Vamos falar um tanto sobre Gestão da Mudança. Primeiro vamos entender Gestão como Analisar, Planejar, Implementar, Controlar e Aprimorar. E Mudança como a tarefa de modificar (sem coerção) modos tradicionais de comportamento na organização.

Já deu pra perceber que vamos acabar falando de liderança e de cultura organizacionais, né? Pois é, mas por enquanto só no curso.

E Gestão da Mudança, então, é o processo de analisar, planejar, implementar, controlar e ajustar a mudança organizacional. Puxa, falei processo, não foi? Então, é que, de acordo com a boa gestão estratégica organizacional, a empresa deve estar mudando sempre (gestão estratégica é a tarefa de manter a empresa sempre adequada ao ambiente onde ela opera, sendo que a palavra ambiente aqui tem um significado mais amplo que o mero ambiente físico). O caso é que o ambiente está sempre mudando, então a organização deve sempre mudar também. Aquela história de que tudo muda…

E chamemos de agente da mudança a pessoa que recebe a tarefa de liderar esse processo (não é o cara da Granero nem da Gato Preto. Alías, essas são o tipo de empresa que está sempre em mudança…).

Considera-se iniciado o processo quando o agente é colocado na tarefa mudancista, com o devido apoio e prestígio e meios etc. O melhor é que o líder da mudança seja o 01 da empresa, claro.

O Agente da mudança deve ter algumas características pessoais: resiliência, liderança, visão, isenção, e principalmente a facilidade em ver a organização segundo um enfoque “de fora”. E poder, o qual deve ser fornecido pelo sistema de liderança e pelo mais elevado nível de gestão da empresa.

Mas, antes, por que o ambiente está sempre mudando? Por que está mudando agora?  Pra quem não gosta de mudanças poder malhar no próximo Sábado de Aleluia: a culpa é da contínua evolução educacional, cultural, científica e tecnológica. Daí você entende por que muitos povos são mantidos na maior ignorância possível: é o conhecimento que traz a mudança, ou melhor, a evolução contínua do conhecimento. ORGANIZAÇÃO, AMBIENTES, MUDANÇAS.

gestao mudança cdprf

MUDANÇAS AMBIENTAIS que induzem as MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS:

MUDANÇAS ECONÔMICAS: abertura comercial, integração de países em blocos econômicos, adoção geral do câmbio flutuante, guinada rumo ao liberalismo, fluxos de capital global, desregulamentações.

MUDANÇAS TECNOLÓGICAS: microinformática, telecomunicações, internet, disseminação de novas tecnologias de gestão, aceleração da produção e disseminação do conhecimento.

MUDANÇAS POLÍTICAS: decadência comunista, ascensão da democracia (queda geral de regimes totalitários), privatizações, abertura.

MUDANÇAS SOCIAIS: liberação feminina, revolução sexual, participação feminina no trabalho e no estudo, flexibilização do conceito de família, mudanças nos padrões de vida e nos gostos, ativismo social, ecologia, sustentabilidade, evolução educacional e cultural.

Se a organização (que é um grupo de pessoas) não se adequa permanentemente ao ambiente em contínua mudança, surgem sintomas organizacionais que indicam necessidade de mudança:

SINAIS FINANCEIROS DE NECESSIDADE DE MUDANÇAS

  • Prejuízos
  • Diminuições na rentabilidade
  • Reduções nas vendas
  • Aumentos nos custos
  • Crescimento das dívidas
  • Reduções de investimentos
  • Deteriorações dos valores patrimoniais

SINAIS QUALITATIVOS DE NECESSIDADES DE MUDANÇA

•    Desorientação estratégica
•    Falta de antecipação a mudanças no contexto externo
•    Ausência de objetivos claros
•    Problemas nos sistemas de informação e no controle da gestão
•    Desbalanceamentos na alocação dos recursos
•    Estrutura pesada e burocrática
•    Falta de desenvolvimento tecnológico
•    Problemas de liderança
•    Diminuição na motivação do pessoal e alta rotatividade
•    Excessiva centralização
•    Redução da qualidade dos produtos ou produtividade dos recursos
•    Insatisfação dos clientes

O M.Sc. José Carlos é também Especialista em Gestão da Qualidade e Analista de O&M. E Coordenador do CDProf em Gestão da Mudança do IGEC.