Postagens com o marcador Gestão Estratégica da Comunicação

Subway volta com força ao Brasil

A rede mudou o processo e o modelo de franquias e passou de duas para 454 lojas em sete anos

Priscila Zuini, de EXAME.com

Comentários de Claudio Moreira*

Subway volta com força ao Brasil

A reda está presente em 150 cidades do país, que é o sétimo mercado da companhia no mundo

São Paulo – Quando a rede de sanduiches Subway chegou ao Brasil, em 1993, já tinha quase 30 anos de experiência no mercado americano, mas nem isso foi suficiente para que tivessem sucesso no país. Em 2002, tinham sobrado duas das 38 lojas em operação.

Para a gerente de operações da empresa no Brasil, Roberta Damasceno, o problema foi basear a operação em lojas grandes. “É bom deixar claro que o Subway não deixou o Brasil. Mas a operação era baseada em lojas grandes, em pontos nobres e o momento econômico também não favoreceu”, explica.

Para se recuperar, em 2003, a rede, que comercializa sanduiches em baguetes, parou para rever seu trabalho e começar de novo. Na nova fase, adotou um modelo de franquia com agentes de desenvolvimento, representantes do Subway que trabalhavam localmente ajudando a escolher o ponto de venda. “Isso tem se mostrado favorável, Hoje tem 454 lojas, em 150 cidades, de 24 estados brasileiros. Tem sido uma expansão agressiva”, diz.

A meta é ser a maior rede de franquias do país até 2015, levando a bandeira de que é mais saudável e é possível customizar o sanduíche. “O Brasil hoje é visto no mesmo patamar da China, é a bola da vez”, afirma. Hoje, o país é o sétimo mercado da companhia, atrás dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, Alemanha e México.

Outra mudança foi no formato das lojas, que foi posto como um dos responsáveis pelo momento ruim da primeira investida no país. “O que também favorece a expansão é a operação fácil, que precisa de pouco espaço e dispensa a fritura, o fogão. Hoje as lojas têm entre 32 m² e 150m²”, conta Roberta.

Mas um dos principais responsáveis pelo crescimento da rede foi o trabalho de marketing. Com diversas promoções, o Subway, que está em mais de 90 países, passou a atingir mais a classe C, que tem impulsionado o consumo nacional.

Já presente em todas as regiões do país, o próximo passo é reforçar a marca no eixo Rio-São Paulo. “Esses estados estão nos planos para investir mais pelo potencial de compra e populacional. Além disso, a tendência agora é a interiorização da marca, levando para cidades com 100 mil habitantes ou mais e a abertura de franquias em pontos não convencionais, como postos de gasolina e universidades. Nos Estados Unidos, eles têm lojas até em hospital”, conta Roberta.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br

Comentário: Operação, essa é a palavrinha mágica que traduz na prática todo esforço criativo de conceber uma empresa. O exemplo da Subway nos mostra a importância dos detalhes na construção de um PDV, desde a utiliuzação de cada cm2 da loja até a logística de recebimento de produtos, passando pelo formato de entrega do mesmo para os clientes, onde cada momento pode definir uma qualidade experimentada positiva, neutra ou negativa.

Lendo esta reportagem, lembrei-me do modelo Servqual, dos 5 gaps de Parasuraman, Berry e Zeithalm, que aborda a qualidade de prestação de serviços através de 5 dimensões: tangibilidade, confiabilidade, compreensão, segurança e empatia.

Tangibilidade são os elementos físicos, como móveis, escritório, formulários, aparência física dos empregados, roupas e uniformes, equipamentos e disposição física.

Confiabilidade é a habilidade de entregar o que foi prometido, na data combinada.

Compreensão é a habilidade de entender os problemas e dificuldades dos clientes e responder de uma forma positiva.

Segurança é percepção que o cliente tem da habilidade do empregado da empresa em responder às suas necessidades.

Empatia é a disposição que o empregado tem e manifesta nos cuidados e atenção individualizados prestados ao cliente.

Estas 5 dimensões são viabilizadas na prática através de uma operação azeitada, redonda, com um mínimo de falhas possível. Não é fácil, mas quando se consegue, os resultados são vistosos.

