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A Classe C e o Consumo
05/09/12
Artigo escrito por Diogo Moraes Gonçalves Vieira, Leandro Nascimento Silva, Luciana Arruda Thomaz, Luis Augusto Nobre de Almeida, alunos da http://www.igec.com.br/pos-turma/2/125/gestao-estrategica-da-comunicacao
Desde o início da estabilidade econômica no Brasil, a Classe Média ou Classe C nunca esteve tão grande e com tanto poder de consumo. Sua força vem crescendo nos últimos anos e ela já concentra mais da metade da população brasileira, com estimativas superiores a 100 milhões de pessoas. O aumento considerável se deve à atual estrutura financeira, aos programas de distribuição de renda e à escolarização da população, que permite a busca por melhores ofertas de emprego. As mudanças já provocaram a transformação da pirâmide social que se tornou um losango.
Esta nova classe C, fruto da mobilidade socioeconômica, do crédito disponível no mercado e da consciência na hora da compra, passou a demandar diversos setores da economia nacional, concentrando os investimentos das empresas para esta grande fatia do mercado. Em valores percentuais, a classe média já está consumindo mais que as Classes A e B juntas.
A classe C passou a ter maior participação social se comparada com a classe média alta, a classe B e classe alta, a classe A. A classe C influencia as empresas, que precisam se preocupar em atender os hábitos desse público. As estratégias comerciais estão de olho nesse mercado, que movimenta o consumo. Por ser a maior camada social da população brasileira tem um grande poder também na política. Não só decide tendências de comportamento, mas pode decidir uma eleição.
Regina Di Ciommo – A nova classe média brasileira: o consumo e a participação social.
Nos últimos anos, isto pode ser visto de uma forma mais direta durante os períodos eleitorais. Os políticos, que por diversas vezes deixaram a classe média de lado, procurando os votos dos mais pobres e tentando não se indisporem com os mais ricos, agora precisam deste novo eleitor/consumidor. A conquista dos votos está cada vez mais elaborada, com promessas que passam pela manutenção do padrão de vida adquirido nos últimos anos e com a fiscalização mais próxima pelas mudanças da cobertura midiática.
As famílias desta classe estão com a renda mensal domiciliar total entre R$1.734,00 e R$7.475,00, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) de 2011. São de pessoas que progrediram da zona de vulnerabilidade social, migrando das classes D e E, e saindo da marginalização social. Muitos pelos esforços de famílias para aumentar a escolaridade de seus filhos ou com ações de empreendedorismo social, com pequenas empresas para atender uma demanda de mercada que foi deixada de lado inúmeras vezes: as próprias necessidades da classe média.
Mas vale ressaltar que esta nova classe média mantém características conservadoras de comportamento, muitas vezes geridas por suas fortes crenças religiosas. São famílias estruturadas, com a definição clara de papéis familiares tradicionais É preciso aprender sobre este novo perfil, de um brasileiro empoderado em seus direitos, consciente de seu consumo e preocupado com os rumos econômicos do país, mesmo que superficialmente. Ele precisa deste conhecimento para continuar consumindo, de olho nas oportunidades de crédito facilitadas pela política econômica do Governo Federal e do próprio mercado globalizado.
O perfil de consumo não se resume apenas a bens materiais, mas, também, com um crescimento vertiginoso em serviços, principalmente, ligado à educação. Há uma associação direta entre o aumento da escolaridade com o aumento da renda familiar, conforme diversas pesquisas apontam. O integrante da classe média cada vez mais investe em sua educação, buscando ir além de cursos superiores de graduação. Ele sabe que precisa fazer pós-graduação, MBA, cursos de idioma, cursos de qualificação caso almeje uma promoção salarial ou mesmo uma nova proposta de emprego que pague melhor.
O Governo Federal tem incentivado esta política de educação e qualificação profissional, com o financiamento de cursos de graduação à população em geral por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), além do Programa Universidade para Todos (Prouni). Segundo dados de 2009, o consumo na área educacional (escola, universidade, material escolar, livros e etc) foi de R$ 15,7 bilhões, valor muito superior ao consumido em 2002, quando ficou em torno de R$ 1,8 bilhão.
