Artigos com o marcador Gestão Estratégica de Marketing Digital
Estudo mostra que mídias sociais são complementares às tradicionais
10/02/11
Pesquisa realizada pela JWT analisou revistas, TV e redes sociais
Comentários do Prof. Claudio Moreira*

JWT: “mídias sociais ainda são mais exploradas dentro das pautas de comportamento e tecnologia”
São Paulo – No segundo dia do Social Media Week, a JWT apresentou o estudo “Verdades, Mentiras & Mídias Sociais”, que analisou 7.418 matérias das plataformas tradicionais para saber até que ponto as mídias sociais afetam a dinâmica de geração de notícias.
Após estudo e comparação de reportagens de Veja, Época e Jornal Nacional com os assuntos mais comentados no Twitter, Facebook e Google Trends, chegou-se a conclusão que as mídias sociais ainda são mais exploradas dentro das pautas de comportamento e tecnologia. “Essa era uma discussão que tínhamos na agência. Chegamos à conclusão de que debates nas mídias sociais não influenciam diretamente as mídias tradicionais devido à falta de uma massa crítica independente no País”, falou Ken Fujioka, head de planejamento da JWT.
A abertura das palestras, porém, ficou com Juliana Constantino e Rosana Fortes, ambas da AgênciaClick Isobar. As publicitárias apresentaram cases de ações de marcas nas redes sociais. Um deles foi o de Skittles, com 14 milhões de fãs. “A estratégia de comunicação deles é muito consistente. Eles têm uma pegada non sense, que começou offline, nos filmes, e foi para o online, nos posts”, explicou Juliana. No Brasil, porém, esse número está longe de ser alcançado. A fan page da Nike Futebol Brasil, por exemplo, tem 22 mil fãs.
Fonte: http://exame.abril.com.br
Comentário: Sim, as mídias sociais são complementares e assim devem ser. Elas não agem sozinhas, não curam males do fígado nem trazem seu amor de volta em 3 dias, são uma ferramenta, poderosa, mas complementar a uma série de outras ferramentas e técnicas que devem ser aplicadas de forma estratégica, trazendo o resultado esperado. O mundo digital se transforma numa velocidade alucinante, a cada hora uma novidade pipoca aqui ou ali e é fácil enxergar o último gadget eletrônico ou a última reunião de seres humanos na web como uma panacéia geradora de caixa, mas o mundo offline existe, está sólido e pulsante, permacerá por aqui por muito tempo e deve ser cortejado pelos profissionais de marketing.
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor nas pós de Gestão Estratégica da Comunicação e Gestão Estratégica do Marketing Digital
C&C coloca arquiteto em todas as casas
04/02/11
Campanha foi produzida pela 141 Soho Square
Comentários do Prof. Jeffrey Hanson*
A nova campanha da rede de lojas C&C, criada pela 141 Soho Square, comunica que os clientes que fizerem compras acima de R$ 10 mil ganham o direito de para agendar uma visita de um profissional de arquitetura e decoração com o objetivo de auxiliar no projeto de sua casa. A agência preparou spots de rádio, banners, cartazes, anúncios impresso e materiais para internet. A campanha “Um arquiteto em sua casa” é válida até 31 de março e tem criação de André Figueiredo, Thiago Buled e Carlos Thomaz.
Fonte: www.mmonline.com.br
Comentário: A C&C, Casa & Construção, lançou uma interessante promoção, relevante para qualquer um que tenha feito compras dos produtos da empresa nesse valor, o serviço “brinde” é um claro benefício para o cliente.
Mais interessante ainda, e relativamente raro, é o fato de estar totalmente alinhado com o negócio da empresa. Afinal, é bastante comum termos brindes desassociados do negócio da empresa e que se tornam mais importantes do que o produto/serviço da promoção, parecendo, ainda por cima, focar mais os caçadores de brindes do que clientes que possam se tornar fiéis, por entenderem e apreciarem a proposta de valor da empresa. Aliás, alguém se lembra da promoção de uma revista que dava uma passagem aérea para qualquer lugar do país para quem fizesse uma assinatura? Pois é. Um amigo meu fez 5 assinaturas porque viajava muito. Ainda que a revista fosse sensacional, qual a probabilidade de ele renovar 4 delas?
