Artigos com o marcador Leticia Bade
O que os internautas brasileiros fizeram em 2011
10/04/12
Por Letícia Bade*
A comScore divulgou, em webcast, o estudo “2012 Brazil Digital Future in Focus”. E as informações são fundamentais para todos que trabalham com internet. Para nós, são dados preciosos para mapear comportamento dos internautas, planejar e criar ações.
Com a 7ª maior audiência de internet no mundo, o Brasil é o 5º no ranking de engajamento da empresa (que tem 10 países listados). E detalhe importante: o usuário da internet está “envelhecendo” com a inclusão cada vez maior de pessoas acima de 55 anos.
No ano passado, o Facebook se consolidou como a rede social com o maior número de usuários no país (hoje, 43 milhões) e também como a que mais cresceu no total de visitantes únicos, com uma taxa de 66%, acima dos 33% do Orkut, antigo líder no país. Os vídeos e suas respectivas plataformas, como o YouTube, representam outro meio para expandir o relacionamento com os consumidores na web. Em 2011, os brasileiros assistiram a 4,7 bilhões de vídeos online, totalizando uma navegação que durou, em média, 27,2 horas por pessoa.
Brasileiros ficam pouco no e-commerce
Enquanto o consumidor do Brasil gasta muito tempo com entretenimento e informação na internet, fica bem menos nos sites de comércio eletrônico. “Comparada a países como os Estados Unidos e Reino Unido, com índices de 133,2% e 115,6%, a taxa de visitantes por minuto nos sites de e-commerce é de 32,5%, abaixo da média global de 71,3%”, afirma Alex Banks , da comScore Brasil, em coletiva.
Não é apenas no comércio eletrônico que o Brasil ainda está abaixo dos índices globais. “As categorias de Turismo, Business e Finanças também não têm uma taxa muito elevada de visitas, perdendo espaço para entretenimento, cupons de desconto, redes sociais, serviços de mensagens instantâneas e busca de empregos”, diz o executivo.
No Brasil, os portais são boa oportunidade de ganhar visibilidade. Eles consomem uma média de 39,2% dos minutos de conexão em 2011. Por isso, os sites de notícias, informações e celebridades superaram o desempenho das redes sociais, que encerraram 2011 com uma média de participação de 23%. Entre as redes sociais, o Facebook também teve um crescimento expressivo no tempo de permanência dos usuários. Em 2010, a média mensal era de 37 minutos e, no ano passado, passou para 4,8 horas.
Crescimento dos acessos móveis
Não são apenas as redes sociais que continuam a crescer no Brasil. O acesso à internet por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets também não parou. Em dezembro de 2011, o total de conexões móveis chegou a 1,5% de todo o tráfego digital no país. Entre agosto e setembro do ano passado, o crescimento do número de acessos à web gerados por esses dispositivos aumentou em 50%.
Do total de 1,5% registrado ao final do ano, 42,2% das conexões foram originadas em tablets, a maioria (90,6%), iPads da Apple. O sistema operacional da marca também lidera o ranking entre os usuários de smartphones e o iPhone encerrou 2011 com uma participação de 35% das conexões geradas por dispositivos móveis no Brasil. Em seguida aparece a plataforma Android, do Google, com 31,4%, à frente dos celulares comuns, com 23%.
O número de usuários acima de 55 anos também aumentou, mas a internet ainda é dominada (28,2%) por jovens entre 15 e 24 seja a maioria (28,2%). “Em 2011, os adultos com mais de 55 anos chegaram a 7%, impulsionando principalmente serviços como internet banking. Esse público deve crescer nos próximos anos e é preciso estar atento as suas futuras necessidades”, esclarece Alex.
Letícia Bade é Coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Dica da semana, por Letícia Bade
27/03/12
Nesta semana, a ABRADI divulgou pesquisa que mostra que a média salarial digital cresce 35,3% no último ano e que o mercado de agências digitais contratou duas vezes mais do que a média nacional do setor de serviços. Bom né?
