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Ministro cobra logística melhor para escoar safra de Mato Grosso
fev 10th
Noticiário cotidiano - Portos e Logística
Qua, 10 de Fevereiro de 2010 07:35
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, manifestou, ontem, preocupação com a falta de infra-estrutura para escoar a safra de Mato Grosso. “O pior é que não enxergo solução, um plano estratégico para resolver a questão do Centro-Oeste”, criticou “Desde o dia em que entrei neste ministério ouço falar da hidrovia Teles Pires-Tapajós (ligando o Nortão de Mato Grosso até o porto em Santarém-PA) e até hoje não vi, sequer, um estudo técnico para saber se ela é mesmo viável”, atacou. “Precisamos de mais clareza no plano estratégico de médio e longo prazos não só para o escoamento da produção, mas também dos insumos básicos para a produção”, apontou, em entrevista à Agência Estado.
O ministro considera o problema tão grave que os custos com o transporte de alguns produtos, como o milho, por exemplo, acabam sendo maiores do que o valor do próprio grão. “Isso mostra que o sistema de escoamento está inadequado”, argumentou. Stephanes ressaltou que a soja apresenta um quadro semelhante ao do milho e que, em breve, haverá problemas com a carne bovina também.
O ministro disse ainda que os portos brasileiros não estão sendo aparelhados para atender às demandas nacionais. “Os problemas na área de escoamento são muito grandes”, resumiu. Indagado a respeito de quem seria a responsabilidade pelo atraso nessas melhorias de infraestrutura para a agricultura, Stephanes foi direto: “O Ministério dos Transportes e o de Portos e Vias Navegáveis.”
(Fonte: Só Notícias)
Expectativas para a logística em 2010
jan 27th
Postado por Fernando McDowell*
Autor: Neimar Follmann**
Bem, e o que deverá acontecer no campo da logística? Para responder, é necessário considerar que a logística pode ser um processo importante de uma empresa, é considerado um negócio para operadores logísticos, por exemplo, e deve ser um compromisso estratégico para um país.
Alguns fatos – econômicos e sócio-ambientais – têm transformado estes três contextos ao redor do mundo e terão repercussão direta sobre a logística no próximo ano e com certeza nos anos seguintes a este. Vamos analisar alguns deles:
Passada a pior parte da crise mundial – pelo menos é o que parece aqui no Brasil – os olhos do mundo voltaram-se para cá, o que significa que mais empresas podem decidir entrar no Brasil e que os grupos aqui instalados podem reforçar sua presença. Empresas como o Grupo Pão de Açúcar e as Casas Bahia, viram neste contexto a necessidade e a oportunidade de solidificar sua participação em seu mercado, através da fusão das duas empresas e, com isto, economizar entre dois e quatro bilhões (Revista Exame de 16/12/2009, p. 198-199), além de tornar a empresa mais resistente às investidas de grupos estrangeiros.
Com certeza, boa parte do ganho de escala, que pode representar até 10% do faturamento de todo o novo grupo formado, virá da logística. Para ser um fornecedor deste grupo não há como se manter competitivo sem uma logística ágil e enxuta, operando no menor custo possível. Esta é a primeira, e provavelmente mais óbvia, previsão que faço. A pressão pela redução dos custos logísticos será (continuará) um dos principais pontos em 2010.
Outro fator impacta no compromisso estratégico que um país tem sobre sua infra-estrutura logística. Há alguns dias, os líderes de 193 países estão reunidos em Copenhague, na Dinamarca, para discutir formas de reduzir os impactos ambientais causados pela forma como escolhemos nos desenvolver economicamente no decorrer dos últimos séculos. A grande questão que estes líderes estão tentando resolver é: como reduzir os impactos ambientais sem perder poder econômico? E provavelmente, como não gastar muito dinheiro com isto? Está claro que isto demandará um esforço de todos – governos, empresas e nós, consumidores – e mudará a forma como muitas coisas são feitas hoje.
