal IstoÉ Dinheiro, “Você pode ganhar muito dinheiro no Facebook“, com uma seleção de reportagens sobre como a rede criada por Mark Zuckeberg pode ser uma grande vantagem comercial para empresas que queriam aproveitar a plataforma para ganhar dinheiro.
Nela, entre outros dados, afirma-se que o Facebook ultrapassou o Orkut em agosto no número de usuários e acessos, segundo dados apurados pelo Ibope (veja o gráfico). Rapidamente o assunto se espalhou pela esfera de mídias sociais. Leia a matéria na íntegra no site da revista IstoÉ Dinheiro.
Mas os dados já começam a ser questionados. Segundo noticiado no blog Midia8, o Ibope contesta as informações obtidas pela revista pois ainda eles ainda não fecharam as informações sobre o ranking de internet para o mês de agosto.
Com ou sem coroa, é inquestionável as mudanças que estão acontecendo e no número crescente de usuários (e empresas) participando do Facebook que conta com jogos, grupos e ainda recursos de publicidade e customização de páginas. Já o Orkut, líder no país desde sua chegada, parece ter sido abandonado pela matriz do Google, que preferiu investir em sua nova plataforma, o Google+, como sua rede social oficial.
Se o Google irá reagir e fundir suas redes sociais ou se o Facebook irá realmente ser aclamado como novo líder no país, só o tempo dirá.
Mas uma coisa é certa: independente de tudo isso, estamos falando de ambientes digitais para as pessoas, o lugar que elas consideram sua segunda casa (a digital pelo menos) e lá conversam, batem papo, criam e se divertem. Esse é o terreno que as grandes marcas digitais querem lotear, semelhante a um slogan de empreendimento imobiliário, “aonde você vai morar?”
E como somos seres gregários, preferimos viver em sociedade, perto de quem gostamos e conhecemos. Essa é a chave de sucesso de uma mídia social: a capacidade de atrair mais participantes mantendo um grande grupo. Assim, a morte e abandono de uma casa é questão de tempo para alguém escolher seu lugar ao sol (ou perfil).
E você? Acha mesmo que está decretado mais uma morte digital, a do Orkut? Ou tudo é uma questão de tempos para a gigante das buscas se reinventar? E o Facebook, já era hora dele se tornar o líder? Deixe seus comentários abaixo.
*José Telmo é Consultor, professor e palestrante de marketing digital e criação publicitária. José Telmo atua também como consultor de planejamento de marketing de empresas em vários segmentos de indústria, comércio e serviços envolvendo estratégias online e offline, inteligência competitiva e branding. Foi aluno da 5a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Fonte: http://www.josetelmo.com/
Pôneis Malditos: o fenômeno da Nissan em números
05/08/11
Em menos de uma semana, campanha teve quase 500 comunidades criadas no Orkut, 8 perfis no Twitter somando 34 mil seguidores e mais de mil vídeos reproduzidos no Youtube

Divulgação

Nissan: marca atingiu rapidamente os trending topics do Twitter com sua campanha Pôneis Malditos
São Paulo – Quase um ano após após dar início a uma polêmica estratégia de marketing que ataca concorrentes e usa o sarcasmo e o bom-humor para dar visibilidade a seus modelos, a Nissan alcança com “Pôneis Malditos” o maior buzz até então.
Lançada há menos de uma semana e investigada pelo Conar, a campanha foi apontada pela montadora como uma das mais comentadas em blogs e redes sociais, superando cowboys de posto, engenheiros rappers e até “o funk das formigas“.
Ainda não houve tempo suficiente para comprovar se os coloridos animaizinhos surtiram grande efeito nas vendas, mas a diferença já pode ser sentida: “Tivemos um aumento significativo no fluxo de nossas concessionárias no fim de semana da estreia do filme”, diz Carlos Murilo Moreno, diretor de marketing da Nissan do Brasil.
