Artigos com o marcador Gestão de Recursos Humanos
CEOs brasileiros são influentes, rápidos e ativos
21/10/10
Levantamento traçou o perfil comportamental dos presidentes de empresas brasileiras
Luciana Carvalho, de EXAME.com
Comentário do Prof. Claudio Moreira*
São Paulo – Os líderes das companhias brasileiras causam forte impacto do ambiente de trabalho, são influentes, ativos e rápidos. Essas são algumas das principais características apontadas por um estudo feito pela Arquitetura Humana, empresa especializada em gerenciamento de pessoas. Foram analisados 207 perfis de presidentes-executivos de companhias de diferentes tipos e setores ao longo de 17 anos. A maioria das empresas do levantamento é de São Paulo (66,2%) e o restante (33,8%) distribuído entre 12 estados.
O “impacto no ambiente de trabalho” foi a característica mais marcante entre os executivos pesquisados, representando 95% do total. A dominância, ou influência sobre as pessoas, aparece em segundo lugar, com 92%. A terceira característica mais presente é a “energia” (91%), marcada pela capacidade de suportar estresse, tensão e longos períodos de trabalho.
De acordo com Elmano Nigri, presidente da Arquitetura Humana, esses altos índices não indicam necessariamente que as empresas querem somente presidentes com estes traços. Ele afirma que o resultado é um misto de coincidência com exigências pré-definidas de forma inconsciente pelas companhias. “As empresas buscam um profissional nessas condições, mas elas não usam o aspecto científico para ver o perfil dele. Há uma questão inconsciente que as leva a escolher pessoas assim”, diz.
Nigri considera que as empresas ainda precisam desenvolver seleções mais estruturadas, sem a dependência de um headhunter ou recrutador externo. “Os acionistas e o conselho precisam definir melhor o processo de escolha, quais os aspectos são importantes para a empresa. É preciso fazer um mix de profissionais na equipe com várias competências diferentes”, afirma.
Ele também chama a atenção para o problema que a falta de planejamento e treinamento interno de altos executivos podem trazer. Com o chamado “apagão de talentos”, muitas vezes é preciso buscar o profissional fora da companhia, mas nem sempre um CEO que deu certo em uma empresa dará certo em outra. Por isso, para o presidente da Arquitetura Humana, é necessário ter uma noção clara do perfil mais interessante de líder para a companhia.
Diferenças
Dos 207 líderes pesquisados, apenas 6 (ou 2,9%) eram mulheres. Para Nigri, essa amostra comprova a pequena representatividade delas em posições muito altas nas empresas. “Ficou claro na pesquisa que o mundo dos negócios é muito mais masculino, porque as mulheres abrem mão da possibilidade de comando para pensar e se dedicar à família”.
Também houve diferenças comportamentais entre os estados brasileiros. Os executivos paulistas, por exemplo, se mostraram mais rápidos em relação aos de outros locais (92% contra 85% respectivamente). Segundo Nigri, essa diferença se dá pela maior competitividade presente no mercado paulista.
“Como em São Paulo a demanda é maior, a competitividade fica maior e, assim, é necessário mais rapidez nos resultados. Nas outras regiões, isso não é tão forte”, afirma. O mesmo ocorre no quesito ligado a “assumir riscos”, que, em média, representa 85% dos presidentes. Em São Paulo, o número é maior, 89%, enquanto nos outros estados a taxa cai para 76%.
Comentário: Influentes, ativos e rápidos, características de nossos CEOS levantadas na matéria acima e que mostram como crescemos na qualidade da gestão de nossas empresas, como nossos líderes empresariais vem crescendo e eliminando qualquer dúvida que ainda podia pairar sobre a competência do executivo brasileiro. Há algum tempo dizia-se que o CEO brasileiro era eficiente pois tinha sido forjado numa época de descontrole macroeconomico e ambiente turbulento, o que fazia com tivesse desenvolvido uma invejável capacidade de adaptação. Talvez seja verdade, mas a época de hiperinflação ficou para trás e o que vemos hoje são pessoas que valorizam a busca pelo estudo continuado, pelas ferramentas mais adequadas e pela tecnologia com melhor custo/benefício, pessoas que emergem dos bancos das universidades, pós e mestrados com bagagem sólida e espirito de luta.
Nossos executivos são bons, muito bons, mérito deles, mérito das IES que evoluem e se alinham às necessidades de mercado, mérito do Brasil, que enxergou oportunidades de crescimento na adversidade. Qualquer que seja o novo presidente, esperamos que tenha sabedoria para ajudar o país a manter-se no rumo certo, e que cada vez mais vejamos nossos CEOs colhendo resultados positivos.
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC
Para ver o futuro
20/07/10
Brasileira que criou o site Many Eyes entra em lista das mais influentes
Por Rafael Barifouse Comentários de Claudio Moreira*
Fernanda Viégas não conhecia a palavra brainiac (crânio, ou muito inteligente) até ser nomeada assim pela revista americana Fast Company. A carioca de 36 anos é a primeira brasileira a entrar na lista, que elege as mulheres mais influentes da tecnologia. Está ao lado de pesos-pesados como Marissa Mayer, vice-presidente do Google. “Achei engraçado, porque não me vejo como uma crânio”, diz Fernanda, criadora do site Many Eyes. Trata-se de um portal que permite transformar dados, números ou palavras em gráficos interativos. Assim, é possível saber que amor é o termo mais usado por Shakespeare. Por trás do projeto, criado quando era pesquisadora da IBM, está a ideia de que somos capazes de compreender melhor imagens do que planilhas e assim interpretar o imenso volume de dados da era digital. Fernanda abriu agora a agência Flowing Media, para criar visualização para empresas de mídia. Será que voltará à lista da Fast Company, desta vez como empreendedora? “Tomara”, diz Fernanda.
