Artigos com o marcador negócios
10 casais do mundo dos negócios
12/06/12
Especialmente no Dia dos Namorados
De empreendedores que criaram fortunas a casais que resolveram apostar em um negócio próprio como segunda atividade, conheça os enamorados que engordam a conta conjunta
Bill e Melinda Gates
Com um patrimônio avaliado em nada menos que 61 bilhões de dólares, Bill Gates é o segundo homem mais rico do mundo. Apesar de ser o principal nome por trás da Microsoft, menos de um quarto da riqueza de Gates deve-se à sua participação na empresa. Hoje, ele investe em ações e títulos de empresas como a Ecolab e a rede de televisão mexicana Televisa. A despeito dos vultosos investimentos, é pela filantropia que ele vem se destacando.
Até agora, Gates já doou mais de 28 bilhões de dólares à caridade. Junto com a mulher, que conheceu na Microsoft, ele criou a Bill & Melinda Gates Foundation, em 94. Os dois compartilham a presidência da entidade, que se dedica à erradicação de doenças, pobreza e desigualdade social em diversos países do mundo.
Luciana Gimenez e Marcelo de Carvalho
Foi na RedeTV! que Luciana Gimenez conheceu seu marido, o vice-presidente da emissora, Marcelo de Carvalho. Ele fundou a empresa de televisão depois de comprar a massa falida da Manchete junto com o empresário Amilcare Dallevo. Ela ganhou os holofotes da imprensa internacional depois de ter um filho com o britânico Mick Jagger, líder dos Rolling Stones.
Casados desde 2006, os dois enfrentam fases distintas no comando dos negócios. Só neste ano, Luciana já anunciou o lançamento de uma linha de lingerie, outra de sapatos e até um celular com a sua assinatura. A ex-modelo se mantém à frente do programa diário SuperPop, exibido na emissora. Por outro lado, a fase não parece das melhores para Marcelo: desde 2011, a RedeTV! perdeu o Pânico e o Brasileirão Série B para a Band, além dos direitos de transmissão do UFC para a Globo e o programa policial Operação de Risco para a Record. Acusada de atrasar o salário dos seus funcionários, a emissora veio a público em mais de uma ocasião para informar que teria regularizado a situação.
Luiza Brunet e Lírio Parisotto
Com um patrimônio estimado em 2,4 bilhões de dólares pela Forbes, Lírio Parisotto fez sua estreia no ranking dos mais ricos do mundo em 2012. Foi também neste ano que o empresário assumiu o relacionamento com a modelo mato-grossense Luiza Brunet. Depois de figurar nas passarelas e ensaios fotográficos, Luiza resolveu abraçar também o lado de empresária com a abertura de uma loja de moda praia em Búzios, no fim dos anos 80. Em 96, fechou uma parceria com a Avon para a fabricação de um perfume com seu nome. A sociedade dura até hoje.
Lírio, por sua vez, é conhecido como um dos maiores investidores individuais da Bovespa. A maior parte da fortuna do gaúcho vem de sua participação no fundo de investimento Geração Futuro L Par. Filho de agricultores, o fundador da fabricante de DVDs Videolar também conta com ativos imobiliários em seu portfólio.
David e Victoria Beckham
Quatro filhos – e muito dinheiro – nasceram da união entre o famoso jogador de futebol e a antiga integrante da banda Spice Girls. Depois de abandonar os palcos, Victoria virou estilista em 2008. A marca que leva seu nome é vendida em luxuosas lojas de departamento. Mas suas investidas no mundo do design extrapolam as vitrines desses endereços. No último mês, Victoria foi à Pequim e Hong Kong participar do lançamento de uma edição limitada da SUV Range Rover Evoque, que ajudou a desenhar. A ex-cantora também assinou uma linha de bolsas e joias em parceria com as marcas japonesas Samantha Thavasa e Shiatzy Chen.
Titular do Los Angeles Galaxy, seu marido David Beckham ganhou fama em equipes mais estreladas, com passagens pelo Real Madrid, Milan e Manchester United. Apesar da sua carreira no futebol parecer caminhar para o fim, Beckham, de 37 anos, está mais ativo do que nunca no mundo dos negócios. Queridinho dos anunciantes, é associado a marcas que vão do Burger King a Samsung. Neste ano, David também lançou uma linha de roupas íntimas em parceria com a H&M.
Diane von Fürstenberg e Barry Diller
O vestido envelope é sua marca registrada. Lançado nos anos 70, a peça de roupa conquistou milhões de clientes e alçou Diane von Fürstenberg à fama: ela chegou a figurar na capa da Newsweek como a mulher mais poderosa do mundo da moda depois da lendária Coco Chanel. Mas as criações da estilista vão além. Nascida na Bélgica e naturalizada americana, Diane veste celebridades no tapete vermelho, lidera campanhas contra a pirataria e preside o Conselho de Estilistas dos Estados Unidos (CFDA).