Um levantamento feito pela própria Nissan e divulgado com exclusividade a EXAME.com aponta que até a tarde de ontem a campanha já havia sido comentada em mais de 640 blogs, além de ter sido assunto em dezenas de sites e mais de 80 fóruns. No Youtube, só o vídeo oficial já passou de 6 milhões de visualizações até então.
Veja os números:
Orkut
499 comunidades criadas. A maior delas conta com mais de 64 mil membros.
Mais de mil tópicos citam os pôneis malditos.
Mais de 178 mil menções desde sexta feira (29)
8 perfis criados no Twitter. O maior deles conta com mais de 12.154 seguidores.
Ao total, 34 mil usuários seguem os perfis dos pôneis malditos.
Blogs
Mais de 640 posts, além de dezenas de notícias em portais de comunicação
Fóruns
Mais de 80 posts
14 grupos foram criados. O maior deles conta com mais de 1.800 membros.
7 páginas foram criadas.
25 perfis foram criados com o nome Pôneis Malditos
9 eventos foram criados. O maior deles conta com mais de 10.050 convidados.
140.042 views do vídeo partiram do Facebook.
YouTube
1.010 vídeos, entre remixes e reproduções da campanha, foram postados.
O vídeo oficial conta com 6.313.664 views e 17.206 comentários.
O vídeo foi favoritado mais de 7 mil vezes.
Tumblr
Mais de 81 posts referentes à campanha. O mais popular conta com mais de 33.600 notas (reblogs).
Audiência potencial (Twitter e Facebook)
99.691.148 pessoas devem ser impactadas pela campanha.
Fonte: http://exame.abril.com.br
7 perguntas para Valdir Leme – Gerente de Marketing do Google
30/06/11
Por Patrícia Moura (@MissMoura)
Enquanto a morte do Orkut vem sendo declarada a quatro ventos pelos alarmistas do mercado, marcas como Coca-Cola, Itaú, Nike e Casas Bahia investem um bom aporte em comunidades patrocinadas e ações na comunidade Ao vivo – o atual lançamento de sucesso da rede.
Frente a guerra pela audiência com o Facebook, e ainda distante de lançamentos mega recentes como o Google+, o Orkut ainda reina absoluto como a maior rede social digital do país, com mais de 40 milhões de usuários (ou seriam 28?), e vem se tornando cada vez mais amigável como ambiente corporativo.
Em 7 anos desde o seu lançamento, muita coisa mudou não só na rede social, mas também no comportamento dos usuários. Em 2009, por exemplo, 17% dos usuários do Orkut (em pesquisa contratada pelo Google) conheciam mas não usavam o Facebook, assim como você pode conferir neste vídeo do Gerente de Marketing do Google, Valdir Leme.
De 2009 para cá, também mudaram os resultados no Analytics para aqueles que utilizavam a rede como principal canal para a tática de seeding. Houve uma percepção de queda na interação das comunidades que fez com que muitos Analistas de Mìdias Sociais dessem a rede como pouco interativa e voltasse seus olhares para o Twitter e, posteriormente, o Facebook que agora é visto como principal concorrente da rede.
Com objetivo de esclarecer as minhas, as suas e as nossas dúvidas – e deixando um pouco de lado os achistas de plantão – entrevistamos Valdir Leme, que desde 2008 trabalha diretamente com Orkut. Leme nos falou um pouco sobre segmentação de público, dados inéditos do Ao Vivo, a integração com a marcas e, até mesmo, a possibilidade de geração de relatórios para as ações patrocinadas na rede.
O que podemos concluir com a entrevista de Leme? Que a dinâmica das redes sociais digitais é mutável e sempre será. O Orkut ainda dá grandes resultados como mídia e como rede social digital, basta se debruçar sobre ele sem preconceitos, mergulhar na cabeça dos consumidores, ter bons planejadores na equipe e um pouco de verba pra trabalhar – que nunca fez mal a publicitário algum.
E só pra lembrar a quem pode ter esquecido: ainda temos 50% dos cidadão brasileiros para acessar a web. Deixem para declarar morte aos canais quando tivermos, pelo menos, 80%.