Mas, ainda assim, o Brasil está longe de possuir uma educação de qualidade, independente da origem pública ou privada. Apesar de o Governo Federal fornecer meios de acesso ao Ensino Superior, um diferencial para a mobilidade social, a qualidade do ensino de base e do próprio ensino superior vem deixando de ser prioridade. O país tem investido para o aumento do número quantitativo e se esquece da qualidade do aprendizado.
Uma recente pesquisa aponta que 34% dos universitários são considerados de alfabetismo básico – “pessoas classificadas neste nível podem ser consideras funcionalmente alfabetizadas, pois já leem e compreendem textos de média extensão, localizam informação mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências”. Os dados são do Indicador de Alfabetismo Funcional – INAF 2011, elaborado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa.
Esta limitação de conhecimento, promovida pela atual política educacional do Ministério da Educação, leva cada vez mais pessoas despreparadas para o exigente mercado de trabalho, sendo necessária a promoção de programas complementares de educação profissional, como o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), desenvolvido pelo Ministério de Minas e Energia, cujo foco é a qualificação de pessoal para o setor de Petróleo e Gás.
Esta qualificação adicional se deve ao falho sistema de ensino, cujas práticas de aprovação continuada, para evitar a evasão escolar por repetência, têm confirmado os dados da pesquisa apresentada pelo Instituto Paulo Montenegro. E a repercussão deste ciclo atinge diretamente a Classe Média, que precisa investir cada vez mais em educação como forma de se manter dentro do crescimento econômico e da mobilidade social em que o Brasil está inserido. Ela se esforça para evitar o fraco ensino público das categorias Fundamental e Médio e tenta ingressar em universidades públicas, que são melhores conceituadas no mercado de trabalho, mesmo com a falta de investimentos do governo.
A oferta de crédito vai além do setor educacional. Com as medidas tomadas pelo Governo Federal para acelerar a economia e manter o avanço do consumo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos de linha branca, automóveis e materiais de construção, foi dado acesso a produtos antes tidos como exclusivos das classes mais altas, permitindo a migração dentre as classes sociais.
A preocupação começou a ir além do consumo de bens básicos, como alimentação ou moradia, permitindo a troca e compra de eletrodomésticos e eletroeletrônicos mais elaborados. Com a maior oferta de crédito e prazos mais elásticos para quitar as dívidas, houve um aumento considerável na compra de geladeiras, máquinas de lavar e televisores mais modernos, além da compra de eletrônicos, celulares e computadores, que facilitam o processo de democratização da informação e da comunicação.
(…) o que mudou foi o acesso aos bens de consumo e uma rotatividade, ou seja, as pessoas trocam seus móveis e eletrodomésticos com uma maior facilidade do que trocavam antes. O que vemos hoje são as casas super bem equipadas, embora por fora as fachadas ainda estejam em construção. Mais do que isso, temos uma reconfiguração na própria maneira de viver a vida. As pessoas pautam as suas ações futuras com base nos compromissos assumidos com o mercado. Trabalha-se para pagar as dívidas. É uma realidade que está lado a lado com o que está acontecendo em todo o país. Vivemos em uma sociedade de consumo, onde o mercado lança estímulos e as pessoas cedem a eles. O que acontece é que hoje quase tudo é possível.
Cláudia Sciré – Pesquisa detalha a relação da classe C com o crédito.
A possibilidade de se consumir tudo atrelada às oportunidades de trabalho naturais e as estimuladas por programas de governo, como o Jovem Aprendiz e Meu Primeiro Emprego, também influenciam o consumo da população mais jovem, ávida por ascender socialmente e por possuir bens tidos como “da moda”. O acesso ao crédito permite que o jovem contribua na renda familiar total, mas também o possibilita a ter acesso a roupas de marcas e novidades eletrônicas, antes tidas como bens quase inalcançáveis.
