Artigos com o marcador Gestão Estratégica de Marketing Digital
O piloto automático e a inovação
19/06/12
Por Carlos Nepomuceno*
Inovar, a meu ver, o dilema de um mundo hiperpovoado mutante, passa por uma rediscussão dessa base filosófica humana: o que somos e como nos relacionamos com o mundo? Só conseguimos inovar, de fato, e ver o mundo um pouco mais próximo do que ele é, quando conseguimos aumentar a taxa do verdadeiro-eu e reduzir a do falso.
Versão 1.1 – 16 de junho de 2012
Rascunho – colabore na revisão.
Replicar: pode distribuir, basta apenas citar o autor, colocar um link para o blog e avisar que novas versões podem ser vistas no atual link.

Estou lendo um livro antigo do Krishnamurti “A questão do impossível“, herança do meu pai.
Tenho vários dele.
Basicamente, o filósofo de origem indiana diz que quem comanda nossa vida é o nosso cérebro, que estabelece uma relação deturpada entre quem observa e a coisa observada.
Ao estabelecer essa divisão, a pessoa perde a capacidade de ver, pois o lado de fora está sempre em movimento e o de dentro parado, criando uma divisão entre o fato e a versão.
Segundo ele, nossa mente é entorpecida, viciada e só consegue analisar os fatos com nossas perspectivas passadas.
Krishnamurti não estabelece um método (tem horror a eles), pois acha que qualquer metodologia serve para nublar a mente.
O importante é apenas olhar como olhamos.

Ou seja, ao invés de procurar olhar para fora, olhar para como olhamos, que seria uma forma de acalmar esse “ser que olha que é e, ao mesmo tempo, não nos representa”.
E assim conseguir ver diretamente, ou o mais diretamente possível.
O simples exercício de estabelecer essa divisão:
- Alguém que olha por mim;
- O olhar sobre esse que olha por mim, nos acalma;
- E nos permite, de algum ponto intermediário, ver, de novo, o novo.
Teríamos a possibilidade de criar um vão entre o trem a plataforma. ![]()
(Mind the gap!)
Admitimos, assim, que somos, na verdade dois: um que olha automaticamente e pilota nossa vida – que muitos chamam de ego, piloto automático, caixa; E outro dentro de nós, que olharia para esse de fora – vou chamar esse conflito de embate permanente entre o falso e o verdadeiro-eu.
Apenas um embate sem vencedor.
Talvez, sejamos o resultado dessa luta – com um vencedor a cada minuto, hora, dia, semana, mês, ano, década, vida, enfim.
Somos mais ou menos eu mesmo a cada dia, sabendo sempre que nunca seremos totalmente o verdadeiro-eu o o falso.
Somos a luta e a taxa possível entre estes dois.

Tal ideia da divisão humana entre dois seres (um que olha por nós e outro que deveria olhar o que olha) e a harmonia dessa relação nos daria uma pista do que seria o amadurecimento.
Amadurecer seria a capacidade de perceber (de dentro para fora) como os condicionamentos da sociedade se armazenaram e como são ativados, em que circunstâncias para que possamos desarmá-los.
Tal exercício permanente nos permitira ver o mundo de forma diferente e não mais sempre com olhos do passado, dogmaticamente.
Impedindo de ver de novo, o sempre novo, a partir da ideia de que o rio nunca para de correr.

Muitos consideram que esse “pilotice” automática é algo inerente ao ser humano e irrreversível.
São nossas neuroses, nosso círculo vicioso, que poderia ser mais ou menos consciente, intenso, a nos levar a cometer mais ou menos insanidades.
Seríamos sempre guiados pelos nosso condicionamentos, que nos ajudaram e ajudam a sobreviver.
A sociedade é conservadora para sobreviver – um conjunto de falso-eus ambulantes.
(Será que aquele filme Zumbilânida é uma sátira a isso?)
Nessa linha, Bradshaw, psicólogo americano, defende que, de fato, existe uma mistificação, criada como uma proteção humana em função da nossa “domesticação”.
Nascer e ser civilizado tem um preço, que nos leva a reprimir e criar uma máscara social para recebermos lascas de amor.
Portanto, não somos amados pelo que somos, mas pelos que os outros gostariam que nós fôssemos. Viramos o que as pessoas querem, apesar da raiva e dos problemas que isso causa nas nossas vidas.
Com mais, ou menos intensidade isso deixa marcas.
O problema que é algo tão inconsciente que essa máscara passa a ser nós mesmos (sem saber que a criamos).

(Um parênteses grande para falar das taxas –>
Depois de muito pensar sobre estes temas (ou qualquer outro), amadureci que nós nunca podemos analisar nenhum fenômeno em termos absolutos, pois se tudo é um fluxo em movimento, na verdade, temos variações de “pressão e temperatura”.
- Um leite pode ferver, desde que colocado na panela.
- Se não for para a geladeira, estraga.
- E ingerido vira outra coisa.
O leite tem suas características mutantes, conforme alguns contextos.
Uma boa teoria, na verdade, é aquela que identifica forças em movimento, aquilo que traz a desordem na ordem, em que circunstância, como que relação – tornado-a mais adaptativa aos fatos.
Podemos dizer, assim, que temos taxas de análise para qualquer fenômeno, o que a medicina se utiliza bastante na Epidemologia.
Trabalha-se com probabilidades e não com doenças absolutas.
Isso se consegue como?
Analisando o passado para se projetar o futuro.
Portanto, temos individualmente, em grupos (micro) e na civilização (macro) taxas de consciência desse outro eu, a cada circunstância, em cada pessoa, grupo, a partir de variantes.
Fim do parênteses grande)
Assim, alguns estão mais imersos no seu falso-eu e outros menos, pois conseguiram por várias fatores reduzir o controle do falso-eu sobre suas vidas.