- Como se classifica a audiência do Orkut por classe social, atualmente? Há rumores de que o público-alvo da rede tenha mudado e se concentrado nas Classes C, D, E.
Na verdade o Orkut no Brasil é atualmente a rede social com maior diversidade entre Classes Sociais. Podemos relacionar a audiência do Orkut, em território nacional, com a novela do horário nobre, já que atinge todas as Classes Sociais do país.
- Como vocês se enxergam frente ao crescimento da audiência do facebook no Brasil?
Segundo dados recentes da ComScore o Orkut possui cerca de 70% de alcance nacional, em outras palavras, 70% dos internautas brasileiros estão no Orkut. Outro dado importante neste estudo relata que o Orkut é a maior rede social no Brasil em número de usuários – cerca de 43 milhões de usuários ativos no país.
- Conte um pouco sobre a estratégia do Orkut Ao Vivo. Como você avalia as duas primeiras ações na comunidade?
O Orkut Ao Vivo é uma comunidade que transmite entrevistas exclusivas, em tempo real, com diversos tipos de personalidades (músicos, artistas, apresentadores, etc). A oportunidade do fã estar mais perto do seu ídolo é um dos motivos do sucesso que obtivemos a partir do lançamento, em maio de 2011. Além disso, os fãs podem interagir com os entrevistados por meio de perguntas enviadas dentro da comunidade ou hashtag #OrkutAoVivo divulgada dias antes das entrevistas na comunidade.
Abaixo, alguns dados de destaque:
- A comunidade do Orkut Ao Vivo (www.orkut.com.br/AoVivo) foi lançada dia 1 de maio de 2011. Em menos de 7 dias atingiu mais de 5 milhões de membros.
- Após 5 dias presente na comunidade do Orkut Ao Vivo, o vídeo da primeira música do DVD da Pitty obteve mais de 940.000 views
- Nos 10 dias que antecederam a entrevista ao vivo com a Pitty, geramos 798.000 interações com os membros da comunidade do Orkut Ao Vivo, via tópicos e enquetes
- A hashtag manteve-se como #2 nos trending topics do Twitter por mais de 3 horas, começando 30 minutos antes da entrevista
- Após essa ação, o brand channel da Pitty teve crescimento de +70% em views e +71% em subscribers
- Como você vê o interesse das marcas em se relacionar com seus clientes através do Orkut?
Podemos citar o sucesso das comunidades da Nike Futebol, Coca-Cola e Casas Bahia, por exemplo, sendo que o número de usuários na comunidade da rede varejista aumentou em quase 20 vezes após a oficialização. Já a comunidade da Coca-Cola, recém-lançada conta com 527 mil membros (criada no início do mês de Junho de 2011). A diversidade é tão grande que até times de futebol como Palmeiras, Santos e Corinthians possuem comunidades oficiais.
- Existe algum projeto ou previsão de criar páginas ou relatórios que possam mensurar a interação entre marca e cliente, como o fazem as Fan Pages (facebook)?
Os clientes que possuem comunidades patrocinadas recebem um relatório que mensura acessos e interações na comunidade.
- A ferramenta Promova sofrerá alguma alteração este ano?
Não comentamos sobre o futuro dos produtos e/ou lançamentos futuros. Constantemente produtos e serviços são lançados pelo Google, você pode acompanhar as notícias por meio do blog do Orkut. Podemos dizer que a ferramenta é um sucesso entre os usuários, gerando maior interação entre eles.
- Existem mais novidades para 2011 que já podem ser reveladas ao público?
O Orkut Ao Vivo é uma das novidades recém-lançadas pelo Orkut. Mas é claro, sempre estamos trabalhando em novas funcionalidades para melhorar a experiência do usuário com a plataforma.
