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Natura se destaca em cultura corporativa, diz consultora britânica
jun 30th
Para Carolyn Taylor, preocupação com o bem-estar de funcionários e fornecedores contribui para resultados
Por Luciana Carvalho, Exame
Comentários, José Carlos Fontes*
Carolyn Taylor escolheu o Brasil para divulgar primeiro sua metodologia por ser um país mais aberto a idéias novas
São Paulo – Uma empresa não é feita apenas de números, resultados e produtividade. Os valores morais e éticos e a postura interna e externa de uma companhia, a chamada cultura organizacional, podem fazer toda a diferença no sucesso dos negócios. A consultora britânica Carolyn Taylor, autora do livro Walking the Talk (Editora Random House, sem tradução em português), vem ao Brasil nesta semana (17/6), a convite da consultoria Torres Associados, para divulgar seu método baseado em arquétipos para desenvolver uma cultura empresarial saudável.
Os seis modelos que a autora define são Achievement (busca intensa por resultados), Customer Centric (foco na excelência, satisfação e retenção de clientes), One-Time (empresas que trabalham juntas para dar bons resultados), Innovation (foco na criação de novidades), People First (voltada para atrair e manter talentos), Greater Good (focada em uma boa governança corporativa).
Carolyn Taylor usa o exemplo da Natura como uma referência de cultura empresarial bem sucedida e focada no bem-estar das pessoas. Entre os modelos negativos, ela menciona a BP (British Petroleum), cuja imagem foi tragada pelo recente desastre ambiental causado pelo vazamento de petróleo no Golfo do México. Para Carolyn, o episódio pode indicar a falta de compromisso com uma cultura de segurança.
O Brasil será o primeiro lugar onde a consultora vai divulgar sua metodologia, pois considera o país um ambiente aberto a novas técnicas e formas de trabalhar. Carolyn atua há mais de 25 anos em gestão, e comanda uma consultoria que tem o mesmo nome de seu livro. Nesta entrevista ao site EXAME, ela fala da importância de se ter uma boa cultura empresarial.
EXAME - Que empresas, em sua opinião, são bons exemplos de cultura corporativa?
Carolyn Taylor – Um bom exemplo é a Natura, com seu lema de “bem estar bem”. Eles investem muita atenção em seu pessoal e, com isso, ajudam funcionários e suas revendedoras a representar bem seus produtos.
EXAME – O que as pessoas podem aprender com a Natura?
Taylor - A Natura foi capaz de ligar sua imagem à expressão “bem estar bem” e, a partir disso, criou um ambiente interno que reflete a mesma expressão. Algumas das poucas empresas que conseguiram ligar sua imagem à sua cultura interna se tornaram muito fortes. Em toda companhia, em todos os ambientes, empregados, fornecedores, revendedoras e consumidores, a Natura conseguiu seguir esse princípio de valorizar o bem-estar e as pessoas.
EXAME – De acordo com os arquétipos que você define, qual seria o mais seguido pela Natura?
Taylor – Eu diria que é o “people first” (pessoas em primeiro lugar), já que ela se preocupa em cuidar dos funcionários e colaboradores. Eu acho que também pode ser o “consumer centric”, se considerarmos que ela visa muito o que o consumidor quer, mas acredito que o primeiro se destaca mais.
EXAME – O que é, então, uma boa cultura corporativa?
Taylor - Uma boa cultura corporativa é aquela que facilita as estratégias de uma empresa, que ajuda as pessoas a fazer melhor seu trabalho. Toda companhia seus próprios objetivos e aspirações, e, por isso, precisa de uma cultura diferente. Quando uma cultura está funcionando, ela assegura que os mais altos padrões de comportamento ocorram ao longo de toda a companhia.
EXAME – Quais são os desafios dessas empresas que já têm uma boa cultura?
Taylor - Há dois desafios. Um deles é para a empresa que cresce e corre o risco de perder sua cultura. O desafio é saber sistematizar, planejar para manter a cultura, quais as habilidades de gestão necessárias para fazer isso. O outro desafio é quando é preciso mudar de cultura devido a mudanças no ambiente externo. A cultura que, um dia, tornou a empresa bem-sucedida pode não garantir de que terá sucesso no futuro.
EXAME - E que empresas seriam um exemplo negativo?
Taylor - Você deve estar acompanhando o desastre de petróleo da BP (British Petroleum). Os jornais estão dizendo que a cultura de segurança na BP e a cultura de cuidado ambiental caiu nos últimos anos.