Mas, por vezes, estes jovens entram em uma zona de alto risco de consumo, aumentando o endividamento da classe média. Eles passam de meros consumidores para consumistas, devido ao fácil acesso ao crédito por meio das financiadoras e dos bancos. Muitos precisam da intervenção familiar na quitação da dívida, o que acaba afastando aquele núcleo familiar do consumo consciente e crescente de bens e serviços.
Muitos utilizam os empréstimos nas financeiras para pagar suas dívidas. Com isso, acabam se endividando cada vez mais e a situação se transforma em uma bola de neve. (…) O que falta no país também são políticas públicas de educação financeira. As pessoas, muitas vezes, não entendem que o cartão de crédito não é um complemento da renda.
Cláudia Sciré – Pesquisa detalha a relação da classe C com o crédito.
O descontrole e a inabilidade da boa utilização do crédito fornecido pelo mercado, assim como o crescente endividamento da classe C, tudo isso acaba se vinculado ao reflexo da qualidade educacional do país. Educação esta que vai alémdos bancos escolares ou das cadeiras universitárias. Ela está mais atrelada à cidadania, ao conhecimento de direitos e deveres, ao limite de até onde o que se pode ir. Evitar consumir além do que se recebe, do que se ganha ainda é uma das grandes lições a ser aprendida pela classe média, no geral.
Uma solução poderia ser o ensino de educação financeira ainda no Ensino Fundamental e Médio, que contribuiria para a disseminação do conhecimento e ajudaria o controle familiar para evitar dívidas e continuar consumindo, sem exageros, nesta nova economia. Desta forma, a grande facilidade de crédito no mercado deixaria de ser um risco para a classe média e permitiria que a mesma pudesse planejar seus gastos.
Este é um momento de transição. Há seis anos, percebemos que houve um aumento no volume de consumo, e não na sua qualidade. Mas, ao mesmo tempo, nos dois últimos anos, começamos a ver um investimento pesado em previdência privada, o que pode mostrar uma mudança de comportamento. É provável que na medida em que a nova classe C passe a adquirir outros bens, comece a viajar mais, também os padrões podem mudar e, dessa forma, as culturas e seus valores.
Rudá Ricci – Rumo ao pleno emprego.
Em um mundo cada vez mais conectado e preocupado com o futuro, o consumismo exagerado vai de encontro ao consumo consciente, onde se procura manter o desenvolvimento econômico e a equidade social, além da proteção do ambiente, o mais impactado com as grandes demandas por matéria prima e água, além do volume de resíduos provocado pela troca constante de bens materiais. A sustentabilidade do consumo perpassa por tudo isso, não somente pelo acesso ao crédito, como muitos acreditam.
As mudanças para que a nova classe média mantenha seu poder de compra, mas sem aumentar seu endividamento, o que poderia trazer de volta a inflação pela inadimplência em pagar as contas, só poderá acontecer com acesso à informação e à educação. É preciso sair do círculo vicioso provocado pelo consumo e assumir um novo comportamento para controle de receita e de gastos familiares, que garantia a sustentabilidade financeira dessa parcela populacional.
Também não podemos nos esquecer de que a Classe C está cada vez mais exigente em relação à qualidade de seu consumo. É uma fatia do mercado que tem atraído cada vez mais investimentos. O cidadão não que apenas o produto barato, mas quer que ele seja durável, de qualidade, que não permita que seja trocado com a mudança das estações (exceto para roupas). Este consumidor mais crítico analisa até mesmo a eficiência energética, como no caso de eletrodomésticos e eletrônicos em geral, pois há um impacto direto em seu bolso com o aumento da conta de energia.
Há setores e empresas cada vez mais direcionados para esta classe média consumista. Muito assumem seus produtos e serviços como específicos para esta fatia da população, buscando uma maior aproximação pelas relações sociais. A identificação é o primeiro passo para atrair este consumidor com crédito e com desejo de compra, que direciona seus gastos para reformas do lar, troca de móveis e bens materiais, saúde (academias, planos de saúde e odontológicos, tratamentos estéticos), educação, dentre outros.
