Artigos com o marcador midias sociais
As empresas podem ser mais humanas
01/02/13
Por Fábio Carvalho*
Já faz uns bons anos que trabalho com marketing, mídias sociais e all that jazz. Durante todo esse tempo, tenho percebido que o consumidor mais quer é se relacionar com empresas humanas. O que vejo é que as pessoas querem conversar com pessoas. Claro que empresas nunca serão totalmente humanas, mas as pessoas que fazem parte delas podem – e devem – mostrar que do outro lado do tela, do telefone, do balcão há alguém que se importa com os clientes. Não estou falando daquela falsa importância do discurso “sua ligação é muito importante para nós”. Estou falando do que sai do script, do que tem vida, do que mostra que você se importa com quem se relaciona.
Pessoas gostam de ser notadas. Clientes também. Porém, infelizmente, o que é comum é o tratamento frio, prático e insípido. Mas, quando uma marca mostra que se importa, saindo daquele textinho básico, criando conteúdo diferente, inesperado, algo acontece na relação cliente/marca e novas possibilidades ganham vida.
Por isso, tenho uma dica para você que usa canais digitais e tem posições em mídias sociais para gerar relacionamento com seus clientes: faça algo que eles não esperem, crie conteúdos que saem do frio “obrigado”. Note que o corte de cabelo mudou. Funciona para as mulheres, que sempre reclamam que não são notadas pelos maridos, namorados. Então, pode funcionar com os seus clientes, também. Pense nisso.
Fábio Carvalho foi aluno da 4a turma de Gestão Estratégica do Marketing Digital e é um profissional de mão cheia!
Se você precisa de ajuda para melhorar a comunicação do seu negócio, entre em contato:
fabio@meemblogando.com.br
@fabiocarvalho
Site Brifando entrevista Vitor Guerra
06/09/12
O Site brifando entrevistou nosso querido professor Vitor Guerra
Vitor Guerra, Sócio-diretor de operações – Ideia s/a e professor de Redes Sociais nas pós de Gestão Estratégica do Marketing Digital e Gestão Estratégica da Comunicação
Brifando – Como você resumiria as atividades de uma agência de inteligência em mídias sociais?
Vitor Guerra – O coração da agência está no estudo do comportamento dos usuários em rede. Nossa rotina gira em torno da produção de planejamentos e conteúdo para diversas marcas.
2- A Ideia s/a ficou bem conhecida no mercado nacional por suas campanhas nas mídias sociais, todavia, há algum projeto em mente para inserir a agência nas mídias tradicionais como outdoor, TV, Rádio etc.?
Por incrível que pareça, há sim. Ao contrário do que possa parecer, as mídias sociais podem e devem ir além da internet e avançar para o campo físico. Acreditamos ser totalmente plausível projetos que integram o melhor do virtual em mídias tradicionalmente offline. Estamos no momento com dois projetos em fase de concepção que caminham nesse sentido.
3- Um conceito que é bastante citado por você e pelos outros membros da agência é o Buzz Marketing, gostaríamos que você falasse um pouco de como ele é usado nos trabalhos dos clientes.
O termo buzz é relacionado ao boca a boca que qualquer acontecimento pode gerar. E esse buzz costuma ser um objetivo comum em projetos de marketing como um todo. O tal viral não é produzido, mas acontece em um cenário que é propício a ele, e construir esse cenário é papel dos profissionais de marketing.
4- Na sua opinião, qual a importância das mídias sociais para as empresas? Quais os cuidados ela tem de ter na hora de escolher uma agência para monitorar sua fanpage?
A essa altura do campeonato a importância de um ter um trabalho estruturado nas mídias sociais já é até óbvia – difícil foi vender isso em 2006, quando a Ideia s/a nasceu! – mas basicamente os ambientes sociais virtuais representam uma oportunidade ímpar de marcas criarem um vínculo com seus consumidores que vai além do comercial de 30 segundos na TV aberta.
