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Fim de semana na Ilha de Caras
mar 4th
Adoro trabalhar na Ilha de Caras. Estive no último fim de semana por lá e entrevistei muita gente bacana. É uma tradição da revista em todo o verão abrir este espaço para promover eventos e fazer matérias com diferentes celebridades. Para não perder a graça não vou contar quais foram as pessoas que entrevistei. Mas acho importante mostrar desde já como o trabalho de um repórter de celebridade pode ser mais refinado.
Fui incumbida de fazer duas matérias com família. Coincidentemente, os dois casais estão com filho pequeno em casa. As pautas poderiam ter sido desenvolvidas de uma forma parecida, certo? Errado! Através da pesquisa de cada personagem o repórter traça um fio condutor específico da entrevista. Cada família tem a sua história e automaticamente as perguntas acabam sendo diferentes e a notícia não se repete.
Para ilustrar o que falei, sem dar nomes, a família A é um casal que tem praticamente a mesma idade e teve um filho planejado. Nem ciumentos eles são. Mas onde está a notícia dessa família? No menino. O casal segue o padrão da ‘normalidade’ e o filho deles é super esperto aos dois anos – esse comportamento do menino foi observado ao longo da matéria e acabou virando a notícia.
Já a família B é completamente diferente. O casal também tem um filho, mas não foi planejado, o marido é 20 anos mais velho do que a esposa e os filhos do primeiro casamento dele moram com eles. A notícia dessa família B já é completamente diferente da família A, percebem? É uma estrutura de família mais moderna, mas nem por isso menos romântica. É por esta razão que é tão importante pesquisar a história dos entrevistados e definir a pauta previamente. O repórter já tem que sair da redação com uma ideia do que ele imagina para cada matéria.
Claro que acontece do rumo da entrevista mudar quando o personagem fala uma bomba! Ou quando o repórter percebe que alguma pergunta mexeu com o entrevistado através do silêncio ou da mudança de semblante, que denuncia um assunto mais ‘velado’ que pode ser explorado. Tudo isso depende da sensibilidade do repórter. É claro que a experiência nessas horas conta.
Contagem regressiva para o início do curso!
Um abraço, Roberta Escansette*
Roberta Escansette é coordenadora e docente do CDProf Jornalismo de Celebridades

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