Como nem tudo são flores, seria a promoção somente para profissionais de marketing? Afinal, diversos veículos publicaram matérias a respeito, provavelmente estimuladas pelo RP da empresa, mas até hoje, 2/2/11, ela não aparece em seu site…
*Jeffrey Hanson é professor de Marketing de Serviços na pós-graduação em Gestão estratégica do Marketing Digital
As 11 previsões para o mercado digital em 2011
26/01/11
Estudo da MillwardBrown analisa as tendências de e-commerce, geolocalização, buscas e muito mais
Em parceria com a Dynamic Logic, a MillwardBrown apresentou as 11 previsões para o mercado digital em 2011. De geolocalização a e-commerce, a empresa analisou todas as tendências para este ano e deu dicas importantes para o mercado.
Confira as 11 previsões:
1) Marcas irão se espalhar pela internet
A internet seguirá sendo dividida em um modelo duplo com web aberta por um lado e espécies de jardins emparedados, como as redes sociais, do outro. Estes aplicativos fechados são populares porque possibilitam ao anunciante controlar as interações com os consumidores. Mas as marcas precisarão multiplicar esses jardins, construindo diferentes aplicativos para plataformas específicas, como Facebook e iPhone. Depois, elas precisam discutir se precisam ter uma estratégia de integração ou algo mais restrito.
2) Valorização das compras online
Compras online continuarão crescendo, apesar do medo de se perder informações pessoais. Os serviços de compras coletivas como Groupon crescerão em outros países além de EUA e China. No país asiático, a febre das compras online darão vazão a novos modelos de e-commerce, como transação direta, leilão reverso, leilão holandês (leia mais em www.360buy.com) e o sistema Tuan Gou, de compras coletivas. O rei do setor naquele país é o Taobao, que deverá gerar US$ 90 bilhões em transações em 2011, mas que o Amazon.
3) Publicidade de display “sairá da caixa”
Os anunciantes apostarão em formatos interativos e com possibilidade de expansão, replicando parte da experiência de um microsite, por exemplo.Alguns dos novos formatos apontam para a dupla função, com combinação de múltiplos formatos na mesma página. Por exemplo: papeis de parede em background podem ampliar o impacto de banners. Há ainda formatos que usam imagens intrigantes para capturar as atenções. Conforme o internauta coloca o cursor do mouse em cima, a publicidade se expande e mostra até vídeos. Uma terceira tendência é integrar banners com campanhas de mídias sociais. O Google já previu que 75% de toda a publicidade na internet será social em torno de 2015.
4) Virais serão padrão
O viral não será mais considerado algo extra e “legal de se ter”, mas sim uma parte chave da estratégia de comunicação. Os anunciantes precisam acreditar que suas ideias irão “viajar”. O planejamento viral é parte crescente das campanhas digitais. As ferramentas de medição de virais também ajudam neste cenário.
5) Mais conteúdos “feitos para web” em displays online
A publicidade em vídeos online deverá continuar crescendo a taxas acima de 50% ao ano. Vídeos de alta qualidade para mobile podem ampliar o mercado de publicidade de geo localização. A ferramenta mais interessante de 2011 deve ser o formato TrueView, do Google, que coloca o usuário no controle e permite que eles evitem publicidade que não queiram. O desafio está em encontrar-se um formato bom para usuários e anunciantes que possam permitir ao YouTube explorar toda a capacidade de sua audiência.
6)Mobilidade
Anunciantes usarão as possibilidades dos celulares, que permitirão às pessoas ficarem mais tempo conectadas e com experiências melhores. A mobilidade será ampliada por conta ainda de aparelhos como e-readers e tablets. As vendas de iPads deverão passar os 11 milhões em 2011, ultrapassando os números de taxa de adoção do iPhone. Outros tablents como Galaxy Tab (Samsung) e Playbook (BlackBerry) ajudarão a expandir o mercado.