Depois de se divorciar do príncipe Egon de Fürstenberg, de uma dinastia alemã, Diane trocou alianças com o magnata da internet Barry Diller, presidente da IAC (InterActiveCorp). Com uma fortuna estimada em 1,6 bilhão de dólares, Diller foi um dos responsáveis pela criação da Fox Broadcasting Company. Hoje, ele está por trás de sites como o Match.com, de encontros, e da startup Aereo, que transmite conteúdo televisivo para tablets e smartphones.
Juliana Paes e Carlos Eduardo Baptista
Mais conhecida pela atuação nas novelas globais, Juliana Paes é sócia de um salão de beleza tocado pela sua família há quatro anos. Agora, ela aposta na expansão do negócio com a venda de franquias. A expectativa é colocar outras cinco unidades de pé ainda este ano, cada uma por um investimento inicial de até 300.000 reais.
O marido da atriz, Carlos Eduardo Baptista, é sócio da empresa de marketing esportivo Brazil Football, criada em 2006. Credenciada da Fifa, a agência negocia o passe de jogadores de futebol brasileiros. O casamento dos dois foi selado no Rio de Janeiro, em 2008.
Angélica e Luciano Huck
Os dois são apresentadores da Globo. Ora juntos, ora separados, também emprestam seus rostos a inúmeras campanhas de marketing. Para completar, ambos investiram em startups, empresas que apostam em ideias diferentes e que têm potencial para tornar o negócio rentável.
Em dezembro de 2010, Luciano Huck tornou-se sócio minoritário do site de compras coletivas Peixe Urbano, com uma fatia de 5% do negócio. Na época, chegou a divulgar ao seu séquito de seguidores no Twitter a possibilidade de ajudar as vítimas dos deslizamentos em serras cariocas com cupons voltados à doação, o que não deixou de gerar polêmica. Já Angélica comprou uma participação no site de comércio eletrônico Baby.com.br em novembro do ano passado. O endereço, que vende apenas artigos infantis, nasceu de uma ideia dos americanos Davis Smith e Kimball Spencer-Thomas. Para além do mundo virtual, Huck também é sócio da rede de academias Bodytech.
Cher Wang e Wenchi Chen
De acordo com a Forbes, um de cada cinco smartphones são produzidos pela HTC. Por trás da companhia, está a executiva Cher Wang. Junto com o marido, ela é dona da maior fortuna de Taiwan: 6,8 bilhões de dólares. Wang se formou em Berkeley, na Califórnia, e voltou à terra natal para ajudar a fundar a empresa que preside.
Inicialmente uma fabricante de notebooks, a HTC mudou o foco com o passar do tempo. Ainda nos anos 90, foi uma das primeiras companhias a apostar nas telas sensíveis ao toque. Casado com Wang, Wenchi Chen faz parte do conselho da HTC. Além disso, o executivo dirige a VIA, empresa de tecnologia que desenvolve circuitos integrados.
Beyoncé Knowles e Jay-Z
O casal mais conhecido do mundo da música possui uma renda conjunta de 78 milhões de dólares. Ex-integrante do grupo Destiny’s Child, Beyoncé engorda o cofre com os direitos de seus quatro álbuns já lançados: todos figuraram na lista dos 200 mais vendidos da Billboard. A cantora também possui uma linha de roupas, a House of Dereon, e contratos publicitários com gigantes como L’Oreal e DirecTV.
O polêmico rapper Jay Z segue a mesma linha. Além de ganhar com shows e com o rentável disco Watch the Throne, uma parceria com o amigo Kanye West, ele possui uma empresa de propaganda, outra de cosméticos e uma cadeia de bares e boates. Não por acaso, uma de suas letras de hip hop proclama que ele não seria um homem de negócios, mas o “próprio negócio”.
Jin Sook e Do Won Chang
Inicialmente, a varejista americana Forever 21 mirou a comunidade sul-coreana para crescer. Seus fundadores, afinal, vieram de lá. Jin Sook e Do Won Chang criaram a rede em 84. Inicialmente chamada de Fashion 21 e localizada em uma loja de não mais que 84 metros quadrados, a marca atingiu 700.000 dólares em vendas no seu primeiro ano de operação. Com o lucro, os fundadores resolveram abrir novas lojas a cada seis meses, rebatizando-as de Forever 21.
Em 97, eram 40 lojas. Hoje, são cerca de 480 espalhadas nos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina. Juntos, Jin e Do Won amealharam uma fortuna estimada em 4 bilhões de dólares pela Forbes. Mas não deixam de enfrentar percalços: conhecida pelas roupas acessíveis com um design mais apurado, a Forever 21 já foi processada mais de 50 vezes por copiar criações de estilistas renomados.
Fonte: http://exame.abril.com.br
Amazon vende mais e-books do que livros tradicionais
31/01/11
Companhia anunciou que, para cada 100 livros vendidos, foram comercializados 115 downloads de publicações digitais
Comentários do Prof. Renato Gianinni*
A venda de livros eletrônicos já ultrapassou a dos livros tradicionais (em papel) para a Amazon. No último trimestre de 2010, a companhia anunciou que, para cada 100 livros de bolso vendidos por meio de seu site, foram comercializados 115 dowloads de livros eletrônicos.
