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VISITAS TÉCNICAS NAS PÓS IGEC

Este é  mais um DIFERENCIAL IGEC que enriquece as Pós.

Não vale nota, não vale presença, mas vale CONHECIMENTO.

A idéia é oferecer ao menos 3 visitas a cada turma, pra que cada pós graduando possa ir a pelo menos uma. Posso vir a oferecer mais, dependendo das negociações com as empresas. Estou contactando: Petrobras, CB-25, Casa da Moeda, Michelin, Hemorio, SERPRO, GEQUAL, Gerdau, Globosat, CNEN, Club Med etc.

A visita técnica varia um pouco de empresa pra empresa, mas o formato básico é : a turma é recebida na empresa, há uma breve apresentação (que pode incluir um coffee break, dependendo da política da empresa) sobre a empresa e/ou o processo a ser conhecido e em seguida uma visita GUIADA às instalações da empresa.

A pessoa que receberá será da área da Qualidade, de Processos e/ou de Serviços ou estratégia, etc,  e GUIARÁ os alunos mostrando os processos mais interessantes, processos certificados etc. Pessoas dos processos escolhidos também falam, mostram detalhes interessantes, na apresentação e/ou no local do processo, conforme combinemos.

Os alunos podem e devem fazer perguntas, dialogar, interagir. Ao final algumas empresas oferecem souvenirs (camisetas, bonés, canetas, blocos etc).

Visitei nesses moldes Michelin, Gerdau, Westinghouse (atual Eaton), Worthington (atual Inngersol), Petrobras, Banco Central, Serasa, White Martins (2 vezes), Hemorio, SERPRO, Inmetro, General Electric, Kodak, Xerox, etc, e a galera avalia muito bem.

Já temos autorização do SERPRO, do Hemorio, e do GEQUAL. No caso de empresas distantes, há possibilidade de que elas disponibilizem ônibus saindo e retornando da Catedral do RJ, próximo ao BNDES e à Petrobras na Av Chile.

O SERPRO é no Jardim Botânico, o Hemorio é no Campo de Santana e o GEQUAL depende de qual a empresa que o GEQUAL visitará no mês escolhido: a turma vai junto. Dá pro pessoal ir direto, conforme o que for combinado.

O SERPRO é o elaborador do software que possibilita o envio da Declaração de Renda via internet, além de muitos outros que produz pro Governo, principalmente pro Ministério da Fazenda. Esse software ganha todas as competições internacionais sobre Segurança de Software no mundo das quais participa, e muitos outros software do SERPRO são também premiados.

O HEMORIO ganha todos os anos o Prêmio Qualidade Rio na faixa em que disputa e é quem garante que você pode receber transfusão de sangue no Estado do RJ sem se preocupar. Não sei se é necessário dizer que o HEMORIO é o hemocentro de referência nacional do Ministério da Saúde.

O GEQUAL é o grupo de benchmarking (troca de experiências e conhecimento sobre processos empresariais) que inclui as 35 empresas com melhores gestões da qualidade, como SERPRO, HEMORIO, Casa da Moeda, Petrobras, FIOCRUZ, Gerdau, IBM, Sul América, Amil, Correios, INMETRO, SERASA, White Martins, Alcoa etc.

Nada melhor do que ver na prática aquilo que se aprende na sala de aula, aproveite esta oportunidade e vivencie as visitas.

Forte abraço,

José Carlos Fontes, Coordenador da Pós-Graduação em Gestão da Qualidade

A Lógica do PNQ – A Lógica dos Critérios de Excelência

José Carlos Fontes*

O PNQ, Prêmio Nacional da Qualidade, é uma metodologia de premiação baseada no Malcolm Baldrige National Quality Award americano, o qual originalmente se baseou no Prêmio Deming, japonês, e que visa induzir qualidade Classe Mundial nas empresas, levando-as ao estado da arte  da gestão de seus desempenhos.

O Prêmio Nacional da Qualidade materializa a idéia de que se busca atualmente não apenas a Gestão da Qualidade, mas a Excelência da Gestão.