Isso não quer dizer que fulano consegue exercer seu verdadeiro-eu, porém que consegue taxas melhores comparadas apenas com o seu passado e não com os outros, pois cada um tem uma estrada distinta.
Ele é mais verdadeiro do que já foi antes, o que não quer dizer que não possa retroceder.
As maiores taxas do verdadeiro-eu (digamos assim) nos permitem olhar para as coisas com mais estranhamento, como se víssemos pela primeira vez algo que está sempre do nosso lado.
Algo que os poetas e os filósofos procuram constantemente para recriar.
Por fim, se olharmos em termos da macrocognição (análise do macro ambiente de cognição global), estamos saindo de um mundo, no qual tivemos décadas (séculos?) de forte controle da circulação de ideias, pelo ambiente cognitivo de plantão fortemente verticalizado.
Esse tipo de situação nos leva para uma decadência cognitiva (como disse nesse post), no qual a taxa de falso-eu é coletivamente mais alta.
Por quê?
Um dos caminhos para a redução da taxa do falso-eu é o diálogo, a conversa, a troca, o que ficou coletivamente limitado em um mundo com ideias fortemente controladas.
Uma revolução cognitiva, como muitas novas ideias circulando, como estamos vivendo agora, nos condiciona coletivamente para uma redução da taxa do falso-eu, pois recebemos mais estímulos para sair de dentro do nosso casco (de tartaruga humano).
Aumenta-se, independente o esforço individual de cada um, a taxa de verdadeiro-eu no mundo, criando espaço para a inovação que estamos percebendo, novas iniciativas, etc…
Há uma melhora do índice que vem de fora para dentro.