A previsão era de que tal marca fosse alcançada somente no segundo trimestre de 2011, mas a expansão do setor de leitura eletrônica fez com que o numero de dowloads já saltasse nos negócios da Amazon ainda em 2010. Além dos livros digitais, a companhia também declara que as vendas do Kindle, seu leitor eletrônico, também teve um forte crescimento no ano passado, mas não forneceu números.
No terceiro trimestre de 2010, as vendas líquidas da companhia alcançaram a marca de US$ 12,95 bilhões – quantia 36% superior ao último recorde, que havia sido de US$ 10 bilhões.
Com informações da BBC.
Fonte: www.mmonline.com.br
Comentário: O aumento das vendas dos livros em formato eletrônico não surpreende quem vem acompanhando de perto o crescimento do e-commerce. A cada ano, as vendas online vem mostrando mais a sua força e a sua posição na economia. Porém vale atentar para um detalhe: os downloads são maiores do que as vendas dos livros de bolso. Aqui no Brasil não temos essa tradição dos livros de bolso (publicações de qualidade inferior, mais baratas e práticas para transportar), porém o “pocket book” é muito forte no mercado americano. O que eu vejo aqui é que esse tipo de publicação sofre impacto direto dos e-books. Já que a qualidade não é importante, o cliente opta pela versão eletrônica. E consumindo mais livros eletrônicos, vende-se mais leitores. E o Kindle ganha aqui, pois competir com o acervo da Amazon é realmente muito difícil.
Os livros tradicionais, melhor acabados, ou mesmo os livros de arte, no meu ponto de vista, tem longevidade garantida. Acredito até em um futuro promissor, tornando-se objetos de culto para nichos de mercado. Tal como o disco de vinil, deixarão de ser comoditie para ocupar uma posição diferenciada no mercado, ganhando status de peça de arte.
*Renato Gianinni é professor na pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação e sócio-diretor da agência CriaTudo, com ênfase em Publicidade, Marketing e Ferramentas digitais
Classe C é a líder no consumo de eletrônicos
15/12/10
De acordo com pesquisa do Data Popular em parceria com o IBGE, 52% dos lares nacionais já possuem um computador
Comentários do Prof Claudio Moreira*
De todas as vendas de eletrônicos e eletrodomésticos do ano de 2010, 45% serão efetuadas pela classe C. A projeção foi feita pelo instituto Data Popular a partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre todos os bens de consumo da classe C, o microcomputador foi o que apresentou a maior alta em comparação com o ano de 2003 – na época, apenas 13% dos lares tinham um computador, número que saltou para 52% em 2009.
Ao todo, o consumo geral da classe C nos segmentos de eletrodomésticos e eletrônicos cresceu muito ao longo dos últimos oito anos. Em 2003, essa classe era responsável por somente 27% das compras desses itens. Ao mesmo tempo, o percentual de consumo das classes A e B na área de eletrônicos caiu de 55% (em 2003) para 37% no ano passado.
Com a expectativa de crescimento de vendas desse ítens por conta do período do Natal, a projeção é de que o consumo desses itens passe por uma alta de 10% em comparação com o final de 2009.
De acordo com a pesquisa, no final de 2009, 99% dos lares brasileiros possuíam um televisor colorido e 52% tinham um microcomputador. A geladeira duplex já chegava, em 2009, a 37% dos lares nacionais e 61% possuíam uma máquina de lavar roupas.
Com informações da Folha de S.Paulo
Comentário: Lembro de ter lido que quem mais ganhava no negócio planetário do café eram os fabricantes de cafeteiras…
C. K. Prahalad dizia que o futuro dos negócios está na base da pirâmide, nas classes menos favorecidas. Prahalad foi um dos maiores especialistas em estratégia empresarial gozando de grande prestígio no meio acadêmico e empresarial, lançando livros fundamentais, como o seminal “A Riqueza na Base da Pirâmide”. A notícia acima me traz à mente a grande oportunidade que se abre com o crescimento de consumo da Classe C, oportunidades para vários empresários:
Se a classe C consome mais computadores, pode consumir mais cursos online, mais livros vendidos através de clubes de compra coletiva com perfil diferenciado, mais sites de orientação profissional…
Se a classe C consome mais celulares, faz mais negócios, ganha liberdade, empreende mais, precisa de mais crédito para abrir seu pequeno negócio…
Se abre seu pequeno negócio precisa de insumos a preços atraentes, precisa de assistência técnica de consultoria, de secretariado e organização profissional…
O consumo da Classe C é a pedra no lago que gera ondas de negócios lucrativos, se serão sacos de café ou cafeteiras, depende de cada um. Bons negócios!
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor nas pós-graduações de Gestão Estratégica da Comunicação e Gestão Estratégica da Comunicação.
