Artigos com o marcador Flamengo
Marcus Duarte, professor de JENE na SOCCEREX 2012
01/12/12
Até o dia 28 de novembro, acontece no Rio de Janeiro o Soccerex Global Convention 2012, maior evento mundial voltado a negócios do futebol. Presente nos cinco continentes, com 26 eventos, a Soccerex estabeleceu-se como a líder global para negócios do futebol. Já, há 16 anos, criando amigos, gerando negócios e trazendo ao futebol os maiores e melhores parceiros de networking para a indústria que mais cresce no mundo.
Nosso querido professor de Marketing Esportivo, Marcus Duarte marcou sua presença como diretor de markting do Clube de Regatas do Flamengo. Marcus é professor na pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte e um apaixonado pelo marketing esportivo. Veja sua entrevista abaixo
Sport e Ambev se reúnem para aparar “crise do vídeo”
22/05/12
RODRIGO CAPELO
Da Máquina do Esporte, São Paulo – SP
Comentários do Prof. Flávio Dias*
Patrocinadora tanto do Flamengo quanto do Sport, a Ambev assumidamente escorregou no último fim de semana. Antes do confronto entre ambos, a cervejaria publicou vídeo no qual um “repórter” desdenha da equipe pernambucana e finge sotaque nordestino: como consequência, irritou muitos torcedores. Após toda a repercussão negativa, a empresa decidiu se explicar pessoalmente a dirigentes.
“O vídeo realmente foi infeliz, e nós admitimos que ele passou de uma linha tênue, mas não o fizemos de nenhuma forma para ofender torcedores do Sport. É um clube que temos muito carinho, como todos que apoiamos, e nos vimos na obrigação de ir presencialmente explicar de maneira formal o que aconteceu”, esclarece Rafael Neves, gerente de marketing esportivo responsável pela Brahma na empresa.
O responsável pela produção do conteúdo, na verdade, é o Esporte Interativo, e executivos da emissora especializada em esporte também foram convidados a comparecer na reunião desta terça. O canal cuida não apenas do perfil flamenguista, mas do vascaíno, do botafoguense, enfim, de todas as equipes que são patrocinadas pela Brahma. Acionado pelo clube após a publicação, teve de agir rapidamente.
Logo depois que o vídeo ganhou escala, o diretor de marketing do Sport, Sid Vasconcelos, foi avisado sobre a publicação e, da Argentina, onde visitava a agência Pro Enter, entrou em contato para que ele fosse tirado do ar, pedido prontamente acatado. A Ambev e o Esporte Interativo, então, divulgaram nota de desculpas, afastaram quem produziu e aprovou o vídeo e determinou, internamente, novos limites.
“Nós cuidamos de toda a produção de conteúdo da Brahma, e os canais foram constituídos de maneira individual para que cada torcida tenha sua página específica, com a linguagem dela. Em cada uma delas, reservamos espaço para brincadeiras, corremos riscos, e dessa vez percebemos que erramos a mão”, lamenta Mauricio Portela, vice-presidente de novas mídias do Esporte Interativo.
Os danos ainda estão sendo medidos. Sid Vasconcelos, por exemplo, leu comentários de vários torcedores que disseram não mais comprar nenhuma cerveja Brahma, como forma de resposta ao que chamaram de “discrimição aos nordestinos”. “Tenho plena convicção de que foi um erro, mas que não foi algo premeditado pela Ambev, porque eles não são assim”, pondera o diretor de marketing do clube.
De qualquer modo, as três partes envolvidas avaliam que dificilmente o episódio irá acabar em algum rompimento contratual. A Ambev, por meio da marca Brahma, prometeu se esforçar para reconquistar a simpatia dos torcedores pernambucanos. O Esporte Interativo, a se policiar melhor a respeito de piadas e brincadeiras. A princípio, pelo menos por enquanto, nenhuma parceria está ameaçada.
Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br
Comentário:
Quando iniciei minha carreira em busca de um mínimo de aceitação de quem me ouvisse ou lesse, tinha como norma algumas regras básicas, como credibilidade, seriedade e principalmente responsabilidade. Aqui quem fala é um jornalista que se considera extremamente atualizado apesar de ser de uma outra geração e que na sua vida tira graça com tudo, mas quando dirige uma opinião procura ser bastante imparcial e sabedor que quem lhe acompanha merece uma posição direta e séria. Jornalismo para mim é algo sério. Admito que hoje em dia as mídias sociais e alternativas fazem uso de humor em alguns momentos escrachado, mas não o vejo com olhos sadios, apesar de respeitar. Se o espaço é dado, surte efeito, o que fazer. Lutar contra o mundo?