7) Geolocalização
A geolocalização já expandiu durante o ano passado, mas em 2011 ela trará experiências mais recompensadoras para quem fizer seus “check-ins”. As pessoas querem ver informações mais detalhadas e dinâmicas do que apenas uma mera lsita de quem fez check-in. Deverá haver ainda mais descontos e recompensas para quem entrar em determinado lugar, como já existe na Best Buy. E a chegada do Facebook Places será de grande valia para as marcas identificarem, por exemplo, onde elas poderiam ter uma presença maior.
Buscas mais pessoais, móveis e impactantes
Links com perfis sociais, histórico de busca e segmentação de comportamento darão grande relevância aos usuários que souberem dividir essas informações com provedores de ferramentas de busca. A busca social do Google não decolou em 2010, mas a recente parceria de Bing com Facebook pode trazer impacto em 2011, abrindo espaço para um acordo similar do Twitter com algum mecanismo. Haverá mais espaço para companhias desenharem interface de buscas de nicho, por conta de aplicativos mobile, com o Orange Wednesdays, especializado em cinema. Tecnologias como busca baseada em imagens (Google Goggles), busca de voz (parte do Android API) e scanning em código de barras, irão ligar experiências mobile no off-line com recursos de informação online.
9) Jogos em movimento
Os lançamentos recentes do Move, da Sony, e do Kinect, da Microsoft, deram vida nova ao PlayStation e ao Xbox e trarão novidades em 2011 no que tange às inovações em desenho de jogos. Além disso, jogos casuais irão despontar, por conta das capacidades do iPhone e iPod. E os jogos sociais seguirão sendo muito populares, algo refletido no fato de que a Zynga, maior empresa do setor, tem um valor de mercado maior do que da Electronic Arts.
10) Marketing de nicho mais relevante
O estudo da Millward Brown aponta que as pessoas buscam por marcas em mídia sociais que sejam mais relevantes para suas necessidades. O Facebook, por exemplo, pensa em uma integração com a Amazon e outros sites que permita maior customização e relevância. Além disso, a plataforma social do Google deverá seguir a mesma linha. As pessoas estarão engajadas na maior rede social (Facebook), mas também em algumas que atendam nichos que lhe interesse. O estudo conclui que 2011 será o ano de redes menores com nichos específicos de interesse, com suporte do Facebook (exemplos: Foursquare e RunKeeper).
11) Privacidade online em discussão
Os anunciantes irão progredir no desenvolvimento de padrões de transparência online. A confiança será algo quantificável e os consumidores irão gerenciar e dividir seus dados com parceiros comerciais, tornando isso um modelo de negócios viável. Mídias sociais, portais, ferramentas de buscas e empresas de telecom irão brigar para serem a plataforma para conectar os consumidores. A ideia é evitar medidas regulatórias para proteger a privacidade online.
Fonte: www.mmonline.com.br
Mercado aberto para especialistas em marketing digital
03/12/10
RIO – Pesquisas apontam que o Brasil está entre os países que mais acessam redes sociais. Para muitos brasileiros, elas são mais do que canais de relacionamento e informação. São a porta de entrada para a internet. Não à toa, quase 70% das empresas já estão presentes nas redes, gastando mais com marketing digital. Um mercado que ganha ainda mais impulso com os governos procurando cada vez mais democratizar o acesso à web. Ao mesmo tempo, faltam profissionais qualificados no mercado. Por isso, quem se especializar larga na frente.
Os cursos na área são relativamente novos, assim como o fenômeno no Brasil. Costumam atrair profissionais de comunicação, marketing, designers e jovens empreendedores, também de olho nesse filão. As oportunidades estão em agências especializadas ou nas próprias empresas, que investem em equipes particulares. Além das redes sociais, há outros nichos, como os games, a telefonia celular e o comércio virtual, como aponta Eduardo Halpern, diretor de pós-graduação da ESPM, que abriu uma pós em Marketing e Design Digital em 2006.
- Temos que levar em conta que o comércio eletrônico cresce a taxas superiores a 30% ao ano no Brasil. Quando a pós começou a ser oferecida, ainda não tínhamos uma noção exata de como seria o comportamento nesse segmento. Já havia uma discussão intensa sobre e-business e comércio eletrônico no mercado, mas a discussão sobre a importância das mídias sociais só começou a se tornar mais evidente recentemente. Vagas para analistas de mídias sociais, por exemplo, começaram a ser oferecidas com maior intensidade no final de 2008 – lembra.