O PNQ é competição não contra normas, mas contra empresas de ótimas gestões; tem muito cuidado com as confidencialidade e privacidade das concorrentes.

A ISO  9001 exige apenas o mínimo do processo certificável, garantindo apenas a repetitibilidade do mesmo; o PNQ exige o máximo (descrição de funcionamento, metas, resultados, benchmarks, tendências etc) de todos os processos e da gestão da empresa, garantindo às premiadas uma gestão de Classe Mundial.

O PNQ é um modelo de melhoria contínua, ou seja, fornece método que deve ser usado ao longo dos anos, com o qual a empresa vai melhorando sua gestão de forma ao mesmo tempo intensa e  gradativa.

O PNQ visa também divulgar práticas de gestão bem-sucedidas, objetivando o benchmarking.

O PNQ submete a empresa a uma análise aprofundada de sua gestão, efetuada por Examinadores capacitados pela Fundação Nacional da Qualidade, guiados por um rigoroso Código de Ética, obtendo-se ao final do processo um detalhado Relatório de Avaliação.

O PNQ visa até premiar as gestões de Classe Mundial.

A organização recebe Avaliação externa e independente, utilizando critérios reconhecidos mundialmente, realizada por examinadores competentes, com investimento mínimo, viabilizando ações objetivas de melhoria da gestão.
Tal análise proporciona uma profunda Avaliação da Gestão, além de medir o progresso e identifica e reforça os pontos fortes, abrindo novos caminhos para avaliar fornecedores, clientes, parceiros e até mesmo os concorrentes, evidenciando a distinção entre a gestão típica e a de Classe Mundial.

O PNQ segue um Ciclo anual:
•    Lançamento dos Critérios de Excelência e Instruções para Candidatura  – Janeiro
•    Determinação da Elegibilidade – Relatório Sumarizado
•    Inscrição para a Candidatura – Relatório  Sumarizado
•    Determinação da Elegibilidade – Relatório  Clássico – Maio
•    Inscrição para a Candidatura – Relatório  Clássico – Junho
•    Processo de Avaliação  – Julho a Outubro
•    Anúncio da(s) Premiada(s) e Finalista(s)  – Outubro
•    Cerimônia de Entrega do PNQ – Novembro

O PNQ avalia a empresa sob oito Critérios, atribuindo até 1.000 pontos:

LIDERANÇA – 110 pontos
ESTRATÉGIA e PLANOS – 60 pontos
CLIENTES – 60 pontos
SOCIEDADE – 60 pontos
INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO – 60 pontos
PESSOAS – 90 pontos
PROCESSOS – 110 pontos
RESULTADOS – 450 pontos

LIDERANÇA
O Critério Liderança é o motor dos demais e da implantação da Gestão da Qualidade segundo os Critérios de Excelência.
Nenhuma implantação pode ser efetuada se o Sistema de Liderança organizacional não a permitir, não a liderar.
O aluno será preparado a assessorar o Sistema de Liderança na implantação da Gestão da Qualidade segundo os Critérios.
É também o Sistema de Liderança que efetua a Análise Crítica do Desempenho da organização, garantindo que as oportunidades de melhoria sejam aproveitadas e os pontos fortes sejam enraizados na cultura organizacional.
É o Sistema de Liderança que elabora a Estratégia e os Planos organizacionais, que é o Critério seguinte, incluindo a definição da Visão de Futuro.

ESTRATÉGIA
Se a Liderança dá o impulso necessário à implantação, é a Estratégia que dá a direção a seguir.
O aluno será preparado também a assessorar e/ou participar do Planejamento e da Operacionalização Estratégicas.
Tal preparo é essencial à correta implantação da Gestão da Qualidade da organização, já que a Qualidade decorre da e  apóia a Estratégia.

CLIENTES
Outro Critério que induz a organização a uma adequada atenção ao ambiente externo é o terceiro, Clientes.
A organização sem clientes, se existe, deve estar por fechar as portas. Segundo a ISO, por exemplo,  o foco no cliente é o primeiro dentre os princípios.
Esse Critério já recebeu maior pontuação, porém hoje se considera que se deve dar a todas as partes interessadas tanta atenção quanto a ele.
O aluno será preparado a lidar com essa parte interessada com o grau de cuidado apropriado.