Essa é uma hipótese.
Como já dissemos, tal fenômeno é temporário e transitório.
O trabalho individual de olhar para o que em nós é falso continua e é o que faz diferença em cada um e não no todo, pois deve existir também o movimento que vem de dentro para fora, aproveitando-se ou não das macro condições.
É o amadurecimento que não é condicionado, mas algo que parte do livre arbítrio e da capacidade de perceber esse falso-eu. Ou de crises que o falso-eu nos coloca, que nos joga necessariamente para uma mudança!
Inovar, a meu ver, o dilema de um mundo hiperpovoado mutante, passa por uma rediscussão dessa base filosófica humana – talvez agora o condicionamento seja mais nocivo para o todo do que foi antes.
O piloto automático nos impede de mudar a taxas que são hoje necessárias.
Só conseguimos inovar, de fato, e ver o mundo um pouco mais próximo do que ele é, quando conseguimos aumentar a taxa do verdadeiro-eu e reduzir a do falso, pois do contrário iremos repetir o que nos foi condicionado!
E podemos nos perguntar: será que teremos que ser mais espiritualizados para poder ser mais inovadores? E o falso-eu é algo que vai cada vez mais atrapalhar um mundo hiper-povoado? Teremos uma mudança da taxa do falso-eu por necessidade de sobrevivência?
Ou o mundo que estamos entrando terá uma taxa de falso-eu reduzida do que foi no passado e se estabilizará em outro patamar?
Não sei, a pensar.
É isso,
Que dizes?
*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Os vencedores do Supercase da COM8
18/06/12
Beleza e Harmonia. Foi com este conceito em mente que a 8a turma da pós em Gestão Estratégica da Comunicação (COM8) desenhou as soluções para o desafio proposto pela Yenzah (empresa que já participou do Supercase da 5a turma de pós em Gestão Estratégica do Marketing Digital (DIG5)). O grupo vencedor foi a “agência” DRM17, composta por Amanda Benevenuto, Daniel Castro, Guilherme Santos, Marcela Carvalho e Ricardo Vieira.
As ações propostas pelo grupo foram focadas e adequadas, capturando o espírito da marca e complementando de forma eficiente as ações que a empresa já está adotando para divulgação do produto Óleo de Argan – OM.
Parabéns ao grupo, criatividade e foco nos desejos do cliente são, comprovadamente, uma fórmula de sucesso. Veja as fotos abaixo:
Ambiente e experiência da marca
13/06/12
Por Desirée Lourenço*
Como boa publicitária que sou, mesmo no fim de semana, naquele momento onde você não quer pensar em trabalho, pensei muito em conceitos de marketing e etcs! Orgulho de mim né? xD
Mas enfim, neste sábado, fui até Copa, que no meu caso já é uma viagem, só para visitar e conhecer a “nova” loja da Lomography. Não só como usuária já que tenho uma Diana linda e maravilhosa, mas também porque gosto muito do trabalho que eles fazem nessa valorização do vintage e tudo mais. Ok, ok, eu sei que isso é uma tendência geral e eles pegaram carona. Mas a verdade é que acho que eles vestem a camisa mesmo, não vejo eles mudando o conceito da marca por mudar a tendência. Por isso gosto tanto deles.
E a loja é uma coisa a parte, só conhecia a de NY até hoje e fiquei impressionada com a do Rio, que sinceramente, é mil vezes melhor!
Me veio na cabeça aquela história de que a sua marca tem que provocar uma experiência positiva no cliente, e a loja da Lomo resume esse conceito. Quando você entra, é praticamente uma viagem no túnel do tempo. São máquinas espalhadas pelas paredes, fotos, filmes, tudo que lembra esse ar vintage deles. Além disso os funcionários, que são poucos e não fazem fila te empurrando qualquer coisa, sabem tudo de todas as máquinas, explicam cada detalhe e te fazem acreditar que aquele é o melhor produto do mundo.
Na 1 hora que fiquei na loja vi patricinhas, senhoras, cults, playboys, mães e mais alguns outros tipos de pessoas entrarem na loja e TODOS saíram com algo nas mãos, mesmo que seja só um filme! Além disso, eles revelam também tá?
Fica a dica para quem quer por alguns minutos sair de copacabana para um lugar meio diferente! Fiquem de olho nas redes sociais deles (Twitter e Facebook) que sempre tá rolando uns showzinhos e atrações diferentes por lá! Além dos workshops e outros eventos fotográficos!
Desirée Lourenço é aluna da 9a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital(DIG9).
Você ainda tem tempo de parar para pensar?
23/05/12
Leitura indicada pelo Prof. Carlos Nepomuceno, comentários do Prof. Claudio Moreira
Você ainda tem tempo de parar para pensar?
Por Betania Tanure
A pergunta pode parecer esquisita, mas faz todo o sentido. Falo de executivos que trabalham em média 13 horas por dia, dedicam regularmente boa parte dos fins de semana ao trabalho e, claro, mantêm-se disponíveis em tempo integral por BlackBerry ou iPhone. Pode piorar? Bem, mais de 40% acham que esse ritmo vai aumentar ainda mais.
A síndrome do fazer e fazer e fazer impregna nossas empresas, ou melhor, impregna as pessoas que compõem as nossas empresas. Tudo é urgente, não dá tempo de perguntar por que e, menos ainda, de questionar o grau de relevância de uma demanda. O telefone interrompe a reunião, o BlackBerry entra sem pedir licença. As secretárias quase enlouquecem para que a agenda de seus chefes suporte tantos compromissos- ou quase enlouquecem seus interlocutores na tentativa de proteger seus chefes, impedindo-os, muitas vezes, de ter o verdadeiro pulso da vida organizacional.
Reflita comigo ou consigo mesmo, pergunte: “Eu tenho o hábito de analisar antes de decidir? Antes de implementar? Antes de cobrar das pessoas que ajam mais rápido?” “Será que eu questiono a necessidade do que vou fazer? Ou, no fundo, acho ‘chatérrima’ aquela pessoa que questiona e penso: ‘é certo que ela é muito competente, mas não tenho tempo para essas firulas’?”
Uma das conclusões da pesquisa que realizamos com executivos das maiores empresas brasileiras é que grande parte do que fazem não agrega nenhum valor à companhia nem à carreira. Fica a pergunta: por que eles se mantêm presos ao fazer e fazer e fazer? Afinal, em princípio eles têm poder para mudar o jogo. A resposta é: porque sempre fizeram, porque não querem criar instabilidade com seus pares e menos ainda com o chefe (esteja ele em que nível estiver), porque as notícias dos concorrentes, ou mesmo do tecido competitivo com o qual o dirigente convive, o pressionam… Enfim, o ambiente todo estimula, valoriza e recompensa o fazer.
Hoje, a necessidade de execução rápida e precisa é inquestionável. Mas não justifica a criação de um ambiente frenético que exige sempre mais, deixando a terrível sensação de dívida permanente. A lição é simples e universal: o desempenho superior sustentado, seja corporativo ou individual, se baseia justamente na capacidade de administrar a tensão entre forças aparentemente contraditórias. Temos de um lado a necessidade de execução rápida e de outro a de análise, e esta última exige certo distanciamento (que se traduz em tempo) para possibilitar a crítica e a eventual mudança do padrão de execução. Não há novidade nenhuma nisso. O problema é que a maioria dos dirigentes de empresa vê essas forças como mutuamente excludentes, mas não são. Elas têm de ser geridas, integradas.
Forças aparentemente contraditórias são próprias do ambiente organizacional. Os exemplos se multiplicam, tanto no âmbito da trajetória da empresa quanto no da carreira do executivo. Vão de situações do cotidiano a circunstâncias que envolvem decisões importantes para o desempenho da organização, sua sustentabilidade e até sua sobrevivência.
Para ficar em um exemplo genérico, tomemos o caso de uma empresa fortemente burocrática que decide trilhar o caminho para o empreendedorismo e a inovação. Ela certamente irá se deparar com o espírito questionador, de inquietação das pessoas. Para movimentar essa chama empreendedora é preciso rever, reorientar as até então fontes de sucesso das empresas hierarquizadas.
Muitas vezes, trata-se de uma mudança radical. Ao lidar com essa mudança, os executivos precisam primeiramente repensar a forma como enxergam a organização, a si mesmos e seu padrão de ação.
Comece já a se livrar da síndrome do fazer e fazer e fazer. Pare um minuto para uma análise crítica, e certamente você encontrará respostas surpreendentes. Claro que “um minuto” é força de expressão, pode ser necessário um pouco mais. Mas você pode criar seu tempo. Pense nisso.
Betania Tanure é doutora, professora da PUC Minas e consultora da BTA
Comentário: a sempre excelente Betania Tanure nos chamando para a reflexão, uma característica marcante na personalidade do Prof Carlos Nepomuceno. Em minhas aulas de Postura Consutiva, abordo o valor da reflexão, do questionamento e da postura crítica, já que para um prestador de serviços, comprar o rótulo vendido pelo cliente é mortal.
Mas o que é este rótulo? Imaginem a seguinte situação: Você chega no médico e dizendo que está com úlcera e ele, sem lhe examinar, passa um remédio e lhe manda para casa. Qual o grau de confiança neste médico? Pois é, só que nas empresas, como salienta Betania, é comum uma diretriz ser exposta e rapidamente, sem a mínima reflexão, ser adotada por todos, afinal de contas, precisamos de agilidade, de ritmo frenético, zap!
Nas palavras de Gerald M. Weinberg, consultor de tecnologia:
“O verdadeiro especialista vê múltiplos aspectos de uma situação, mas o novato vê somente o que for mais óbvio. Os esquimós têm dezenas de palavras para neve e realmente vêem dezenas de tipos diferentes de neve. Nós só vemos um que chamamos de neve, mas à medida que aprendemos a esquiar, aumentamos nosso vocabulário, empregando expressões como “pó profundo” e “neve em grão”. Aprendemos a falar com mais precisão a respeito da neve, aprendemos a solucionar com maior eficácia os problemas com esquis.”
O mesmo acontece nas empresas, as pessoas envolvidas em problemas não definem os problemas, apenas os rotulam com a primeira palavra que lhes vem à mente. Ao agirmos como vibradores que focam apenas a agilidade na entrega do que foi solicitado, corremos o risco de receitar antiinflamatório para infecção bacteriana.
Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor de Postura Consultiva na pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação
Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Quer saber as “Últimas de Rebecca Porphírio”?
11/05/12
Editora e repórter na Internet, Rebecca Porphírio é especialista em mídias sociais do TechTudo, site de tecnologia da Globo.com. Já foi assessora de imprensa na Oi, gestora de produto na Casa Civil do RJ, analista de mídias sociais e até organizadora de eventos de anime.
Apesar da paixão por computadores e web, duas coisas que não podem faltar na vida dessa jornalista são mangás e videogames. Nerd de carteirinha e gaúcha de coração, ela é também gremista por associação.
Rebecca foi aluna da 6a turma de pós em Gestão Estratégica de Marketing Digital (DIG6)
Veja as últimas da Rebecca abaixo…
‘Pensamos no digital, pois esse é o futuro’, diz gerente do The Guardian
Pier Jones, gerente de produtos do The Guardian, explica a grande aposta do jornal no Facebook.
Bombou nas redes sociais na semana de 27 de abril a 03 de maio
Confira o apanhado dessa semana! Veja a lista das matérias que foram mais acessadas no período de 27 de abril a 03 de maio.
Galaxy S III não atende expectativas de internautas
Fãs, jornalistas e especialistas em tecnologia do mundo todo comentaram o lançamento do novo smartphone da Samsung, o Galaxy S III, mas o saldo foi neutro para a sul-coreana nas midias sociais.
Bombou nas redes sociais na semana de 20 a 26 de abril
Confira o apanhado dessa semana! Veja a lista das matérias que mais foram acessadas no período de 20 a 26 de abril.
‘Políticos brasileiros não sabem usar o Twitter’, diz consultoria
André Miranda, diretor de Public Affairs da B-M Brasil, diz que faltam profissionais especializados em mídias digitais nas equipes de comunicação dos políticos brasileiros.
O dilema da sala de aula (mais) colaborativa
04/05/12
O dilema da sala de aula (mais) colaborativa
Por Carlos Nepomuceno*
“O meste ajuda os discípulos a se encontrarem e, nas horas de depressão, são os discípulos que ajudam o meste a se reencontrar. O mestre inflama as almas dos discípulos; e eles o rodeiam e iluminam. O discípulo pergunta e, pela forma de sua pergunta, evoca, sem o saber, uma resposta no espírito do mestre, a qual não teria nascido sem essa pergunta” – Martin Buber;
Versão 1.1 – 04 de maio de 2012
Rascunho – colabore na revisão.
Replicar: pode distribuir, basta apenas citar o autor, colocar um link para o blog e avisar que novas versões podem ser vistas no atual link.