Letícia Bade, coordenadora do curso de Gestão Estratégica de Marketing Digital da Facha, aberto em 2007, diz que as iniciativas de internet gratuita também favorecem este mercado:
- As pessoas hoje podem passar mais tempo conectadas, sem limites de tempo ou espaço físico. Conheço inúmeros trabalhadores que, em seus trajetos casa-trabalho, agora, com smartphones e netbooks, passam a viagem navegando na internet, respondendo e-mails de trabalho, vendo vídeos ou simplesmente ouvindo rádio na web. Isso é uma enorme mudança, de comportamento e de cultura.
Segundo a professora, a cada ano o mercado conquista uma fatia maior da verba da publicidade tradicional.
- A internet se transformou no terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV. As redes sociais vieram para ficar e também se tornaram fundamentais para aqueles que buscam informações atualizadas e até mesmo empregos. O brasileiro é um povo caloroso, que gosta de se comunicar e compartilhar opiniões que ajudam a divulgar produtos e serviços de forma positiva ou negativa. Logo, um profissional capacitado tem muito espaço para crescer. A tecnologia quebrou barreiras. Sabemos de casos de pessoas que prestam serviço para outros estados e até mesmo países, muitas vezes, de casa.
Os resultados das ações de marketing digital também são mais fáceis de serem mensurados, segundo os especialistas, graças às ferramentas da internet. Para Andre Kischinevsky, pró-reitor de Marketing do Instituto Infnet, usar bem o marketing digital é uma questão de vida ou morte para as organizações. O instituto abriu o MBA em Marketing Digital em 2009 e está iniciando a primeira turma do MBA em Comércio Eletrônico.
- O consumidor está conectado durante boa parte de seu dia. Ele lê jornais, participa de mídias sociais, compra ingressos na rede, compara preços e faz compras pela internet. É uma grande oportunidade e um desafio, para as empresas e para os profissionais. Poucos “marketeiros” dominam as muitas e novas ferramentas on-line. E mesmo profissionais já pós-graduados sentem a necessidade de atualização.
Fonte: http://oglobo.globo.com
Videolog no Supercase de DIG6
18/10/10
Foi eletrizante o Supercase da DIG6! 4 grupos, 4 propostas bem estruturadas, 4 soluções criativas e muita discussão para escolher quem ganharia o Supercase. O Fábio Lima e o Mack tiveram muito trabalho para selecionar a melhor solução, visto a qualidade e o nível atingido por todos, mas como alguém tem levantar o caneco, os vencedores foram Rodrigo Dutra da Silva, Daniel Salvador Cardoso, Jaqueline Paz, Caterine Araujo Vilardo, Dylan Pereira Campos. Parabéns moçada!
Vender pela internet exige planejamento e informação
05/10/10
Pesquisa mostra erros das micro e pequenas na comercialização via rede
Ligia Aguilhar, especial para O Estado
Comentários do prof. João Paulo Rego*
SÃO PAULO – Que montar uma loja virtual pode ser negócio bom, barato e lucrativo, os micro e pequenos empreendedores já sabem. Afinal, são eles os responsáveis por 98% dos 60 mil sites que realizam vendas no Brasil, segundo dados da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico. Falta a eles investir na profissionalização da atividade, no planejamento, em informação, sistemas e equipamentos.
É o que aponta o relatório preliminar obtido pelo Estado de uma pesquisa quantitativa sobre uso da internet com 12 micro e pequenas empresas dos segmentos de varejo, serviços, moda, informática, eventos e cama, mesa e banho. O estudo é realizado pela professora do programa de mestrado e doutorado da Universidade Nove de Julho (Uninove) Silvia Novaes Zilber.
De acordo com o levantamento, as micro e pequenas empresas têm conseguido resultados positivos no e-commerce, como aumento da lucratividade, maior alcance geográfico, visibilidade e redução dos custos.