SOCIEDADE
O Critério Sociedade trata das Responsabilidades Social e Ambiental que hodiernamente são atribuídas às empresas, também contribuindo a que a organização esteja sempre monitorando e se relacionando adequadamente com os ambientes físico e social externos.
Mas a Responsabilidade Socioambiental começa dentro da empresa, no seu relacionamento com os colaboradores, se estende à comunidade em torno de suas instalações, expande-se a nível nacional (a Sociedade) e, nesses tempos de mudanças climáticas globais, multinacionais brasileiras e de internet, chega a incluir toda a humanidade.

INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO
O Critério Informações e Conhecimento aborda  a orientação por informações,  e  inclui a obtenção de informações comparativas pertinentes. Também  aborda o desenvolvimento dos ativos intangíveis com ênfase no  conhecimento que sustenta o desenvolvimento das estratégias  e operações.
Ou seja, a geração, análise, disseminação e gestão de fatos e dados – informações – que subsidiam as decisões é neste Critério  avaliada.
O PNQ exige que as competidoras comparem seus processos com os de organizações de referência, também chamadas de benchmarks. A não  comparação gera perda de pontos nos itens em que eles sejam solicitados mas não  mostrados.
A Gestão do Conhecimento e dos ativos intangíveis da organização é neste Critério avaliada, o que torna o Critério, a meu ver, bastante sobrecarregado.

PESSOAS
O Critério Pessoas tem atualmente uma pontuação comparativamente elevada, o que , a nosso ver, demonstra  certa tendência do PNQ a voltar seus olhos um tanto mais aos fatores internos da organização.
O Critério Pessoas avalia os sistemas de trabalho,  a gestão de equipes, incluindo todos os processos convencionais da gestão de pessoas, como recrutamento, seleção, integração, remuneração, treinamento e desenvolvimento etc.
O mesmo Critério avalia também todos os aspectos da organização relacionados à qualidade de vida no trabalho.

PROCESSOS
O sétimo Critério, Processos, aborda a definição, a análise e a melhoria dos processos principais  do negócio e dos processos de apoio. Também aborda o estabelecimento de relações e o estímulo ao melhor desempenho dos fornecedores, destacando o desenvolvimento da sua cadeia de suprimento.
Os Processos têm não só sua operação, mas, principalmente, sua gestão, examinadas de maneira bastante detalhada., pois são eles geram as mercadorias  da indústria e  da agropecuária , e são os processos os serviços que os consumidores compram.
São os resultados dos processos que a empresa fornece a seus clientes.

RESULTADOS
O oitavo Critério disponibiliza até 450 pontos, sendo desse modo, o mais importante Critério à avaliação da empresa.
Este Critério avalia os Resultados organizacionais. Não só os Resultados econômico-financeiros, mas também os relativos aos clientes e ao mercado,  à sociedade,  às pessoas, aos processos principais do negócio de aos processos de apoio, aos fornecedores,  ou seja, a todas as partes interessadas.
Como se pode facilmente perceber, o PNQ não assume que processos gerenciais bem realizados geram resultados adequados; o PNQ avalia tanto a eficiência quanto a eficácia organizacional.
Nos sete Critérios anteriores são avaliados os fatores Enfoque, (Adequação e Proatividade),  Aplicação (Disseminação e Continuidade), Aprendizado (Aperfeiçoamento) e Integração (Coerência, Interrelacionamento e Cooperação).
Já o oitavo Critério, Resultados, avalia os fatores Relevância (importância), Tendência (comportamento do resultado ao longo do tempo) e Nível Atual.