*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor nas pós de Gestão Estratégica da Comunicação, Marketing Estratégico e Gestão Estratégica do Marketing Digital

Hershey´s e Casillero del Diablo fecham parceria

Empresas fazem parceria para oferecer uma mistura dos produtos no próximo mês

Tatiana Vaz, de EXAME.com

Comentários da Profa. Rosa Alcione*

Vinho e chocolate: embalagem especial para a data comemorativa

São Paulo - A fabricante de chocolates Hershey´s e a filial do Grupo Concha y Toro, VCT Brasil, fizeram uma parceria para misturar seus melhores produtos: vinho e chocolate.

As duas criaram uma embalagem especial para o Dia dos Pais, composta por uma garrafa do vinho chileno Casillero del Diablo Carmenère (750 ml) e uma barra de chocolate Hershey´s Special Dark 60% de cacau (100 gramas). A harmonia da combinação dos dois produtos é certa, garante as empresas.

Ao todo, serão distribuídas 12.000 unidades da embalagem Casillero del Diablo e Hershey´s nos principais empórios e hipermercados do país, ao preço sugerido de 32,80 reais o conjunto.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br

Comentário: Quando falamos em Estratégia Competitiva nos lembramos imediatamente das 5 Forças de Michael Porter:
Concorrentes (Cenário Competitivo), Fornecedores, Clientes, Novos Entrantes e Substitutos. Entretanto, desde o primeiro artigo de Porter (1979) até os dias atuais, outros estudiosos do Marketing já pesquisaram outras Forças Competitivas que até a alguns anos atrás não eram reconhecidas como tal.

As ações do Governo para Austin (1990) foram apontadas como uma Mega-Força pelo seu Poder Regulador. E temos visto que, realmente, após um certo afastamento da autoridade pública, diante das recentes crises em vários países, essa Força Governamental tem se mostrado cada vez mais importante. Essa seria então uma nova Força a complementar o Modelo Estratégico de Porter.

Em 1997 autores consagrados como Day e Reibstein concluíram que a nova dinâmica de mercado tendia para Parcerias, Alianças e Redes como sendo uma nova Força Estratégica: a Força das Novas Relações. Um dos mais conhecidos exemplos é a parceria vencedora da HP com a Microsoft e a Intel. Três empresas que uniram esforços para multiplicar as chances de sucesso e a construção conjunta das marcas.

A parceria promocional entre a Hershey´s, oferecendo seu chocolate premium e a Casillero del Diablo, produtora de vinhos finos, é, sem dúvida uma iniciativa inovadora para o Dia dos Pais. O importante nessa parceria é que o público-alvo de ambas esteja “alinhado”, o que parece ser o caso.

*Rosa Alcione é Professora de Gestão de Marcas Produtos e Serviços na Pós-Graduação em Gestão Estratégica da Comunicação

Guaraná Jesus tem lata premiada

Cris Simon, de EXAME.com

Comentários de Claudio Moreira*

guaranajesus_599O refrigerante cor-de-rosa produzido no Maranhão recebeu ouro pela melhor estratégia de marketing no Prêmio Internacional de Excelência em Design, o Idea. A escolha da nova latinha da bebida, que teve seus direitos de produção comprados pela Coca-Cola em 2001, foi feita com a ajuda de consumidores através de votos pela internet e por SMS.

Foram apresentadas três opções para o novo rótulo. O modelo vencedor, da Dia Comunicação, é inspirado em azulejos coloniais portugueses de São Luís. A ação aconteceu no final de 2008 e, desde então, as vendas do refrigerante cresceram 17%.

Para a Coca-Cola, renovar o visual da lata representava um desafio grande, já que a bebida tem fãs fervorosos. Qualquer modificação brusca poderia causar a rejeição do produto.

O Guaraná Jesus foi criado em 1920, por acidente. O farmacêutico Jesus Noberto Gomes tentava então sintetizar um remédio, mas a experiência deu errado. O xarope gaseificado fez sucesso.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br

Comentário: Quem visita o Maranhão deve experimentar o folclórico guaraná cor-de-rosa! Fruto de inúmeros estudos de caso, o guaraná Jesus resiste ao tempo, crescendo em venda e em prestígio, incomodando a posição de mercado da Coca-Cola até ser comprado por esta, levando-nos a refletir sobre o conceito de qualidade. Qualidade é uma questão de percepção do cliente, o que é qualidade para uns é a falta desta para outros e este atributo deve ser encarado de forma muito criteriosa por quem desenha as estratégias de marketing nas organizações. Alguns executivos torceriam o nariz e dariam de ombros ao analisar o pitoresco refrigerante, incluíndo-o no rol das “marcas de combate”, uma atitude que certamente os faria dar com os burros n`água, o conhecimento do gosto do cliente é dado primordial na confecção das melhores estratégias de marketing. Qualidade é item particular e se os executivos de marketing quiserem entender este quesito na prática, devem visitar os locais de consumo dos produtos. Aqui no RJ, eles poderão tomar um guaraná Jesus geladinho no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, também conhecido como Feira de São Cristóvão ou Feira dos Paraíbas.