EXAME - Uma cultura melhor poderia ter ajudado a BP a evitar o desastre?
Taylor - Para entender a cultura, é preciso ver se houve muitos incidentes que levam à crença de que o valor de um padrão impecável caiu. Se esse padrão caiu, é porque houve uma grande impaciência sobre o crescimento rápido da empresa, talvez assumindo mais riscos, fazendo cair a cultura de segurança. A BP já passou por várias situações assim, e isso não é apenas má sorte. Isso tem a ver com uma cultura profunda.
EXAME - Por que ter criar uma cultura empresarial é visto como algo difícil?
Taylor - Em primeiro lugar, a razão pela qual as empresas não conseguem criar uma boa cultura é a falta de conhecimento por parte dos profissionais de RH e dos líderes sobre a metodologia de como construí-la. A segunda razão é que as ações de um líder devem estar de acordo com as aspirações e valores que a empresa expressa, e isso é difícil. Muitos líderes não têm a metodologia e nem o suporte para ajudá-los a se olhar no espelho e ver se suas atitudes estão contribuindo para os valores que a empresa tem no momento.
EXAME – O que um líder precisa ter ou fazer para disseminar uma boa cultura?
Taylor - Em uma boa cultura, o líder deve criar padrões e níveis de comportamento que ele espera das outras pessoas. Para isso, você deve ter em mente que é inaceitável não se envolver com o negócio. Talvez até seja necessário dispensar funcionários, se não houver envolvimento com a política da companhia. O entusiasmo pelo negócio deve ser o padrão, pois isso é o que se espera dos empregados. Essa tarefa pode ser feita pelos integrantes do RH, com recompensas, recrutamento específico, estratégias de comunicação e treinamento dos gestores.
EXAME – Como a internet e as mídias sociais podem ajudar a criar uma cultura corporativa?
Taylor - A comunicação é uma das mais poderosas armas para estabelecer uma cultura. Se os líderes enviam muitos e-mails formais e só se comunicam por escrito, isso estabelece um tipo de cultura. As mídias sociais permitem uma poderosa informalidade, abertura e acessibilidade entre líderes e seus liderados. Isso fez o mundo mais transparente e mais difícil de segurar os empregados em empresas que não têm uma cultura construtiva.
Comento: Natura mais uma vez ganhando. Exemplo de como gerar e gerir cultura organizacional, a empresa torna-se a cada dia um ícone de como lidar com os colaboradores e inovar sempre.
Há também o exemplo da concorrente O Boticário, renomada como a mais atenta ao ambiente externo e principalmente às suas clientes.
Mudanças bruscas, se e quando necessárias, mesmo sendo criadas pelo ambiente externo, podem e devem ser percebidas com antecedência pela empresa, que deve monitorar permanentemente o ambiente externo e respectivas tendências. Desse modo, a empresa atenta às mudanças ambientais prepara-se e muda antes e/ou concomitantemente. Venho percebendo desde alguns anos, por exemplo, mudanças que vêm sendo geradas pelas redes sociais; as empresas devem a elas se adaptarem cuidadosamente.
Considero a Natura e a concorrente O Boticário exemplos de ótimas gestões brasileiras, muito voltadas às contribuições que podem propiciar ao ambiente externo e mesmo ao planeta, trabalhando sempre de modo conjunto aos respectivos stakeholders (partes interessadas); são empresas das mais queridas no país e que, exatamente por tal motivo, se espraiam pelo mundo.
Fonte: Portal Exame.com
*José Carlos Fontes é Coordenador da Pós-Graduação em Gestão de Serviços
Convite IGEC – XIX Fórum RH Debates
mai 13th
É com prazer que convidamos todos para participar deste evento, que tem apoio do IGEC. O assunto é atual e abrangente além de ser uma excelente oportunidade de fazer um ótimo networking.
Não percam, abraços,
Claudio Moreira
Coordenador Geral do IGEC/FACHA
claudio@igec.com.br
www.igec.com.br
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Para inscrever-se, acesse http://www.rhdebates.net.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=9&Itemid=20
Universitário é o melhor empreendedor?
mai 11th
Esta é a idéia defendida por Ronald Jean Degen, pioneiro no ensino de empreendedorismo no Brasil
Priscila Zuini, de EXAME.com

São Paulo – Muita gente acredita que não existe idade certa para começar um empreendimento. Para Ronald Jean Degen, esta ocasião existe, sim. “A universidade é seu momento de máxima criatividade”, diz. Engenheiro, mestre pela Politécnica de Zurique e doutorando pelo ISM de Paris, Degen é responsável por impulsionar o ensino de empreendedorismo no Brasil, quando implantou o primeiro curso sobre o assunto na Fundação Getulio Vargas, em 1980.
