Artigos com o marcador e-commerce
Carnaval pode influenciar suas campanhas de e-mail marketing?
07/02/13
Como o carnaval pode influenciar suas campanhas de e-mail marketing?
Por Victor Popper*
No Brasil, não é raro ouvirmos que o ano só começa depois do Carnaval, mas se você não gosta de perder tempo, fique atento, pois existem muitas oportunidades para sua empresa lucrar enquanto o clima de festa domina o público.
Para alcançar resultados positivos, é preciso ter em mente que tradicionalmente o mês de fevereiro, por si só, simboliza uma retomada da economia já que tanto para o comércio físico quanto para o online janeiro sempre apresenta vendas fracas. Isso porque o primeiro mês do ano vem carregado de tributos, impostos e outros gastos, como IPVA, IPTU, DPVAT, matrículas e materiais escolares. Sem contar os gastos fixos do mês, acrescidos da fatura do cartão de crédito que costuma vir recheada pós-festas de fim de ano!
Após o sufoco de janeiro, o mês de fevereiro costuma surgir como um respiro. O “mês do carnaval” está se firmando como grande oportunidade para que as empresas atraiam os consumidores e é neste momento que os profissionais de e-mail marketing precisam estar a postos, prontos para fazer você vender mais.
Nem todo mundo cai na folia
Embora o carnaval seja o foco de muitos, uma pesquisa realizada pelo Instituto Sensus com cerca de 2 mil pessoas revelou que 57,4% dos brasileiros não apreciam tanto assim a festa. Esse dado acaba sendo precioso, porque indica outro caminho para explorar: mensagens com o tom “fuja da folia”.
É preciso pensar nesse público que já deve estar cansado das promoções relacionadas à comemoração para oferecer conteúdos diferenciados.. É claro que isso varia de acordo com o seu negócio, mas você pode pensar em disponibilizar alternativas como: descontos em viagens para casais ou grupos em hotéis fazenda, dicas de filmes, Box de seriados, livros, etc.
Ainda pensando nesse público mais caseiro, através da segmentação você pode elencar aquela base de clientes que sempre clica em produtos gourmet por exemplo. Anuncie preços atrativos somados a qualidade. Dê ideias, como uma reunião entre amigos no conforto do lar com um menu especial – um carnaval ao som de outros ritmos e sabores sempre pode se tornar algo memorável.
Foliões também podem ser uma opção para o e-mail marketing no Carnaval
Mas é claro que não podemos nos esquecer dos foliões. A última dica vai para atingir aquele público que curte passear no feriadão, dançar nos clubes, bronzear-se nas praias ou batucar na avenida. Se você comercializa itens indispensáveis nesta época, como repelentes, protetores solares, perfumes nacionais ou importados e preservativos; instrumentos musicais; lingeries, t-shirts, peças íntimas; ou oferece pacotes de viagem… Não existe momento mais interessante para abordar seus clientes utilizando o e-mail marketing!
Um discurso envolvente com layouts temáticos tanto no site quanto nas mensagens enviadas também pode ajudar. Não se esqueça do remarketing, recurso que poderá auxiliar aqueles que não morderam a “isca” e da tática da contagem regressiva, calculando quantos dias faltam para o Carnaval.
Porém, Não limite-se ao carnaval, fevereiro traz a valiosa oportunidade de reforçar o primeiro contato do ano, que independerá de sazonalidade. Toda época é época de vender – basta saber aproveitar as oportunidades.
*Victor Popper é Diretor da All In Mail. Em 2001 foi Gerente de E-commerce da Invent Internet Ventures, onde gerenciou ações para os 40 maiores e-commerces do país, e em 2009/2010 foi Diretor de Marketing da Sack’s Perfumaria.
Fonte: http://www.blogdoecommerce.com.br
Carrefour deixa e-commerce no Brasil
07/12/12
Rede comunicou que irá concentrar operação em hipermercados e em sua financeira, com alvo na classe C
O grupo francês Carrefour está deixando de operar em comércio eletrônico no Brasil. A empresa anunciou o fato em seu site nesta sexta-feira, 07. A empresa alega que a medida é parte de uma reestruturação que a operação no Brasil vem realizando há dois anos. Também afirmou que a intenção é concentrar esforços nos hipermercados e na Carrefour Soluções Financeiras, com foco no atendimento da nova classe média.
No próprio site (www.carrefour.com.br), o Carrefour disponibilizou um endereço de e-mail e um telefone para os clientes consultarem pedidos e obter outras informações relacionadas a eles.
Há algum tempo o Carrefour vem passando por dificuldades no mercado brasileiro o que fez, inclusive, com que a rede cogitasse a fusão com o Grupo Pão de Açúcar (GPA), causando mal estar entre Abílio Diniz e o Casino, que assumiu a operação do GPA este ano. Mesmo assim, o Carrefour figurou em segundo lugar na lista dos 10 maiores varejistas, em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar), com faturamento de R$ 28,8 bilhões. Fontes ouvidas pelo Meio & Mensagem estimam que o faturamento de sua operação de e-commerce, isoladamente, tenha sido de R$ 500 milhões no período.
A operação de e-commerce do Carrefour foi liderada por Jonas Ferreira (então egresso da Pernambucanas). Após o lançamento, o executivo permaneceu no Carrefour por cerca de um ano e meio.
Gerson Rolim, diretor de comunicação da Câmara e-Net, que reúne empresas que atuam no comércio eletrônico, lamentou a decisão do Carrefour. “Ficamos tristes e abismados com um movimento como esse, visto que nada cresce a taxas entre 25% e 30% no Brasil como o e-commerce”, disse Rolim. O executivo avalia que a medida, pensando no mercado como um todo, não é uma decisão natural.