Venho há mais de cinco anos experimentado um modelo participativo/colaborativo em sala de aula.
Não uso mais PPTs e procuro desenvolver um debate honesto com os alunos.
Trabalhamos em roda, discutindo hipóteses e não verdades, em torno do tema da aula: como a Internet (ou a Revolução Cognitiva que ela provoca) tem condicionado o nosso mundo e o que temos que fazer para nos alinhar com ela, reduzindo riscos e ampliando oportunidades?
Não parto apenas do que quero dizer, mas o que eles querem ouvir, na ordem que, naturalmente, as variações sobre o problema vão surgindo.
É um fluxo de conversa, na qual há um guia que procuro seguir.
Geralmente, falo 20 minutos e reservo um período para que discutam as provocações.
A avaliação dos alunos é sempre muito positiva, pois eles sentem a presença do professor, a abertura para a conversa e a percepção que estão entrando dentro de um fluxo de debates que eles gostariam de fazer parte, no qual o professor é um participante ativo com um pouco mais de tempo de discussão, apenas isso.
Sempre me pergunto: será que é possível estender essa metodologia para qualquer curso ou tema? E ainda: seria um modismo ou tendência?
Acredito, logo de pronto, que quanto menos consolidado estiver o estágio de solução de um dado problema, mais colaborativo e especulativo tem que ser o curso e vice-versa.
Imagino que um curso para ensinar a fazer manutenção de plataforma de petróleo – que exige passar informações e dar dicas de segurança – será menos participativo de um que falará sobre marketing digital ou implantação de redes sociais nas empresas – que são temas bem abertos, novos e com diferentes abordagens.

Ambos podem ser participativos, mas, acredito, com taxas diferentes.
Ou seja, existem contextos que vão variar a taxa de colaboração, o que deve nos tirar de dogmas. Cada caso é um caso, porém, é preciso, mesmo nos temas mais árduos, procurar vem que espaços o problema pode discutido, através do diálogo.
Espanta-me ver as pessoas apresentando conceitos novos com regras, modelos, apresentações super-preparadas para temas que ainda estamos em fase de consolidação!
A outra pergunta que me faço se nesse mundo muito mais líquido e conectado é: as verdades vão durar o mesmo tempo que no passado?
Não estaríamos saindo das verdades impressas autorais para as hipóteses temporárias coletivas – sempre em movimento no oceano digital?
E, por consequência, nos perguntamos: como vamos preparar cursos que não são sólidos, mas que preparem as pessoas para entrar na corrente do debate e não sair de lá com a impressão que ele está pronto, parado e consolidado?
Isso é um desafio para as escolas, que hoje são sólidas, com conteúdos empedrados, com professores conteudistas – repassadores de conhecimento e não pesquisadores coletivos.