O suíço resolveu mostrar aos seus alunos que a pobreza do país só poderia acabar com boas ideias e empresas com desenvolvimento sustentável. Em 1989, Degen transformou as aulas no livro “O Empreendedor – Fundamentos da Iniciativa Empresarial”, seu primeiro sobre o tema. Dez anos depois, publicou “O Empreendedor – Empreender Como Opção de Carreira”.
Vice-presidente do Conselho de Administração da Masisa, no Chile, o executivo falou com exclusividade ao site Exame sobre o momento ideal para começar um negócio e a importância da universidade para formação de empreendedores.
EXAME – Existe melhor momento para começar um negócio?
Ronald Jean Degen - Sim. É na universidade que você está mais preparado para inovar, porque é o seu momento de máxima criatividade, você está aprendendo, gostando daquilo e se realizando. E também ainda não assumiu suas obrigações sociais. À medida que suas obrigações aumentam, mais dependente você se torna de um salário e menos propenso a arriscar. É da universidade que saem as grandes ideias.
EXAME - Como você enxerga o ensino de empreendedorismo no Brasil?
Degen - Uma das deficiências é que no Brasil os cursos de empreendedorismo fazem parte da grade das escolas de administração. Por isso, os cursos de empreendedorismo se transformaram em cursos de planos de negócios. Mas fazer um plano de negócios não é montar um negócio. O que eu proponho é a criação de um centro aberto de empreendedorismo, em que não importa se o sujeito já se formou ou não. O ideal é que você atraia todas as especialidades e que eles se juntem para criar negócios.
EXAME - Qual deve ser o perfil do professor de empreendedorismo?
Degen - Ele tem que ser um coach, alguém que ajuda quem quer ser empreendedor. O professor não precisa de diploma, o certificado dele é um negócio de sucesso. Ele precisa ajudar o aluno a descobrir o que gosta e se está disposto a seguir o estilo de vida que o negócio exige.Além disso, tem que trazer para a escola alguns mentores, o que chamamos de investidores-anjos, que são executivos interessados em investir nestes empreendimentos.
EXAME - Uma idéia e dinheiro bastam para ter um negócio?
Degen – As estatísticas mostram que quem tem dinheiro para começar um negócio tem mais chances de fracassar do que quem não tem. Quando você tem dinheiro, você tem uma ideia e realiza. Quando você não tem, tem que trabalhar muito mais, pesquisar muito mais e convencer alguém a te dar o dinheiro. Além disso, todo bom negócio precisa de quatros coisas: saber produzir, saber administrar, ter criatividade e saber integrar equipe, fornecedores e consumidores. Como ninguém tem essas quatro habilidades sozinho, é comum que a maioria dos negócios seja formada por um grupo de sócios.
EXAME - Existem características comuns aos empreendedores?
Degen - O empreendedor é aquele que inova. Isto é uma questão de prática. Não é ciência nem arte. Você tem que aprender e criar com a sua experiência uma base de conhecimento. É possível treinar seu cérebro para ser inovador. Nunca se descobriu nenhuma característica em comum entre pessoas empreendedoras. Para mim, só uma coisa é imprescindível, a força de vontade. Isso é a base de sucesso para tudo.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br
Serviço isento de falhas?
mar 30th
A reportagem de capa da revista EXAME que está nas bancas traz o resumo de uma pesquisa que mostra que a maior parte das empresas brasileiras acredita que presta ótimo serviço a seus consumidores, mas na prática o consumidor avalia de modo muito diferente.
Os bordões “foco no consumidor”, “ cliente em primeiro lugar”, “satisfação total do cliente” são na prática apenas bordões. Segundo a pesquisa, 98% das empresas afirma ter uma estrutura de atendimento eficiente, mas 23% dos consumidores pesquisados afirmam não terem sido bem atendidos por NENHUMA empresa nos últimos 12 MESES! E apenas 48% das empresas pesquisadas conseguem obedecer as leis de defesa do consumidor.