Ele lembra que também as Pernambucanas, quando decidiram sair do e-commerce, não explicaram muito bem a decisão. E empresas europeias, segundo ele, costumam ser ainda mais restritivas em relação à liberação de informação sobre seus negócios no País. Para Rolim, elas podem até voltar, mas “a perda de market share nessa operação de sair e voltar é inestimável”.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br
Ciclo de palestras Marketing Digital IGEC
21/08/12
Redes Sociais, SEO, e-mail marketing, e-commerce. À partir de setembro o IGEC promove um ciclo de palestras dedicado a assuntos em voga no mundo digital. As palestras terão 1h30min e são a oportunidade de saber todas as novidades deste crescente mercado. Veja a programação abaixo:
24/09 – Redes Sociais – Como elas podem gerar resultados para seu negócio?
25/09- Por que a 1ª página do Google é a meta?
26/09 – Comércio eletrônico, como iniciar
27/09 – Como acertar nas campanhas de e-mail marketing
Horário: 19:30 às 21:00h
Entrada: 3 ítens, de livre escolha, de material de higiene pessoal, como sabonetes, pasta de dentes, escova de dentes, desodorantes, cotonetes, algodão e shampoo. Estes itens serão doados ao orfanato Lar Maria de Lourdes, na Rua Pajurá, 256 Taquara – Jacarepaguá, Tel: 3392-9646 / 2435-0577 / 9617-5888.
Para saber mais, clique aqui
Brasil é o segundo país com maiores oportunidades para o e-commerce
05/07/12
Estudo da A. T. Kearney analisou o potencial para desenvolvimento do comércio eletrônico em 30 países emergentes e classificou os dez primeiros em um ranking liderado pela China.
O Brasil é o segundo país com maior potencial para o comércio eletrônico no mundo, de acordo com estudo da A. T. Kearney divulgado no fim de junho.
A pesquisa “Índice de e-Commerce de Varejo 2012” mostra que as melhores oportunidades estão em países emergentes, onde existe grande acesso à internet e infraestrutura considerada boa. No nosso país, é previsto que o e-commerce movimente hoje 10,6 bilhões de dólares por ano e cresça uma média de 12% ao ano nos próximos cinco anos.
O estudo analisou o potencial de desenvolvimento do comércio eletrônico em 30 países emergentes e classificou os dez primeiros em um ranking liderado pela China, que possui atualmente o segundo maior mercado do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. As lojas do país arrecadam 23 bilhões de dólares por ano na internet, e a previsão é que o mercado online chinês cresça até 29% ao ano nos próximos cinco anos.
A Rússia ficou na terceira posição, com vendas de 9,1 bilhões de dólares por ano e previsão de crescimento de 12% ao ano nos próximos cinco anos. Em seguida estão Chile, México, Emirados Árabes Unidos, Malásia, Uruguai, Turquia e Omã. Entre os aspectos analisados estavam infraestrutura do país, legislação e nível de desenvolvimento do comércio local.
No levantamento, constatou-se que os produtos eletrônicos de consumo são os mais desejados e comprados nas lojas virtuais.
Fonte: http://idgnow.uol.com.br
Aproveite o boom do mercado e capacite-se: Formação em Analista de e-commerce
Social Media Brasil – um pouco do que eu vi
17/05/12
Por Desirée Lourenço
Pra quem não ficou sabendo, nos dias 11 e 12 de maio rolou o Social Media Brasil em SP! O evento foi bem legal, ainda mais pra mim, que estava precisando de novas fontes de informação. E na pior das hipóteses é sempre bom para fazer contatos. E se ainda assim não te convenceu, o donut de chocolate tava uma delícia! Ok, ok, o de bavarian também!
Durante o evento tive a ideia de tentar transmitir as palestras que eu assistia pelo iPhone. Logicamente, a qualidade ficou bem prejudicada, mas o áudio, que é o mais importante, até que ficou legal! Aqui vou falar um pouquinho do que vi lá, bem rápido mesmo, pra não ser muito chata. Acreditem, virão mais posts sobre o que ouvi lá! Mas aqui vai um apanhado geral. E se você quiser assistir os vídeos das transmissões é só clicar no meu canal.
A minha programação foi:
Sexta:
Seu e-commerce pode dar retorno em Social Media?
Bianca Furtado – Cadastra
“Qual o seu objetivo?” É a primeira coisa a se pensar. Nós não podemos estar nas redes, só por estar, vamos com calma: planejar e decidir o que queremos nas redes sociais. E o principal, não esquecer que o online e o offline estão conectados!
Métricas e monitoramento de redes sociais: Do estagiário ao CEO
Diego Monteiro – Scup
O palestrante foi o @diegomont que é do Scup. A palestra se baseou na importância do monitoramento, e na importância de transformar aqueles dados e tantos números em inteligência e informação. Ele ainda contou que o Scup está querendo profissionalizar ainda mais o mercado de monitoramento, com cursos, certificados e aulas online.
Uma das principais questões, que seria a pergunta de um milhão é “Qual a métrica que devemos usar?” O que essa pergunta significa? Analise o seu modelo de negócio e descubra o que faz sentido pra você. E não esqueça nunca: todo mundo no negócio tem que começar a entender o monitoramento e sua importância. Todos podem ajudar!
Como todos que monitoram as redes sociais sabem: acompanhamento diário. Monitoramento tem que estar ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana. E principalmente, ter alguém olhando esse monitoramento.