No entanto, ainda encontram dificuldades na escolha dos sistemas (considerados caros e ineficientes), no estabelecimento de parcerias e na busca por funcionários qualificados. Também enfrentam obstáculos para obter conhecimento em tecnologia e e-commerce e obter dinheiro para investir na melhoria dos processos. O estudo mostra ainda que as empresas não realizam planejamento formal antes de abrir uma loja online, possuem poucos indicadores sobre resultados na rede e utilizam, para o comércio na web, a mesma estrutura organizacional de outra área de atividade da empresa.
Segundo Silvia, a segunda fase do levantamento, uma pesquisa quantitativa, já está em andamento. “O objetivo é traçar um diagnóstico preciso sobre como as pequenas empresas utilizam o e-commerce e elaborar um modelo de negócio com as melhores práticas”, explica.
Mesmo sem a conclusão do estudo, a pesquisadora já aponta um dos principais motivos pelos quais as pequenas empresas ainda encontram tanta dificuldade para emplacar na rede. “Falta planejamento. A sondagem mostra que as empresas que se planejaram tiveram melhores resultados”, diz Silvia.
Foi o que aconteceu com Alan Soares de Lima, de 24 anos, dono da HTS do Brasil, especializada em venda de peças automotivas. Há seis anos no mercado, a empresa surgiu com um canal de vendas por telefone. Há quatro, Lima montou um site institucional e começou a vender peças também pela internet, mas não obteve resultado satisfatório.
No início deste ano, ele decidiu fazer dois cursos de curta duração, um sobre e-commerce e outro sobre marketing digital. Aos poucos, começou a aplicar no site da empresa as técnicas aprendidas. “Para aumentar o número de acessos, investi em links patrocinados, que fizeram minha loja aparecer no topo dos sites de pesquisa”, diz.
Lima também mudou os sistemas de logística, gestão e o layout. O resultado do investimento – cerca de R$ 8 mil com os cursos e R$ 22 mil com o novo sistema – apareceu no mês seguinte. O faturamento triplicou de R$ 35 mil para R$ 110 mil. Hoje, 80% das vendas são pela internet. “Também economizei com telefone e com os vendedores, já que não precisava pagar comissão. Assim, reduzi o preço dos produtos”, conta.
Outro fator que atrapalha o sucesso dos pequenos é a escolha do mix de produtos. “A venda de vários tipos de mercadorias exige um grande sortimento, algo que o pequeno não consegue obter em condição de competir com as grandes empresas “, alerta o coordenador do curso de Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Lobianco. O ideal é que as pequenas invistam em nichos específicos.
Para elaborar um planejamento adequado (veja quadro acima), o empreendedor deve buscar informação na rede e fazer cursos da área. “A internet é uma grande sacada. Com conhecimento, a chance de sucesso é bem grande”, garante o diretor executivo da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico, Gerson Rolim.
PASSO A PASSO
1. Tenha um objetivo claro
Pense qual o resultado que você deseja obter e trace um plano estratégico para alcançar seu objetivo.
2. Qual o seu público?
Conhecer o comportamento, os gostos e preferências do seu consumidor ajuda na elaboração do planejamento.
3. Escolha um nicho de mercado
É melhor investir em um único tipo de produto do que em um mix de mercadorias.
4. Passe uma imagem profissional
Não peça para um amigo montar o site. Contrate uma empresa especializada e utilize sistemas profissionais.
5. Use estratégias de marketing
Aprenda a utilizar palavras-chave para colocar sua página entre as primeiras dos sites de busca e, assim, aumentar o número de acessos.
Fonte: http://economia.estadao.com.br
Comentário: Sem dúvida para pequenos empresários utilizar a internet é algo que pode traz aumento da lucratividade, maior alcance geográfico e visibilidade. Porém escolher um bom sistema é uma dificuldade péla própria falta de experiência do empreendedor nessa área.
Por muitas vezes não encontrarem profissionais no mercado (por preços justos) e o próprio acaba fazendo escolhas ruins o que nem sempre traz bons resultados.
Aconselho para os que puderem, se qualificar no assunto pois os investimentos não são tão altos e em geral o retorno vem rápido com a boa estratégia e a gestão correta do canal online.