Comentário: “Ninguém segura este país”, “o melhor do Brasil é o brasileiro”, são muitas frases tecidas sob o calor do ufanismo, ocasionalmente empregadas com os mais diversos objetivos. É certo que temos uma arena macroeconômica das mais irracionais do mundo e um ambiente onde não viceja o incentivo a intelectualidade, o que não impede que, de tempos em tempos, surjam destaques de vulto internacional nas mais variadas áreas (NASA, Harvard, Vale do Silício, etc…). Nestes tempos em que alcançamos resultados pífios em testes internacionais de conhecimentos é importante destacar talentos e principalmente, trabalhar duro para que as condições necessárias para o florescimento de uma intelectualidade ativa e representativa de nossa nação estejam cada vez mais presentes em todos os cantos deste país, que, desejamos todos, seja conhecido intenacionalmente por ser muito mais do que o país do futebol.
Fonte: http://epocanegocios.globo.com
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC
Convite IGEC – XIX Fórum RH Debates
13/05/10
É com prazer que convidamos todos para participar deste evento, que tem apoio do IGEC. O assunto é atual e abrangente além de ser uma excelente oportunidade de fazer um ótimo networking.
Não percam, abraços,
Claudio Moreira
Coordenador Geral do IGEC/FACHA
claudio@igec.com.br
www.igec.com.br
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Para inscrever-se, acesse http://www.rhdebates.net.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=9&Itemid=20
Palestra do Prof Rodrigo Goecks na ConfraRio RH
30/01/10
Na última terça-feira, 26/01, o Prof Rodrigo Goecks ministrou a palestra “Gestão de Carreira – A importância da Formação Continuada” na Confra-RioRH.
Tivemos a presença de aproximadamente 50 profissionais de várias áreas que vieram compartilhar suas experiências sobre uma economia mais rápida e inovadora onde os trabalhadores vão precisar de aperfeiçoamento contínuo. Várias ocupações hoje inexistentes estarão em voga daqui há 5 ou 10 anos, afinal, nossa sociedade vem passando por transformações rápidas e constantes, com evolução tecnológica, envelhecimento populacional e uma nova geração muito mais antenada e conectada. Veja detalhes da palstra abaixo
TÓPICOS PRINCIPAIS:
* Gestão de carreira: de quem é a responsabilidade?
* Geração X, geração Y, qual a próxima?
* Dá para acompanhar a evolução tecnológica?
* Brasil 2020: Dez profissões do futuro
PALESTRANTE: Prof. Rodrigo Goecks
Mestre em Administração de Empresas (IAG – PUC), Pós-graduado em Marketing (FGV), Graduado em Administração de Empresas (Puc) e Ciências Náuticas (Marinha do Brasil), Coordenador do IGEC (Instituto de Gestão e Comunicação), liderou equipes de marketing e vendas na Gafisa e L’Oreal. Foi Diretor de Marketing e Vendas da Embelleze e Diretor de Vendas da Niely. Sua expertise em andragogia (ensino a adultos) tornou-o referência no tema no meio acadêmico e empresarial (www.andragogia.com.br). É Coach certificado pelo ICI (associado ao ICF – International Coaching Federation).
Veja mais: http://blog.pepelavandeira.com.br/
Local: Instituto Rio Carioca – Rua Barão do Flamengo 32/12º andar – Flamengo – RJ http://www.institutoriocarioca.org.br/centro_excelencia.php
A inovação sistemática chegou?
11/01/10
Por Claudio Moreira*
“Em 1948, um engenheiro russo chamado Genrich Altshuller começou um estudo intensivo de patentes para descobrir se as soluções inventivas vinham de processos imprevisíveis ou se havia padrões e regularidades nelas. Investigou cerca de 400 mil (seus seguidores chegaram a 3 milhões). Se o Google fosse uma pessoa, seu nome seria Atshuller. Ele notou que inovação sempre resolve uma “contradição” – você precisa ter uma coisa, mas não pode ter aquela coisa. Exemplo: para escapar da Terra, um foguete precisa ter muito combustível para queimar, mas não pode ter tanques cheios, senão fica pesado demais. Solução: descarte os tanques ao sair da atmosfera (princípio inventivo No 1: “Elimine”).”
Fonte: Época Negócios, jan 2010. Coluna “Inovação, de Clemente Nóbrega”.
Inovação é coisa para gênios? Não, absolutamente não! Neste interessantíssimo artigo, Clemente Nóbrega milita por uma inovação movida a métodos e ferramentas (Vicente Falconi do INDG, diz que nenhuma organização –empresarial ou governamental– pode viver sem método), que podem ser desenvolvidos por qualquer um que queira resolver verdadeiramente uma questão, propor novas abordagens para velhos problemas ou se disponha a enxergar o mundo por vários ângulos diferentes. Trocando em miúdos, “pensar fora da caixinha”. Para isso, o acesso à informação deve ser constante e o pensamento crítico deve ser cultivado. A internet catapultou às alturas o acesso a fontes qualificadas de informação o que permitiu a alunos e professores avançar nas descobertas e análises numa velocidade que deixariam nossos pais zonzos, mas há muito mais por descobrir e todos que hoje estão envolvidos numa atividade acadêmica devem aproveitar ao máximo esta ebulição criativa que permeia nossas atividades.
Clemente afirma que a inovação sistemática chegou. Eu concordo com ele, e você?
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor nos cursos de Gestão Estratégica da Comunicação, Gestão Estratégica de Marketing Digital e Gestão de Recursos Humanos.


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