Como aproveitar as redes sociais para insights para sua marca
Marcelo Trevisani – Tecnisa / Amnah Asad – LiveAD / Dudu Fraga – Talk Inc / Ana Paula Kuroki – Lino Inc
Fiat Mio e Tecnisa. Nomes que são carta marcada quando falamos de inovação e novas atitudes nas redes. Esse debate falava justamente sobre isso, como o buzz nas redes podem ajudar as grandes marcas/agencias a terem insights. O Dudu, da Talk Inc falou sobre Social Media Research e as comunidades nas redes, onde o material é cada vez maior, e cada vez mais relevante. Particularmente o case da Fiat Mio me agrada muito! Vale a pena assistir!
Conteúdo e engajamento sustentando marcas nas redes sociais
Julian Lopes – Julice Boulangère / Nanni Rios – L&PM
Essa palestra é uma fofa! No bom sentido, lógico. Na verdade é um debate com o Julian Lopes e a Nanni Rios. Você já ouviu falar no caso da padaria que libera nas redes o horário da fornada de pão? Pois é! Esse cara, o Julian, é ele! A Nanni, como ela mesmo disse, é a equipe toda de social media da L&PM editora. Os dois trabalham com clientes bem diferentes, e ambos fazem um trabalho genial nas devidas áreas.
Eleições 2012 – O que devo saber para este ano? o que mudou?
Juliano Spyer – NaoZero.com.br
Eu tava ansiosa por essa palestra, afinal de contas é a minha área de maior atuação. O @jasper falou do inicio desse trabalho na política, lá atrás com o meetup. Pulou para campanha Obama, campanha presidencial no Brasil, e aí é que ele mandou o comentário genial. No Brasil nada aconteceu. Nada que poderia mudar o rumo das eleições. Afinal a ligação direta não muda orçamento -> resultado.
“A internet ainda não aconteceu nas eleições brasileiras”. Porque? As pessoas que produzem internet no Brasil ainda são preconceituosas, estamos falando com a Classe A/B e a Classe C é deixada de fora. A Classe C, tem sozinha, 105 milhões de habitantes. Não dá pra ignorar né?
Liberdade na criação e propagação de campanhas engraçadas no Facebook
Pablo Peixoto – W3 haus / Nathália Capistrano – AgênciaClick / Marina Bonafé – Grupo SD / Breno Oliveira – ADBAT/TESLA
Se adeque ao cliente, e pense duas vezes antes de postar. Pense que a sua brincadeira pode ter um duplo sentido. Eu só fiquei uma parte do debate, queria muito dar uma passada na outra palestra, sobre TV.
Mídias sociais + TV Brasileira: o futuro começa agora
Jayson Fittipaldi - Nobox
Eu só assisti metade da palestra mesmo, e o que pude pegar foi isso. The Voice. Ele precisa do online! É mais tempo no ar do que simplesmente na televisão. Use o computador, que estará com você junto com a TV para plataforma de interação. O show precisa ser influenciado pela ação social, como no caso do Aguinaldo Silva com a Pereirão.
Facebook + SEO – idéias, técnicas e adaptações
Ique Muniz – MestreSEO
O @iquemuniz deu uma aula pra galera que quer indexar melhor ainda os produtos dentro do Facebook nas buscas do Google. Ele não apresentou nenhum mecanismo muito genial, mas assim como no SEO, alguns passos necessários para que, aos poucos, você possa subir seu material. Por exemplo, você usa as notas na sua página/perfil? Então as use!
O bom, o mau e o fail: influência, relevância e trapaças em ações com influenciadores
Felipe Signorini – Talk Interactive / Natália Mateus – Presença Online
Ahhhh, essa palestra deu o que falar! Fechou o dia, e de longe, foi a melhor palestra! É o vídeo que mais indico para ser assistido. Sem dúvidas. Primeiro a Natalia falou sobre as coisas boas feitas, o bom! Feito sem maldade, na qualidade mesmo. Aí entrou o Felipe para falar sobre o #fail. E aí, o cara deu um show! Falou de scripts e robôs que são usados para subir tags, para ganhar seguidores e ainda mostrou relatórios vindos do sequaz, uma ferramenta bem interessante, que vale ir conhecer. Assistam o vídeo, o caro é bom!
Sábado
Estratégias de mídia, como ter um insight e melhores práticas em social AD`s.
Vinicius Zimmer – Agência Casa
O Vinicius mostrou alguns cases com públicos bem diferentes e as estratégias que foram usadas. Atingir os inovadores, criar advogados da marca e etc. É interessante.
Como os amigos podem influenciar na decisão de compras nas redes sociais
Gabriel Borges – Ampfy
O @gborges veio para falar sobre a importância da influência dos amigos na sua rede. Ele falou sobre como nós somos influenciados por quem usa tal produto e não por qual produto estamos falando. Todo o nosso consumo, está ligada a cultura do produto, e tudo que ele representa. A palestra, resumindo, falou sobre o valor agregado ao produto quando sua imagem muda.
A culpa é realmente do cliente ou suas ideias são realmente boas?
Ian Black – New Vegas / Solon Brochado – DM9 Sul
Sinceramente? Esperava um pouco mais desse debate. O que eles fizeram foi escutar o pessoal que estava na platéia e suas experiências. E a conclusão que chegaram foi que muitas vezes queremos ideias super inovadoras e os clientes não aceitam e aí achamos que o cliente é malvado. Mas será? As vezes, nós é que não pensamos de acordo com a cultura da empresa.
Uma marca deve se comportar como uma empresa ou como uma persona nas redes sociais?