A escolha de um fornecedor em qualquer área deveria ser rígida se você busca excelência na execução de uma tarefa. Acredito que conhecer a história da empresa, sua filosofia, histórico dos funcionários e, é claro, cases de sucesso e clientes atendidos é determinante para a escolha de uma agência especializada em projetos em mídias sociais.
5- O que um aluno de comunicação social precisa ter para trabalhar em uma agência como a Ideia s/a? Quais as qualidades que a agência prioriza em seus estagiários?
Antes de ter vários cursos no currículo, particularmente procuramos gente com paixão pelo que se propõe a fazer. Também não adianta ter uma pós-graduação e não saber o que é Pinterest. O uso de ferramentas pode ser ensinado, mas o tesão pelo trabalho não. Isso não é discurso vazio. É fato.
6- Alguns teóricos da internet dizem que o meio será responsável pela maior fatia do mercado publicitário daqui a alguns anos. Você concorda com eles?
Sim. Tenho certeza disso, porém é um erro achar que estamos falando do Twitter e do Facebook. Mídias sociais vão além da publicidade, chegando ao ponto de transformar empresas quando falamos de um conceito ainda não explorado no Brasil: o social business. Negócios sociais são essencialmente aqueles que utilizam a lógica do comportamento em rede das pessoas a seu favor em vários âmbitos como vendas, gestão de funcionários, atendimento ao cliente, pesquisas, etc.
7- Dentre os cases da agência, dois deles foram premiados em grandes festivais: Case Novos Brasis para o Oi Futuro e o case do Guaraná Jesus. Qual foi o ponto forte, na sua opinião, que fez com que esses dois cases fossem premiados.
No caso do Oi Novos Brasis, para mim o diferencial foi ter atingido as pessoas fora da internet utilizando usuários que estavam nas mídias sociais, ou seja, alguém era impactado no Orkut e levava a informação para alguém que não tinha esse perfil, porém era o decisor do processo. O case do Guaraná Jesus não é da Ideia s/a apenas, mas sim de um coletivo de agências liderado pela DIA Comunicação. O projeto envolvia uma produção de conteúdo exclusivo para o YouTube em forma de websérie e Twitter, onde quatro personagens interagiam entre si, inclusive em peças de TV, ou seja, foi um projeto transmídia muito bem executado com um storytelling bem amarrado.
8- Gostaríamos que você resumisse um pouco da trajetória da Ideia s/a; do início até a conquista de grandes clientes como: CNA, American Airlines, Sony Music, Red Nose e muitos outros.
Em 2006 meu sócio e eu éramos dois malucos acreditando que um dia empresas iriam nos pagar para gerenciar suas vidas nas mídias sociais. Seis anos depois, já recebemos cinco propostas de aquisição da agência e temos grandes marcas como clientes. Essa é a história bem resumida! rs
Para ser sincero, amamos muito o que fazemos e enxergamos o potencial das mídias sociais muito além de uma tuitada ou de links patrocinados no Facebook. É esse potencial que me atrai e nos motiva todos os dias.
Fonte: http://www.brifando.com/
Quer saber as “Últimas de Rebecca Porphírio”?
11/05/12
Editora e repórter na Internet, Rebecca Porphírio é especialista em mídias sociais do TechTudo, site de tecnologia da Globo.com. Já foi assessora de imprensa na Oi, gestora de produto na Casa Civil do RJ, analista de mídias sociais e até organizadora de eventos de anime.
Apesar da paixão por computadores e web, duas coisas que não podem faltar na vida dessa jornalista são mangás e videogames. Nerd de carteirinha e gaúcha de coração, ela é também gremista por associação.
Rebecca foi aluna da 6a turma de pós em Gestão Estratégica de Marketing Digital (DIG6)
Veja as últimas da Rebecca abaixo…
‘Pensamos no digital, pois esse é o futuro’, diz gerente do The Guardian
Pier Jones, gerente de produtos do The Guardian, explica a grande aposta do jornal no Facebook.
Bombou nas redes sociais na semana de 27 de abril a 03 de maio
Confira o apanhado dessa semana! Veja a lista das matérias que foram mais acessadas no período de 27 de abril a 03 de maio.
