Artigos com o marcador Motricidade Humana
Odir de Souza – CBF, IGEC e Calçada da Fama
10/05/12
Que tal aprender Medicina no Esporte com o Coordenador do departamento de Fisioterapia da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)? Conheça Odir de Souza, professor da pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte.
Odir é Fisioterapeuta, Mestre em Ciência da Motricidade Humana, Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol (Profissional), Fisioterapeuta do Comitê Paraolímpico Brasileiro e Coordenador do Serviço de Fisioterapia das categorias de base da CBF.
Suas aulas são sempre animadas e práticas, trabalhando as lesões, os casos mais graves, as cirurgias, o convívio atleta/ médico, a recuperação, fisioterapia e a relação entre mídia e o médico.
Em Janeiro de 2010 Odir foi (justamente) homenageado na Calçada Mão da Fama do Crefito-SP, veja as fotos abaixo
Atualmente Odir está ministrando suas aulas na 8a turma (JENE8).
As regras, o futebol e as redes sociais
03/11/11
Discutir as regras de futebol de campo e sua aplicação ao longo dos campeonatos Brasil afora sempre teve um cunho cultural. É mais do que normal que se discutam lances relativos à arbitragem nas manhãs seguintes aos jogos, durante o cafezinho nosso de cada dia ouvimos as mais diversas colocações, sempre com dois grupos distintos: um atacando e outro defendendo suas opiniões e pontos de vista.
Atualmente, estas mesmas discussões ganharam a dimensão virtual, e com a chegada desta nova ferramenta de discussão, as manifestações se multiplicaram rumo ao infinito. São manifestações de apoio, protestos de amor, ódio, paixão e rompimento com a mais distinta sorte de sentimentos que afloram e são declarados sem o pudor e a necessidade de se estar presentes.
A discussão virtual das regras de futebol e de todas as confusões que sua interpretação permite, torna-se cada dia mais inflamada por conta do pseudoanonimato da distância e, principalmente, em função da velocidade e da possibilidade de se comunicar com tanta gente ao mesmo tempo sem sair do lugar. A velocidade da comunicação nas redes sociais transforma uma simples discussão sobre futebol em um fórum internacional, uma vez que tais redes não possuem limites físicos e espaciais.
Já no campo da ética, ou melhor, na falta de ética, a ausência física e pessoal nas discussões não isenta seus interlocutores do mesmo respeito dos fóruns presenciais, onde o respeito e a educação devem ser os mesmos.
Por outro lado, a possibilidade de ser ‘ouvido’ por centenas ou milhares de pessoas ao mesmo tempo fascina e encanta estes novos usuários das redes sociais, que ali encontram um solo fértil para suas colocações, discussões, revoltas e angústias. Nunca se falou tanto em arbitragem e regras de futebol como nos dias de hoje. Nunca se discutiu tanto e com tantas pessoas ao mesmo tempo. Nunca a paixão incondicional pelo nosso time do coração foi tão exacerbada. Defendemos nosso time a qualquer custo, mesmo que este custo seja culpar a arbitragem e assim, quanto mais gente souber, maior a carga de culpabilidade este arbitro recebe e menor a nossa angústia, numa equação de proporcionalidade invertida e por que não dizer, de valores invertidos também.
Neste imbróglio como um todo, podemos afirmar que a discussão está apenas começando, e que cada vez mais e mais pessoas ainda irão discutir à mesa dos bares da vida, nos escritórios, repartições públicas, escolas, quartéis, elevadores e certamente novas redes sociais estarão à disposição em um futuro próximo para novas e novas discussões sobre o velho e violento esporte bretão…
E você meu amigo, concorda comigo?
José Paulo é mestre em Ciência da Motricidade Humana, professor de Regras do Esporte e de Tática e Preparação Física na pós-graduação de Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte do Igec Facha.





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