Muitos vão dizer.
Opa, se a escola já é assim há tanto tempo isso não seria mais um modismo?
Vou defender que um mundo mais colaborativo é uma tendência irreversível e vou tentar mostrar a lógica que regerá a nova Escola mais colaborativa (ou 2.0) na nova Era Cognitiva Digital.
Para isso, temos que contextualizar que a atual escola que estudamos e nossos filhos ainda estudam, é descendente direta da Era Cognitiva do livro impresso, que criou um ambiente de aprendizado específico, que se baseou nos registros do conhecimento em suportes de papel impresso para poder nos tirar da imprecisão do mundo oral ou do papel manuscrito (a era cognitiva anterior).
A escola mais sólida e vertical é filha desse ambiente do livro impresso (depois da mídia de massa, que o expandiu) que prestou um grande serviço à civilização, mas o seu tempo passou, pois a população cresceu e o que funcionava antes, já não mais agora.
Hoje, somos 7 bilhões de habitantes com problemas muito mais complexos. Tal população não nos permitem mais manter um tempo de aprendizagem e inovação de séculos passados! A complexidade de um mundo mais habitado está batendo na porta e cobrando seu preço! E pede uma escola mais ágil e viva!
Tal dificuldade de inovar tem nos levado à decadência civilizatória atual, com suas respectivas crises em diversos setores.
Podemos, assim, dizer que a escola sempre vai variar, conforme a maneira que conhecimento é compartilhado na sociedade, ou a Era Cognitiva da vez. Quanto mais esse for mutante e ágil, mais a escola terá que acompanhar o ritmo!
Não se trata assim de adotar novas tecnologias, mas uma nova forma de pensar o conhecimento para repassá-lo. Precisamos criar novos métodos para ajudar os alunos do presente e futuro a conviverem com esse novo modus-pensante.

Há uma mudança, agora, do ambiente cognitivo que nos cerca que é a água invisivel do “aquário cognitivo que nos enreda” (nosso ambiente cognitivo) no qual todos nadamos para conhecer, aprender, nos informar, nos relacionar, produzir, consumir…
Estamos entrando na Era Cognitiva digital, que nos leva, nessa primeira fase, a um mundo mais colaborativo que o passado para resolver velhos e novos problemas com novas formas de comunicação a distância, principalmente.
Note que rede não é nova, a colaboração não é nova.
O que é novo é a possibilidade global, ao mesmo tempo, da chegada rápida de novas topologias de rede, através de novos recursos técnicos, que nos permitem estabelecer novas formas de colaboração, trocas de ideias, produção, mais baratas e eficientes para resolver problemas cada vez mais complexos. Hoje, via rede digital, conseguimos fazer mais com menos!
Assim sendo, estamos diante de uma tendência e não modismo, não só na escola, mas em toda sociedade.

Temos como tendência no cenário global:
- Aumento da diversidade de opinião e divulgação de cada vez mais pontos de vista sobre o mesmo problema;
- Velocidade das mudanças e premência cada vez maior da inovação, mais de hipóteses do que verdades;
- Publicação das ideias em meios muito mais fluidos e passíveis de alteração;
- Mudança de hábito do aluno/cidadão/consumidor de passivo a ativo, todos querem interferir de alguma forma na mensagem.
Assim, se essa é a tendência qual será o principal problema de conseguirmos uma sala de aula colaborativa?
Não basta, a meu ver, querer implantar a metodologia, pois muitos já tentaram e esbarraram nos impasses da Era Cognitiva passada (vide Paulo Freire e um conjunto de educadores que defendem tudo isso que está sendo proposto hoje).
Estamos diante de uma mudança mais ampla, filosófica cognitiva, diria, que nos impõe agora essa mudança, tanto do professor quanto do aluno.
A base da mudança é a maneira de se pensar o próprio conhecimento e não apenas como repassá-lo. O conhecimento deixa, nessa fase da Revolução Cognitiva, ser algo que se controla, se domina, no qual estão embutidas verdades, mas se assume o que ele sempre foi: mutante e líquido, que mais a intoxicação da era passada e o ritmo de atualização não deixavam ver!
Vivemos a passagem de um conhecimento mais sólido para um mais líquido!