No período de julho a setembro de 2011, as empresas pesquisadas contrataram mais do que demitiram, gerando um diferencial positivo de 3% a mais de vagas efetivas, versus um crescimento de 1,43% das contratações no setor de serviços em nove capitais.
Não é Big Brother, mas vai lá dar uma espiadinha >> http://t.co/e2eGTukI
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Abraços e boa semana
Leticia
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Se você tem alguma crítica, dúvida ou sugestão, me envie um e-mail.
Letícia Bade é coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Dica da semana, por Letícia Bade
01/02/12
Olá Pessoal,
Pensando no “antes tarde do que nunca”, estou enviando a dica da semana só hoje.
Muitas vezes queremos usar em nossas soluções a última das últimas novidades. Mas será que vale a pena? O estudo abaixo é americano, ou seja, um mercado mais maduro que o nosso , e mesmo assim encontrou surpresas interessantes no uso do QR Code.
Vejam só:
• Para maioria das pessoas o nome “QR code” não é familiar, ou seja, 79% dos consumidores nunca ouviram falar. Porém quando se trata da imagem, 81% dos entrevistados dizem já terem visto.
• O código se revelou efetivo para metade dos entrevistados, sendo que 50% deles afirmam já ter digitalizado algum. Entre essa metade de consumidores que já digitalizaram o código, 18% dizem que realizaram uma compra com o conteúdo oferecido pelo QR code.
• Outros pontos importantes revelados foram que 70% dos consumidores afirmam que a digitalização é uma ação fácil e 41% consideram os códigos ferramentas úteis. As razões para a digitalização são muitas, porém as mais citadas foram a curiosidade com 46% dos entrevistados e a procura por mais informações com 41%.
O estudo está disponível para download – após o cadastro em: http://blog.cmbinfo.com/qr-codes/
Já aviso que é pequeno…
Abraços e boa semana a todos.
Letícia
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Letícia Bade é Coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Dica da semana, por Letícia Bade
23/01/12
Como alguns poucos já sabem: estamos produzindo uma nova edição do Conexões Digitais.
O evento surgiu de alguns desejos:
1) Dar voz e vez a muita gente boa que temos no mercado do Rio.
2) Ter a oportunidade de encontrar pessoas que gostem de internet e tudo que orbita este universo e queiram falar, discutir, debater, enfim, estar neste mundo.
Pronto, o evento, que é gratuito estava criado. A primeira edição foi um sucesso e agora, estamos animados com a segunda: Como a gamificação pode alavancar seus resultados.
As inscrições são gratuitas mas as vagas limitadas. Por isso, tem que confirmar a presença: http://bit.ly/o69bSc
Quer saber mais sobre o que vai rolar?
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Conexões Digitais é um evento gratuito para a apresentação de casos de sucesso e conceitos inovadores. É também uma oportunidade para networking relevante. Conta com a participação dos principais nomes do mercado brasileiro de Internet.
Nesta edição, apresenta: Como a gamificação pode alavancar seus resultados.
Data: 04 de Fevereiro (Sábado) às 09:00h
Local: Auditório da FACHA (Rua Muniz Barreto, 51 – Botafogo)
Confirme sua presença: http://bit.ly/o69bSc
Entrada Gratuita, mas vagas limitadas !!!
PALESTRAS:
:: Essa tal de Gamificação: O que é, para quê veio e porquê você deve se importar.
Por Thiago Fontes (@ThiagoFontes).
Thiago Fontes é sociólogo, formado e mestrado pela University of Surrey (UK), Thiago tem 10 anos de experiência com inovação e design estratégico, na Europa e no Brasil. Empreendendo desde 2009, foi co-fundador da plataforma de financiamento colaborativo movere.me e desde 2011 se dedica à Kioos (@Kioos).