Com o direcionamento da Classe C para a qualidade do que se consome, quem mais tende a ganhar com esta nova posição imposta ao mercado é o setor de serviços, devido à demanda crescente pelo mesmo, como forma de garantia do bem estar. É o caso de supermercados e shoppings, que se assumem como polos de compras para este consumidor emergente e exigente, que procura comodidade e conforto na hora de sair adquirindo bens e serviços.
As pesquisas demonstram facilmente que a nova classe média está mais preocupada com bem-estar e manutenção de seu poder de crédito. Segundo dados levantados pelo Instituto de Pesquisa Fractal, esta nova classe média almeja “cultivar respeito próprio” (99,2%), “ser respeitada pelos outros” (99,1%), “ter segurança para viver” (99,1%), “desfrutar da vida” (98,5%), e “sentir que alcançou as aspirações” (98,2%).
Um consumidor consciente em 10 passos.
07/10/11
Por Ney Loureiro*
Ser um consumidor consciente não significa simplesmente deixar de comprar. Mas, ao contrário, “é consumir diferente: tendo no consumo um instrumento de bem-estar e não um fim em si mesmo”,
“O consumo consciente também é consumir solidariamente: buscando os impactos positivos do consumo para o bem-estar da sociedade e do meio ambiente. E ainda é consumir sustentavelmente: deixando, um mundo melhor para as próximas gerações”, completo.
Então, para que os consumidores possam continuar comprando, mas que façam isso da melhor forma possível, o Instituto Akatu separou 10 passos para alcançar um consumo consciente. Confira abaixo:
1- Planeje suas compras
A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Para não ser impulsivo, faça um planejamento antecipado e, com isso, compre menos e melhor, e ainda economize na boca do caixa.
2- Avalie os impactos do seu consumo
“Leve em consideração sua saúde, seu bolso, sua qualidade de vida, o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas”, orienta Maria.
3- Reflita sobre os seus valores
Avalie constantemente os princípios que guiam as suas escolhas e os seus hábitos de consumo.
4- Consuma apenas o necessário
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos. “É possível manter sua qualidade de vida cortando o desperdício”, salienta o coordenador do Akatu.
5- Reutilize produtos e embalagens
Não compre outra vez aquilo que você pode consertar, transformar e reutilizar. Sabe por quê? Maria lembra: “É mais barato para você e muito mais barato para o planeta”.
6- Separe seu lixo
Ao reciclar o lixo, contribuímos para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos. “E mais”, acrescenta o coordenador do Akatu, “com isso, você diminui o lixo que vai para os aterros e evita que a prefeitura cobre mais impostos ou taxas para manter os depósitos”.
7- Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas o preço e a qualidade do produto. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.
8- Contribua para a melhoria de produtos e serviços
“Adote uma postura ativa!”, estimula Maria. Para isso, vale encaminhar às empresas sugestões e críticas sobre seus produtos e serviços. “A inovação de produtos e gestão pode gerar bens mais sustentáveis e cada vez mais baratos”.
9- Cobre os políticos
Exija de candidatos, governantes e partidos propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática do consumo consciente.
10- Divulgue o consumo consciente
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar familiares, amigos e pessoas mais próximas. “Quanto mais consumidores atentos, mais as empresas serão cuidadosas e todos ganham”, finaliza.
Fonte: Instituto Akatu
*Ney Loureiro é professor de Comunicação no PDV na pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação
Guaraná Jesus tem lata premiada
21/07/10
Cris Simon, de EXAME.com
Comentários de Claudio Moreira*
O refrigerante cor-de-rosa produzido no Maranhão recebeu ouro pela melhor estratégia de marketing no Prêmio Internacional de Excelência em Design, o Idea. A escolha da nova latinha da bebida, que teve seus direitos de produção comprados pela Coca-Cola em 2001, foi feita com a ajuda de consumidores através de votos pela internet e por SMS.
Foram apresentadas três opções para o novo rótulo. O modelo vencedor, da Dia Comunicação, é inspirado em azulejos coloniais portugueses de São Luís. A ação aconteceu no final de 2008 e, desde então, as vendas do refrigerante cresceram 17%.
Para a Coca-Cola, renovar o visual da lata representava um desafio grande, já que a bebida tem fãs fervorosos. Qualquer modificação brusca poderia causar a rejeição do produto.