Temos que alterar a relação de poder entre as partes (quem produz e consome o conhecimento), aumentando a responsabilidade do aluno e tirando o professor de um pedestal, colocando-o como um “aluno mais velho e experiente”, responsável para reduzir ruídos individuais, sempre em prol do coletivo.
Dessa maneira:
- As aulas mais colaborativas têm que passar a lidar com problemas/dilemas e não assuntos, já que problemas são dinâmicos, multidisciplinares. Já assuntos são cumulativos, estáticos e pouco eficientes (ver mais aqui sobre isso).
- Há uma mudança cultural de professor (incluindo seu ego controlador) de dono do saber (ordenhador de vaca) para o articulador do saber (apicultor) (ver mais aqui)
- O professor tem que passar a ser um pesquisador curioso do problema que levará para o debate. Isso implica em um forte interesse de conhecer como os alunos pensam, pois isso deve fazer parte de sua pesquisa, na luta contra o senso comum sobre o problema-foco;
- Cada turma tem um contexto, uma idade, uma composição e é na interação que a melhor forma de se abrir o debate vai ocorrer;
- O professor/pesquisador/apicultor deve ver a profissão do ensino como um dos principais atividades da carreira, (e não um bico) fazendo da didática e metodologia mais uma área de interesse de aperfeiçoamento, fazendo parte de sua curiosidade – e a sociedade terá que investir nesse modelo;
- O ego deixa de se agarrar nos conceitos, nas teorias, torna-se também mais líquidos, trabalhando com hipóteses, que devem ser constantemente melhoradas, é um professor aberto ao novo e não fechado para ele!;
- E que todo o material didático seja versionado (como softwares) e que possam ir sendo mudados pelo coletivo da escola, conforme os debates em sala de aula vão ocorrendo e sendo coletivamente registrados em ambientes digitais colaborativos.
É fato: estamos saindo da escola mais sólida para uma mais líquida!
Que dizes?
*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
11a turma de Gestão Estratégica do Marketing Digital
03/05/12
Está lançada a 11a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital, a DIG11.
Porque estudar na DIG11?
Dados recentes mostram que o País tem taxas elevadas de crescimento dos usuários que acessam a internet, ao mesmo tempo em que o mercado de publicidade online também cresce fortemente.
Segundo pesquisa recente do Ibope Mídia Online, o Brasil atingiu a marca total de 79,9 milhões de internautas em 2011, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. Na publicidade online, a aceleração foi bem maior. Segundo dados do projeto Inter-Meios, realizado pelo jornal Meio & Mensagem, a propaganda na internet cresceu 19,63% no ano passado, contra uma elevação média de mercado de 8,54%. Foi o meio que mais avançou.
Em termos de share do mercado publicitário, a internet chegou a um índice de 5,11%. Isso significa uma participação maior do que setores tradicionais, como TV por assinatura (4,19%), rádio (3,97%), mídia exterior (3,02%) e guias e listas (1,12%). A internet ainda está bem longe da hegemonia da televisão aberta (63,3%), mas já se aproxima do faturamento publicitário das revistas (7,15%) e representa quase metade do mercado de jornais (11,83%).
Outro levantamento, o AdRelevance, serviço do Ibope Nielsen Online que monitora a publicidade na internet brasileira, mostrou que, no final de 2011, os anúncios por meio de banners cresceram 45% frente a 2010.
Fonte: http://invertia.terra.com.br
Quer entrar num mercado promissor? São 10 turmas realizadas
“A pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital foi um divisor de águas. Além do excelente nível das aulas, possibilita um networking fantástico. Ali estão profissionais de mercado que fazem toda diferença com debates altamente relevantes para o aprendizado em sala de aula. Durante o curso recebi algumas propostas profissionais que antes não tinha acesso. Recomendo.”
Rafael Vitoriano – DIG4
“Inicialmente escolhi o IGEC porque a lista de profissionais experientes e conhecidos no mercado impressionava. Mais tarde, comprovei que o diferencial do curso é a atenção que tem com os alunos e a capacidade de lhes dar uma visão acerca de tudo que existe no Marketing Digital, dando-lhes a oportunidade de conhecer o processo como um todo”.
Rebecca Porphírio, da DIG6
“Decidi fazer a Pós de Gestão de Marketing Digital por um único motivo, estava assumindo a “gerência” de uma loja virtual sem antes nunca ter trabalhado com isso. Quando fiquei sabendo da Pós não perdi muito tempo decidindo. O que mais me chamou a atenção foi a experiência dos professores envolvidos, que na realidade davam aulas porém trabalhavam em suas respectivas áreas de atuação, ou seja, lecionavam aquilo que trabalhavam. O processo de seleção da turma, pra mim, foi um fator decisivo também pois somente pessoas que tinham noção e gostariam de se aprimorar formaram um grupo onde a troca de experiências foi muito proveitosa que no final todo mundo ajudava todo mundo em seus problemas relacionados com o trabalho. O conteúdo das aulas sempre foi muito esclarecedor e a metodologia fantástica pois na realidade não aprendíamos tecnologia e sim conceitos. Isso faz uma diferença enorme no mercado de trabalho pois as ferramentas mudam o tempo todo e os conceitos vão se adaptando conforme o avanço da tecnologia. Após três anos de formação, os conceitos continuam atuais e não me arrependo em nenhum momento de ter feito a Pós, pelo contrário faria de novo”
Andrezza Carvalho, da DIG1
Conheça mais sobre a pós-graduação, nos vemos em Setembro!
Isso não é um blá blá blá – Falando sobre o livro ZMOT
04/04/12
Por Desirée Lourenço*
Começando do início, a sigla ZMOT, representa um novo conceito que surgiu no marketing 3.0. É o momento zero da verdade. É quando as regras que conhecíamos a tanto tempo, mudam.
No Marketing “tradicional”, aquele que vem sendo praticado há anos, existia o primeiro e segundo momentos da verdade. Ou melhor, existiam três etapas básicas que o departamento de Marketing deveria seguir sempre, era como se fosse uma regra que não sofria alteração. Começava pelo estímulo, ia para a prateleira e depois para a experiência. Ok, mas aonde entraram os momentos da verdade? O primeiro momento da verdade, é o momento “preteleira”. É quando o seu consumidor se encontra dentro do supermercado e se vê na difícil escolha entre várias marcas por produto. O primeiro momento da verdade é quando ele decide pela sua marca sobre todas as outras. O segundo momento da verdade é quando o consumidor chega em casa, com o seu produto em mãos e se encanta – ou não.
Ok, isso daí eu já conhecia, mas o que mudou? Agora existe um novo momento no processo de decisão de compra do consumidor, o tal do momento zero da verdade. Esse é o momento que fica entre o estímulo e o primeiro momento da verdade. Antes da dona de casa ir ao supermercado e decidir pela marca de sabão em pó X ela faz uma vasta pesquisa na internet, em fóruns de discussão sobre lavagem de roupas, entre suas amigas donas de casa e aí sim quando chega na prateleira, influencia sobre todas essas opiniões, ela então decide pela marca que mais a agrada.
Isso para muitos ainda parece coisa do futuro ou de uma parcela muito pequena da população, mas a grande verdade é que esse novo modelo mental é cada vez mais a realidade de muitos (e todos) os tipos de consumidores. E tem mais! Não importa mais a categoria que seu produto está presente, essa pesquisa de informações precedentes a compra está cada vez mais habitual e rotineira. Na linguagem popular, já está no sangue do consumidor.
Esses três momentos de verdade estão cada vez mais próximos, o que antes poderia durar dias entre eles, hoje pode durar minutos. Não acredita? É simples. Em frente a prateleira do supermercado, a mãe vê duas novas marcas de iogurte infantil, no mesmo momento, pega seu celular com acesso a internet, procura rapidamente em fóruns e redes sociais a opinião sobre ambos os produtos, faz a sua decisão final e já coloca a sua primeira impressão onde pesquisou. O SMOT desta mãe, acabou de fazer parte do ZMOT de uma próxima mãe. É uma convergência rápida e um ciclo sem fim de troca de informações, impressões e opiniões. É o boca a boca digital.
Segundo uma pesquisa encomendada pelo Google para o Shopper Sciences sobre o momento zero da verdade, um dos grandes medos das grandes marcas foi desmentido. Muitas empresas preferem se manter afastadas do meio digital com medo das avaliações negativas. Pois é, a maioria das análises são boas! E as que são negativas, devem ser encaradas como uma avaliação rápida e verdadeira do seu consumidor. Encare com vontade de melhorar, é a melhor maneira. Mas não fique de fora, nesse exato momento, já estão falando sobre você e sua marca, é a hora de bater papo com essas pessoas, mas lembre-se sem sair chutando a porta, elas já estavam lá falando sobre você antes, chegue com calma, humildade e respeito para entrar na conversa.
O ZMOT não chegou para substituir ou diminuir os outros momentos no processo de decisão, ele chegou para somar, deve ser estudado e trabalhado com as mesma importância dos outros. O que o ZMOT traz é reforçar a importância de sermos mais do que uma marca para o consumidor final, nós precisamos fazer parte da vida dele, precisamos entender o que ele vive, o que está mudando para ele e o que ele vai precisar de nós. Mas precisamos entender tudo isso, antes que o nosso concorrente entenda. Como isso? É simples, vamos participar das conversas deles, dos pensamentos, vamos fazer parte da vida dele, não só nos momentos de decisão de compra, mas no antes, durante e depois.
Os meios digitais trazem facilidades para a marca se fazer presente que estão sendo pouco utilizadas. A importância de se fazer aparecer é maior do que a parecer perfeito. Hoje, o erro pode ser consertado muito mais rápido, então erre, teste, tente, experimente e sempre que necessário, recomeçe. Mas se faça presente, se faça aparecer, descubra a pergunta que seu consumidor está fazendo e responda-a.
A geração atual (os novos adultos) já vêem o ZMOT como uma parte lógica e óbvia dos processos de compra em que se envolvem, que louco seria escolher uma roupa sem antes pesquisar na internet qual celebridade usa aquela marca? Que louco seria comprar um novo jogo de Playstation sem analisar um fórum de discussão de video games onde falam sobre aquele jogo? E você, como gerente de Marketing, arrisque e meta a cara, o ZMOT é realidade e acontece em todos os minutos de todos os dias. Você não vai poder ficar fora dessa.
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*Desirée Lourenço é aluna da 9a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital (DIG9).
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Cartões, celulares e chips assumem lugar do dinheiro físico em compras
28/03/12
Dinheiro virtual não acabará com o de papel, segundo professor da FGV
Foi-se o tempo em que cédulas e moedas metálicas reinavam absolutas nas compras cotidianas. Desde a primeira metade do século 20, com a criação dos cartões de crédito, o chamado “dinheiro de plástico” tem ganhado espaço nas transações comerciais em todo o mundo. De acordo com dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os cartões (de crédito, de débito e de lojas) respondem por 26,8% do consumo privado no país. Sem falar de outras modalidades de dinheiro “virtual”, como vale-transporte e vale-refeição, compras por aparelho celular e chips pré-pagos que podem ser instalados em relógios e chaveiros.
No início, o cartão de crédito era feito de papel-cartão, aceito em poucos restaurantes de Nova York. Somente alguns clientes importantes o possuíam. O cliente mostrava o cartão, anotava-se o gasto no estabelecimento e, depois, o restaurante apresentava a conta à operadora. Nada parecido com a tecnologia existente hoje, em que o cartão é lido por uma maquina conectada à operadora por telefone ou pela internet.