:: Gamification, muito além de pontos e medalhas.
Por Cayo Medeiros (@yogodoshi)
Gamificação não é tão simples quanto parece. Aprenda como aplicar gamificação da maneira correta em qualquer produto ou serviço através de princípios de game design, cases e fails.
Cayo Medeiros, é desenvolvedor front-end com foco em UX, formado em Design Gráfico Digital, agora está se tornando empreendedor ao fundar o Estou Jogando (www.estoujogando.com.br), uma rede social para gamers baseada em crowdsourcing e gamificação.
:: Gamification como ferramenta de branding para négocios.
Por Marcel Cohn (@MarcelMCohn).
Como a gamificação pode ser utilizada para alavancar novos negócios e ser um grande captador de publicidade e engajamento com seu público-alvo.
Marcel Cohn é especialista em Marketing e Comunicação Digital participando ativamente na construção do cenário de serviços online baseados em geolocalização no país. À frente de diversos projetos na área digital, palestrante de eventos como Rio Info e Encontro ESPM de Comunicação e Marketing, atualmente desenvolve estratégias para empresas aplicando a gamificação como elemento facilitador e agregador nos negócios.
:: Olá criatura de mil faces! Em que time você joga, no jogo da vida?
Por Graça Taguti (@uhuh)
O perfil do ser humano hoje: o que ele quer, como age e como se relaciona nas jogadas do cotidiano.
Graça Taguti é Jornalista, Publicitária, Palestrante, Mestre em Comunicação (em Novas Tecnologias da Comunicação e Cultura) pela UERJ e professora de Criação Publicitária, Mídias Digitais, entre outras.
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CONEXÕES DIGITAIS, NÃO PERCA!
Dica da semana, por Letícia Bade
18/01/12
Quando é hora de começar a inovar?
Tudo bem que o vídeo é o anuncio de um livro. Mas contém dicas rapidinhas de como começar a inovar em três passos.
São só dois minutos – mesmo:
1. Identifique os sinais que indicam a necessidade de mudança.
2. Crie um cenário: o que acontecerá se você não mudar?
3. Análise pre-mortem: escreva uma carta para você mesmo. Imagine-se daqui a cinco anos e liste tudo o que deu errado e o porquê.
Simples, não?
O vídeo ainda tem um exemplo para ilustrar. Mas se eu contar vocês não vão querer assistir.
http://www.innosight.com/innovation-resources/the-innovators-paradox.cfm
Abraços e boa semana.
Leticia
Letícia Bade é coordenadora da pós em Gestão Estratégica do Marketing Digital. A próxima turma iniciará em Março.
Dica da semana, por Letícia Bade
10/01/12
Por Letícia Bade*
Espero que todos tenham tido uma ótima virada de ano e desejo a todos um Feliz 2012.
O recesso de final de ano acabou e estamos de volta com a dica da semana. E para começar o ano nada melhor do que as previsões. São 12 previsões pro mundo digital em 2012. Interessante e útil para pensarmos no nosso mercado. Acho que vocês vão curtir também.
1. Gamification: o principio é simples: motivar e engajar pessoas através de técnicas e mecânicas de jogos, a situações diferentes deste contexto. Pontos, níveis, progresso, badges, moedas virtuais e aversão a perda são conceitos típicos de jogos mas estão no centro desta tendência que só faz crescer em áreas tão distintas quanto educação, trabalho e claro, lealdade de marcas. Apesar dos princípios serem simples, sua execução efetiva não é.