Indústria Láctea prevê oportunidades com novo perfil de consumo

Comentários de Rodrigo Goecks*
A urbanização faz com que os produtores de lácteos ofereçam produtos mais elaborados, com itens de valor agregado

Rio de Janeiro – A indústria láctea terá novas oportunidades com o aumento e o envelhecimento da classe média urbana. É o que aponta a terceira edição do relatório Tetra Pak Dairy Index, estudo que apresenta fatos, números e tendências mundiais da indústria láctea global.

O perfil mais velho da população, a urbanização e o crescimento da classe média estimulam a busca por novos tipos de produtos lácteos líquidos tanto nos países desenvolvidos quanto nos que estão em desenvolvimento. A demanda por produtos saudáveis é a tendência para os consumidores acima de 60 anos que já compram leite fortificado com cálcio, vitaminas e minerais que reduzem o colesterol e os protegem contra a osteoporose.

A urbanização faz com que os produtores de lácteos ofereçam produtos mais elaborados, com itens de valor agregado como o leite enriquecido e o iogurte. Outra medida adotada é a alteração dos modelos de distribuição. Já o crescimento da classe média e seu maior poder de compra acarreta a busca por outros produtos lácteos líquidos como o leite aromatizado.

O estudo prevê que o consumo global de leite e de outros produtos lácteos líquidos cresça 2,4% a em média por ano. De 2009 a 2012 é possível que o setor atinja 283 bilhões de litros, aumento de 0,2% sobre a última previsão. O relatório da Tetra Pak espera que o crescimento anual do setor seja mais acentuado em países do Pacífico Asiático, com média de 8,7%. A América Latina fica em segundo com 7,1%, seguida pela África, com 6,9%.

A importância dos suplementos de vitaminas e minerais aumenta com a idade

% de consumidores que dizem que a atividade é importante vs % que geralmente faz atividades:

Fonte:  http://portalexame.abril.com.br

Comentário: O mercado de suco foi reinventado nos últimos 7 anos com o DelValle e o Ades. Um produto com sabor aprimorado e um novo modelo de distribuição fizeram o mercado se expandir em progressão geométrica (aliados ao aumento de poder de compra da classe C). O leite tem a mesma oportunidade. Embalagens menos caretas, novos sabores e um modelo de distribuição que vá além das gôndolas dos supermercados são caminhos interessantes para mudar hábitos e tirar o leite do tradicional café da manhã e do achocolatado. Hoje, na loja de conveniência, pedimos um mate, um DelValle, um refrigerante…..nunca um leite! Será que uma embalagem com pegada, um sabor agradável e um marketing de ponto de venda agressivo este hábito de consumo não poderia mudar?

*Rodrigo Goecks é professor de Gestão de Pessoas e Liderança na Pós-Graduação de Gestão Estratégica da Comunicação.

Estudo projeta que Brasil eliminará a miséria até 2016

Entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de brasileiros saíram da condição de pobreza absoluta, que é caracterizada por renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo

Por Agência Estado

Comentários de Claudio Moreira*

O Brasil eliminará a miséria e reduzirá a pobreza a apenas 4% da população até 2016. É o que projeta estudo divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O trabalho mostra que, entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de brasileiros saíram da condição de pobreza absoluta (caracterizada por renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo). Já no caso da pobreza extrema (renda per capita de até um quarto do salário mínimo), o contingente que deixou essa condição no mesmo período foi de 12,1 milhões de pessoas.

Os números representaram uma queda de 33,6% na taxa de pobreza absoluta, que ficou em 28,8% da população em 2008. Já a proporção de miseráveis, estimada em 10,5% da população em 2008, reduziu quase 50% em relação a 1995. A velocidade dessa queda da pobreza desde a estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real e a aceleração desse ritmo identificada pelo Ipea no governo Lula (2003-2008) permitiram aos autores do trabalho projetar a redução a zero da pobreza extrema no País em quatro anos, além de uma queda vertiginosa da chamada pobreza absoluta.