Galaxy S III não atende expectativas de internautas
Fãs, jornalistas e especialistas em tecnologia do mundo todo comentaram o lançamento do novo smartphone da Samsung, o Galaxy S III, mas o saldo foi neutro para a sul-coreana nas midias sociais.
Bombou nas redes sociais na semana de 20 a 26 de abril
Confira o apanhado dessa semana! Veja a lista das matérias que mais foram acessadas no período de 20 a 26 de abril.
‘Políticos brasileiros não sabem usar o Twitter’, diz consultoria
André Miranda, diretor de Public Affairs da B-M Brasil, diz que faltam profissionais especializados em mídias digitais nas equipes de comunicação dos políticos brasileiros.
Monitoramento de mídias sociais e medição baseada nos relacionamentos on-line
20/12/11
Por Guga Alves*
Cada vez mais o valor de uma idéia não está na sua exposição inicial direta, menção em um blog ou spot/inserção em uma publicação, mas sim no valor ou moeda social que provê tal audiência. Este oxigênio social permite a idéia ser espalhada socialmente.
Campanhas de Mídias Sociais são totalmente mensuráveis, mas nem todas as medidas são iguais e indicam verdadeira eficácia. Diferentes ações de mídia social ou conversas on-line têm valores diferentes e influências sobre o comportamento do consumidor.
Diversas métricas, a partir do número de seguidores e fãs, ao sentimento positivo ou negativo, a republicações do conteúdo e menções feitas por influenciadores, pode ser difícil distinguir um do outro. Como efeito, podemos ficar presos em um estado de paralisia da análise onde há muitos dados de mídia social e muito pouca compreensão destes.
Um padrão a ser seguido é necessário, mas, até que tenhamos um consenso, temos desenvolvido uma estrutura para categorizar o valor de diferentes ferramentas de monitoramento/métricas e começar a construir um modelo de medição e monitoramento.
Ao classificar as conversas de mídia social em três categorias – Exposição, Engajamento e Colaboração, – com base no espectro de relacionamentos on-line que as sustentam (fig. 1), podemos agrupar as suas métricas associadas e abordagens de monitorização (fig. 2). Então, analisando o desempenho global da atividade em cada categoria, podemos começar a estabelecer a eficácia e taxa de conversão de campanhas de mídia social e da atividade em curso.
A idéia é simplificar todos as diferentes medidas de eficácia, para que comparações/tendências possam ser feitas e, em seguida, possam ser utilizados ao ládo de verdadeiros cálculos de ROI Social.
Categorizar atividades de mídia social desta forma significa que é possível adotar uma abordagem holística e agregar variadas técnicas de monitorização diferentes – e métricas que irão variar de acordo com a natureza de cada campanha e seu tipo de plataforma – para comparar o desempenho entre cada categoria e, portanto, trabalhar o relativo sucesso da atividade de mídia social. O objetivo final desta abordagem é a de ser capaz de comparar a eficácia de diferentes campanhas de mídia social ao se comparar “semelhante” com “semelhante”, o que é muitas vezes difícil.
Usar esta estrutura significa que os resultados das categorias de Exposição, Engajamento, e Colaboração pode ser comparados para identificar desempenho e tendências.
Pensando num modo de mostrar isso, trazemos uma equação, mas que não pretende ser uma bala de prata ou uma formulá matemática mágica, mas sim uma forma visual de estruturar o pensamento sobre os princípios em jogo.
Por exemplo, uma medida de campanha de mídia social seria comparar a relação entre o desempenho do Engajamento para o desempenho de Exposição (Fig. 3) onde um +1 poderia indicar um êxito e a dinâmica da mídia social como as pessoas deixaram de ser meramente exposta a uma campanha para tornar-se mais engajados.
Qualquer medida/entradas de exposição ou de trabalho (ou mesmo Colaboração) será diferente para cada campanha e organização – como eu disse antes a idéia é simplificar as medidas de eficácia diferentes e técnicas de monitoramento para as comparações podem ser feitas e tendências identificadas.