2. Mobile Wallet: muitos de nós carregam o celular o tempo todo e ele está sempre ao nosso lado não importa o lugar. Ele se tornou tão necessário que o carregamos como fazemos com nossas carteiras. E se juntássemos as duas coisas? Existem muitas formas de se fazer isso, mas uma que tem chamado a atenção é a “Near Field Communication” (NFC), que permite transferência de dados com a proximidade. É aquele velho exemplo: você vai no mercadinho da esquina, enche seu carrinho e ao passar no caixa, ao invés de usar seu cartão de crédito, aproxima o seu celular. Pronto. Conta paga. Cada vez mais o celular terá importância em nossas vidas…
3. Social TV: TV e social media serão alimentadas com uma explosão de ferramentas, tecnologias e plataformas de interação. Veremos inovações que permitirão as pessoas interagirem cada vez mais com seus programas prediletos de formas que ainda não pensamos.
4. Videos online: ainda? Sim, ainda temos espaço para vídeos online. Mas em 2012 o consumo de vídeo será de outra forma em novos contextos. Com o crescimento de conceitos centrados no consumidor e do entretenimento em diversos formatos, os vídeos deixarão de ser consumidos nos devices mais conhecidos para serem consumidos a todo e qualquer momento, nos devices mais inusitados.
5. Mobile Marketing: o futuro do Mobile maketing será cada será cada vez mais social, e local. É bom se acostumar com o termo “SoLoMo” (Social Local Mobile). As mensagens serão as que vão combinar relevância com localização em tempo real.
6. Aplicativos: a única tendência que realmente importa para apps: Crescimento. É inevitável devido ao crescimento do número cada vez maior das vendas de iPhones e Androids. É uma corrida e os vencedores são os aplicativos que tem cada vez mais público.
7. Social Commerce: é uma tendência que tem que estudada e implementada com cautela, uma vez que as pessoas nas redes sociais primariamente querem se divertir em uma relação genuína, com senso de comunidade e pertencimento.
8. Dados e métricas: cada vez mais precisos. Social media vai funcionar cada vez mais como ferramenta precisa da opinião do consumidor. O desafio é identificar dentre as tantas mensagens as que realmente são significativas e incrementar seus produtos e serviços a partir destas interações.
9. Consumidores pagarão de verdade pelo seu acesso grátis: ponto polêmico este. Como a gratuidade de acesso se dá na maioria das vez por publicidade ou principalmente, por coleta e venda de dados pessoas, as questões relacionadas a privacidade devem ser discutidas e as pessoas poderão pagar para ter acesso aos serviços que desejam apenas para proteger seus dados. Será?
10. Compartilhamento: Calma…. É isso mesmo. As pessoas querem compartilhar e não importa onde. As plataformas devem estar preparadas para o compartilhamento onde quer que as pessoas estejam: Facebook, Twitter, GPlus. As futuras redes sociais de sucesso serão aquelas que vão permitir aos usuários quebrarem as barreiras de plataformas e conteúdo.
11. Crescimento da China: é.. também aqui, veremos o enorme crescimento da China e seus impactos na Internet. Novos serviços e aplicações criadas especialmente para eles e os chineses usando as demais já existentes. Já pensou quantos vídeos chineses veremos no Youtube neste ano?
12. Publicidade Online: teremos um crescimento cada vez maior de campanhas em tempo-real. Aquelas em que os resultados são coletados e enviados em tempo real, permitindo a tomada de decisão automatizada para melhorar os resultados, quase uma inteligência artificial – exagero meu para melhor conceituar.
Abraços e boa semana.
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Se você tem uma alguma dúvida ou sugestão de tema, fique a vontade para entrar em contato.
*Letícia Bade é coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Letícia Bade na Rádio Roquette Pinto
22/11/11
Como já é de costume, a coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital, Letícia Bade, foi entrevista pela rádio Roquette Pinto. Letícia falou sobre o destaque do Brasil no mercado de consumo de tecnologias digitais.
Ouça um trecho da entrevista abaixoLeticia radio Roquette Pinto
O tempo do amadorismo acabou, por Letícia Bade
19/10/11
O acesso à internet no Brasil não para de crescer. Pesquisa da Razorfish – em parceria com o portal Terra – identificou que quase 70% da classe C brasileira já têm acesso à web, não apenas via lan houses, mas também no aconchego de suas casas, com privacidade, flexibilidade e liberdade de tempo para navegar.