O trabalho “Dimensão, evolução e projeção da pobreza por região e por estado no Brasil” foi publicado no número 58 da publicação Comunicados do Ipea.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Comentário: Eliminar a pobreza é uma questão justa e nobre e merece o aplauso de todos e para que este objetivo seja alcançado são necessários continuidade e consistência de ações, independentemente do partido que esteja no poder. No passado assistimos à interrupção de projetos importantes por questões rasteiras ligadas à politicagem miúda, uma atitude nada condizente com um país que almeja o bem estar de sua população. Esperamos, todos, que as decisões tomadas por nossos representantes, sejam eles do partido A ou B, reflitam a racionalidade e o espírito de realização que tornam possíveis metas como a exposta nesta reportagem.

*Claudio Moreira é Coordenador Geral da Pós-Graduação do IGEC.

As marcas e a performance da seleção brasileira de futebol

Images_mundial2010-espanhaO Brasil despediu-se da Copa do Mundo de 2010 de forma prematura (infelizmente para nós torcedores)  mas, apesar da derrota, o resultado negativo não chega aos patrocinadores.  A Seleção Brasileira volta para a casa sem a taça e o título do hexacampeonato e até em meio a críticas pelo desempenho. Mesmo assim, os patrocinadores colhem, de qualquer forma, louros pelo apoio ao time e ao futebol brasileiro.

A construção de marcas se faz em meio a sucessos ou situações adversas porque a dinâmica do mercado é o reflexo do nosso dia a dia, é vida real. O que conta são as estratégias traçadas pelas empresas, que são sempre de longo prazo, e que já trazem em si a avaliação de riscos. As marcas que patrocinaram a nossa seleção não deverão ter suas imagens prejudicadas junto ao torcedor. Foram com o time, apoiando, e voltam intactas para novas ações que se revertam em valorização das mesmas.
Entretanto, há uma marca, essa sim, que sai bastante prejudicada após essa Copa do Mundo e essa é a marca BRASIL. Não há ação sem emoção e tanto para nós como para o mundo, saimos  dessa cabisbaixos, sem nenhum momento de brilhantismo, tanto individual como em equipe. A emoção positiva eleva os ânimos, dá energia, faz com que enxerguemos o mundo de forma mais otimista e, possivelmente, se reflita em mais vontade de apostar, de conquistar, de batalhar. E não estou me referindo a jogos de tabuleiro, mesas em cassinos ou na Mega-Sena. Falo de economia, investimento e o impacto psicologico para assumir novos desafios: a vontade de empreender.
Talvez Nike, Nestlé, Gillette e Volkswagem apontem suas baterias para o “momentum” espanhol, de total explosão de alegria. Em meio ao habitual mal humor espanhol, agravado por uma economia combalida, o sangue “ferve” e esse sentimento de “chegamos lá, é possível”, deverá ajudar a impulsionar a atividade econômica. Não sou vidente, apenas assisti a entrevistas no meio à multidão que celebrava o título.
Os economistas ainda não conseguiram mensurar o poder das emoções dos povos como uma força poderosa. Mas, assim como as bruxas, crendo-se ou não, ele existe.
A marca ESPANHA ficou mais valorizada, com certeza, e no mundo dos negócios, os espertos juntam-se aos vencedores, sempre. Nosso alento é que a próxima Copa será aqui. Rezemos para obtermos um melhor desempenho, a partir dos projetos que até agora não sairam do papel.
Rosa Alcione é Profa. de Gestão de Marcas Produtos e Serviços na Pós-Graduação em Gestão Estratégica da Comunicação

Expansão de O Boticário agrega ruas e shoppings

Comentários de Ney Loureiro*

Rio de Janeiro – O dilema loja de rua x shopping não cabe para O Boticário. A rede investe nos dois modelos e pretende fechar o ano de 2010 com três mil pontos-de-venda, mostrando que as duas opções de varejo são complementares para a estratégia de crescimento da marca de cosméticos. O projeto foi iniciado em 2007 com um novo modelo de ponto-de-venda para as novas lojas, enquanto outras foram relocalizadas, reformadas e padronizadas com a arquitetura.

A expansão da rede atingiu o número de 915 franqueados e cerca de 870 produtos. O resultado do investimento é de R$ 3,5 bilhões em faturamento no ano passado. Das 2.840 lojas, 68% estão localizadas em ruas. Só elas correspondem a 55% do faturamento do grupo. Os shoppings são os endereços de 15% dos pontos-de-venda, que representam 30% da receita da marca que abre, em média, 200 lojas abertas por ano.