Usar essa abordagem para definir Conversão de Mídias Sociais e tal tração exigiria um foco sobre a atividade e métricas na categoria Colaboração. De fato, a proporção entre a performance de Engajamento e a performance de Colaboração poderia ser vista como sendo um indicador de pessoas que se deslocam de descobrir, compartilhar e “brincar” com conteúdo para agir sobre ele – tornando-se sua própria paixão ou espero até mesmo alterar o comportamento de compra (o que elucida bem o uso do termo Tração).
Em última análise, esta abordagem proposta para monitoramento/medição de Mídias Sociais terá de ser ligada de volta para o ROI (Retorno do Investimento). Podemos provar se bons resultados em qualquer categoria – ou uma boa tração de Mídias Sociais ou Conversão de Mídia Social e a pontuação como Defensor (Advogados da marca) podem se relacionar com um menor custo por aquisição ou um aumento de vendas?
Tudo isso vai exigir alguém muito melhor em matemática do que eu, mas acredito que alguns concordem que tal estrutura e modelo seja fundamental para provar o valor à longo prazo dos meios de comunicação social e da web real para um conselho ou diretores financeiros.
Artigo e imagens traduzidas com autorização do autor. Solicitamos que, caso reproduza esta matéria ou imagens, que mantenha os créditos originais de autor e tradutor.
Obs.: O termo Tração, utilizado pelo autor original desta postagem, se refere ao termo físico que “é a força aplicada sobre um corpo numa direção perpendicular à sua superfície de corte e num sentido tal que, possivelmente, provoque a sua ruptura”. Traduzindo, produzir a força necessária para se mover adiante, com a colaboração da superfície em questão.
*Guga Alves foi aluno da 5a turma de Gestão Estratégica do Marketing Digital e é professor do curso Tudo Para WordPress
Fonte: http://www.gugaalves.net/
10 resoluções para o marketing digital em 2012
16/12/11
Por Patrícia Moura*
Fim de ano, damos início das retrospectivas e às resoluções. O mercado digital cresceu muito em 2011, assim como, o número de usuários de internet no Brasil, os profissionais que se dedicam a estudar e oferecer este serviço e o número de agências comprometidas a elevar o sucesso de seus clientes no mundo virtual.
Mas o crescimento rápido do mercado não traz apenas benefícios, também traz profissionais, agências e clientes despreparados para a realidade de suas marcas e uma imagem turva do que o marketing digital pode oferecer. Pensando nisso, vamos compartilhar aqui uma lista com 10 desejos (ou resoluções) para o mercado em 2012. Que o próximo ano venha cheio de campanhas sensacionais, trazendo muito retorno para os investidores e clientes muito mais satisfeitos através do relacionamento com suas marcas preferidas.
1- Pensar mais nos consumidores, menos nos likes
2- Aceitar que as mídias sociais impactam não só os canais de relacionamento, mas também setores como logística e atendimento off-line
3- Dar mais valor ao monitoramento e análise de métricas, menos ao clipping
4- Entender que número de seguidores não é objetivo de campanha
5- Se preparar para assumir um budget anual de investimento em comunicação
6- Cumprir regulamentos de ações promocionais
7- Estabelecer um timming de resposta para os consumidores nas redes sociais
8- Investir em um planejamento de atuação, e não ações isoladas
9- NUNCA, JAMAIS, em hipótese alguma solicitar um ROI que divida o valor do seu investimento pelo número de seguidores do Twitter. Isso não é ROI, nem amor.
10- Benchmarkings servem para analisar as marcas melhores posicionadas no seu segmento, não pra fazê-lo acreditar que o seu sucesso será o mesmo da Coca-Cola nas mídias sociais com 0,2% do budget.