Na cadeira de e-commerce do IGEC focamos bastante na parte de Divulgação e Marketing Digital, Estratégias e Regras de Negócio e Contratação e Integração de Meios de Pagamento, partes essênciais para um e-commerce de sucesso.
*João Paulo Rego é professor de e-commerce na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Aprenda a elaborar um currículo de analista de mídias sociais
20/09/10
De acordo com especialistas, candidatos devem dar destaque para conquistas em outros empregos e para cursos voltados para o mundo dos negócios

São Paulo – Para seguir carreira como analista de mídias sociais não basta apenas ser íntimo da rotina das principais redes de relacionamento da web. É preciso ter um perfil mais estratégico e voltado para o mundo dos negócios.
Por isso, de acordo com especialistas, profissionais que estejam batalhando por uma oportunidade nessa área devem valorizar, no currículo, experiências que comprovem esse conjunto de habilidades.
“A atuação nas mídias sociais não é para qualquer pessoa. O profissional precisa ter uma estratégia bem definida”, afirma André Assef, diretor operacional da consultoria Desix.
Isso significa que esses profissionais precisam entender profundamente a lógica de atuação da companhia em que trabalham, saber qual o tipo de estratégia combina com este perfil e, por fim, definir exatamente qual a rede social mais coerente com os objetivos da companhia.
Por enquanto, poucas instituições de ensino oferecem programas de atualização ou especialização com foco na carreira de analista de mídias sociais. Mesmo assim, é possível encantar o recrutador dando destaque para cursos voltados para o mundo dos negócios, com ênfase em empreendedorismo ou no setor de atuação da empresa.
De acordo com o diretor de operações da Desix, além de oferecer uma base teórica consistente de visão estratégica, programas desse tipo também privilegiam o estudo do comportamento humano – tópico essencial para um analista de mídias sociais.
Comportamento
“Esse profissional deve ter um traço de personalidade mais analítico e investigativo, além disso, deve saber ouvir e ser ponderado”, enumera Assef. Por isso, o consultor também aconselha que o candidato faça um teste comportamental reconhecido e anexe os resultados ao currículo. “Isso já representa muita proatividade”, diz.
No entanto, Guilherme Brandão, um dos sócios da consultoria 2Get, lembra que “o recrutador não irá confiar plenamente nesses resultados e, provavelmente, vai pedir um novo teste comportamental”. Por isso, se os dados foram adulterados, você pode acabar minando suas chances de conseguir o emprego.
Por ser uma profissão recente no mercado, é provável que alguns candidatos não possuam experiência anterior no cargo. Mesmo assim, ainda é possível conquistar o recrutador com base em seus trabalhos anteriores. A dica para isso, de acordo com Cristina Metidieri, gerente de RH do Grupo RMA, é compilar os principais resultados que você obteve em cada um dos cargos que ocupou. No entanto, cuidado para não se perder em adjetivos vazios. Apresente dados, sempre. Cristina também aconselha que os aspirantes ao cargo de analista de mídias sociais divulguem no currículo também os links de seus perfis nas redes. Neste ponto, no entanto, é preciso atenção dobrada. “Por mais despojada que seja a agencia que pode contratá-lo, o profissional deve ter cuidado com a imagem que constrói na rede”, afirma. “As decisões que serão tomadas pelo analista de mídias sociais podem ter um peso muito grande para toda a corporação”, lembra Assef, da Desix. E é isso que cada candidato precisa levar em conta na hora de elaborar seu currículo.
Fonte: portalexame.abril.com.br
Como a matéria salienta, “é preciso ter um perfil mais estratégico e voltado para o mundo dos negócios”. Conheça a pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital, um curso estratégico e voltado para o mundo dos negócios
Prof. Andrei Scheiner em entrevista à Carta Capital
09/09/10
A revista Carta Capital dessa semana (edição 612) traz uma entrevista com o professor de e-branding, Andrei Scheiner em matéria sobre o uso de tatuagem pela publicidade e o caso da Unilever (Axe) ter patrocinado uma tatuagem temporária na Larissa Riquelme (a “modelo-celebridade” da vez).