Fonte: http://www.missmoura.com/7-perguntas-para-valdir-leme-gerente-de-marketing-do-google
Patrícia Moura é professora de Redes Sociais no IGEC
Entrevista com o prof. Nepomuceno no RH Mais
15/09/10
RH 2.0
A explosão das redes sociais tem ajudado muitas empresas a melhorar seu relacionamento com clientes, funcionários e fornecedores. Por outro lado, tem tirado o sono de muitos profissionais de RH que não sabem como lidar com esse novo mundo. Carlos Nepomuceno, consultor especializado em Redes Humanas, com especialização no mundo Web, mostra o quanto saber lidar com essas ferramentas é importante e como elas podem afetar toda a estrutura de uma empresa.
Data: 15/09/2010 | Entrevistado: Carlos Nepomuceno
LG: Como você vê a difusão das redes sociais no meio corporativo?
Carlos Nepomuceno: Primeiro temos que definir o que são redes sociais. Existe uma confusão muito grande hoje sobre esse conceito, por que está se restringindo a ideia para redes sociais eletrônicas, que estão ligadas a determinadas ferramentas como Orkut, Twitter etc. Na verdade, o que está acontecendo é uma mudança global na sociedade, em função de termos uma nova ferramenta de troca de informação e de comunicação, que é a Internet.
A Internet tem feito com que o cidadão passe a ter uma quantidade de informações maior e, principalmente, tem possibilitado o acesso a determinadas informações de fontes que ele não tinha antes. Ou seja, agora ele passou a ser informado sobre tudo na sociedade pelos amigos, conhecidos e também de pessoas que ele não conhece, através de trocas nos grupos, pesquisas de mercado, comentários em sites de compras etc. A partir desse novo modelo, ele passa a perceber que aquele produto tem ou não problemas e ele conhece a realidade das empresas: se ela está trabalhando no Brasil ou fora, se está respeitando o meio ambiente e uma série de outras questões.
Esse ambiente informacional que entramos agora faz com tenhamos uma relação diferente com toda a sociedade, inclusive, com o ambiente corporativo. Algo semelhante ocorreu no surgimento do livro impresso, onde existia um poder muito bem organizado na sociedade: a Igreja e a monarquia. A estrutura de informação baseava-se na conversa dos padres na Igreja e no livro manuscrito, que era completamente cerceado e fechado, por que as pessoas não tinham acesso a ele. Quando surgiu o livro impresso, houve uma explosão da circulação de ideias.
A mudança que estamos vivendo hoje é similar a essa de 550 anos atrás, ocorrida com o surgimento do livro impresso. Após essa inovação, aconteceram muitos fatos importantes que mudaram completamente a sociedade, como a revisão da monarquia, da própria igreja, do modelo político e econômico, além de uma reestruturação, passando do modo agrário-feudal para industrialização-capitalista.
Estamos começando uma nova ruptura da civilização, onde o modelo mental de como pensamos a sociedade está mudando em função das trocas de ideias que estão acontecendo. Estamos construindo uma nova sociedade na qual as corporações terão que se reinventar.
Então, como lidamos com as redes sociais? Se reinventando, enquanto organização, para que no futuro possa estar competitiva nesse novo mundo que está surgindo.
LG: Como os departamentos de RH das empresas podem aproveitar esses canais?
Carlos Nepomuceno: Há uma mudança em curso da forma como entendemos empresa. As pessoas estão querendo adaptar as redes sociais às empresas. Eu diria que o movimento que vai acontecer, será inverso. As empresas vão ter que se adaptar à nova forma de pensar da sociedade, a partir da utilização dessas redes. Ou seja, vão acontecer mudanças, inclusive no RH.
Existe uma tendência em alterar a relação empresa-empregado. Ele tende a ser um acionista da empresa e não será mais visto como um competidor do empresário. Ele terá que ser incorporado para vestir a camisa e para que a empresa possa aproveitar as ideias dos funcionários. Por outro lado, as empresas vão trabalhar em rede com seus fornecedores e acionistas. Será uma mudança tão repentina e radical que temos que imaginar isso de uma forma mais global.