Fui recentemente convidado para um projeto de rede de televisão na internet, a Rede Zyo. Composta por gente jovem mas com sentido de competência no que realiza, a Zyo terá pessoas de um porte como Daniela Escobar, atriz de ponta da Rede Globo e o cantor e produtor Vinny. É claro que os muitos “sem noção” e que chamam a atenção, sendo uma tendência das pessoas adorarem, principalmente a juventude, necessitada de uma descontração que o conturbado e globalizado mundo não dá (hoje é tudo muito sisudo, apesar de vivermos numa democracia…será?), farão parte do canal. Só que ao assinar meu contrato fiz questão de exigir ser o contra ponto. Não que seja sisudo, mas minha formação é de jornalismo sério, como disse anteriormente. Até para fazer humor você precisa ser sério. Precisa ser muito inteligente. Chaplin faz as pessoas sorrirem até hoje pela sua pureza no humor. Forrest Gump faz as pessoas chorarem, sorrirem e se divertirem pela visão de um homem simples. E que mensagem passa este filme de um homem tido como bobo. Pois é.
Fiz questão de dizer tudo isto para dar minha opinião sobre este caso. A Brahma paga e sustenta os clubes com ações diretas. Sustentação em clubes que dependem muito desta grana e deste suporte. É claro que isto não dá direito a empresa de sacanear publicamente quem quer que seja, apesar de ser comum no futebol a brincadeira depois do resultado. Diga quem nunca ”gozou” com seu amigo torcedor de outro clube? Acho que esta situação específica envolve algumas coisas básicas, como complexo de inferioridade, conflito político pela Copa União de 1987, quando Sport e Flamengo brigaram e brigam até hoje pelo reconhecimento de quem é o campeão e também um pouco de liberdade demais para quem elaborou a matéria. Conheço o trabalho dos canais Brahma. Acho sagaz e diferente, mas quem faz no dia a dia precisa entender que nem sempre dá para fazer piada com tudo. É minimamente pensar que não só torcedores do Flamengo estariam ligados na fan page do Fla Brahma. Como foi o anúncio na Nissan dos vice campeões. Logo se fez uma revolta com os vascaínos que reclamaram pois o primeiro comercial era de uma camisa como a do Vasco. De forma inteligente, a agência ampliou para outras camisas e passou a polêmica. Todos podiam ser vice. A Brahma tem outros canais de clubes e todos brincam com adversários, como é no dia a dia. Mas reclamar do sotaque, da sacanagem com o Sport, é querer achar que faz parte do centro do mundo. Todos brincam. O que se pode discutir é o limite do canal, já que foi editado por uma rede de TV que faz jornalismo esportivo e do bom, como a TV esporte Interativo. Só acho ser uma tempestade em um pires de água. Nem copo é. Cada um deveria rir do outro e a Brahma deveria fazer agora uma brincadeira igual com as férias do Flamengo, sendo menos sisudo este episódio. O nordestino precisa entender que ter sotaque é inerente a vontade dele. Só que todo o Brasil tem sotaque. Vamos parar de olhar o próprio umbigo e achar que o mundo conspira contra você.
A minha preocupação é com a separação do jornalismo da brincadeira. Falar com o torcedor é algo muito importante, mesmo usando a linguagem da sacanagem. Quando ela é pública, pode machucar. Mas ela não acontece sempre? Acho que é muita areia pro caminhão que venderam. Vida que segue, sem complexos, sem bairrismos e talvez com um pouco mais de bom senso e noção de quem edita e faz este material. Mas sem cara fechada, represálias e brigas. Vida leve, minha gente. Tomem uma Brahma e façam as pazes.
Fonte: www.maquinadoesporte.com.br
Flávio Dias é professor de Assessoria Esportiva na pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte
OS COMENTÁRIOS AQUI POSTADOS REFLETEM UNICA E EXCLUSIVAMENTE A OPINIÃO DO PROFESSOR.
Meltex e SPR disputam franquias do Flamengo
16/09/11
RODRIGO CAPELO
Da Máquina do Esporte, São Paulo – SP
Em 16/09/11 as 8:19
O Palmeiras, rachado politicamente em razão da disputa entre Meltex e SPR Franquias pela gestão da futura rede de lojas do clube, não é o único território que está sendo cobiçado por ambas as empresas. O Flamengo, que ainda tem propostas de duas outras empresas, irá definir quem será a administradora do projeto em breve.
Durante toda a próxima semana, as quatro companhias interessadas em gerenciar as franquias flamenguistas farão as apresentações finais aos dirigentes rubro-negros. A partir de então, haverá prazo de duas semanas para que seja escolhida a melhor oferta. A expectativa é que, nesse formato, não haja leilão entre as concorrentes.
Desse modo, a elite do futebol brasileiro começa a ser conquistada gradativamente por essas gestoras de lojas. A SPR, anteriormente denominada Poá Têxtil, é a atual administradora das redes de Corinthians, São Paulo e Vasco. A Meltex, por sua vez, fechou negócio com o Grêmio, segundo antecipou a Máquina do Esporte.
A chegada de empresas especializadas em espalhar lojas de clubes pelo país no formato de franquia irá agradar, sobretudo, fornecedoras de material esportivo. A criação de novos comércios amplia a quantidade de pontos-de-venda dessas fabricantes, que terão receitas consequentemente ampliadas, algo comprovado por estudos.
