Por Claudio Moreira*

“Em 1948, um engenheiro russo chamado Genrich Altshuller começou um estudo intensivo de patentes para descobrir se as soluções inventivas vinham de processos imprevisíveis ou se havia padrões e regularidades nelas. Investigou cerca de 400 mil (seus seguidores chegaram a 3 milhões). Se o Google fosse uma pessoa, seu nome seria Atshuller. Ele notou que inovação sempre resolve uma “contradição” – você precisa ter uma coisa, mas não pode ter aquela coisa. Exemplo: para escapar da Terra, um foguete precisa ter muito combustível para queimar, mas não pode ter tanques cheios, senão fica pesado demais. Solução: descarte os tanques ao sair da atmosfera (princípio inventivo No 1: “Elimine”).”

Fonte: Época Negócios, jan 2010. Coluna “Inovação, de Clemente Nóbrega”.

Inovação é coisa para gênios? Não, absolutamente não! Neste interessantíssimo artigo, Clemente Nóbrega milita por uma inovação movida a métodos e ferramentas (Vicente Falconi do INDG, diz que nenhuma organização –empresarial ou governamental– pode viver sem método), que podem ser desenvolvidos por qualquer um que queira resolver verdadeiramente uma questão, propor novas abordagens para velhos problemas ou se disponha a enxergar o mundo por vários ângulos diferentes. Trocando em miúdos, “pensar fora da caixinha”. Para isso, o acesso à informação deve ser constante e o pensamento crítico deve ser cultivado. A internet catapultou às alturas o acesso a fontes qualificadas de informação o que permitiu a alunos e professores avançar nas descobertas e análises numa velocidade que deixariam nossos pais zonzos, mas há muito mais por descobrir e todos que hoje estão envolvidos numa atividade acadêmica devem aproveitar ao máximo esta ebulição criativa que permeia nossas atividades.

Clemente afirma que a inovação sistemática chegou.  Eu concordo com ele, e você?

*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor nos cursos de Gestão Estratégica da Comunicação, Gestão Estratégica de Marketing Digital e Gestão de Recursos Humanos.