As diferenças regionais fizeram o projeto de expansão da empresa dividir o Brasil em três grupos. Os municípios onde não havia lojas, os que possuem poucos pontos-de-venda e as grandes cidades. Para cada modelo, a companhia dispõe de 40 consultores que avaliam os espaços e dão o aval para o início do projeto. Depois de verificar o potencial destas regiões, a rede se baseia em um sistema de filtros estatísticos que avalia a renda média dos habitantes da região, o seu potencial de mercado para novas lojas, o custo por metro quadrado e o retorno para o franqueado.

Expansão em dois modelos

Apesar de parecer mais fácil, dos grandes municípios brasileiros avaliados no processo de expansão, apenas 60% deles ofereceram reais condições de efetivar a expansão da rede. “Abrir novas lojas, relocalizar, ampliar os pontos-de-venda e padronizar a arquitetura são movimentos feitos ao mesmo tempo. Demanda ferramentas de gestão. Por isso criamos o Sistema de Gerenciamento de Processos Construtivos”, aponta Osvaldo Braga Moscon, Gerente Executivo de Canais de Vendas de O Boticário.

O planejamento de expansão das lojas teve forte crescimento no faturamento das lojas de rua. Em algumas delas, a movimentação de consumidores é maior do que qualquer shopping poderia ter. “O número de pessoas que entram nas lojas de rua O Boticário é menor do que nos shoppings. As lojas de rua têm menor capacidade de captar, mas tem um índice de conversão maior do que o dos shoppings”, diz Moscon.

O comércio de rua atrai principalmente os consumidores que residem próximos a ele. O tempo máximo de deslocamento que o cliente suporta para chegar ao local de compras é de até 15 minutos, segundo um estudo interno da companhia. A diferença dos shoppings é que a população flutuante não mora perto, mas trabalha próxima destes centros ou estão de passagem pela região por um motivo qualquer. Para fazer disso uma oportunidade, O Boticário investe em Geomarketing, fazendo o cruzamento de dados como a renda média dos consumidores da região e o número da população flutuante do pólo.

Estudo caso a caso

Para escolher os locais ideais para abertura ou reforma das lojas, a empresa estuda a densidade do comércio daquela região, o número de pontos comerciais e até a correlação dos segmentos de outras lojas com os produtos O Boticário. A origem e o destino dos consumidores que entram nas lojas de rua também fizeram parte do estudo que validou a expansão da marca de cosméticos. “Uns saíram de casa para comprar, outros estavam voltando do trabalho. Ao compararmos as lojas de rua com as de shopping, de supermercados e as de galerias verificamos que 50% dos que passavam por ela efetuaram uma compra”, conta o Gerente Executivo de Canais de Vendas do Boticário.

Em um processo de relocalização, O Boticário transferiu uma loja de rua para outro logradouro na mesma região, já que a fachada era obstruída por uma árvore. No novo endereço, o número de pessoas dobrou e, consequentemente, aumentou a receita da loja. Em uma outra ocasião, uma simples mudança de uma rua para outra fez com que o trânsito de consumidores passasse de 200 para 600 pessoas a cada hora.

O espaço interno tem custo mais baixo do que os shoppings, está mais próximo do consumidor, é imune à gestão do shopping e possui mais liberdade para realizar ações de marketing. Já os shoppings oferecem estacionamento, são ambientes planejados e não sofrem interferência de decisões políticas sobre o tráfego de uma região. Além disso, estão alheios ao projeto “Cidade Limpa” e às influências climáticas, como enchentes e poluição sonora, por exemplo. “A atuação nos dois modelos de varejo faz com que se perceba vantagens em ambas”, completa Osvaldo Braga Moscon, Gerente executivo de Canais de Vendas de O Boticário.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br

Comentário: A empresa, O Boticário, teve desde o seu princípio, o fator preço acessível, boa qualidade de produtos e embalagens atrativas, como foco principal, o que levou a mesma se desenvolver com sucesso e segurança atingindo, pontos de destaques não só no varejo brasileiro como também em vários outros países.Hoje desfruta de um posicionamento invejado pela maioria das empresas que participam neste segmento, pois além de atuar no ramo cosmético que está posicionado entre os que mais crescem no país, tem uma estrutura operacional atrativa para a busca de franqueados, porque explora todas as estratégias mercadológicas, tanto as inovadoras como as referenciais.

O Boticário atinge conscientemente tanto o consumidor eventual, que compra por impulso, como também aquele que sai para a compra planejada, conseguindo desta forma um desenvolvimento de vendas e faturamento sempre crescente.