Para seguir o prof Andrei no Twitter:
Para entender a cabeça dos filósofos da tecnologia
24/08/10
A maior parte dos conceitos e estratégias que temos sobre internet vem de pensadores midiáticos americanos, que têm algumas características em comum, como não considerar o passado.
Por Carlos Nepomuceno*
Aquele que não conhece história, está condenado a repeti-la. George Santaiana, da minha coleção de frases
Comecei aqui uma nova jornada de estudos, através da Filosofia da Tecnologia.
A nova área visa não mais acompanhar como anda a tecnologia (algo praticamente impossível e sem nexo) e sim como pensamos sobre tecnologia (algo factível e com nexo), já que se soubermos como pensamos sobre teremos mais facilidade de saber como vamos usá-la.
Parece óbvio, mas não é prática.
Nessa linha, é importante conhecermos a fonte que bebemos, antes de analisar o teor de “cloro” da água e os seus resultados após ser degustada.
Temos três grupos de tecno-pensadores:
- Os alternativos (blogueiros, que não estão na grande mídia e exercem influência menor);
- Os midiáticos (blogueiros, ou não, que publicam livros, geralmente sem colocá-los na rede para leitura, com forte poder de influência);
- Os acadêmicos (geralmente não blogueiros, que publicam artigos científicos, com influência também menor).
E misturas entre tudo isso, alternativos acadêmicos, acadêmicos midiáticos ou midiáticos acadêmicos.
Como a vida não é simples, nem preto e branca, sigamos. Podemos dizer, assim, que quem faz a cabeça do mundo sobre tecnologia, principalmente as cognitivas (internet no meio) são os midiáticos, apesar de sofrerem influência e pressão dos alternativos e acadêmicos.
Normalmente, os midiáticos são americanos (Shirky, Anderson, Keen, Tapscott, O´Reilly, entre outros).
Portanto, a maior parte dos conceitos e estratégias que temos sobre internet são produzidas, concebidas, consumidas e digeridas, a partir de tecno-pensadores midiáticos americanos, que têm, entre eles, algumas características em comum.
1. Geralmente, não baseiam seus argumentos na história, seus livros começam no hoje e falam do futuro, como se não houvesse passado. Isso é, provavelmente, a influência da cultura do aqui e agora, do a-historicismo cultural, que temos uma descrição no bom livro do Guy Debord (francês), a
Sociedade do Espetáculo. Nele, ele diz: Um Estado em cuja gestão se instala por muito tempo um grande déficit de conhecimentos históricos já não pode ser conduzido estrategicamente.
2. Ideias sem origem prendem mais o leitor a seu dono, o que cria uma dependência cognitiva, forçando a ler o próximo livro.
3. Geralmente, são leitores de textos em inglês, com pouco espaço para estudos de autores de outros idiomas. Nós lemos eles, mas eles não nos lêem. Engraçado, pois nossos gurus estão em desvantagem, pois têm menos opiniões sobre o mesmo assunto, comparado aos demais que lêem bem em inglês; o brasileiro lê espanhol e vice-versa.
Ou seja, os que menos interagem no planeta interconectado são os que têm mais palco!
E geralmente são muito pragmáticos, pouco teóricos e, muitas vezes, avessos a tudo que pode se chamado de teoria, mesmo aquelas consistentes.
Consumimos e defendemos ideias desses pensadores.
Temos que, claro, ressaltar seus méritos, pois existem.
Mas saber das limitações, para complementá-las, o que normalmente não é feito. Engolimos anzol, chumbada e – às vezes – até o molinete!
E a nossa prática se espelha nesse conjunto de premissas, digamos, limitada, apesar de acharmos que temos “a verdade”, sem saber que tal “verdade” é construída por alguém.
Assemelha-se ao filme Origem, quando vamos ao ponto em que estão fazendo a nossa cabeça. Veja mais sobre isso aqui.
Fazemos, porque pensamos, a partir do que consideram bacaninha. O que explica nossa grande dificuldade de superar alguns conceitos sobre internet e compreender a marginalização de algumas ideias importantes.
Reflete, por exemplo, na não difusão em maior escala nas ações relevantes de grandes empresas e governos dos conceitos, tais como os de Lévy e Castells, que vão procurar estudar a história para entender o que estamos passando.