Fonte: www.mmonline.com.br
Record Entretenimento investe em futebol
13/12/10
Além de atuar nas áreas de licenciamento de produtos, de divulgação de artistas e de criações de plataformas de música e artes, a Record Entretenimento – braço de negócios da Record – também vê no esporte a chance de incrementar os seus negócios e estruturar a imagem da marca.
A empresa apresentou nesta quinta-feira 9 um projeto para formação de atletas de futebol em parceria com a prefeitura da cidade de Mogi Das cruzes, em São Paulo e a Associação Esportiva Juventude. O projeto da Record prevê a implementação de um novo equipamento esportivo no local e a construção de um centro equipado para oferecer suporte e treino aos novos talentos.
O valor estimado do projeto gira em torno de R$ 25 milhões e os recursos para a obra serão levantados junto à iniciativa privada por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. A construção do complexo esportivo deverá começar em 2011 e a previsão é de que tudo esteja concluído em 2012.
Fonte: www.mmonline.com.br
CEOs brasileiros são influentes, rápidos e ativos
21/10/10
Levantamento traçou o perfil comportamental dos presidentes de empresas brasileiras
Luciana Carvalho, de EXAME.com
Comentário do Prof. Claudio Moreira*
São Paulo – Os líderes das companhias brasileiras causam forte impacto do ambiente de trabalho, são influentes, ativos e rápidos. Essas são algumas das principais características apontadas por um estudo feito pela Arquitetura Humana, empresa especializada em gerenciamento de pessoas. Foram analisados 207 perfis de presidentes-executivos de companhias de diferentes tipos e setores ao longo de 17 anos. A maioria das empresas do levantamento é de São Paulo (66,2%) e o restante (33,8%) distribuído entre 12 estados.
O “impacto no ambiente de trabalho” foi a característica mais marcante entre os executivos pesquisados, representando 95% do total. A dominância, ou influência sobre as pessoas, aparece em segundo lugar, com 92%. A terceira característica mais presente é a “energia” (91%), marcada pela capacidade de suportar estresse, tensão e longos períodos de trabalho.
De acordo com Elmano Nigri, presidente da Arquitetura Humana, esses altos índices não indicam necessariamente que as empresas querem somente presidentes com estes traços. Ele afirma que o resultado é um misto de coincidência com exigências pré-definidas de forma inconsciente pelas companhias. “As empresas buscam um profissional nessas condições, mas elas não usam o aspecto científico para ver o perfil dele. Há uma questão inconsciente que as leva a escolher pessoas assim”, diz.
Nigri considera que as empresas ainda precisam desenvolver seleções mais estruturadas, sem a dependência de um headhunter ou recrutador externo. “Os acionistas e o conselho precisam definir melhor o processo de escolha, quais os aspectos são importantes para a empresa. É preciso fazer um mix de profissionais na equipe com várias competências diferentes”, afirma.
Ele também chama a atenção para o problema que a falta de planejamento e treinamento interno de altos executivos podem trazer. Com o chamado “apagão de talentos”, muitas vezes é preciso buscar o profissional fora da companhia, mas nem sempre um CEO que deu certo em uma empresa dará certo em outra. Por isso, para o presidente da Arquitetura Humana, é necessário ter uma noção clara do perfil mais interessante de líder para a companhia.
Diferenças
Dos 207 líderes pesquisados, apenas 6 (ou 2,9%) eram mulheres. Para Nigri, essa amostra comprova a pequena representatividade delas em posições muito altas nas empresas. “Ficou claro na pesquisa que o mundo dos negócios é muito mais masculino, porque as mulheres abrem mão da possibilidade de comando para pensar e se dedicar à família”.
Também houve diferenças comportamentais entre os estados brasileiros. Os executivos paulistas, por exemplo, se mostraram mais rápidos em relação aos de outros locais (92% contra 85% respectivamente). Segundo Nigri, essa diferença se dá pela maior competitividade presente no mercado paulista.
“Como em São Paulo a demanda é maior, a competitividade fica maior e, assim, é necessário mais rapidez nos resultados. Nas outras regiões, isso não é tão forte”, afirma. O mesmo ocorre no quesito ligado a “assumir riscos”, que, em média, representa 85% dos presidentes. Em São Paulo, o número é maior, 89%, enquanto nos outros estados a taxa cai para 76%.
Comentário: Influentes, ativos e rápidos, características de nossos CEOS levantadas na matéria acima e que mostram como crescemos na qualidade da gestão de nossas empresas, como nossos líderes empresariais vem crescendo e eliminando qualquer dúvida que ainda podia pairar sobre a competência do executivo brasileiro. Há algum tempo dizia-se que o CEO brasileiro era eficiente pois tinha sido forjado numa época de descontrole macroeconomico e ambiente turbulento, o que fazia com tivesse desenvolvido uma invejável capacidade de adaptação. Talvez seja verdade, mas a época de hiperinflação ficou para trás e o que vemos hoje são pessoas que valorizam a busca pelo estudo continuado, pelas ferramentas mais adequadas e pela tecnologia com melhor custo/benefício, pessoas que emergem dos bancos das universidades, pós e mestrados com bagagem sólida e espirito de luta.