O governo tem papel fundamental nisto, já que suas políticas públicas determinarão como as empresas farão seu transporte (caminhão, trem ou navio), o quanto essas organizações serão competitivas e, por conseqüência, o quanto elas emitirão de poluentes. E neste contexto, tanto as empresas que se utilizam da logística como aquelas que oferecem serviços logísticos terão ressaltada a necessidade de se adaptar a uma estrutura logística ambientalmente menos nociva em 2010.
Como não poderia deixar de ser, as campanhas políticas dos candidatos a presidência e governador deverão debater estas questões e possivelmente tornarão mais evidentes a necessidade de mudança. E neste contexto, irei usar agora o exemplo do pequeno município de São Lourenço do Oeste – SC, que está em vias de tornar Lei o uso de sacolas retornáveis, não mais permitindo o uso de sacolas plásticas, o que ainda é feito na maioria das lojas e supermercados do Brasil. Esta ação que já funciona na prática e que contou com a iniciativa do Núcleo de Supermercados do município, terá reflexos também na forma como os produtos serão embalados, pois o povo começa a analisar os impactos que isto traz em seu dia-a-dia.
Por exemplo, um pequeno comerciante da mesma cidade, ainda não muito adaptado à iniciativa, olhando para a prateleira de sua loja de chocolates, disse: “de que adianta sermos obrigados a usar sacolas retornáveis se todos estes produtos usam plástico na sua embalagem?”. Nisto sua cliente responde: “é o momento para começarmos a cobrar seus fornecedores”. Ou seja, é só uma questão de tempo para que todas as empresas necessitem se adaptar a este tipo de iniciativas, o que trará mudanças significativas nas embalagens e na logística.
Assim, o ano de 2010 terá fortes movimentos no sentido de reduzir os custos, o que exigirá que as empresas se adaptem às melhores práticas gerenciais e tentem ganhar escala operacional, ao mesmo tempo em que todos os povos do planeta lutarão para diminuir a emissão de poluentes. Isto, automaticamente, fará com que a logística sofra mudanças efetivas onde custos e meio ambiente serão aspectos centrais.
*Fernando McDowell é coordenador da Pós-Graduação em Gestão de Negócios Logísticos
**É mestre em Engenharia de Produção com foco em Logística e Transportes, pela Universidade Federal de Santa Catarina. É formado em Administração e possui especialização em Métodos de Melhoria da Produtividade pela UTFPR. Possui experiência na gestão de frota, em empresas de transporte de cargas, e logística industrial, no ramo moveleiro. Cursa Doutorado em Engenharia de Produção na UFSC.
Fonte: www.logisticadescomplicada.com
O crescimento da classe C: mudanças no mercado consumidor e desafios para a cadeia de abastecimento
jan 25th
Postado por Fernando McDowell**
escrito por Israel S. Grüdtner, M.Sc.*
Confira este texto sobre os novos desafios que os gestores de cadeias de suprimentos enfrentam com o aumento da classe C e sua demanda, escrito por Israel S. Grüdtner, M.Sc.*
Desde meados da década de 1990, mudanças na economia brasileira, resultantes principalmente do Plano Real, elevaram a renda dos brasileiros, aumentando substancialmente a classe C, definida como aquela cuja renda familiar mensal varia entre R$1.065,00 e R$4.591,00 (Fundação Getúlio Vargas – FGV). Nos últimos sete anos, esta camada da população teve aumento superior a 40% em sua renda familiar, injetando mais de R$100 bilhões na economia.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA – apresentado no fim de outubro de 2009 mostra que, em 3 anos, 18,5 milhões de brasileiros – mais de 10% da população do país – mudaram de classe social. Isso significa que há uma parcela maior da população em condições de consumir produtos, sejam: microcomputadores, aparelhos de micro-ondas, automóveis, leite longa vida, amaciante de roupas, tintura para cabelo, entre muitos outros.
O surgimento da nova classe média figura como um fenômeno social sem precedentes na história do país – e também um desafio sem paralelo para o mundo dos negócios. Por décadas, boa parte das empresas ignorou essa camada da população que hoje chega ao mercado com representatividade de consumo. Por isto, inúmeras pesquisas vêm sendo realizadas com o objetivo de decifrar estes novos consumidores.