O fator Nível Atual avalia:
- o grau de atendimento aos requisitos das partes interessadas;
- Comparação do resultado com resultado equivalente de organizações referenciais pertinentes (benchmarks).
A avaliação do Relatório de Gestão elaborado pela disputante é feita por gerentes, professores e/ou consultores especialmente treinados pela FNQ e que seguem rígido códigos de ética e conduta.
Tais profissionais se reúnem em Bancas Examinadoras, e, sob a liderança do Examinador Sênior, envidam muitas horas de trabalho voluntário não remunerado  à avaliação do estado da gestão da candidata.
O Relatório de Avaliação gerado é um verdadeiro Relatório de Auditoria de Gestão, pois é elaborado com foco nas oportunidades de melhoria e em rigorosa análise dos fatos e dados expostos pela candidata em seu Relatório.
A Premiação, no PNQ, visa induzir a que as empresas adotem os Critérios de Excelência como metodologia de gestão, o que lhes propiciará uma gestão de Classe Mundial.
Mas na verdade, todas as participantes são premiadas, com o Relatório de Avaliação, na prática um Relatório de Auditoria de Gestão, com dezenas, centenas de oportunidades de melhoria apontadas e pontos fortes ressaltados.
Idealmente a participação da empresa no PNQ deve durar vários Ciclos, pois, mesmo com tanto nível de exigência, a evolução da organização, no mais das vezes, é lenta, e demanda grande persistência.

José Carlos Fontes é Coordenador da Pós-Graduação em Gestão da Qualidade

As relações entre as estratégias genéricas de Porter e a Gestão da Qualidade

O INSUCESSO NA IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE:
MAIS DA METADE DAS TENTATIVAS DE IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE FRACASSAM, POR QUE:

José Carlos Fontes*

  • Colidem  com  a  Cultura  Organizacional
  • Enfrentam  Desproporcional  Reação  à  Mudança
  • Ficam  “Pulando  De  Uma  Abordagem  Para  Outra”
  • Estabelecem  Incentivos  Desalinhados  às  Metas
  • Pecam  por  Superficialidade  e  Falta  de  Persistência
  • São  Derrotadas  Pelos  Jogos  de  Poder
  • Estabelecem  Número  Excessivo  de  Prioridades

O ESTADO DA ARTE: INTEGRANDO GQT E ESTRATÉGIA

“É difícil conceber que um esforço de implementação de GQT bem sucedido não tenha como base um bom processo estratégico”
Ehrenberg & Stupak, 1994

“Existem três ligações críticas entre a GQT e o planejamento estratégico: [...] o planejamento estratégico deve preceder iniciativas de GQT e estabelecer sua direção [...] Integrar GQT e planejamento estratégico fortalece ambos os processos [...]”
Staggs, 1999

“[...] há acordo entre Crosby, Deming, Feigenbaum, Ishikawa, e Juran que o objetivo da GQT é reduzir custos e aumentar a satisfação do cliente [...] Estas idéias combinam bem com a visão de vantagem competitiva[...] o conteúdo da GQT é capaz de produzir vantagem em custos ou diferenciação e gerar as barreiras à imitação necessárias à sustentabilidade estratégica”
Reed, Lemak & Mero, 2000

ENTÃO: A GESTÃO DA QUALIDADE DEVE DECORRER DA GESTÃO ESTRATÉGICA

A CAUSA PRINCIPAL DO RELATIVO INSUCESSO NAS IMPLEMENTAÇÕES É O DESALINHAMENTO ENTRE AS GESTÕES  DA  QUALIDADE  E  ESTRATÉGICA

Há, segundo Michael E. Porter, três Estratégias Genéricas: Diferenciação, Liderança em Custos, e  Enfoque

Há, segundo Fey e Gogue, três Qualidades: de Concepção,  de  Conformidade  e  de  Serviços

A IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA QUALIDADE TERÁ MAIS PROBABILIDADE DE SUCESSO E SERÁ MAIS FÁCIL, RÁPIDA E ECONÔMICA SE A GESTÃO DA QUALIDADE ESCOLHIDA CORRESPONDER À ESTRATÉGIA GENÉRICA (OU  POSICIONAMENTO  COMPETITIVO)  VIGENTE

AS  ESTRATÉGIAS  GENÉRICAS  DE  PORTER.  AS  EMPRESAS  QUE  PRATICAM  A  LIDERANÇA  EM  CUSTOS:

  • Buscam Competir com Base nos Preços
  • Custo Baixo em Relação aos Concorrentes é seu Tema Central
  • Procuram Escala  e  Controle Rígido dos Custos
  • Minimizam Investimentos em P&D, Assistência, Força de Vendas Etc
  • Supervisionam Intensamente a Mão-de-Obra
  • Relatórios de Controle Freqüentes e Detalhados
  • Organização e Responsabilidade Estruturadas
  • Buscam Conformidade às Especificações, Regularidade, Ausência de Variações
  • Altamente Uniformes, Plenas de Procedimentos e Regidas por Regras
  • Padronização de Procedimentos e Ativos
  • Exploram os Detalhes
  • Querem Pessoas Treináveis
  • Centralizadas e com Sistemas Altamente Automatizados de Relacionamento
  • Veementes a Respeito de Medição e Monitoração
  • Buscam Agressivamente Tecnologias Móveis e de Controle Remoto Para Estender seu Controle Inclusive no Atendimento aos Clientes

AS  ESTRATÉGIAS  GENÉRICAS  DE  PORTER. AS  EMPRESAS  QUE  PRATICAM  A  DIFERENCIAÇÃO:

  • Buscam a Criatividade, a Inovação e o Pioneirismo
  • São Ótimas  em  Engenharia  do  Produto
  • Têm Elevado Tino  Criativo
  • Grande  Capacidade  de  Pesquisa
  • Reputação como Líderes em Qualidade e/ou Tecnologia
  • Enfatizam  P&D  e  Engenharia
  • São Energizadas, Inventivas e Focadas em Resultados Finais
  • São Movidas  pelos  Talentos  de  suas  Pessoas
  • Estruturam as Tarefas ao Redor da Criação de Produtos  ( em  vez  das  Funções )
  • Mantêm  a  Organização  Fluida
  • Criam um Fluxo Estável de Novos  Produtos
  • Reconhecem a Importância das Pessoas para o Sucesso
  • Procuram as Pessoas mais Originais, Melhores e Mais Brilhantes, Mesmo que Defensoras de Conceitos,  Dissidentes  e  Anticonvencionais
  • Impõem Poucas Restrições às Pessoas e Estimulam   suas   Imaginações
  • São Avêssas à Burocracia, Administram por   Objetivos
  • São Campeãs  da  Prototipagem.

AS  ESTRATÉGIAS  GENÉRICAS  DE  PORTER. AS  EMPRESAS  QUE  BUSCAM  O  ENFOQUE  ( OU  RELACIONAMENTO )

  • Envolvem  Trade-Off  entre  Rentabilidade e Volume de Vendas
  • Enfocam  Apenas  Parte  do  Mercado
  • Mais  Voltadas  para  o  Estreito  Relacionamento  e  o  Profundo  Conhecimento  de  seus  Clientes
  • Movidas  pelos  Clientes  ( não  pela  Inovação  nem por  Preços)
  • Buscam uma Solução para cada Cliente Específico
  • Buscam  Aumentar  sempre  sua  Participação  nos Gastos  de  cada  Cliente
  • Operam  de  Forma  Semelhante  aos  Consultores
  • Trabalham  com  o  Cliente  na  Elaboração  do Produto  que  lhe  seja  o  mais  Adequado
  • Procuram  Funcionários  Adaptáveis,  Flexíveis  e  Multitalentosos,  Experientes  e  Inventivos
  • Buscam  Clientes  Abertos a Relacionamentos de  Longo  Prazo
  • Procuram  Clientes  com  Incompetências Específicas  as  quais  Possam  Suprir
  • Aprofundam sempre a  Dependência  dos Clientes
  • Imunes à Síndrome do Nia  (Não  Inventado  Aqui)
  • Possuem Experiência na Reengenharia ou no Aperfeiçoamento dos Processos de seus Clientes

POR SUA VEZ, DENTRE AS GESTÕES DA QUALIDADE, AS EMPRESAS QUE BUSCAM A QUALIDADE DE CONCEPÇÃO:

  • Buscam Descobrir  Novas  Necessidades
  • Desenvolvem  Projetos  que  Atendam àquelas  Necessidades
  • Pesquisam  e  Desenvolvem  Produtos  que Atendam  às  Necessidades
  • Desenvolvem  Processos  Capazes  de Produzir  os  Produtos  Desenvolvidos
  • Procuram  por  Novos  Produtos  ou  Novas Características  para  Produtos  Existentes
  • Enfatizam  as  Técnicas  que  Têm  a  Palavra Engenharia :  Reengenharia,  Engenharia  do Valor,  Engenharia  Simultânea
  • Enfatizam  também  o  QFD,  A  APO  e  a  MASP.