Nossos executivos são bons, muito bons, mérito deles, mérito das IES que evoluem e se alinham às necessidades de mercado, mérito do Brasil, que enxergou oportunidades de crescimento na adversidade. Qualquer que seja o novo presidente, esperamos que tenha sabedoria para ajudar o país a manter-se no rumo certo, e que cada vez mais vejamos nossos CEOs colhendo resultados positivos.
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC
Fragmentos de Jack Welch
21/09/10
Existem livros que merecem ser visitados de tempos em tempos e hoje olhei para a biblioteca e saquei o já lido e sempre revisto “Jack definitivo. Segredos do executivo do século”, biografia de Jack Welch, ex-CEO da GE (General Eletric). Jack fez carreira na General Eletric onde tornou-se o principal executivo, fechou e desativou unidades além de ter comprando outras companhias. Em sua gestão, de 1981 a 2004 o valor de mercado da companhia saltou de 14 bilhões para 410 bilhões de dólares.
Separei alguns fragmentos interessantes que desvendam a visão de Jack e compartilho com vocês:
“Dezenas de pessoas rotineiramente se submetiam ao que considerava “manuais mortos”. Durante toda a minha carreira, nunca quis ver um plano antes da apresentação pela pessoa ou equipe responsável por sua elaboração. Para mim, o valor dessas sessões não estava nos manuais, mas, sim, na cabeça e no coração das pessoas que vinham a Fairfield. Queria analisá-los, ir além das capas e penetrar em seu próprio espírito, no pensamento a eles subjacente. Precisava sentir a linguagem corporal dos líderes de negócios e a paixão com que impregnavam seus argumentos.”
Complementando o pensamento acima: “queria romper o ciclo daqueles espetáculos de “cachorro amestrado”. Era preciso mudar a idéia de que o papel da hierarquia consistia meramente em “avaliar e aprovar”.
“As camadas organizacionais eram outro resíduo do tamanho. Eu recorria à analogia de vestir muitos suéteres. Os agasalhos são como camadas, agem como isolantes térmicos. Quando se sai de casa com muitos agasalhos, é difícil avaliar a temperatura.”
“Em alguns casos, a papelada já havia sido visada por outras 16 pessoas, e a minha rubrica era a última. Que valor eu adicionava ao processo?”
“As pessoas mais perto da ação conhecem melhor o trabalho. Tornam-se mais responsáveis”
“Nos planos de negócios, pouco adianta apostar na esperança. A auto-ilusão é capaz de dominar toda uma organização e de levar as pessoas a conclusões ridículas. Seja no setor de eletrodomésticos, em fins da década de 1970; de energia nuclear, em princípios da década de 1980; ou das pontocom, na virada do século, fazer com que as pessoas enfrentem a realidade é o primeiro passo em busca de possíveis soluções”
“Temos de permear todas as mentes da empresa com uma atitude positiva, temos de impregnar toda a organização com uma atmosfera que permita às pessoas – que de fato estimule as pessoas – a ver as coisas como realmente são, a lidar com a realidade da maneira como se apresenta, e não como gostaríamos que fosse.”
“A contabilidade não gera caixa, o que produz dinheiro é a gestão dos negócios.”
Abraços a todos
Claudio Moreira
Aprenda a elaborar um currículo de analista de mídias sociais
20/09/10
De acordo com especialistas, candidatos devem dar destaque para conquistas em outros empregos e para cursos voltados para o mundo dos negócios

São Paulo – Para seguir carreira como analista de mídias sociais não basta apenas ser íntimo da rotina das principais redes de relacionamento da web. É preciso ter um perfil mais estratégico e voltado para o mundo dos negócios.
Por isso, de acordo com especialistas, profissionais que estejam batalhando por uma oportunidade nessa área devem valorizar, no currículo, experiências que comprovem esse conjunto de habilidades.
“A atuação nas mídias sociais não é para qualquer pessoa. O profissional precisa ter uma estratégia bem definida”, afirma André Assef, diretor operacional da consultoria Desix.
Isso significa que esses profissionais precisam entender profundamente a lógica de atuação da companhia em que trabalham, saber qual o tipo de estratégia combina com este perfil e, por fim, definir exatamente qual a rede social mais coerente com os objetivos da companhia.
Por enquanto, poucas instituições de ensino oferecem programas de atualização ou especialização com foco na carreira de analista de mídias sociais. Mesmo assim, é possível encantar o recrutador dando destaque para cursos voltados para o mundo dos negócios, com ênfase em empreendedorismo ou no setor de atuação da empresa.
De acordo com o diretor de operações da Desix, além de oferecer uma base teórica consistente de visão estratégica, programas desse tipo também privilegiam o estudo do comportamento humano – tópico essencial para um analista de mídias sociais.