Outro ponto, que favorece a empresa, é o fato que ser vista pelo consumidor como fabricante de produtos de qualidade reconhecida que os remete a “Compra para Presente”, sem índice de rejeição por parte dos que os recebem. Além disso a localização de seus Pontos de Venda tem como base o binômio: Fluxo X Classificação Sócio Econômica, o que resulta em melhor captação de consumidores.

Finalmente, vemos que O Boticário acertou no seu “Norte Mercadológico”, quando desde seu início escolheu o segmento Fragrância, para ser seu Ponto Forte de Atração, inclusive desenvolvendo ao mesmo tempo fragrâncias inovadoras como Aqcua Fresca e contra-tipos de Marcas Internacionais famosas como Styleto baseado em Drakar Noir, a preço mais acessível.

*Ney Loureiro é professor de Comunicação no PDV

Eleitor é Cliente?

Por Bette Romero

A repercussão do artigo Reclamação do Cliente? Grande Presente, para minha surpresa, foi grande e gerou sugestões. Em uma delas, uma sugere abordar a imagem do homem público, o político. Decidi ir além e fazer um paralelo entre a atuação política e o atendimento ao cliente. Afinal, em primeira e última instância, o eleitor não é um cliente a ser atendido?

Na verdade, existe uma relação direta entre a atuação dos parlamentares e os serviços prestados por uma empresa.
Vejamos: o candidato a vereador, deputado ou senador, por exemplo, na campanha política divulga seu produto, que nada mais é que sua candidatura e plataforma política. Ou seja, tenta criar na mente do eleitor/cliente, a imagem dos benefícios ou melhorias que o eleitor/cliente terá se votar nele (comprar as suas propostas). Como em qualquer empresa.

Mas, ao adquirir um produto, o cliente quer ter o benefício e a satisfação que ele vai produzir. Se isto não ocorre, ele reclama. Ou pior: não se queixa e muda de empresa. Este é o nó na relação com o cliente que as organizações vêm despendendo cada vez mais atenção: a satisfação do consumidor. E neste cenário, as reclamações e sugestões têm papel essencial.

Com a palavra, o Eleitor

Na verdade, a experiência de ouvir o cliente, suas queixas e sugestões é uma experiência que as pessoas públicas, em especial os parlamentares, poderiam lançar mão como uma nova estratégia. Reformatada, como Com a palavra, o eleitor, a velha reclamação do cliente pode criar um canal de comunicação direto com eleitores e novos votantes.
Estimular o cidadão a se manifestar e corresponder a este estímulo pode criar uma sólida base para o relacionamento com o eleitorado. Ouvir a população vai permitir descobrir o verdadeiro anseio da comunidade. Mas, como ouvir esta população desabituada a se relacionar com seus parlamentares, a não se no dia da eleição?

Mais uma vez, o político poderia fazer benchmarking com a experiência empresarial e criar, por exemplo, uma Ouvidoria Parlamentar. Através de um 0800, o cidadão poderia reclamar, fazer sugestões ou solicitações. Outra possibilidade seria abrir espaço nas mídias: uma coluna no jornal de bairro, tipo Fale com o seu vereador; um blog na internet ou mesmo um espaço na programação no rádio local.

Este canal também pode ser usado para informar, de maneira contínua, sobre as ações do candidato. As informações vão criar uma boa imagem, facilitar a assimilação do discurso político e plataforma eleitoral e fazer com que ele permaneça nos corações mentes dos eleitores antes, durante e depois das eleições.

Paralelamente, a análise das cartas e manifestações dos eleitores, pedidos inclusive, permite também a análise e diagnóstico da imagem pública do político e, se for o caso, indicar os caminhos corretivos. Como se sabe, a imagem pública do candidato é um dos ativos mais importantes em uma eleição.

Sinergia afetiva

As opiniões e sugestões da população podem ser vistas como uma oportunidade que o eleitor/cliente dá ao candidato de mostrar que ele e o seu voto são importantes, aumentando a autoestima pessoal e, em uma sinergia afetiva, o aproximam do parlamentar. As queixas, as opiniões e as sugestões dão a chance de identificar o eleitor/cliente descontente e a razão da insatisfação. A resposta à sua opinião ou sugestão pode funcionar com um fator de fidelização do eleitor/cliente, ao fazê-lo sentir-se importante e prestigiado.