do país (Foto: Reprodução de TV)
“No fim da década de 1990, entrou no Brasil o cartão com chip, que deu mais segurança para o estabelecimento e para o proprietário do cartão. Antes, quando se usava o papel carbono (os dados do cartão de crédito, em alto-relevo, ficavam impressos em um formulário), havia muita fraude. Hoje, o cartão com chip e senha é o mais comum”, diz o professor de E-commerce e Tecnologias de Internet e Mobilidade dos MBAs em Marketing e em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, João Paulo Rego.
O professor revela que, atualmente, no país, existem mais de 70 bandeiras de redes varejistas, o que tem atraído uma parcela da população com nível de renda mais baixo, que até então não havia aderido aos cartões de crédito ou de débito. A utilização destes cartões representa, para os estabelecimentos comerciais, um menor percentual de repasse para as operadoras do cartão, o ganho com os possíveis juros relativos às compras a prazo ou a atrasos nas faturas, sem falar que muitos deles só permitem que a conta seja paga na própria loja, estratégia que estimula novas compras.
Se o dinheiro de plástico já estava sendo usado no lugar das cédulas e cheques em lojas, restaurantes e supermercados, agora ele é cada vez mais presente, também, nos sistemas de entrega em casa. É que a maior parte das máquinas dos cartões faz a comunicação com a operadora por meio de uma conexão de internet 3G, o que permite ao entregador de pizza, por exemplo, passar o cartão na porta da casa do cliente, situação impensável quando a conexão entre a máquina e a operadora era feita exclusivamente por telefone.
Relativamente pouco exploradas no Brasil, as compras via celular são a aposta do mercado, em suas mais variadas possibilidades. O primeiro serviço foi o Oi Paggo, iniciado em meados dos anos 2000. Nos estabelecimentos credenciados, o lojista seleciona em um celular Oi a opção “Venda Paggo”; em seguida, informa o número do telefone do cliente e o valor da venda. O cliente recebe em seu celular um SMS com os dados da compra, que deve ser aprovado para que a transação seja concluída. O valor da compra é pago na conta telefônica.
Apesar de ter 250 mil usuários e 75 mil estabelecimentos cadastrados, o Oi Paggo não atingiu as expectativas. Muito por causa do perfil da telefonia móvel no país: “A maioria ainda usa telefone celular pré-pago”, explica João Paulo, que continua apostando no celular para compras: “Acho que pode servir para as pessoas que não têm conta em banco. Além disso, a vantagem é que todos sempre andam com celular, não seria mais necessário andar com cartão. Mesmo perdendo a carteira, a pessoa ainda pode comprar.”
Em 2010, a Cielo virou sócia da Paggo. Juntas, estão promovendo simplificações na operação que prometem reverter a situação. O estabelecimento não precisará mais ter um celular para efetuar a venda. Os pagamentos serão feitos em qualquer máquina da Cielo, a mesma já utilizada para cartões de crédito e de débito. A Vivo disponibiliza a seus clientes um chip que transforma os celulares em cartão de crédito. O cliente abre o aplicativo no celular, digita o código do comerciante, o valor da compra e a opção de débito ou crédito. O lojista recebe a confirmação da compra via SMS.
Do lado do lojista, o celular pode substituir as máquinas de cartão, por meio de um aplicativo. Em vez de a compra ser através do chip, são fornecidos os dados do cartão, como número e data de validade, da mesma forma que se dá em uma compra pela web. Este sistema é útil em caso de a máquina não estar funcionando, por exemplo. Os celulares também podem ser usados de outras maneiras para compras, como aplicativos de e-commerce e através de QR-Codes, que podem redirecionar para ferramentas de compra virtuais.
Em Hong Kong, o chip pré-pago Octopus, lançado em 1994, é bastante comum entre a população. Usado em relógios e chaveiros, para comprar, basta que se aproxime o chip (ou o objeto em que ele está instalado) de um ponto de leitura. Por ondas de rádio, desconta-se o valor da compra do crédito disponível no chip. Fácil de transportar e de controlar os gastos.
Com tanta tecnologia para facilitar as compras, cabe a pergunta se cédulas e moedas estão em vias de extinção. “O dinheiro de papel não vai acabar por motivos psicológicos e culturais. As pessoas costumam gastar menos quando têm o dinheiro na mão, elas pensam duas vezes antes de fazer compras de valores mais altos.”, finaliza João Paulo.
Fonte: http://redeglobo.globo.com
PS: João Paulo Rego é professor de e-commerce e Gestão de Tecnologias de Internet na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Ambiente cognitivo no planejamento estratégico: a constante que virou variável
08/02/12
A maior vantagem competitiva de uma empresa é a visão do futuro – Hamel e Prahalad - da coleção;