E justifica o estranhamento quando esse tipo de visão é passada, como se fosse algo do outro mundo. Sim, é de outro mundo: não-americano!
Ressalvo que não há pré-conceito contra o que vem dos EUA, pois tudo que é bom, seja de onde vier, vale a pena, não se pode é ser apenas de um lugar só.
Na minha tese de doutorado, quem se destaca e aparece com força é Pierre Lévy, que é tunisiano, que fez o contraponto a essa visão a-histórica. Parece que não lêem Lévy nos EUA.
Seus livros partem da compreensão da rede, através de um estudo da história da cognição humana, o que nos dá um sentido amplo para entender o fenômeno.
Outros que seguem na mesma linha são Castells (espanhol) e Burke (inglês). Todos fundamentais para compreensão do fenômeno.
Todos menos midiáticos e um pouco mais acadêmicos, porém de comunicação fácil. Lévy, que parece ser casado com brasileira, vem muito ao Brasil.
Castells nem tanto e Burke, idem. Se vieram, foi sem grande fumaça. Ficando com influência menor na nossa maneira de pensar.
Notem que a influência na maneira de pensar negócios no Brasil é muito forte e tem se passado para a visão que temos da internet.
Temos um “espírito de índios esperando as caravanas chegarem na praia”. Vide o espaço que damos ao importado, by EUA e como pouco valorizamos o que é produzido aqui ou em outras praças.
Isso nos remete a uma discussão ainda maior sobre modelos dos eventos no Brasil sobre tecnologia, futuro, internet, etc. São na maioria unidirecionais, um palestrante por vez, sem debate entre pensadores, sem interação forte com a plateia.
Não se paga ao palestrante brasileiro, só aos que vêm de fora e geralmente os caras que nem sempre vão agregar, para falar coisas até mais básicas, do que os nossos índios.
Quando Stallone diz lá fora que explodiria tudo aqui e ainda ganharia um macaco, dói ouvir, mas, na sua sinceridade de Rambo, há uma certa verdade dura de escutar.
Concordas? [Webinsider]
Fonte: http://webinsider.uol.com.br
*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na Pós-Graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
IGEC no Innovation Challenge 2010
20/08/10
Este ano o IGEC participará do Innovation Challenge.
Criado pela Idea Crossing, o Innovation Challenge é a maior competição do mundo direcionada à inovação para grandes empresas com o envolvimento de alunos de MBA. Sediado originalmente na Darden School of Business, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, o jogo reúne anualmente centenas de participantes ao redor do mundo.
A versão brasileira é a primeira franquia do jogo a ser realizada fora dos Estados Unidos. As regras da competição são simples. Empresas privadas expõem dilemas que estão enfrentando, para que os alunos de MBA, em grupos, proponham saídas inovadoras para essas questões.
Neste ano, na segunda edição, a competição contará com mais três patrocinadores, além da presença já confirmada da PepsiCo e da Bunge. Em 2009, equipes formadas por alunos de 27 universidades brasileiras se inscreveram para concorrer ao prêmio de R$ 10 mil.
Este ano pela 1a vez o IGEC participará da competição. Nossos bravos competidores são:
Time 1 – Rafael Vitoriano (DIG4)
Renata Fernandes (DIG4)
Rafael Louzada (DIG4)
Leandro Dupin (DIG4)
Sidônio Santos (COM5)
Time 2 – Fernanda Leal
Monica Rodrigues (DIG5)
Aline Magno (DIG5)
Durval Amorim (DIG5)
Bianca Furtado (DIG5)
Time 3 – Roberto Gaspar (DIG5)
Sut-Mie Guibert (DIG5)
Herick Correa (DIG5)
Clarissa Donda (DIG5)
Carlos Duplar (DIG5)
Time 4 – Tiago Luiz (DIG6)
Andrea Guedes (COM4)
Roberta Tomasi (DIG3)
Marcelo de Andrade (COM6)
Ana Carolina Amado (COM5)
Boa sorte para nossos alunos, temos a certeza que representarão como ninguém o IGEC.
Para obter mais informações sobre a competição, basta acessar o site http://brazil.innovationchallenge.com.







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