Comportamento
“Esse profissional deve ter um traço de personalidade mais analítico e investigativo, além disso, deve saber ouvir e ser ponderado”, enumera Assef. Por isso, o consultor também aconselha que o candidato faça um teste comportamental reconhecido e anexe os resultados ao currículo. “Isso já representa muita proatividade”, diz.
No entanto, Guilherme Brandão, um dos sócios da consultoria 2Get, lembra que “o recrutador não irá confiar plenamente nesses resultados e, provavelmente, vai pedir um novo teste comportamental”. Por isso, se os dados foram adulterados, você pode acabar minando suas chances de conseguir o emprego.
Por ser uma profissão recente no mercado, é provável que alguns candidatos não possuam experiência anterior no cargo. Mesmo assim, ainda é possível conquistar o recrutador com base em seus trabalhos anteriores. A dica para isso, de acordo com Cristina Metidieri, gerente de RH do Grupo RMA, é compilar os principais resultados que você obteve em cada um dos cargos que ocupou. No entanto, cuidado para não se perder em adjetivos vazios. Apresente dados, sempre. Cristina também aconselha que os aspirantes ao cargo de analista de mídias sociais divulguem no currículo também os links de seus perfis nas redes. Neste ponto, no entanto, é preciso atenção dobrada. “Por mais despojada que seja a agencia que pode contratá-lo, o profissional deve ter cuidado com a imagem que constrói na rede”, afirma. “As decisões que serão tomadas pelo analista de mídias sociais podem ter um peso muito grande para toda a corporação”, lembra Assef, da Desix. E é isso que cada candidato precisa levar em conta na hora de elaborar seu currículo.
Fonte: portalexame.abril.com.br
Como a matéria salienta, “é preciso ter um perfil mais estratégico e voltado para o mundo dos negócios”. Conheça a pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital, um curso estratégico e voltado para o mundo dos negócios
Brasileiros negociam compra do Burger King
02/09/10
Fundo 3G, dos sócios da AB InBev, pode pagar US$ 2,7 bilhões pela rede de fast food
Por Agência Estado Comentários do Prof. Claudio Moreira*
NOVA YORK – Uma das maiores redes de lanchonetes dos Estados Unidos, a Burger King, está em negociações avançadas para ser vendida para a 3G, fundo de private equity (especializada em comprar participações em empresas) controlada pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles. Um acordo pode ser anunciado ainda hoje, envolvendo US$ 2,7 bilhões, segundo fontes informaram ao New York Times.
Lemann, Sicupira e Telles são sócios da maior cervejaria do mundo, a AB InBev, e donos de empresas como as Lojas Americanas. Além dessas empresas, eles formaram o 3G Capital para fazer novos investimentos. Já viraram donos de uma participação de 6,7% em outra grande rede de lanchonetes americana, a Wendy”s, e compraram 8,3% do capital da ferrovia CSX, uma das maiores dos Estados Unidos. Há dois anos, eles brigam para conseguir o controle da CSX.
Segundo o New York Times, quem aparece à frente nas negociações pelo 3G é o brasileiro Alexandre Behring, que passou 10 anos no GP Investimentos, empresa de private equity fundada por Lemann, Telles e Sicupira e que é uma das maiores do setor na América Latina. Lemann, Telles e Sicupira não têm mais participação na GP.
Behring também foi presidente da América Latina Logística (ALL), a maior empresa privada de ferrovias da América Latina, que foi um dos principais investimentos da GP.
Desde 2008, ele é o representante da 3G no conselho de administração da ferrovia americana CSX. O plano inicial dos sócios da 3G era tomar o controle da CSX e nomear Behring para administrá-la.
Capital aberto. O valor de mercado da Burger King é calculado em US$ 2,4 bilhões. Se o acordo for fechado, esta será a segunda vez que a Burger King troca de mãos em uma década. Um consórcio de empresas – os fundos TPG e Bain Capital e o banco Goldman Sachs – comprou a empresa em 2002. O capital da Burger King foi aberto em bolsa em 2006, embora o consórcio ainda possua cerca de um terço da empresa.
As ações da Burger King subiram 15% ontem após uma reportagem do Wall Street Journal informando que o 3i Group, com sede em Londres, estava se preparando para comprar a rede. No entanto, o 3i Group não está em conversações com o Burger King e não tem interesse na cadeia de fast food, informou Katherine van der Kroft, porta-voz da 3i.
“A empresa não está em discussões com o Burger King e não tem interesse na empresa”, disse a porta-voz. “Nós não estamos falando de Burger King e não sabemos de onde veio esta informação.”
A 3i é uma empresa de private equity de médio porte, ou seja, que fecha negócios muito menores do que os US$ 2 bilhões ou US$ 3 bilhões necessários para comprar a Burger King.
“Isso seria um negócio muito maior do que algo que nós normalmente fazemos”, disse Katherine. Ela acrescentou que a 3i se concentra na compra de participações minoritárias em empresas Estados Unidos, por isso não faria sentido assumir o controle da Burger King.