Marcelo Salgado – Bradesco / Renata Checha – Tuddo Coach / Gabi Bianco – NBS
Depende. Qual é a sua marca? Será que o seu consumidor vai querer falar com a marca ou com um bonequinho? O pinguim deu certo? Com certeza, mas será que um banco, por exemplo, conseguiria o respeito que precisa se fosse uma persona e não a própria marca? O debate foi uma interessante discussão sobre o “como se diferenciar, hoje, nas redes”
Como identificar o início de uma crise na Web e como agir rápido
Patrícia Teixeira – Trixe
Mais uma palestra que fala um pouco de monitoramento e como devemos agir nas redes dos clientes. Neste caso a Patrícia foca na gestão de crises. E quando tudo dá errado? As crises para a sua marca podem vir de todos os cantos, e mais uma vez, é reforçado o monitoramento.
Dataviz: O desafio de transformar dados em conhecimento
Natalia Traldi – AgênciaClick / Bruno Canato – Cubocc
Palestra maravilhosa. Os dois são muito bons e estavam em boa sintonia. A @natraldi deu um show em análise de dados. Com exemplos de gráficos e como passar para o cliente o que ele precisa ouvir. O Bruno mandou bem na parte um pouco mais teórica do assunto. Lembrando, o seu cliente, vai ler seu relatório gigantesco? Vamos otimizar! Vamos mostrar simplesmente o que ele precisa e que saber.
Social marketing – sua empresa já ganha dinheiro com ele?
Adilson Batista – ADBAT/TESLA
O Adilson fez uma rápida análise do cenário do mercado hoje. Segundo ele, o Social Media ainda tem muito espaço para crescer, mas ainda está muito desorganizado no espaço. Todo mundo quer aparecer, todo mundo quer seu lugar ao sol, e assim poucos players se destacam no mercado encabeçando essa nova área, ainda muito “criança” no Brasil. Foi ótima para fechar o evento e dar um pouco de esperança pra quem acredita, como eu, por exemplo.
E depois se quiser só dar uma olhada nos vídeos e em um pouco mais do evento, é só ir na página #smbr2012 e se divertir, compartilhar, comentar, rir…o que mais vocês quiserem!
Espero que tenham gostado! ![]()
*Desirée Lourenço é aluna da 9a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital (DIG9).
Cartões, celulares e chips assumem lugar do dinheiro físico em compras
28/03/12
Dinheiro virtual não acabará com o de papel, segundo professor da FGV
Foi-se o tempo em que cédulas e moedas metálicas reinavam absolutas nas compras cotidianas. Desde a primeira metade do século 20, com a criação dos cartões de crédito, o chamado “dinheiro de plástico” tem ganhado espaço nas transações comerciais em todo o mundo. De acordo com dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os cartões (de crédito, de débito e de lojas) respondem por 26,8% do consumo privado no país. Sem falar de outras modalidades de dinheiro “virtual”, como vale-transporte e vale-refeição, compras por aparelho celular e chips pré-pagos que podem ser instalados em relógios e chaveiros.
No início, o cartão de crédito era feito de papel-cartão, aceito em poucos restaurantes de Nova York. Somente alguns clientes importantes o possuíam. O cliente mostrava o cartão, anotava-se o gasto no estabelecimento e, depois, o restaurante apresentava a conta à operadora. Nada parecido com a tecnologia existente hoje, em que o cartão é lido por uma maquina conectada à operadora por telefone ou pela internet.

do país (Foto: Reprodução de TV)
“No fim da década de 1990, entrou no Brasil o cartão com chip, que deu mais segurança para o estabelecimento e para o proprietário do cartão. Antes, quando se usava o papel carbono (os dados do cartão de crédito, em alto-relevo, ficavam impressos em um formulário), havia muita fraude. Hoje, o cartão com chip e senha é o mais comum”, diz o professor de E-commerce e Tecnologias de Internet e Mobilidade dos MBAs em Marketing e em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, João Paulo Rego.
O professor revela que, atualmente, no país, existem mais de 70 bandeiras de redes varejistas, o que tem atraído uma parcela da população com nível de renda mais baixo, que até então não havia aderido aos cartões de crédito ou de débito. A utilização destes cartões representa, para os estabelecimentos comerciais, um menor percentual de repasse para as operadoras do cartão, o ganho com os possíveis juros relativos às compras a prazo ou a atrasos nas faturas, sem falar que muitos deles só permitem que a conta seja paga na própria loja, estratégia que estimula novas compras.
Se o dinheiro de plástico já estava sendo usado no lugar das cédulas e cheques em lojas, restaurantes e supermercados, agora ele é cada vez mais presente, também, nos sistemas de entrega em casa. É que a maior parte das máquinas dos cartões faz a comunicação com a operadora por meio de uma conexão de internet 3G, o que permite ao entregador de pizza, por exemplo, passar o cartão na porta da casa do cliente, situação impensável quando a conexão entre a máquina e a operadora era feita exclusivamente por telefone.
Relativamente pouco exploradas no Brasil, as compras via celular são a aposta do mercado, em suas mais variadas possibilidades. O primeiro serviço foi o Oi Paggo, iniciado em meados dos anos 2000. Nos estabelecimentos credenciados, o lojista seleciona em um celular Oi a opção “Venda Paggo”; em seguida, informa o número do telefone do cliente e o valor da venda. O cliente recebe em seu celular um SMS com os dados da compra, que deve ser aprovado para que a transação seja concluída. O valor da compra é pago na conta telefônica.
Apesar de ter 250 mil usuários e 75 mil estabelecimentos cadastrados, o Oi Paggo não atingiu as expectativas. Muito por causa do perfil da telefonia móvel no país: “A maioria ainda usa telefone celular pré-pago”, explica João Paulo, que continua apostando no celular para compras: “Acho que pode servir para as pessoas que não têm conta em banco. Além disso, a vantagem é que todos sempre andam com celular, não seria mais necessário andar com cartão. Mesmo perdendo a carteira, a pessoa ainda pode comprar.”