O acesso cresce fortemente também a partir de dispositivos móveis como tablets, celulares e consoles de jogos. A redução das tarifas de acesso e do preço dos aparelhos permitiu que o tráfego da internet móvel no Brasil aumentasse mais de 60% nos últimos quatro meses, conforme relatório da comScore.
Percebemos uma mudança no comportamento dos consumidores que passam a adotar um número crescente de dispositivos com acesso à internet. Esta mudança oferece a oportunidade de fidelizar uma base cada vez maior de audiência conectada, mas também desafios em compreender como estas múltiplas plataformas podem influenciar seus hábitos de consumo.
Provavelmente, nenhum outro segmento do mercado cresce nesta velocidade e proporção. De um modo geral, as barreiras de entrada são muito pequenas e por isso é fundamental um profundo conhecimento não apenas do mercado, mas também dos consumidores, seus hábitos, preferências, formas de consumo de informação/ entretenimento e principalmente como fazer tudo isso acontecer. Agilidade e precisão são fundamentais.
Hoje, é praticamente impossível encontrar um plano de comunicação, marketing ou modelo de negócios que não envolva a internet. Isso porque qualquer pessoa ou empresa pode estar na internet. A questão é como estar lá. Como maximizar seus resultados e ser relevante para um público cada vez mais disperso, maduro e exigente. A resposta a estas questões é que criará a sua vantagem competitiva e o diferenciará neste mercado.
Letícia Bade é coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital.
Dica da semana, por Letícia Bade
26/09/11
Para aproveitar o restinho de domingo gelado e chuvoso, dica da semana é um convite à reflexão.
O texto, já conhecido de alguns, é de Stephen Kanitz, administrador e ex-articulista de Veja.
Avalie e entenda seu perfil e aproveite para fazer desta, uma semana com iniciativa e acabativa.
Abraços,
Leticia
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Iniciativa e Acabativa
Isto é um teste de personalidade que poderá alterar a sua vida. Portanto, preste muita atenção.
Iniciativa é a capacidade que todos nós temos de criar, iniciar projetos e conceber novas ideias. Algumas pessoas têm muita iniciativa e outras têm pouca.
Acabativa, é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram. É a capacidade de colocar em prática uma ideia e levá-la até o fim.
Os seres humanos podem ser divididos em três grupos, dependendo do grau de iniciativa e acabativa de cada um: os empreendedores, os iniciativos e os acabativos – sem contar os burocratas.
* Empreendedores são aqueles que têm iniciativa e acabativa. Um seleto grupo que não se contenta em ficar na ideia e vai a campo implantá-la.
* Iniciativos são criativos, têm mil ideias, mas abominam a rotina necessária para colocá-las em prática. São filósofos, cientistas, intelectuais e a maioria dos economistas. São famosas as histórias de economistas que nunca assinaram uma promissória. Acabativa é o ponto fraco desse grupo.
* Acabativos são aqueles que gostam de implantar projetos. Sua atenção vai mais para o detalhe do que para a teoria. Não se preocupam com o imenso tédio da repetição do dia-a-dia e não desanimam com as inúmeras frustrações da implantação. Nesse grupo está a maioria dos executivos, empresários, administradores e engenheiros.
Essa singela classificação explica muitas das contradições do mundo moderno.
Empresários descobrem rapidamente que ficar implantando suas próprias ideias é coisa de empreendedor egoísta. Limita o crescimento. Existem mais pessoas com excelentes ideias do que pessoas capazes de implantá-las. É por isso que empresários ficam ricos e intelectuais, professores – entre os quais me incluo - morrem pobres.
Se Bill Gates tivesse se restringido a implantar suas próprias ideias teria parado no Basic. Ele fez fortuna porque foi hábil em implantar as ideias dos outros – dizem as más línguas que até copiou algumas.