Investimento de US$ 1,5 bi em ferrovia nos EUA
Em 2008, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira entraram, por meio do fundo 3G, no mercado de ferrovias nos Estados Unidos. Eles pagaram US$ 1,5 bilhão por uma participação de 8,3% na CSX, a maior operadora de ferrovias do lado leste dos Estados Unidos.
Os empresários já tinham experiência com ferrovias. Quando ainda eram os donos do GP Investimentos – empresa criada por eles em 1993, e da qual saíram em 2004 -, compraram a América Latina Logística (ALL), uma das maiores do setor na América Latina. O presidente indicado por eles para a ALL foi Alexandre Behring, o mesmo executivo que hoje está à frente das negociações com o Burger King.
Fonte: http://epocanegocios.globo.com
Comentário: Lemann, Sicupira e Telles já foram apelidados de “Midas brasileiros”, uma alcunha simpática e que faz jus à incrível capacidade de gerar negócios deste trio de empreendedores. Sua metodologia de gestão, fortemente baseada na meritocracia é amada e odiada por grupos distintos e independentemente de discussões acerca de seus métodos, é inequívoca a capacidade deles de ganhar o mundo, ampliando os negócios e colocando um pouquinho do tempero brasileiro em grandes empresas mundiais.
Eles já foram tema de inúmeras reportagens, investem em jovens talentos e gostam de quem sonha grande e tem “brilho no olho”. A Fundação Lemann, que tem como um dos principais objetivos modernizar a gestão dos sistemas públicos de ensino no país oferece em um de seus programas, pós-graduação a diretores de escolas públicas. Desde o início das atividades, em 2003, até hoje, quase 1500 gestores, responsáveis por 800.000 alunos, já passaram por esse treinamento. Outra iniciativa é a da Fundação Brava, criada por Sicupira em 2000, cuja meta é patrocinar projetos de melhoria de gestão no setor público e em ONGs. Em uma década, a Brava investiu em 14 projetos desenvolvidos em estados e prefeituras – nos quatro programas realizados em 2009, a fundação treinou cerca de 400 gestores públicos. A Estudar também começa a atrair gente que trabalha no governo e que quer ganhar mais conhecimento.
Brasileiros avançando pelo mundo é uma realidade distante para uma geração que viu o país chafurdar na lama da hiperinflação e da economia descontrolada, a chamada “década perdida”. Esperemos que esta realidade tenha ficado para trás e que cada vez mais as escolas de negócios formem empreendedores globais.
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC
Diversidade do consumidor é foco de feira do setor de supermercados
11/05/10
Associação realiza rodadas de negócios e palestras sobre gestão e consumo no segmento
Começa nesta segunda-feira (10) a 26ª edição do Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, organizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS). A expectativa da entidade é que sejam gerados negócios da ordem de R$ 4,5 bilhões para as 550 empresas participantes. Devem comparecer até o fim do evento na quinta-feira (13) 75 mil pessoas ligadas ao setor para participar das rodadas de negócios e das palestras.
De acordo com estudo da Nielsen, os 78,3 mil supermercados do Brasil faturaram R$ 177 bilhões em 2009, o que representa 5,6% do PIB do país e um crescimento real de 6,5% em relação a 2008. O setor gera 900 mil empregos diretos e cerca de 2 milhões indiretos. Junto com os dados de crescimento do segmento, a APAS divulgou pesquisas sobre as mudanças no comportamento do consumidor e sobre as estratégias de empresários do setor.
O estudo da consultoria Kantar Worldpanel mostrou que a renda mensal média do consumidor (R$ 1.686) cresceu 8% em 2009 , na comparação com o ano anterior. Já o gasto desse cliente com gêneros de largo consumo – limpeza, higiene pessoal, bebidas e alimentos – aumentou apenas 2% no mesmo período.
Os dados mostram que a tendência é que o consumidor compre maior parcela de produtos “premium” (considerados de maior qualidade). Em 2004, esses itens representavam 23% das vendas. Em 2009, 35%. “As classes AB o fazem como se essa compra fosse uma ‘recompensa’; já as classes C, D e E gastam um pouco mais em produtos de renome porque não podem arriscar perder dinheiro com um produto barato, mas desconhecido e que não funcione para elas”, afirma Martinho Paiva Moreira, vice-presidente de comunicação da APAS.
Além de reafirmar que as diferenças entre os consumidores os levam a fazer escolhas diversas, a pesquisa conclui que o consumidor fica insatisfeito com fatores básicos dos estabelecimentos comerciais, como limpeza e organização da loja, e rapidez e qualidade no atendimento, e está cada vez mais exigente.
A última pesquisa apresentada, da consultoria GfK, reafirmou a importância que o consumidor atribui a um serviço bem prestado. Os quesitos mais valorizados pelo público são qualidade no atendimento; sinalização adequada de preços; variedade de produtos e meios de pagamento; e instalações adaptadas para gestantes, idosos e cadeirantes, como vaga especial, rampa de acesso e atendimento preferencial.