Em 2010, a Cielo virou sócia da Paggo. Juntas, estão promovendo simplificações na operação que prometem reverter a situação. O estabelecimento não precisará mais ter um celular para efetuar a venda. Os pagamentos serão feitos em qualquer máquina da Cielo, a mesma já utilizada para cartões de crédito e de débito. A Vivo disponibiliza a seus clientes um chip que transforma os celulares em cartão de crédito. O cliente abre o aplicativo no celular, digita o código do comerciante, o valor da compra e a opção de débito ou crédito. O lojista recebe a confirmação da compra via SMS.
Do lado do lojista, o celular pode substituir as máquinas de cartão, por meio de um aplicativo. Em vez de a compra ser através do chip, são fornecidos os dados do cartão, como número e data de validade, da mesma forma que se dá em uma compra pela web. Este sistema é útil em caso de a máquina não estar funcionando, por exemplo. Os celulares também podem ser usados de outras maneiras para compras, como aplicativos de e-commerce e através de QR-Codes, que podem redirecionar para ferramentas de compra virtuais.
Em Hong Kong, o chip pré-pago Octopus, lançado em 1994, é bastante comum entre a população. Usado em relógios e chaveiros, para comprar, basta que se aproxime o chip (ou o objeto em que ele está instalado) de um ponto de leitura. Por ondas de rádio, desconta-se o valor da compra do crédito disponível no chip. Fácil de transportar e de controlar os gastos.
Com tanta tecnologia para facilitar as compras, cabe a pergunta se cédulas e moedas estão em vias de extinção. “O dinheiro de papel não vai acabar por motivos psicológicos e culturais. As pessoas costumam gastar menos quando têm o dinheiro na mão, elas pensam duas vezes antes de fazer compras de valores mais altos.”, finaliza João Paulo.
Fonte: http://redeglobo.globo.com
PS: João Paulo Rego é professor de e-commerce e Gestão de Tecnologias de Internet na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
E-commerce não encontra profissionais qualificados
01/09/11
Mercado em expansão abre oportunidades para quem tiver uma visão geral do negócio
Ryan McVay/Getty Images

Entre os postos abertos há oportunidades para praticamente todas as áreas de atuação em marketing, comunicação e vendas
Rio de Janeiro – O aquecimento do comércio eletrônico brasileiro abre cada vez mais oportunidades para os profissionais. Hoje, no entanto, o mercado enfrenta o desafio de encontrar pessoas qualificadas para ocupar as vagas oferecidas, que pagam salários de até R$ 12 mil.
As escolas tradicionais de graduação e formação profissional ainda não conseguem formar profissionais para atender a crescente demanda, deixando a tarefa a cargo das empresas.
Manter a sustentabilidade do negócio é outra dificuldade para os varejistas na internet. De acordo com uma pesquisa realizada pela Ecommerce School, entre janeiro e agosto de 2011, há 23 mil lojas virtuais no Brasil.
Mas, deste total, apesar do crescimento de 24% das vendas do e-commerce no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período anterior, de acordo com a e-bit, apenas 30% estão ativas, ou seja, investem em divulgação e realizam ao menos 10 vendas por mês. A estimativa é que, até 2014, o número chegue a 45 mil e a proporção de lojas ativas se mantenha.
Entre os principais obstáculos para o desenvolvimento ainda maior dos varejistas virtuais estão a falta de conhecimento e planejamento. “Um grande erro é a escolha da plataforma, que deve caber no orçamento e não gerar um custo fixo elevado. Hoje há desde opções gratuitas, até as que custam R$ 200 mil. Saber definir é fundamental para o sucesso”, conta Mauricio Salvador, fundador, coordenador e sócio da Ecommerce School, lembrando que é possível abrir uma loja online com menos de R$ 50,00 por mês.
Empreendedorismo domina o e-commerce brasileiro
Seguindo a perspectiva de 45 mil lojas em funcionamento até 2014, a previsão é que sejam gerados 34 mil empregos diretos e mais 50 mil indiretos no comércio eletrônico nacional no período.
Entre os postos abertos há oportunidades para praticamente todas as áreas de atuação em marketing, comunicação e vendas, como diretores, gerentes, assistentes de e-commerce, analistas de métricas, links patrocinados, SEO, fotógrafos, designers, gerentes e analistas de marketing digital.
“O próprio Google vem criando profissões, como analistas de métricas, de SEO e de links patrocinados. Já os profissionais especializados em experiência do usuário são importantes, para gerar conteúdo, fotos e vídeos online”, ressalta Salvador. A expansão das mídias sociais também demandará cada vez mais cargos específicos. Caso de gerentes, coordenadores e assistentes de mídias sociais, assim como diretores e coordenadores de conteúdo.
Mas, apesar do aumento de oportunidades oferecidas, o empreendedorismo impera no varejo eletrônico brasileiro e a baixa barreira financeira de entrada faz com que muitas pessoas abram lojas virtuais para revender produtos. Segundo o levantamento, 50% dos 282 profissionais de e-commerce entrevistados, em parceria com a e-bit, afirmaram ser sócio-proprietários das empresas.
Indicações são meio mais efetivo para contratação
O cenário de empreendedorismo também pode ser explicado pela dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. A maioria dos pesquisados (79%) afirmou que os profissionais não atendiam a todas as habilidades necessárias, enquanto 22% não sabiam onde encontrar currículos específicos. Para 20%, os salários pedidos eram mais altos do que poderiam oferecer e 9% dos candidatos já estavam empregados em outra empresa.