Essa classificação explica porque intelectual normalmente odeia empresário, e vice-versa. Há uma enorme injustiça na medida em que os lucros fluem para quem implantou uma ideia, e não para quem a teve. Uma ideia somente no papel é letra morta, inútil para a sociedade como um todo.
Um dos problemas do Brasil é justamente a eterna predominância, em cargos de ministérios, de pessoas brilhantes e com iniciativa, mas com pouca ou nenhuma acabativa. Para o Brasil começar a dar certo, precisamos procurar valorizar mais os brasileiros com a capacidade de implantar nossas ideias. Tendemos a encarar o acabativo, o administrador, o executivo, o empresário como sendo parte do problema, quando na realidade eles são parte da solução.
Iniciativo almeja ser famoso, acabativo quer ser útil.
Mas a verdade é que a maioria dos intelectuais e iniciativos não tem o estômago para devotar uma vida inteira para fazer dia após dia, digamos bicicletas. O iniciativo vive mudando, testando, procurando coisas novas, e acaba tendo uma vida muito mais rica, mesmo que seja menos rentável.
Por isso, a esquerda intelectual e a direita neoliberal conviverão as turras, quando deveriam unir-se.
Se você tem iniciativa mas não tem acabativa, faça correndo um curso de administração ou tenha como sócio um acabativo. Há um ditado chinês, “Quem sabe e não faz, no fundo, não sabe” – muito apropriado para os dias de hoje.
Se você tem acabativa mas não tem iniciativa, faça um curso de criatividade, estude um pouco de teoria. Empresário que se vangloria de nunca ter estudado não serve de modelo. No fundo, a esquerda precisa da acabativa da direita, e a direita precisa das iniciativas da esquerda. Finalmente, se você não tem iniciativa nem tampouco acabativa, só podemos lhe dizer uma coisa: meus pêsames.
Letícia Bade é coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Dica da Semana, por Letícia Bade
12/09/11
Divido com vocês o estudo #Mobilize Consumidor Móvel 2011, realizado pela W/McCann e Grupo .Mobi com pesquisa do Instituto IPSOS Mediact que mepeou como o consumidor se relaciona com marcas, produtos e serviços através do seu dispositivo móvel. Imprescindível para quem quer saber mais sobre um mercado em rápida evolução e cada vez mais importante para a comunicação.
Abaixo, alguns destaques:
- Mais de 40% dos consumidores já acessa a internet pelo celular. Isso significa que a internet móvel tem números superiores aos que a internet “tradicional” apresentava no começo de 2007.
- O acesso via celular às redes sociais através do celular é similar à penetração de redes sociais no computador.
- Os sites mais acessados demonstram pouca variação entre classes sociais e tipos de aparelho celular. Ou seja, ainda não temos a distinção identificada na internet “tradicional”.
- Apesar do rápido crescimento do mercado móvel, comprado a internet via computador, ainda existem poucos sites móveis ou aplicativos nacionais. Existe, portanto uma enorme oportunidade para as empresas se poscionarem e conquistarem espaço no ambiente móvel.
- A TV móvel também aparece na pesquisa que mostra que sua audiência em número de usuários equivale ao número de assinantes de TV paga. Apenas precisamos considerar que a TV por assinatura é familiar…
- Claro que os jogos tem que aparecer, e são os aplicativos mais baixados. As pessoas não estão comprando jogos, mas sim, momentos de diversão.
- Esperamos que os celulares mais baratos tenham em um futuro próximo as mesmas funções dos celulares mais caros hoje, teremos então um boom no consumo de internet móvel e tudo que estiver relacionada a ela.
Conheça: http://www.slideshare.net/WMcCannBR/consumidor-mvel-2011
Espero que gostem.
Abraços e Boa semana!
Leticia Bade*
*Letícia Bade é coordenadora da Pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital

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