Este contato pode levar o político para o cotidiano das pessoas, ao invés de algo a ser lembrado apenas nas eleições. Assim, como um bom produto, teria uma fácil aceitação, em uma eleição, ou não.
Se as empresas, cujos produtos têm de ser pagos, se preocupam tanto em saber a opinião do cliente, porque o político se esquece disso?

O eleitor/cliente não tem uma relação comercial com o candidato, mas quer ter a mesma sensação de benefício da compra de produto ou serviço quando vota nele. Assim, não estaria na hora de criar uma relação afetiva, para recompensá-lo?

Bette Romero é professora de Comunicação Corporativa na Pós-Graduação de Gestão Estratégica da Comunicação

Copa não altera percepção em relação às marcas, diz GFK

Pesquisa indica ainda que a televisão é o produto mais desejado entre os consumidores

por Sylvia de Sá,

Comentários: Prof. Rodrigo Goecks

Getty Images

A  Coca-Cola se destaca com 9% das respostas entre os entrevistados que  mencionaram os refrigerantes

A Coca-Cola se destaca com 9% das respostas entre os entrevistados que mencionaram os refrigerantes

Rio de Janeiro – A Copa do Mundo não muda a percepção do consumidor em relação às empresas. Pelo menos é o que indica uma pesquisa realizada pela GFK, em que 70% dos entrevistados afirmam que o fato de uma marca se associar ao mundial não altera a visão que eles têm sobre ela. Destes, 74% das opiniões são femininas, enquanto 65% masculinas. Dos que acreditam que a associação de uma marca ao evento esportivo altera a percepção, 27% dizem que a mudança é positiva, enquanto apenas 3% acham que a imagem da marca torna-se negativa.

Segundo o levantamento, os atributos mais associados a uma marca vinculada à Copa são uma marca global/internacional, com 58% de respostas; qualidade, 53%; uma marca líder, 50%; confiável, 49%; moderna, 47%; alegre, 45%; inovadora, 41%; acessível, 40%; orgulho de ter em casa, 36%. Do total de entrevistados, 9% não associam qualquer atributo a uma marca vinculada com a Copa.

Em relação aos produtos, a televisão é o item mais desejado para 20% dos pesquisados. A intenção de compra do aparelho é maior entre os consultados das regiões norte e centro-oeste (29%), com idades entre 35 e 44 anos (26%) e das classes C e D (21%).

Os consumidores também desejam comprar peças de vestuário esportivo devido ao torneio. Os jovens com idades de 18 a 24 anos são os que mais demonstram esse interesse (28%), ao lado dos entrevistados das regiões norte e centro-oeste (23%). Por outro lado, apenas 8% dos idosos com mais de 65 anos não apresentam tal intenção de compra.

Como já era esperado, as marcas relacionadas ao setor esportivo são as mais lembradas, com 26% das menções. Entre elas, a mais citada é a Nike, que obteve 14% do total de respostas, em seguida aparece a Adidas, com 5%. A Nike é a mais lembrada pelos homens (21%) e jovens (19%), contra apenas 8% das mulheres.

O setor de refrigerantes aparece em segundo lugar (12%), seguido do cervejeiro (11%). A Coca-Cola se destaca com 9% das respostas entre os entrevistados que mencionaram os refrigerantes. A maior parte das mulheres citou a marca, 9%, contra 8% dos homens, enquanto o grupo de consultados com idades entre 18 e 24 anos é o que mais relaciona a marca com a Copa, 16%. Em relação às cervejas, a Brahma é a líder, com 6%, e a mais lembrada pelos idosos, já que 11% fizeram referência à marca.

Comentário: O estudo do impacto da copa nas vendas e na percepção das marcas é de grande interesse, o volume de dinheiro que o evento movimenta em todo o planeta é impressionante. Há algumas categorias que o impacto nas vendas é óbvio e imediato, como a venda de televisores e cerveja. Contudo, há outras categorias que o impacto nas vendas e, principalmente, na percepção de marca torna-se mais difícil de tangibilizar.

É aí que entra a dificuldade de pesquisar percepções tão intangíveis. Dificilmente os métodos tradicionais de pesquisa conseguem captar isso com propriedade. São valores gerados para marca que trabalham em conjunto, que não andam sozinhos, que respondidos simplesmente em uma pesquisa tradicional não são capazes de refletir a verdadeira geração de valor criada por uma ação como esta.

Questiono quando se diz que 70% dos entrevistados afirmam que a associação ao evento não altera a visão sobre a marca. O entrevistado fala o que o racional manda, não o que o emocional sente! Não é o fato de participar de um evento que eu vou mudar minha percepção da marca, pensa a grande maioria. Mas não necessariamente é o que a maioria sente e faz!