Se você gostou das resoluções ou tem algumas para acrescentar, não deixe de comentar e compartilhar com aquele seu cliente que não entendeu direito o que você faz ![]()
*Patrícia Moura é professora do IGEC
Fonte: http://www.missmoura.com
Mídias sociais causam mais danos a marcas que Procon
17/03/11
Comentários da Profa. Letícia Bade*

Casos como o da Brastemp e o da Renault mostram como redes sociais potencializam o efeito negativo do desrespeito ao cliente.
São Paulo – Em janeiro deste ano, as críticas de um consumidor contra a fabricante de eletrodomésticos Brastemp levaram a empresa a figurar entre os quatro assuntos mais comentados do mundo no Twitter. Nesta semana, o amargo papel foi representado pela Renault. Cansada de esperar durante quatro anos pela atenção da companhia para resolver seu problema, uma consumidora criou um site e gravou vídeos em que conta e compartilha em redes sociais sua indignação com o descaso da marca.
Provas indiscutíveis de que as empresas ainda estão falhando em questões fundamentais como o atendimento ao cliente, os dois casos são também emblemáticos porque colocam a reputação das empresas envolvidas em questionamento.
A escolha por compartilhar a insatisfação na web mostra que os consumidores estão muito mais atentos aos canais de comunicação que têm à sua disposição do que as empresas. E mais, estão cientes de que quando a reputação de uma marca é afetada, o problema é “mais embaixo”, e ela tende a ser mais ágil para amenizar a situação.
O site Reclame Aqui, que atua como um canal online direto de comunicação entre consumidor insatisfeito e marca, registrou em 2010 uma média de 4 milhões de visitas por mês, número quatro vezes maior do que o alcançado em 2009 e também superior à contagem de atendimentos realizados pelo Procon – Procuradoria de Defesa do Consumidor – neste ano, fechada em 630 mil. Isso aponta para uma mudança no comportamento dos consumidores e deve ser visto com atenção pelas marcas.
“Quando o consumidor vai reclamar por telefone ou vai em uma loja física para reclamar de alguma coisa, ele é bastante complacente, mas quando esse mesmo consumidor entra em uma rede social ou qualquer outra rede na web, ele se transforma, usa muita força no que diz e apela mais, colocando detalhes da má experiência que teve. Então esse impacto é muito grande para as marcas.”, diz Maurício Vargas, diretor geral do Reclame Aqui
Para Andre Telles, CEO da agência Mentes Digitais, dificilmente uma ação no Procon impacta tão negativamente uma marca se comparada ao compartilhamento dessa mesma insatisfação nas redes sociais: “Uma reclamação pode ir para frente no Procon, mas apenas como um fato isolado, e por isso não afeta tanto a marca. Mas quando cai nas redes, impacta muito. Os consumidores estão dando exemplo de como utilizar as ferramentas multimídia para reclamar seus direitos.”
Um recente estudo da E.Life, empresa de inteligência de mercado e gestão do relacionamento em redes sociais, monitorou o termo #Fail no Twitter por um período de três meses. Os resultados da pesquisa mostraram que as categorias de empresas mais criticadas no Twitter foram as mesmas mais reclamadas também no Procon.
Ou seja, as redes sociais são hoje um canal natural de autorregulamentação no tratamento do consumidor, como explica Alessandro Barbosa Lima, presidente da E.Life. Apesar de não serem um canal oficial como o Procon, agem como potencializadores na relação da marca com o consumidor, afetando tanto para o bem quando para o mal.
“Com certeza as redes sociais e o Reclame Aqui estão modificando o relacionamento com o consumidor, porque eles estão presentes também no pré-compra. O Procon é presente apenas na repercussão negativa, no pós-compra negativo. A Brastemp, por exemplo, foi parar nas redes sociais porque uma pessoa colocou ela lá, e outras pessoas confirmaram a experiência negativa.”
As reclamações de clientes em redes sociais se tornam cada vez mais efetivas na resolução dos problemas não só porque expõem o desrespeito de uma marca com seu cliente, afetando na credibilidade da companhia, mas sobretudo porque têm um sentido de permanência. O mesmo marketing que uma década atrás era feito boca a boca, hoje é feito também na rede. A diferença é que o que é comentado permanece online, disponível para acesso e pesquisa.