“O profissional de e-commerce precisa ter uma visão geral do negócio e entender de tudo um pouco, desde a parte comercial, até a financeira, de operação e logística. Há muitos profissionais focados em apenas um assunto e as empresas acabam tendo de desenvolver outras habilidades nestas pessoas. Hoje, todos os profissionais de e-commerce em nível gerencial médio estão empregados, o que acaba gerando uma rotatividade no mercado”, conta o executivo da Ecommerce School.
Na hora de prospectar profissionais, as indicações ainda são o meio mais efetivo. Dos executivos que contrataram nos últimos seis meses, 64% chegaram aos candidatos por meio de amigos, parentes ou colegas de trabalho. As redes sociais vêm apresentando uma importância crescente: 11% encontraram os profissionais por meio de sites como LinkedIn e Twitter.
Salários acima de R$ 5 mil
Com o alto índice de rotatividade no mercado, a solução para manter um funcionário são os bônus mais agressivos no atingimento de metas, principalmente no caso de empresas de médio e grande portes. A pesquisa indicou que 21% dos profissionais de e-commerce recebem entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, 19% entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, 7% de R$ 8 mil a R$ 12 mil e 8% acima de R$ 12 mil. A maior parte (28%), no entanto, recebe entre R$ 1 mil e R$ 3 mil e 5% chegam a ganhar menos de R$ 1 mil.
Em relação ao grau de entendimento dos gerentes de e-commerce, o atendimento ao cliente é a atividade mais dominada pelos profissionais, com 21% tendo afirmado ter “muito conhecimento”. Em seguida, aparecem técnicas de vendas (20%) e marketing digital (19%). O atendimento também é considerado como uma atividade prioritária para quem deseja trabalhar como gerente de e-commerce, citado por 79% como “muito importante” e 14% como “importante”.
“Os profissionais de e-commerce consideram muito importante ter conhecimentos no atendimento ao cliente e no marketing digital. Por outro lado, quando avaliamos as atividades que mais conheciam, a parte de expedição, logística e gestão financeira mostrou-se uma fraqueza, o que acaba se refletindo no mundo real. Hoje, o maior índice de reclamações no e-commerce é por causa de logística”, lembra Salvador, autor do livro “Como abrir uma loja virtual de sucesso”.
Fonte: http://exame.abril.com.br
Dica da semana, por Letícia Bade
23/08/11
Uma mudança está acontecendo no e-commerce brasileiro e já é registrada em números: no ano passado, a venda de roupas e sapatos via web no Brasil movimentou R$ 750 Milhões. A expectativa para 2011 é de mais de R$1,6 Bilhão.
As vendas dobram a cada ano e o segmento já é o sexto mais relevante no cenário virtual atual (dados da e-Bit). Empresas tradicionais investem milhões em novos sites e tecnologias, e integram suas operações online e offline.
Quer conhecer mais? Veja este breve vídeo >>
Novas ferramentas ajudam a expandir comércio de roupas on line no Brasil
http://glo.bo/o0g2tz
Abraços e boa semana!
Leticia Bade*
*Letícia Bade é coordenadora e professora na Pós-Graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Sites de compra coletiva – o poder da divulgação
03/02/11
Novo modelo turbina ações de marketing e atrai milhares de pessoas com ofertas de descontos agressivos
Por Adriana Oliveira
Participação do Prof. Renato Giannini*
O e-commerce desse tipo é sucesso em outros países desde 2008, mas foi a partir deste ano que a ideia se estabeleceu no país e conquistou o gosto popular. A internet que já é um importante mecanismo de informação, também se tornou uma grande aliada para os micro e pequenos empreendedores que desejam alavancar seus negócios. Agora com os sites de compra coletiva, o universo online abriga diversos artigos, produtos e serviços, além de dicas para as áreas de gestão, finanças e marketing. Esse nosso espaço virtual ajuda a multiplicar as vendas e a visibilidade de cada empreendimento, devido aos descontos surpreendentes em conjunto com as ações virais.
O novo formato permite que o lojista exponha seu produto no site, e consiga vender um determinado número de vouchers (nome dado aos cupons) sem que isso lhe agregue custos elevados. O segredo é simples, o site anuncia gratuitamente um produto, com um desconto que pode chegar até a 90%, no entanto, para que a oferta seja efetivamente concretizada, é preciso que uma quantidade mínima de pessoas adquira o serviço. Com os preços baixos e a vantagem que o consumidor tem sobre a aquisição, o número de compras aumenta expressivamente.
Após a oferta ser lançada, o lojista tem a vantagem de expor seu produto, diretamente aos consumidores que querem comprar, e a ação viral ganha proporções em todas as redes sociais. Os usuários cadastrados no site recebem alerta por email, com informações sobre as ofertas diárias por cidade. Essa ferramenta garante ao empreendedor, uma exposição efetiva de seus produtos, serviços, marca e a possibilidade de despertar o interesse, e o próprio conhecimento de uma grande quantidade de pessoas, sobre o seu estabelecimento.
Esse tipo de serviço garante aos pequenos e médios empresários, um novo canal de vendas, para seu negócio. O site de compras coletivas oferece uma oportunidade de expor seus serviços, sem precisar investir valores significativos em publicidade, e o lojista tem retorno efetivo sobre a ação, já que a compra é realizada pela internet, e não teve que disponibilizar de outros gastos para isso. O anúncio trás a garantia de levar o consumidor direto para o ponto de venda, e a iniciativa de atingir diretamente o público-alvo estimado, além, da vantagem do empresário só pagar pelas pessoas que adquiriram o produto no site.