Certamente, o perfil desse novo consumidor não influenciará apenas no desenvolvimento de novos produtos, mas em toda a cadeia de abastecimento. Neste ponto, cabe destacar a importância da logística, cuja gestão é definida como “a parte do gerenciamento da cadeia de abastecimento que planeja, implementa e controla de maneira eficiente e eficaz o fluxo direto e reverso e a armazenagem de produtos, serviços e informação associados, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor” (Council of Supply Chain Management Professionals – CSCMP, 2005).
Dessa forma, visando “atender aos requisitos do consumidor”, alguns desafios devem ser superados pelos participantes da cadeia de suprimento:
1. Conhecimento da demanda – significa pesquisar e conhecer este novo consumidor, suas necessidades e vontades, sua localização, seus hábitos de consumo, rotina de compras e utilizar adequadamente tais informações no desenvolvimento de seus produtos e definição dos canais de distribuição.
2. Operação comercial eficiente e eficaz – significa planejar e executar a divulgação do produto ao consumidor conforme estratégia definida para os canais de distribuição adotados, com exposição adequada e equipe de frente (vendedores e promotores) capacitada, buscando elevado índice de efetivação de vendas.
3. Operação logística eficiente e eficaz – significa disponibilizar o produto divulgado ao consumidor conforme planejamento comercial, com agilidade e flexibilidade, mantendo relação adequada entre nível de serviço e custos, através da capacitação de recursos humanos e utilização das tecnologias disponíveis.
4. Cooperação na cadeia de suprimento – significa garantir o fluxo contínuo, rápido e preciso de informações entre os elementos da cadeia em ambos os sentidos (do produtor ao consumidor final e vice-versa), onde cada um destes deve dar a sua contribuição vislumbrando os possíveis ganhos para a cadeia como um todo.
Em resumo, a estabilidade na economia brasileira abriu as portas do mercado de consumo a uma fatia considerável da população deste país e ainda são grandes os desafios da cadeia de abastecimento para atender adequadamente a esta demanda, especialmente devido ao desconhecimento do perfil do consumidor. Cabe à cadeia de suprimento a gestão adequada de seus processos, investimento em pesquisa e desenvolvimento de produtos, integração de seus elementos e capacitação para que tais desafios sejam superados.
Referências:
- Revista Época Negócios. São Paulo, n. 33, nov. 2009.
- Revista Distribuição, n. 200, set. 2009.
- Revista Distribuição, n. 202, nov. 2009.
- Revista Istoé Dinheiro, dez. 2009.
- Council of Supply Chain Management Professionals. Supply chain management / Logistics management definitions. http://www.cscmp.org .
* O autor desta matéria, Israel S. Grüdtner, é graduado em Engenharia de Produção Elétrica (UFSC), Mestre em Engenharia de Produção na área de concentração Logística e Transporte (UFSC) e Editor do Blog Armazena e Movimenta.
**Fernando McDowell é coordenador da pós-graduação em Gestão de Negócios Logísticos.
China quer resolver gargalo logístico de Mato Grosso do Sul
jan 22nd
21/1/2010
Postado por Fernando McDowell*
O que você acha da ideia: a China resolver o problema de logística que dificulta o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso do Sul? Loucura? Não, não é.
Uma delegação da Câmara de Promoção de Ciência e Finanças de Shangai, que esteve no estado nesta semana, deixou escapar que pode fazer isso mesmo.
Os representantes chineses reclamam que uma boa parte da produção do estado não chega ao mercado chinês. A logística ineficiente e ineficaz seria o problema, segundo os representantes chineses, por isso nada mais natural, para eles, já que eles têm dinheiro, em investir em soluções de logística para que a produção consiga chegar até o país do continente asiático.
Segundo o consultor de agronegócios, João Pedro Guthi, que participou dos encontros dos chineses com autoridades e produtores, no estado de MS, a solução seria a construção de ferrovias e hidrovias que facilitem e agilizem o escoamento para os portos do Brasil.
E a China, argumentou Guo Maoqiang, vice-diretor de negócios da Câmara de Shangai, tem tecnologia de transportes modernos, como ferrovias de alta velocidade. E dinheiro também não é problema para eles.
Fernando McDowell é coordenador da Pós-Graduação em Gestão de Negócios Logísticos.

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