“As informações publicadas em 2004, na abertura do Orkut no Brasil, por exemplo, podem ser consultadas hoje, em 2011, e podem ser tomadas como verdade, mesmo que a empresa já tenha mudado”, diz Barbosa Lima. “O que estamos vendo hoje é que o SAC, em tempos de redes sociais, é feito com uma plateia.Virou praticamente um ‘reality show’. Então acaba sendo hoje bem mais sensível para uma empresa do que era nos anos 90. O que as empresas ainda não entenderam é que o SAC hoje é o novo marketing, e se esse canal não atua bem em redes sociais, ele tá prestando um mal serviço em público.”
Fonte: http://exame.abril.com.br/
Comentário: Em Janeiro tivemos o caso da Brastemp. E agora, exatamente na semana do “Dia do Cliente”, soubemos do caso da Renault. Talvez um tenha inspirado o outro, ou simplesmente a paciência da cliente tenha chegado mesmo ao limite.
Depois de reclamar com a Renault e com seus amigos mais próximos e tentar por quatro anos uma solução junto à montadora, ela resolveu reclamar nas mídias sociais e criar um site. Daniely apenas mostrou ao mundo sua insatisfação. E rapidamente sua história se espalhou. Uns replicaram a notícia pelo enorme descaso frente ao seu caso por parte da empresa, outros por terem passado por algo similar, e outros apenas por considerarem absurdo tudo isso e ficarem solidários. E o boca a boca virtual foi criadc chegando ao Trending topics do Twitter. Simples!
A Renault reagiu rápido, não para resolver a questão, mas para obter uma liminar na justiça que obriga a cliente a retirar do ar as denúncias em 48h.
Mostrou com isso que, para ela, o importante não era resolver o problema, mas sim, abafar o caso. Lamento informar que o buzz já estava criado e que esta ação piorou ainda mais a situação. Pois a Renault passou também a ser vista como empresa que não quer ouvir os seus clientes.
As empresas precisam entender que a internet e as redes sociais não são boas apenas para relacionamento entre pessoas, é aqui que elas precisam se relacionar de verdade com seus clientes, gerar valor para eles, estreitar relacionamento, resolver problemas e quem sabe até vender mais.
Não adianta fazer ótimas campanhas e não ouvir o cliente. Agora o cliente pode gritar e o mundo todo ouve… Quando as empresas vão começar a ouvir?
*Letícia Bade é Coordenadora da Pós-Graduação de Marketing Digital e professora de Gestão de Projetos de Internet e Metodologias Ágeis
Binder na mídia: redes sociais, com Patrícia Moura
15/03/11
Na edição de março desse ano, a revista Você S/A publicou uma reportagem sobre a importância do networking nas redes sociais, destacando as dicas para os profissionais no ambiente online. A gestora de mídias sociais da Binder, Patrícia Moura, dá seus conselhos sobre como aumentar sua relevância na web.
Veja a matéria, na íntegra:
http://binderlandia.wordpress.com/category/midias-sociais/
Patrícia Moura é professora de Redes Sociais na Pós-Graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Estudo mostra que mídias sociais são complementares às tradicionais
10/02/11
Pesquisa realizada pela JWT analisou revistas, TV e redes sociais
Comentários do Prof. Claudio Moreira*

JWT: “mídias sociais ainda são mais exploradas dentro das pautas de comportamento e tecnologia”
São Paulo – No segundo dia do Social Media Week, a JWT apresentou o estudo “Verdades, Mentiras & Mídias Sociais”, que analisou 7.418 matérias das plataformas tradicionais para saber até que ponto as mídias sociais afetam a dinâmica de geração de notícias.
Após estudo e comparação de reportagens de Veja, Época e Jornal Nacional com os assuntos mais comentados no Twitter, Facebook e Google Trends, chegou-se a conclusão que as mídias sociais ainda são mais exploradas dentro das pautas de comportamento e tecnologia. “Essa era uma discussão que tínhamos na agência. Chegamos à conclusão de que debates nas mídias sociais não influenciam diretamente as mídias tradicionais devido à falta de uma massa crítica independente no País”, falou Ken Fujioka, head de planejamento da JWT.