Como o anúncio fica exposto no site de 24 a 48 horas, esse período deve garantir uma visibilidade maior para cada estabelecimento. Para se ter a ideia, do alcance deste serviço, basta observar um dos líderes desse mercado, o site ClickOn, que atualmente tem mais de 1 milhão de emails cadastrados, e todos esses usuários recebem automaticamente as ofertas lançadas diariamente. Na opinião do CEO do site de compras, Marcelo Macedo, a divulgação realizada é diferente da publicidade tradicional, e garante que este modelo de negócios veio para ficar.
O ClickOn é um entre tantos outros sites de compras coletivas que surgiram este ano, e está presente em 15 praças, como São Paulo, ABCD – Paulista e Campinas. O site chega a anunciar 120 ofertas por mês, e por aqui são três ofertas por dia. “Esse modelo de negócio é o e-commerce do futuro. Como as ofertas são lançadas diariamente o consumidor cria uma expectativa de esperar as novidades do dia seguinte”, conclui Macedo.
Ação de Marketing
A visibilidade é a maior conquista para os anunciantes em sites de compras coletivas, que deve aproveitar o mecanismo como forma de captar mais clientes. Como os produtos geralmente são vendidos a preço de custo, o empresário não pode esperar lucrar com as vendas, mas sim considerar a oferta uma ação de marketing.
O conselho do sócio-diretor da agência CriaTudo, Renato Giannini, é que os anunciantes deve encarar esse novo nicho de mercado com uma importante ferramenta para seu negócio. Em sua opinião, o principal benefício dos sites de vendas coletivas aos anunciantes, é a abertura de novos mercados para atrair mais clientes, e não deve ser visto como uma fonte de lucros. Por este motivo, é viável que o lojista faça um cálculo, que cubra ao menos os custos das mercadorias.
Além, de ser necessária uma análise de estrutura em cada estabelecimento, é indispensável oferecer um produto que desperte o interesse do consumidor. “Site de vendas coletivas não é ponta de estoque. Ofereça o seu melhor produto, pois ele será seu cartão de visita. Mexa com o desejo do seu cliente. Se os seus clientes percebem valor naquele produto, e a oferta for apetitosa, você terá sucesso garantido. Caso contrário, pode ser uma decepção. Ninguém fica enlouquecido para comprar um quilo de quiabo”, pondera Giannini.
A ferramenta oferece variados recursos para atingir o público-alvo estimado, mas também exige a avaliação do espaço físico, estoque, gestão de pessoas e funcionários qualificados. Ao mesmo tempo, que a oferta pode vender uma quantidade estipulada, há a opção, do anunciante, vender muito além do que imaginava, e isso pode gerar prejuízos de imagem e má impressão do ponto de venda.
Por esse motivo é fundamental estabelecer uma quantidade entre o anunciante e o site, para que não haja constrangimentos de ambas as partes. O site de compras coletivas ClickOn destaca que em todos as suas parcerias há uma investigação no ponto de venda, para avaliar a disponibilidade do estabelecimento em receber um grande número de pessoas. “Fazemos uma visita até o provável anunciante para garantir uma segurança a ele e também aos nossos internautas. Nosso trabalho consiste em oferecer as melhores ofertas de cada cidade”, informa Macedo.
De acordo com Giannini, é fundamental que o lojista encare esse momento de grande procura como um período muito importante para entregar seu produto e serviço. “É nessa hora que você transformará um cliente de ocasião, que só está ali por causa do preço, em um cliente de verdade. Se ele ficar positivamente surpreso, provavelmente a empresa venderá novamente para este cliente e o investimento será compensado”, diz.
Ofertas de sucesso
Quando a oferta é anunciada, você pode obter dois resultados: Conseguir alcançar a quantidade esperada, ou vender além do que se imaginava. É o que ocorreu com redes como a Applebee´s, que vendeu mais de 6 mil vouchers, a 1900 Pizzaria que vendeu mais de 5 mil pizzas e até volumes surpreendentes, como a doceria Amor aos Pedaços que vendeu 12.600 vouchers no site do ClickOn.
De acordo com a rede Amor aos Pedaços, a doceria teve um ótimo retorno na sua primeira ação em um site de compras coletivas. Durante as 24 horas que a marca ficou online, e exposta na página principal do site a oferta conseguiu vender mais de 12 mil unidades de uma caixa com seis docinhos, (dois brigadeiros, dois brigadeiros brancos e dois bichos de pé), que obteve desconto de 61%.
Para a gerente de marketing da rede Amor aos Pedaços, Ana Maura Werner, a internet tornou-se uma importante ferramenta de relacionamento com seus clientes. “Já atuamos fortemente em redes sociais, então, percebemos a oportunidade e a dimensão que os sites de compras coletivas vêm obtendo no mercado. É importante para a visibilidade de nossa marca, além, do que recebemos muitos clientes que não conheciam toda a nossa linha de produtos e a visita à loja foi uma oportunidade para realizar vendas adicionais”, ressalta.
Nesses sites é comum ser anunciado ofertas de entretenimento, como entrada de cinema, circo, viagens, promoções de bem-estar, tais como spa, massagens, academia, centro de estéticas, bares, restaurantes, roupas e acessórios. Antes de anunciar o empresário pode listas suas preferências, dias e até mesmo pedir para que os compradores de sua oferta agendem a visita, como a rede Amor aos Pedaços que estipulou o prazo de retirada do produto até dia 31 de dezembro, para as praças de São Paulo, grande ABC e Brasília
Com o mercado de sites de compra coletiva, extremamente aquecido e com várias opções de sites disponíveis para anunciar qualquer tipo de empreendimento, é indispensável fazer uma avaliação de seu ponto de venda, estoque, fluxo de caixa, gestão e funcionários qualificados para garantir não só as vendas, mas a captação de clientes fiéis para todos os negócios.
Fonte: Revista Varejo & Tecnologia
*Renato Giannini é professor de Comunicação na Internet e Novas Mídias na pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação.