O estudo também revelou que os empresários do varejo estão muito otimistas: 89,1% deles têm perspectivas de melhora nos negócios em 2010. As principais estratégias para este ano são: diminuir perdas de produtos; reduzir custos na empresa; e aumentar a lucratividade e rentabilidade nas transações. Por outro lado, 69,9% acham que o fator que mais pode atrapalhar o varejo no país é a elevada carga tributária. Apenas 24,7% se preocupam com a instabilidade econômica e 21,9% com medidas de restrição ao consumo.
O Congresso de Gestão e a Feira Internacional de Negócios em Supermercados vão até o dia 13 de maio, e ocorrem das 8h30 às 16h e das 14h às 22h, respectivamente. Além da feira com 550 expositores, haverá 70 palestras sobre gestão de negócios no varejo e comportamento do consumidor. Os eventos são organizados pela Associação Paulista de Supermercados no Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo. Mais informações no site do evento.
Fonte: http://revistapegn.globo.com
Universitário é o melhor empreendedor?
11/05/10
Esta é a idéia defendida por Ronald Jean Degen, pioneiro no ensino de empreendedorismo no Brasil
Priscila Zuini, de EXAME.com

São Paulo – Muita gente acredita que não existe idade certa para começar um empreendimento. Para Ronald Jean Degen, esta ocasião existe, sim. “A universidade é seu momento de máxima criatividade”, diz. Engenheiro, mestre pela Politécnica de Zurique e doutorando pelo ISM de Paris, Degen é responsável por impulsionar o ensino de empreendedorismo no Brasil, quando implantou o primeiro curso sobre o assunto na Fundação Getulio Vargas, em 1980.
O suíço resolveu mostrar aos seus alunos que a pobreza do país só poderia acabar com boas ideias e empresas com desenvolvimento sustentável. Em 1989, Degen transformou as aulas no livro “O Empreendedor – Fundamentos da Iniciativa Empresarial”, seu primeiro sobre o tema. Dez anos depois, publicou “O Empreendedor – Empreender Como Opção de Carreira”.
Vice-presidente do Conselho de Administração da Masisa, no Chile, o executivo falou com exclusividade ao site Exame sobre o momento ideal para começar um negócio e a importância da universidade para formação de empreendedores.
EXAME – Existe melhor momento para começar um negócio?
Ronald Jean Degen - Sim. É na universidade que você está mais preparado para inovar, porque é o seu momento de máxima criatividade, você está aprendendo, gostando daquilo e se realizando. E também ainda não assumiu suas obrigações sociais. À medida que suas obrigações aumentam, mais dependente você se torna de um salário e menos propenso a arriscar. É da universidade que saem as grandes ideias.
EXAME - Como você enxerga o ensino de empreendedorismo no Brasil?
Degen - Uma das deficiências é que no Brasil os cursos de empreendedorismo fazem parte da grade das escolas de administração. Por isso, os cursos de empreendedorismo se transformaram em cursos de planos de negócios. Mas fazer um plano de negócios não é montar um negócio. O que eu proponho é a criação de um centro aberto de empreendedorismo, em que não importa se o sujeito já se formou ou não. O ideal é que você atraia todas as especialidades e que eles se juntem para criar negócios.
EXAME - Qual deve ser o perfil do professor de empreendedorismo?
Degen - Ele tem que ser um coach, alguém que ajuda quem quer ser empreendedor. O professor não precisa de diploma, o certificado dele é um negócio de sucesso. Ele precisa ajudar o aluno a descobrir o que gosta e se está disposto a seguir o estilo de vida que o negócio exige.Além disso, tem que trazer para a escola alguns mentores, o que chamamos de investidores-anjos, que são executivos interessados em investir nestes empreendimentos.
EXAME - Uma idéia e dinheiro bastam para ter um negócio?
Degen – As estatísticas mostram que quem tem dinheiro para começar um negócio tem mais chances de fracassar do que quem não tem. Quando você tem dinheiro, você tem uma ideia e realiza. Quando você não tem, tem que trabalhar muito mais, pesquisar muito mais e convencer alguém a te dar o dinheiro. Além disso, todo bom negócio precisa de quatros coisas: saber produzir, saber administrar, ter criatividade e saber integrar equipe, fornecedores e consumidores. Como ninguém tem essas quatro habilidades sozinho, é comum que a maioria dos negócios seja formada por um grupo de sócios.
EXAME - Existem características comuns aos empreendedores?
Degen - O empreendedor é aquele que inova. Isto é uma questão de prática. Não é ciência nem arte. Você tem que aprender e criar com a sua experiência uma base de conhecimento. É possível treinar seu cérebro para ser inovador. Nunca se descobriu nenhuma característica em comum entre pessoas empreendedoras. Para mim, só uma coisa é imprescindível, a força de vontade. Isso é a base de sucesso para tudo.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br

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