Apenas 37% das empresas pesquisadas têm software de gestão que ajudam a identificar falhas e a conhecer o consumidor. Cerca de metade das empresas pesquisadas pela revista EXAME em conjunto com o Instituto Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) treina pouco seus funcionários; apenas 39% das analisadas na pesquisa solucionam problemas mostrados pelos clientes na primeira tentativa, e somente 69% das que pesquisam a satisfação de seus clientes usam as informações da pesquisa pra melhorar a qualidade do atendimento.
Fonte: revista Exame, ed 964, março, 2010
Como dá para constatar pela reportagem acima, não é fácil manter um serviço isento de falhas, mas dá para aprender como atender o cliente de forma profissional. Veja só:
Pós-Graduação em Gestão de Serviços
Este curso tem como objetivo prover, por intermédio de foco intenso e contextualizado, conhecimentos técnicos e científicos de modo a propiciar a especialização e a atualização de profissionais que atuam na gestão de atividades de serviços.
Ao término do curso o aluno deverá ser capaz de gerir competentemente atividades de serviços, atuando nas mais diversas ramificações, como serviços de saúde, educacionais, profissionais, financeiros, de manutenção, transportes, entretenimento, turísticos, cuidados pessoais, entre outros.
Inscrições abertas:
Início: 27 de Abril de 2010, 3as e 5as, 19:00h Às 22:00h
Local: Campus Centro, Rua Buenos Aires 90 – pavimento 4, próximo à estação Uruguaiana do Metrô e a poucos passos da Avenida Rio Branco.
Para saber mais acesse: http://www.igec.com.br/index.php/Cursos/gestao-de-servicos
A Lógica do PNQ – A Lógica dos Critérios de Excelência
jan 13th
José Carlos Fontes*
O PNQ, Prêmio Nacional da Qualidade, é uma metodologia de premiação baseada no Malcolm Baldrige National Quality Award americano, o qual originalmente se baseou no Prêmio Deming, japonês, e que visa induzir qualidade Classe Mundial nas empresas, levando-as ao estado da arte da gestão de seus desempenhos.
O Prêmio Nacional da Qualidade materializa a idéia de que se busca atualmente não apenas a Gestão da Qualidade, mas a Excelência da Gestão.
O PNQ é competição não contra normas, mas contra empresas de ótimas gestões; tem muito cuidado com as confidencialidade e privacidade das concorrentes.
A ISO 9001 exige apenas o mínimo do processo certificável, garantindo apenas a repetitibilidade do mesmo; o PNQ exige o máximo (descrição de funcionamento, metas, resultados, benchmarks, tendências etc) de todos os processos e da gestão da empresa, garantindo às premiadas uma gestão de Classe Mundial.
O PNQ é um modelo de melhoria contínua, ou seja, fornece método que deve ser usado ao longo dos anos, com o qual a empresa vai melhorando sua gestão de forma ao mesmo tempo intensa e gradativa.
O PNQ visa também divulgar práticas de gestão bem-sucedidas, objetivando o benchmarking.
O PNQ submete a empresa a uma análise aprofundada de sua gestão, efetuada por Examinadores capacitados pela Fundação Nacional da Qualidade, guiados por um rigoroso Código de Ética, obtendo-se ao final do processo um detalhado Relatório de Avaliação.
O PNQ visa até premiar as gestões de Classe Mundial.
A organização recebe Avaliação externa e independente, utilizando critérios reconhecidos mundialmente, realizada por examinadores competentes, com investimento mínimo, viabilizando ações objetivas de melhoria da gestão.
Tal análise proporciona uma profunda Avaliação da Gestão, além de medir o progresso e identifica e reforça os pontos fortes, abrindo novos caminhos para avaliar fornecedores, clientes, parceiros e até mesmo os concorrentes, evidenciando a distinção entre a gestão típica e a de Classe Mundial.
O PNQ segue um Ciclo anual:
• Lançamento dos Critérios de Excelência e Instruções para Candidatura – Janeiro
• Determinação da Elegibilidade – Relatório Sumarizado
• Inscrição para a Candidatura – Relatório Sumarizado
• Determinação da Elegibilidade – Relatório Clássico – Maio
• Inscrição para a Candidatura – Relatório Clássico – Junho
• Processo de Avaliação – Julho a Outubro
• Anúncio da(s) Premiada(s) e Finalista(s) – Outubro
• Cerimônia de Entrega do PNQ – Novembro
O PNQ avalia a empresa sob oito Critérios, atribuindo até 1.000 pontos:
LIDERANÇA – 110 pontos
ESTRATÉGIA e PLANOS – 60 pontos
CLIENTES – 60 pontos
SOCIEDADE – 60 pontos
INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO – 60 pontos
PESSOAS – 90 pontos
PROCESSOS – 110 pontos
RESULTADOS – 450 pontos
LIDERANÇA
O Critério Liderança é o motor dos demais e da implantação da Gestão da Qualidade segundo os Critérios de Excelência.