A respeito do Flamengo, especificamente, espera-se que a escolha dessa gestora seja mais simples do que no Palmeiras, no qual conselheiros têm optado por SPR ou Meltex calcados em razões políticas. A gestão do clube pretende definir a proposta antes de chegar aos conselhos, cuja aprovação é necessária para qualquer negócio.
Fonte: www.maquinadoesporte.com.br
Professor de Marketing Esportivo do IGEC/FACHA, João Henrique Areias, afirma que campanha ”Rubro-Negro para sempre” tem que ser calcada na transparência e na credibilidade
15/11/10
“Se não for calçada na credibilidade, na transparência e não for algo tangível ao torcedor do clube a campanha do Flamengo para a construção do CT pode se transformar numa marretada na cabeça dos dirigentes rubro-negros”, avaliou o professor de marketing esportivo do curso de Pós-Graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios de Esporte do IGEC/FACHA, João Henrique Areias, depois de saber, pela coluna do jornalista Anselmo Gois, do Globo, que “somente no primeiro dia da campanha” foram arrecadados “meio milhão de reais”. No mesmo veículo, na coluna do jornalista Renato Maurício Prado uma visão para a campanha rubro-negra: Prado aborda o peso financeiro para o bolso do torcedor.
João Henrique Areias coloca mais lenha na fogueira e fala com embasamento. O professor do IGEC/FACHA foi um dos idealizadores do Fla-Futebol, em 2004. O consultor em marketing esportivo foi um dos responsáveis pela criação de carnês dos jogos do Brasileirão daquele ano.
- Na época a idéia já era a construção de um Centro de Treinamento, exatamente como está sendo feito agora. Iniciamos a construção do CT, com dois campos. Depois disso um outro, o das pulseiras, aconteceu. Não sei qual foi o resultado dele. Esse já é o terceiro projeto do gênero. Torço para que dê certo, mas algumas questões referentes ao marketing esportivo devem ser levadas em consideração, afirmou Areias.
Segundo o consultor em marketing esportivo o torcedor que comprasse os carnês dos jogos levava também uma camisa do clube com design elaborado por Ziraldo.
- A forma de atrair o torcedor flamenguista para as campanhas do clube merece ser observada com bastante atenção pelos dirigentes, avalia o especialista em Marketing Esportivo e professor do Pós-Graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios de Esporte do IGEC/FACHA.
TIM e Palmeiras assinam acordo de patrocínio
07/10/10
Operadora vai inserir logotipo no número da camisa alviverde até 2013
Comentários do Prof. João Henrique Areias*

São Paulo – A TIM passa a estampar sua marca na camisa do Palmeiras a partir do próximo domingo (10), em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, contra o Botafogo.
O contrato de patrocínio, assinado na última sexta-feira, se estenderá até 2013 e faz parte da estratégia da operadora de se aproximar de seus clientes por meio do futebol.
Assim como já faz com o arqui-rival de seu novo parceiro, o Corinthians, a TIM vai inserir sua logomarca no número que identifica cada jogador, ganhando também visibilidade nos backdrops, no Centro de Treinamento, no ônibus que transporta a equipe, no boné e nas malas de viagem oficiais do clube.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br
Comentário: O patrocinio esportivo no Brasil, tem origens mais antigas, mas sua consolidação se deu na Copa União 87, quando surgiu o Clube dos 13, sendo o primeiro evento esportivo oficial bancado exclusivamente pela iniciativa privada. TV Globo (primeiro campeonato brasileiro transmitido pela televisão), Coca Cola (patrocinadora dos times) , Editora Abril (licenciamento do álbum de figurinhas), Dover Indústria de Plásticos (licenciamento de adesivos com escudos e mascotes dos clubes) e Varig (transportadora oficial), estabeleceram um marco do marketing esportivo no Brasil.
Daí em diante, as empresas perceberam que o esporte, principalmente o futebol, era uma excelente ferramenta de comunicação. A Hyundai começou a fixar sua marca no Brasil estampando sua logomarca no uniforme do Fluminense em 1995.
A entrada da TIM no futebol (primeiro no Corinthians e agora no Palmeiras) pode representar um novo marco. Embora os objetivos, como de qualquer outra empresa, sejam dar visibilidade à marca e criar vínculos mais fortes com as torcidas dos dois clubes, as operadoras de telefonia jogam num outro campo: o de gerar conteúdos para os celulares e smartphones. Não será surpresa, como já aconteceu na Holanda e Bégica que, em algum momento, eles venham disputar um nicho nos direitos de transmissão, tradicionalmente vendidos às televisões. Podem competir frontalmente ou somente pelo direito de gerar conteúdo. Mas que vão entrar na briga, isto não tenham dúvidas.
João Henrique Areias é consultor esportivo, professor do IGEC e conselheiro do C.R. Flamengo. Desenvolveu e comercializou o projeto de marketing da Copa União e da parceria Fluminense/Hyundai, cases do livro Uma Bela Jogada – 2a edição. mantém a comunidade sobre gestão e marketing esportivo – www.marketingesportivo.org com mais de 2 mil membros.

Comentários