Vender pela internet exige planejamento e informação
05/10/10
Pesquisa mostra erros das micro e pequenas na comercialização via rede
Ligia Aguilhar, especial para O Estado
Comentários do prof. João Paulo Rego*
SÃO PAULO – Que montar uma loja virtual pode ser negócio bom, barato e lucrativo, os micro e pequenos empreendedores já sabem. Afinal, são eles os responsáveis por 98% dos 60 mil sites que realizam vendas no Brasil, segundo dados da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico. Falta a eles investir na profissionalização da atividade, no planejamento, em informação, sistemas e equipamentos.
É o que aponta o relatório preliminar obtido pelo Estado de uma pesquisa quantitativa sobre uso da internet com 12 micro e pequenas empresas dos segmentos de varejo, serviços, moda, informática, eventos e cama, mesa e banho. O estudo é realizado pela professora do programa de mestrado e doutorado da Universidade Nove de Julho (Uninove) Silvia Novaes Zilber.
De acordo com o levantamento, as micro e pequenas empresas têm conseguido resultados positivos no e-commerce, como aumento da lucratividade, maior alcance geográfico, visibilidade e redução dos custos.
No entanto, ainda encontram dificuldades na escolha dos sistemas (considerados caros e ineficientes), no estabelecimento de parcerias e na busca por funcionários qualificados. Também enfrentam obstáculos para obter conhecimento em tecnologia e e-commerce e obter dinheiro para investir na melhoria dos processos. O estudo mostra ainda que as empresas não realizam planejamento formal antes de abrir uma loja online, possuem poucos indicadores sobre resultados na rede e utilizam, para o comércio na web, a mesma estrutura organizacional de outra área de atividade da empresa.
Segundo Silvia, a segunda fase do levantamento, uma pesquisa quantitativa, já está em andamento. “O objetivo é traçar um diagnóstico preciso sobre como as pequenas empresas utilizam o e-commerce e elaborar um modelo de negócio com as melhores práticas”, explica.
Mesmo sem a conclusão do estudo, a pesquisadora já aponta um dos principais motivos pelos quais as pequenas empresas ainda encontram tanta dificuldade para emplacar na rede. “Falta planejamento. A sondagem mostra que as empresas que se planejaram tiveram melhores resultados”, diz Silvia.
Foi o que aconteceu com Alan Soares de Lima, de 24 anos, dono da HTS do Brasil, especializada em venda de peças automotivas. Há seis anos no mercado, a empresa surgiu com um canal de vendas por telefone. Há quatro, Lima montou um site institucional e começou a vender peças também pela internet, mas não obteve resultado satisfatório.
No início deste ano, ele decidiu fazer dois cursos de curta duração, um sobre e-commerce e outro sobre marketing digital. Aos poucos, começou a aplicar no site da empresa as técnicas aprendidas. “Para aumentar o número de acessos, investi em links patrocinados, que fizeram minha loja aparecer no topo dos sites de pesquisa”, diz.
Lima também mudou os sistemas de logística, gestão e o layout. O resultado do investimento – cerca de R$ 8 mil com os cursos e R$ 22 mil com o novo sistema – apareceu no mês seguinte. O faturamento triplicou de R$ 35 mil para R$ 110 mil. Hoje, 80% das vendas são pela internet. “Também economizei com telefone e com os vendedores, já que não precisava pagar comissão. Assim, reduzi o preço dos produtos”, conta.
Outro fator que atrapalha o sucesso dos pequenos é a escolha do mix de produtos. “A venda de vários tipos de mercadorias exige um grande sortimento, algo que o pequeno não consegue obter em condição de competir com as grandes empresas “, alerta o coordenador do curso de Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Lobianco. O ideal é que as pequenas invistam em nichos específicos.
Para elaborar um planejamento adequado (veja quadro acima), o empreendedor deve buscar informação na rede e fazer cursos da área. “A internet é uma grande sacada. Com conhecimento, a chance de sucesso é bem grande”, garante o diretor executivo da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico, Gerson Rolim.
PASSO A PASSO
1. Tenha um objetivo claro
Pense qual o resultado que você deseja obter e trace um plano estratégico para alcançar seu objetivo.
2. Qual o seu público?
Conhecer o comportamento, os gostos e preferências do seu consumidor ajuda na elaboração do planejamento.
3. Escolha um nicho de mercado
É melhor investir em um único tipo de produto do que em um mix de mercadorias.
4. Passe uma imagem profissional
Não peça para um amigo montar o site. Contrate uma empresa especializada e utilize sistemas profissionais.
5. Use estratégias de marketing
Aprenda a utilizar palavras-chave para colocar sua página entre as primeiras dos sites de busca e, assim, aumentar o número de acessos.
Fonte: http://economia.estadao.com.br
Comentário: Sem dúvida para pequenos empresários utilizar a internet é algo que pode traz aumento da lucratividade, maior alcance geográfico e visibilidade. Porém escolher um bom sistema é uma dificuldade péla própria falta de experiência do empreendedor nessa área.
Por muitas vezes não encontrarem profissionais no mercado (por preços justos) e o próprio acaba fazendo escolhas ruins o que nem sempre traz bons resultados.
Aconselho para os que puderem, se qualificar no assunto pois os investimentos não são tão altos e em geral o retorno vem rápido com a boa estratégia e a gestão correta do canal online.
Na cadeira de e-commerce do IGEC focamos bastante na parte de Divulgação e Marketing Digital, Estratégias e Regras de Negócio e Contratação e Integração de Meios de Pagamento, partes essênciais para um e-commerce de sucesso.
*João Paulo Rego é professor de e-commerce na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital


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