A abertura das palestras, porém, ficou com Juliana Constantino e Rosana Fortes, ambas da AgênciaClick Isobar. As publicitárias apresentaram cases de ações de marcas nas redes sociais. Um deles foi o de Skittles, com 14 milhões de fãs. “A estratégia de comunicação deles é muito consistente. Eles têm uma pegada non sense, que começou offline, nos filmes, e foi para o online, nos posts”, explicou Juliana. No Brasil, porém, esse número está longe de ser alcançado. A fan page da Nike Futebol Brasil, por exemplo, tem 22 mil fãs.
Fonte: http://exame.abril.com.br
Comentário: Sim, as mídias sociais são complementares e assim devem ser. Elas não agem sozinhas, não curam males do fígado nem trazem seu amor de volta em 3 dias, são uma ferramenta, poderosa, mas complementar a uma série de outras ferramentas e técnicas que devem ser aplicadas de forma estratégica, trazendo o resultado esperado. O mundo digital se transforma numa velocidade alucinante, a cada hora uma novidade pipoca aqui ou ali e é fácil enxergar o último gadget eletrônico ou a última reunião de seres humanos na web como uma panacéia geradora de caixa, mas o mundo offline existe, está sólido e pulsante, permacerá por aqui por muito tempo e deve ser cortejado pelos profissionais de marketing.
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor nas pós de Gestão Estratégica da Comunicação e Gestão Estratégica do Marketing Digital
As 11 previsões para o mercado digital em 2011
26/01/11
Estudo da MillwardBrown analisa as tendências de e-commerce, geolocalização, buscas e muito mais
Em parceria com a Dynamic Logic, a MillwardBrown apresentou as 11 previsões para o mercado digital em 2011. De geolocalização a e-commerce, a empresa analisou todas as tendências para este ano e deu dicas importantes para o mercado.
Confira as 11 previsões:
1) Marcas irão se espalhar pela internet
A internet seguirá sendo dividida em um modelo duplo com web aberta por um lado e espécies de jardins emparedados, como as redes sociais, do outro. Estes aplicativos fechados são populares porque possibilitam ao anunciante controlar as interações com os consumidores. Mas as marcas precisarão multiplicar esses jardins, construindo diferentes aplicativos para plataformas específicas, como Facebook e iPhone. Depois, elas precisam discutir se precisam ter uma estratégia de integração ou algo mais restrito.
2) Valorização das compras online
Compras online continuarão crescendo, apesar do medo de se perder informações pessoais. Os serviços de compras coletivas como Groupon crescerão em outros países além de EUA e China. No país asiático, a febre das compras online darão vazão a novos modelos de e-commerce, como transação direta, leilão reverso, leilão holandês (leia mais em www.360buy.com) e o sistema Tuan Gou, de compras coletivas. O rei do setor naquele país é o Taobao, que deverá gerar US$ 90 bilhões em transações em 2011, mas que o Amazon.
3) Publicidade de display “sairá da caixa”
Os anunciantes apostarão em formatos interativos e com possibilidade de expansão, replicando parte da experiência de um microsite, por exemplo.Alguns dos novos formatos apontam para a dupla função, com combinação de múltiplos formatos na mesma página. Por exemplo: papeis de parede em background podem ampliar o impacto de banners. Há ainda formatos que usam imagens intrigantes para capturar as atenções. Conforme o internauta coloca o cursor do mouse em cima, a publicidade se expande e mostra até vídeos. Uma terceira tendência é integrar banners com campanhas de mídias sociais. O Google já previu que 75% de toda a publicidade na internet será social em torno de 2015.
4) Virais serão padrão
O viral não será mais considerado algo extra e “legal de se ter”, mas sim uma parte chave da estratégia de comunicação. Os anunciantes precisam acreditar que suas ideias irão “viajar”. O planejamento viral é parte crescente das campanhas digitais. As ferramentas de medição de virais também ajudam neste cenário.