DENTRE AS GESTÕES DA QUALIDADE, A QUALIDADE DE CONFORMIDADE:

  • É o  Respeito  Estrito,  no  decurso  da  Produção, das  Especificações  Estabelecidas  quando  da Concepção  do  Produto
  • É  Obtida  por  uma  Ação  Coordenada  de  Todos os  que  Contribuem  para  a  Atividade  de Produção
  • Bastante  Centrada  nos  Processos  de  Compra, Planejamento  e  Controle  da  Produção, Fabricação  (Produção  Propriamente  Dita)  e Controle  de  Qualidade
  • Enfatiza Técnicas Voltadas para o Controle de Custos :  os  Custos  da  Qualidade,  o  Custeio Baseado  em  Atividades  (ABC),  a  Análise  de Valor,  o  Six  Sigma  etc
  • Enfatiza  Técnicas  Voltadas  para  a Normalização  (Padronização,  Uniformização): as  Normas  ISO  9000,  14000  etc
  • Enfatiza  Técnicas  Voltadas  para  o  Controle, como  o  Controle  Estatístico  de  Processos, também  Chamado  Controle  de  Qualidade

DENTRE AS GESTÕES DA QUALIDADE, A QUALIDADE DE SERVIÇOS:

  • Não Pode  ser  Obtida sem  uma  boa  Gestão  da  Qualidade
  • A  Introdução  da  Gestão  da  Qualidade  nas Empresas  de  Serviços  é  mais  Recente  que  nas Empresas  de  Produção
  • O Serviço é  Intangível,  Inestocável, eeve  Ocorrer  em  uma  Interface  com  o  Cliente
  • A  Qualidade  dos  Serviços  é  o  Melhor  Meio  de  Manter  a  Imagem  da  Marca  e  Conservar  os  Clientes
  • Enfatiza  Abordagens  Voltadas  para  o Conhecimento e o Relacionamento com os Clientes,  como  CRM, Pesquisa  de Satisfação  de  Clientes  e  Pesquisa  de  Clima Organizacional
  • As Empresas que a Praticam Dominam, mas Não Enfatizam, Técnicas Voltadas para  o  Controle  e  a  Redução  de  Custos,  a Normalização,  a  Padronização  e  o  Controle
  • Dominam, mas não Enfatizam, Abordagens Voltadas  para  a  Inovação  e  a  Diferenciação
  • Enfatizam  Técnicas  como  a  APO,  Análise  de Valor,    MASP  e  as  Ferramentas  da  Qualidade

Finalmente, então, AS RELAÇÕES ENTRE A GQT E A ESTRATÉGIA:

UMA EMPRESA ENFOCADORA (QUE BUSCA COMPETIR COM BASE NOS CONHECIMENTO E RELACIONAMENTO COM SEUS CLIENTES) DEVE PRIORIZAR A QUALIDADE EM SERVIÇOS E SUAS PRINCIPAIS ABORDAGENS

UMA DIFERENCIADORA (QUE BUSCA COMPETIR COM BASE NA INOVAÇÃO) DEVE PRIORIZAR A QUALIDADE DE CONCEPÇÃO E SUAS PRINCIPAIS ABORDAGENS

UMA LÍDER EM PREÇOS (QUE BUSCA COMPETIR COM BASE NOS CUSTOS) DEVE PRIORIZAR A QUALIDADE DE CONFORMIDADE E SUAS PRINCIPAIS TÉCNICAS

José Carlos Fontes é coordenador da Pós-Graduação em Gestão da Qualidade