Texto conceitual - planejamento estratégico;
Versão 1.0 – 01 de fevereiro de 2012
Rascunho – colabore na revisão.
Temos na nossa mente uma fórmula inconsciente que calcula o futuro.
Nossa mente – que é muito esperta – ignora sempre as constantes (por serem igual a zero) e dedica mais tempo as variáveis com diferentes pesos, conforme a memória e experiência de cálculos passados.
Tudo que pode ser alterado no futuro ganha um determinado valor na fórmula e é relacionado às outras variáveis para se chegar em um ou mais cenários possíveis.
Há fatores que têm peso maior por sua natureza – como a escassez de matéria-prima, por exemplo, num dado setor.
Ou mudanças abruptas como um ditador que é derrubado por um novo grupo com ideias opostas onde uma organização atua fortemente.
Quanto mais eficaz for esse exercício de cálculos, teoricamente haverá menor risco e mais oportunidades para quem os realiza – sempre com uma margem de erros para fenômenos exóticos.
Nessa arte de prever o porvir, vivemos atualmente um momento raro na história que embaralha consideravelmente essa fórmula.

Três grandes novidades:
- Uma constante (o ambiente cognitivo) virou variável, pois a maneira pela qual as ideias circulam na sociedade se alterou radicalmente, depois de vários séculos (cinco para sermos exatos). Saímos de uma situação de um certo controle de ideias novas para um grande descontrole;
- O peso da variável que era zero passa para um valor relativamente alto, pois a mudança do ambiente cognitivo – não tínhamos noção – condiciona nossos cérebros e cria uma nova cultura, principalmente uma nova forma mais dinâmica de solução de problemas, pois com as novas ideias circulando mais livremente, amplia-se, assim, as incertezas;
- Por fim, o mais grave: não há experiência na memória de cálculo, que incorpore essa relevante variável. Estamos escavando o fenômeno similar depois do fim da Idade Média, a partir de 1450.
Tal fato, nos leva a uma larga mudança na fórmula do cálculo do futuro, o que é uma tarefa difícil para os estrategistas, pois uma variável desconhecida e inusitada tem que sair de zero e aplicada com peso alto e de forma variada conforme cada área.
Por exemplo:
- Quanto mais ideias, produtos e serviços circulam pela via digital mais deve se aumentar o peso do impacto;
- Quanto mais o modelo é copiável digitalmente, mais está a mercê da inovação de jovens empreendedores, etc.
Tal ajuste, quando não é realizado por uma organização gera um grave erro nas projeções do futuro e, por sua vez, pela ordem:
- No cenário;
- Na estratégia;
- Por consequência, nos projetos a serem realizados;
- Por fim, nos resultados.
Se colocarmos em valores essa distorção, teremos gastos de forma equivocada e perda de competitividade a longo prazo com prejuízos crescentes com risco de fechamento de algumas organizações, dependendo do setor.

Como o erro no cálculo pelo seu ineditismo é ainda generalizado tem passado despercebido.
(Algo similar à pirâmide de Madoff que o mercado demorou anos para descobrir a fraude).
Entretanto, já começa a “vir a conta” em setores mais expostos: vide indústrias de intangíveis, como música e filmes.
Os efeitos serão cada vez mais contínuos, constantes e radicais, atigindo gradualmente toda sociedade, setor por setor dos intangíveis para os tangíveis, com um corte horizontal na necessidade da mudança de gestão e novo relacionamento com stakeholders.
Quem corrigir primeiro o erro e colocar em prática o alinhamento colherá oportunidades, repassando o mico-dos-riscos adiante.
Diria que é o desafio do século para os estrategistas com consequência relevante para as organizações e sociedade. Temos muito trabalho pela frente!
Estou preparando um curso para pesquisadores/estrategistas, se tiver interesse me diga, será em abril, pela Internet, via Skype.
Que dizes?
*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital







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