Nenhuma implantação pode ser efetuada se o Sistema de Liderança organizacional não a permitir, não a liderar.
O aluno será preparado a assessorar o Sistema de Liderança na implantação da Gestão da Qualidade segundo os Critérios.
É também o Sistema de Liderança que efetua a Análise Crítica do Desempenho da organização, garantindo que as oportunidades de melhoria sejam aproveitadas e os pontos fortes sejam enraizados na cultura organizacional.
É o Sistema de Liderança que elabora a Estratégia e os Planos organizacionais, que é o Critério seguinte, incluindo a definição da Visão de Futuro.
ESTRATÉGIA
Se a Liderança dá o impulso necessário à implantação, é a Estratégia que dá a direção a seguir.
O aluno será preparado também a assessorar e/ou participar do Planejamento e da Operacionalização Estratégicas.
Tal preparo é essencial à correta implantação da Gestão da Qualidade da organização, já que a Qualidade decorre da e apóia a Estratégia.
CLIENTES
Outro Critério que induz a organização a uma adequada atenção ao ambiente externo é o terceiro, Clientes.
A organização sem clientes, se existe, deve estar por fechar as portas. Segundo a ISO, por exemplo, o foco no cliente é o primeiro dentre os princípios.
Esse Critério já recebeu maior pontuação, porém hoje se considera que se deve dar a todas as partes interessadas tanta atenção quanto a ele.
O aluno será preparado a lidar com essa parte interessada com o grau de cuidado apropriado.
SOCIEDADE
O Critério Sociedade trata das Responsabilidades Social e Ambiental que hodiernamente são atribuídas às empresas, também contribuindo a que a organização esteja sempre monitorando e se relacionando adequadamente com os ambientes físico e social externos.
Mas a Responsabilidade Socioambiental começa dentro da empresa, no seu relacionamento com os colaboradores, se estende à comunidade em torno de suas instalações, expande-se a nível nacional (a Sociedade) e, nesses tempos de mudanças climáticas globais, multinacionais brasileiras e de internet, chega a incluir toda a humanidade.
INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO
O Critério Informações e Conhecimento aborda a orientação por informações, e inclui a obtenção de informações comparativas pertinentes. Também aborda o desenvolvimento dos ativos intangíveis com ênfase no conhecimento que sustenta o desenvolvimento das estratégias e operações.
Ou seja, a geração, análise, disseminação e gestão de fatos e dados – informações – que subsidiam as decisões é neste Critério avaliada.
O PNQ exige que as competidoras comparem seus processos com os de organizações de referência, também chamadas de benchmarks. A não comparação gera perda de pontos nos itens em que eles sejam solicitados mas não mostrados.
A Gestão do Conhecimento e dos ativos intangíveis da organização é neste Critério avaliada, o que torna o Critério, a meu ver, bastante sobrecarregado.
PESSOAS
O Critério Pessoas tem atualmente uma pontuação comparativamente elevada, o que , a nosso ver, demonstra certa tendência do PNQ a voltar seus olhos um tanto mais aos fatores internos da organização.
O Critério Pessoas avalia os sistemas de trabalho, a gestão de equipes, incluindo todos os processos convencionais da gestão de pessoas, como recrutamento, seleção, integração, remuneração, treinamento e desenvolvimento etc.
O mesmo Critério avalia também todos os aspectos da organização relacionados à qualidade de vida no trabalho.
PROCESSOS
O sétimo Critério, Processos, aborda a definição, a análise e a melhoria dos processos principais do negócio e dos processos de apoio. Também aborda o estabelecimento de relações e o estímulo ao melhor desempenho dos fornecedores, destacando o desenvolvimento da sua cadeia de suprimento.
Os Processos têm não só sua operação, mas, principalmente, sua gestão, examinadas de maneira bastante detalhada., pois são eles geram as mercadorias da indústria e da agropecuária , e são os processos os serviços que os consumidores compram.
São os resultados dos processos que a empresa fornece a seus clientes.
RESULTADOS
O oitavo Critério disponibiliza até 450 pontos, sendo desse modo, o mais importante Critério à avaliação da empresa.