O Guaraná Jesus foi criado em 1920, por acidente. O farmacêutico Jesus Noberto Gomes tentava então sintetizar um remédio, mas a experiência deu errado. O xarope gaseificado fez sucesso.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br
Comentário: Quem visita o Maranhão deve experimentar o folclórico guaraná cor-de-rosa! Fruto de inúmeros estudos de caso, o guaraná Jesus resiste ao tempo, crescendo em venda e em prestígio, incomodando a posição de mercado da Coca-Cola até ser comprado por esta, levando-nos a refletir sobre o conceito de qualidade. Qualidade é uma questão de percepção do cliente, o que é qualidade para uns é a falta desta para outros e este atributo deve ser encarado de forma muito criteriosa por quem desenha as estratégias de marketing nas organizações. Alguns executivos torceriam o nariz e dariam de ombros ao analisar o pitoresco refrigerante, incluíndo-o no rol das “marcas de combate”, uma atitude que certamente os faria dar com os burros n`água, o conhecimento do gosto do cliente é dado primordial na confecção das melhores estratégias de marketing. Qualidade é item particular e se os executivos de marketing quiserem entender este quesito na prática, devem visitar os locais de consumo dos produtos. Aqui no RJ, eles poderão tomar um guaraná Jesus geladinho no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, também conhecido como Feira de São Cristóvão ou Feira dos Paraíbas.
Indústria Láctea prevê oportunidades com novo perfil de consumo
19/07/10
Rio de Janeiro – A indústria láctea terá novas oportunidades com o aumento e o envelhecimento da classe média urbana. É o que aponta a terceira edição do relatório Tetra Pak Dairy Index, estudo que apresenta fatos, números e tendências mundiais da indústria láctea global.
O perfil mais velho da população, a urbanização e o crescimento da classe média estimulam a busca por novos tipos de produtos lácteos líquidos tanto nos países desenvolvidos quanto nos que estão em desenvolvimento. A demanda por produtos saudáveis é a tendência para os consumidores acima de 60 anos que já compram leite fortificado com cálcio, vitaminas e minerais que reduzem o colesterol e os protegem contra a osteoporose.
A urbanização faz com que os produtores de lácteos ofereçam produtos mais elaborados, com itens de valor agregado como o leite enriquecido e o iogurte. Outra medida adotada é a alteração dos modelos de distribuição. Já o crescimento da classe média e seu maior poder de compra acarreta a busca por outros produtos lácteos líquidos como o leite aromatizado.
O estudo prevê que o consumo global de leite e de outros produtos lácteos líquidos cresça 2,4% a em média por ano. De 2009 a 2012 é possível que o setor atinja 283 bilhões de litros, aumento de 0,2% sobre a última previsão. O relatório da Tetra Pak espera que o crescimento anual do setor seja mais acentuado em países do Pacífico Asiático, com média de 8,7%. A América Latina fica em segundo com 7,1%, seguida pela África, com 6,9%.
A importância dos suplementos de vitaminas e minerais aumenta com a idade
% de consumidores que dizem que a atividade é importante vs % que geralmente faz atividades:

Fonte: http://portalexame.abril.com.br
Comentário: O mercado de suco foi reinventado nos últimos 7 anos com o DelValle e o Ades. Um produto com sabor aprimorado e um novo modelo de distribuição fizeram o mercado se expandir em progressão geométrica (aliados ao aumento de poder de compra da classe C). O leite tem a mesma oportunidade. Embalagens menos caretas, novos sabores e um modelo de distribuição que vá além das gôndolas dos supermercados são caminhos interessantes para mudar hábitos e tirar o leite do tradicional café da manhã e do achocolatado. Hoje, na loja de conveniência, pedimos um mate, um DelValle, um refrigerante…..nunca um leite! Será que uma embalagem com pegada, um sabor agradável e um marketing de ponto de venda agressivo este hábito de consumo não poderia mudar?
*Rodrigo Goecks é professor de Gestão de Pessoas e Liderança na Pós-Graduação de Gestão Estratégica da Comunicação.

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