A resposta para esta pergunta? Eu não tenho, sei apenas que um questionário tradicional não é capaz de tangibilizar percepções tão complexas. Sei também que marcas tão poderosas e competentes não investiriam tanto se não entendessem ser vantajoso. E você, o que acha?

Rodrigo Goecks é Coordenador do IGEC e professor de Gestão de Pessoas e Liderança.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br

Universitário é o melhor empreendedor?

Esta é a idéia defendida por Ronald Jean Degen, pioneiro no ensino de empreendedorismo no Brasil

Priscila Zuini, de EXAME.com

Getty Images

empreendedores na faculdade

Para o especialista, é na faculdade que surgem as melhores ideias

São Paulo – Muita gente acredita que não existe idade certa para começar um empreendimento. Para Ronald Jean Degen, esta ocasião existe, sim. “A universidade é seu momento de máxima criatividade”, diz. Engenheiro, mestre pela Politécnica de Zurique e doutorando pelo ISM de Paris, Degen é responsável por impulsionar o ensino de empreendedorismo no Brasil, quando implantou o primeiro curso sobre o assunto na Fundação Getulio Vargas, em 1980.

O suíço resolveu mostrar aos seus alunos que a pobreza do país só poderia acabar com boas ideias e empresas com desenvolvimento sustentável. Em 1989, Degen transformou as aulas no livro “O Empreendedor – Fundamentos da Iniciativa Empresarial”, seu primeiro sobre o tema. Dez anos depois, publicou “O Empreendedor – Empreender Como Opção de Carreira”.

Vice-presidente do Conselho de Administração da Masisa, no Chile, o executivo falou com exclusividade ao site Exame sobre o momento ideal para começar um negócio e a importância da universidade para formação de empreendedores.

EXAME – Existe melhor momento para começar um negócio?
Ronald Jean Degen - Sim. É na universidade que você está mais preparado para inovar, porque é o seu momento de máxima criatividade, você está aprendendo, gostando daquilo e se realizando. E também ainda não assumiu suas obrigações sociais. À medida que suas obrigações aumentam, mais dependente você se torna de um salário e menos propenso a arriscar.  É da universidade que saem as grandes ideias.

EXAME -
Como você enxerga o ensino de empreendedorismo no Brasil?
Degen - Uma das deficiências é que no Brasil os cursos de empreendedorismo fazem parte da grade das escolas de administração. Por isso, os cursos de empreendedorismo se transformaram em cursos de planos de negócios. Mas fazer um plano de negócios não é montar um negócio. O que eu proponho é a criação de um centro aberto de empreendedorismo, em que não importa se o sujeito já se formou ou não. O ideal é que você atraia todas as especialidades e que eles se juntem para criar negócios.

EXAME - Qual deve ser o perfil do professor de empreendedorismo?
Degen - Ele tem que ser um coach, alguém que ajuda quem quer ser empreendedor. O professor não precisa de diploma, o certificado dele é um negócio de sucesso. Ele precisa ajudar o aluno a descobrir o que gosta e se está disposto a seguir o estilo de vida que o negócio exige.Além disso, tem que trazer para a escola alguns mentores, o que chamamos de investidores-anjos, que são executivos interessados em investir nestes empreendimentos.

EXAME -
Uma idéia e dinheiro bastam para ter um negócio?
Degen – As estatísticas mostram que quem tem dinheiro para começar um negócio tem mais chances de fracassar do que quem não tem. Quando você tem dinheiro, você tem uma ideia e realiza. Quando você não tem, tem que trabalhar muito mais, pesquisar muito mais e convencer alguém a te dar o dinheiro. Além disso, todo bom negócio precisa de quatros coisas: saber produzir, saber administrar, ter criatividade e saber integrar equipe, fornecedores e consumidores. Como ninguém tem essas quatro habilidades sozinho, é comum que a maioria dos negócios seja formada por um grupo de sócios.

EXAME - Existem características comuns aos empreendedores?
Degen - O empreendedor é aquele que inova. Isto é uma questão de prática. Não é ciência nem arte.  Você tem que aprender e criar com a sua experiência uma base de conhecimento. É possível treinar seu cérebro para ser inovador. Nunca se descobriu nenhuma característica em comum entre pessoas empreendedoras. Para mim, só uma coisa é imprescindível,  a força de vontade. Isso é a base de sucesso para tudo.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br