Este Critério avalia os Resultados organizacionais. Não só os Resultados econômico-financeiros, mas também os relativos aos clientes e ao mercado, à sociedade, às pessoas, aos processos principais do negócio de aos processos de apoio, aos fornecedores, ou seja, a todas as partes interessadas.
Como se pode facilmente perceber, o PNQ não assume que processos gerenciais bem realizados geram resultados adequados; o PNQ avalia tanto a eficiência quanto a eficácia organizacional.
Nos sete Critérios anteriores são avaliados os fatores Enfoque, (Adequação e Proatividade), Aplicação (Disseminação e Continuidade), Aprendizado (Aperfeiçoamento) e Integração (Coerência, Interrelacionamento e Cooperação).
Já o oitavo Critério, Resultados, avalia os fatores Relevância (importância), Tendência (comportamento do resultado ao longo do tempo) e Nível Atual.
O fator Nível Atual avalia:
- o grau de atendimento aos requisitos das partes interessadas;
- Comparação do resultado com resultado equivalente de organizações referenciais pertinentes (benchmarks).
A avaliação do Relatório de Gestão elaborado pela disputante é feita por gerentes, professores e/ou consultores especialmente treinados pela FNQ e que seguem rígido códigos de ética e conduta.
Tais profissionais se reúnem em Bancas Examinadoras, e, sob a liderança do Examinador Sênior, envidam muitas horas de trabalho voluntário não remunerado à avaliação do estado da gestão da candidata.
O Relatório de Avaliação gerado é um verdadeiro Relatório de Auditoria de Gestão, pois é elaborado com foco nas oportunidades de melhoria e em rigorosa análise dos fatos e dados expostos pela candidata em seu Relatório.
A Premiação, no PNQ, visa induzir a que as empresas adotem os Critérios de Excelência como metodologia de gestão, o que lhes propiciará uma gestão de Classe Mundial.
Mas na verdade, todas as participantes são premiadas, com o Relatório de Avaliação, na prática um Relatório de Auditoria de Gestão, com dezenas, centenas de oportunidades de melhoria apontadas e pontos fortes ressaltados.
Idealmente a participação da empresa no PNQ deve durar vários Ciclos, pois, mesmo com tanto nível de exigência, a evolução da organização, no mais das vezes, é lenta, e demanda grande persistência.
José Carlos Fontes é Coordenador da Pós-Graduação em Gestão da Qualidade
A inovação sistemática chegou?
jan 11th
Por Claudio Moreira*
“Em 1948, um engenheiro russo chamado Genrich Altshuller começou um estudo intensivo de patentes para descobrir se as soluções inventivas vinham de processos imprevisíveis ou se havia padrões e regularidades nelas. Investigou cerca de 400 mil (seus seguidores chegaram a 3 milhões). Se o Google fosse uma pessoa, seu nome seria Atshuller. Ele notou que inovação sempre resolve uma “contradição” – você precisa ter uma coisa, mas não pode ter aquela coisa. Exemplo: para escapar da Terra, um foguete precisa ter muito combustível para queimar, mas não pode ter tanques cheios, senão fica pesado demais. Solução: descarte os tanques ao sair da atmosfera (princípio inventivo No 1: “Elimine”).”
Fonte: Época Negócios, jan 2010. Coluna “Inovação, de Clemente Nóbrega”.
Inovação é coisa para gênios? Não, absolutamente não! Neste interessantíssimo artigo, Clemente Nóbrega milita por uma inovação movida a métodos e ferramentas (Vicente Falconi do INDG, diz que nenhuma organização –empresarial ou governamental– pode viver sem método), que podem ser desenvolvidos por qualquer um que queira resolver verdadeiramente uma questão, propor novas abordagens para velhos problemas ou se disponha a enxergar o mundo por vários ângulos diferentes. Trocando em miúdos, “pensar fora da caixinha”. Para isso, o acesso à informação deve ser constante e o pensamento crítico deve ser cultivado. A internet catapultou às alturas o acesso a fontes qualificadas de informação o que permitiu a alunos e professores avançar nas descobertas e análises numa velocidade que deixariam nossos pais zonzos, mas há muito mais por descobrir e todos que hoje estão envolvidos numa atividade acadêmica devem aproveitar ao máximo esta ebulição criativa que permeia nossas atividades.
Clemente afirma que a inovação sistemática chegou. Eu concordo com ele, e você?
*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor nos cursos de Gestão Estratégica da Comunicação, Gestão Estratégica de Marketing Digital e Gestão de Recursos Humanos.


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