5) Mais conteúdos “feitos para web” em displays online
A publicidade em vídeos online deverá continuar crescendo a taxas acima de 50% ao ano. Vídeos de alta qualidade para mobile podem ampliar o mercado de publicidade de geo localização. A ferramenta mais interessante de 2011 deve ser o formato TrueView, do Google, que coloca o usuário no controle e permite que eles evitem publicidade que não queiram. O desafio está em encontrar-se um formato bom para usuários e anunciantes que possam permitir ao YouTube explorar toda a capacidade de sua audiência.
6)Mobilidade
Anunciantes usarão as possibilidades dos celulares, que permitirão às pessoas ficarem mais tempo conectadas e com experiências melhores. A mobilidade será ampliada por conta ainda de aparelhos como e-readers e tablets. As vendas de iPads deverão passar os 11 milhões em 2011, ultrapassando os números de taxa de adoção do iPhone. Outros tablents como Galaxy Tab (Samsung) e Playbook (BlackBerry) ajudarão a expandir o mercado.
7) Geolocalização
A geolocalização já expandiu durante o ano passado, mas em 2011 ela trará experiências mais recompensadoras para quem fizer seus “check-ins”. As pessoas querem ver informações mais detalhadas e dinâmicas do que apenas uma mera lsita de quem fez check-in. Deverá haver ainda mais descontos e recompensas para quem entrar em determinado lugar, como já existe na Best Buy. E a chegada do Facebook Places será de grande valia para as marcas identificarem, por exemplo, onde elas poderiam ter uma presença maior.
Buscas mais pessoais, móveis e impactantes
Links com perfis sociais, histórico de busca e segmentação de comportamento darão grande relevância aos usuários que souberem dividir essas informações com provedores de ferramentas de busca. A busca social do Google não decolou em 2010, mas a recente parceria de Bing com Facebook pode trazer impacto em 2011, abrindo espaço para um acordo similar do Twitter com algum mecanismo. Haverá mais espaço para companhias desenharem interface de buscas de nicho, por conta de aplicativos mobile, com o Orange Wednesdays, especializado em cinema. Tecnologias como busca baseada em imagens (Google Goggles), busca de voz (parte do Android API) e scanning em código de barras, irão ligar experiências mobile no off-line com recursos de informação online.
9) Jogos em movimento
Os lançamentos recentes do Move, da Sony, e do Kinect, da Microsoft, deram vida nova ao PlayStation e ao Xbox e trarão novidades em 2011 no que tange às inovações em desenho de jogos. Além disso, jogos casuais irão despontar, por conta das capacidades do iPhone e iPod. E os jogos sociais seguirão sendo muito populares, algo refletido no fato de que a Zynga, maior empresa do setor, tem um valor de mercado maior do que da Electronic Arts.
10) Marketing de nicho mais relevante
O estudo da Millward Brown aponta que as pessoas buscam por marcas em mídia sociais que sejam mais relevantes para suas necessidades. O Facebook, por exemplo, pensa em uma integração com a Amazon e outros sites que permita maior customização e relevância. Além disso, a plataforma social do Google deverá seguir a mesma linha. As pessoas estarão engajadas na maior rede social (Facebook), mas também em algumas que atendam nichos que lhe interesse. O estudo conclui que 2011 será o ano de redes menores com nichos específicos de interesse, com suporte do Facebook (exemplos: Foursquare e RunKeeper).
11) Privacidade online em discussão
Os anunciantes irão progredir no desenvolvimento de padrões de transparência online. A confiança será algo quantificável e os consumidores irão gerenciar e dividir seus dados com parceiros comerciais, tornando isso um modelo de negócios viável. Mídias sociais, portais, ferramentas de buscas e empresas de telecom irão brigar para serem a plataforma para conectar os consumidores. A ideia é evitar medidas regulatórias para proteger a privacidade online.
Fonte: www.mmonline.com.br







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