Diante disso, os profissionais de RH terão que tentar compreender esse novo quadro para se adaptar. Hoje eles estão tentando encaixar as redes sociais no modelo corporativo atual, mas o certo é pensar no novo modelo de corporação que vai surgir, modelo de RH 2.0, e como vamos nos relacionar com os empregados nesse novo cenário, onde, muitas vezes, eles não estarão trabalhando dentro da empresa e serão funcionários, consumidores, acionistas e formadores de opinião, ao mesmo tempo.
LG: Hoje o maior uso das redes sociais pelo RH talvez seja como ferramenta de recrutamento e seleção. O que você acha disso e como o RH deve gerenciar esse processo seletivo virtual?
Carlos Nepomuceno: As pessoas precisam dar informações na internet para receber em troca qualidade de informação. Diante disso, a forma de seleção usada para esse modelo de empresa que está acabando, cria alguns problemas éticos. No entanto, a tendência é que as pessoas agreguem valor cada vez mais pelo que elas geram, sendo que hoje elas são recrutadas muito mais por protótipos e preconceitos.
Acredito que com as redes sociais isso tende a mudar, pois será um mundo de inovação rápida, onde a empresa precisará de pessoas com atitudes filosóficas, que possam recriar o tempo todo. Sendo assim, haverá uma remodelagem das contratações, buscando pessoas bem diferentes do padrão de hoje. Isso já acontece aqui e ali, mas acredito ser uma grande tendência pro futuro.
LG: Você acredita que todas as redes devem ser liberadas para todos os colaboradores em uma empresa?
Carlos Nepomuceno: Existem pesquisas que dizem que as pessoas perdem tempo nas redes sociais. Eu acredito que se as pessoas estão trabalhando em uma empresa onde elas são avaliadas pelos minutos que trabalham e não pelo valor que agregam à companhia, não vai ser liberar ou proibir as redes sociais que fará diferença.
O funcionário pode estar na frente do computador pensando na namorada, fazendo um trabalho de faculdade, trocando emails com amigos ou simplesmente jogando paciência. Ou estar no telefone fingindo que está falando com um cliente, mas batendo papo. Então a questão não é abrir ou não para redes sociais, mas sim a forma de medição do trabalho dos funcionários feita pelas corporações e isso independe de redes sociais.
Se o RH consegue criar medidas de valor das pessoas na frente do computador, cada vez vai ficar mais ridícula a discussão sobre o que ele está ou não acessando. Porque ele pode não acessar o Twitter, por exemplo, mas estar navegando em sites da internet. Fazendo uma comparação simples: é a mesma coisa de alguém estar com febre e tirar-se o termômetro para fingir que ele não está mais com febre.
A questão é: nós temos hoje capacidade de medir o valor das pessoas para as empresas, ou não? Por que o certo é que as pessoas valham cada vez menos pela quantidade de horas que trabalham e cada vez mais pela quantidade produzida. Hoje é preciso motivar o trabalho intelectual.
LG: O que você acha das redes sociais internas, criadas pelas empresas e restrita à intranet?
Carlos Nepomuceno: Na verdade, isso é a incorporação do novo modelo informacional, baseado na troca. Chamo a atenção para o fato de que isso vai trazer mudanças radicais na empresa. Está sendo mudada a forma de controle da informação da empresa e quando isso é modificado, a estrutura e os processos das empresas também são alterados.
Ou seja, o modelo vertical, com chefes, diretores e acionistas, funcionou por algum tempo. Mas quando a empresa implanta um Orkut na intranet da corporação, por exemplo, você oferece uma ferramenta mais rápida e dinâmica, que altera também essa estrutura vertical.
A tendência de se criar empresas colaborativas é uma forma de se resolver problemas de inovação e de geração de valor, de sobrevivência da empresa. Isso é certo. O problema é que elas estão fazendo isso da mesma forma que implantaram o computador ou o Word. As empresas precisam entender que redes sociais são mais que uma ferramenta. Elas mudam a forma de controle da informação, os processos e, conseqüente, as empresas. É preciso, então, pensar que esse processo é uma gestão de mudança macro e não micro, como muitas empresas estão pensando.
LG: Como “educar” os colaboradores de uma empresa para o bom uso dessas ferramentas?
Carlos Nepomuceno: Acredito que as empresas é que precisam se reeducar. O que está acontecendo é que a corporação quer usar o modelo de informação e comunicação pré-internet e quer que tudo que esteja acontecendo hoje, na pós-internet, simplesmente não aconteça e que não impacte a corporação. Alguns gestores não querem modificar a corporação e querem que os funcionários esqueçam, enquanto estão na empresa, que existe esse novo mundo da internet, de colaboração. É como brincar que dentro da empresa não existe Orkut, Twitter e Facebook.
Os gestores precisam avaliar dois pontos:
- Essa mudança informacional que aconteceu há 550 anos, vai se repetir? Se sim, como minha empresa vai se adaptar?
- A partir daí, como vou me relacionar com meus funcionários, fornecedores e clientes?
Os gestores querem manter a empresa da forma que está e usar todas essas novidades que estão surgindo, com a cabeça antiga, e acreditam que com isso irão resolver seu problema. Só que isso é inviável por que, historicamente, não foi isso que aconteceu há 550 anos e não é isso que vai acontecer agora.
Acredito que os gestores precisam estudar para ter condições de encontrarem o melhor caminho, o mais viável. Mas o que vemos hoje é que eles não têm essas informações e, com isso, estão indo por um caminho errado, enquanto a concorrência está fazendo da forma correta…
LG: Para as empresas que ainda não usam essas ferramentas, mas querem adotá-las em sua gestão interna, por onde você aconselha que elas comecem?
Carlos Nepomuceno: Um passo importante é perceber que há uma grande mudança. O segundo passo é entender esse processo que está acontecendo. Isso tudo tem que ser feito pela cúpula da empresa, que precisa incorporar essa mudança informacional e inseri-la na estratégia da empresa. Feito isso, é preciso estudar como implantar.
Eu sugiro, em meu livro, uma criação de protótipo: escolha um setor de pessoas proativas e dinâmicas e teste o novo modelo. A partir daí aprimore o sistemas e aplique em toda a empresa. Mas é preciso estar preparado para sair de uma empresa totalmente verticalizada e passar para uma horizontalizada em rede, que vai trabalhar com uma dinâmica diferente, compatível com o mercado que está surgindo nesse novo ambiente. Ou seja, a velocidade interna da organização terá que ser compatível com a velocidade da internet.
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Jornalista e consultor especializado em Redes Humanas, com especialização no mundo Web, desde 1995, Carlos Nepomuceno é doutorando em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense. É ainda pesquisador dos efeitos da Ruptura 2.0 e procura ajudar a sociedade a lidar melhor com essa passagem. Atualmente, presta consultoria para grandes instituições, como Petrobras, Dataprev, Prodesp, e leciona aulas na UFRJ, Senac/RJ e Instituto de Gestão e Comunicação – IGEC. É ainda co-autor do primeiro livro sobre Web 2.0 no Brasil: Conhecimento em Rede.
Fonte: http://www.lg.com.br/rhmais
Vencedores do Supercase de DIG4 – Instituto Souza Cruz
09/03/10
Renata Fernandes, Leandro Dupin, Enrico Lyra, Fábio Carvalho, Rafael Louzada e Rafael Vitoriano. Esses são os 6 vencedores do Supercase de DIG4, no desafio proposto pelo Instituto Souza Cruz.
O Instituto Souza Cruz é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, de abrangência nacional, com sede no Rio de Janeiro. Reconhecido pelo Ministério da Justiça como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), o Instituto está comprometido com a causa da Educação para o Desenvolvimento Humano Sustentável, cuja missão é contribuir para educar e formar jovens empreendedores no meio rural brasileiro, através de iniciativas que potencializem seu protagonismo nos processos de desenvolvimento sustentável.
O grande desafio proposto foi fazer o Instituto Souza Cruz ser apontado por todos os públicos de interesse como referência no desenvolvimento do jovem do campo. Veja o desfio proposto e as soluções apresentadas abaixo:

Parabéns ao grupo!














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