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Hershey´s e Casillero del Diablo fecham parceria
jul 26th
Empresas fazem parceria para oferecer uma mistura dos produtos no próximo mês
Comentários da Profa. Rosa Alcione*

São Paulo - A fabricante de chocolates Hershey´s e a filial do Grupo Concha y Toro, VCT Brasil, fizeram uma parceria para misturar seus melhores produtos: vinho e chocolate.
As duas criaram uma embalagem especial para o Dia dos Pais, composta por uma garrafa do vinho chileno Casillero del Diablo Carmenère (750 ml) e uma barra de chocolate Hershey´s Special Dark 60% de cacau (100 gramas). A harmonia da combinação dos dois produtos é certa, garante as empresas.
Ao todo, serão distribuídas 12.000 unidades da embalagem Casillero del Diablo e Hershey´s nos principais empórios e hipermercados do país, ao preço sugerido de 32,80 reais o conjunto.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br
Comentário: Quando falamos em Estratégia Competitiva nos lembramos imediatamente das 5 Forças de Michael Porter:
Concorrentes (Cenário Competitivo), Fornecedores, Clientes, Novos Entrantes e Substitutos. Entretanto, desde o primeiro artigo de Porter (1979) até os dias atuais, outros estudiosos do Marketing já pesquisaram outras Forças Competitivas que até a alguns anos atrás não eram reconhecidas como tal.
As ações do Governo para Austin (1990) foram apontadas como uma Mega-Força pelo seu Poder Regulador. E temos visto que, realmente, após um certo afastamento da autoridade pública, diante das recentes crises em vários países, essa Força Governamental tem se mostrado cada vez mais importante. Essa seria então uma nova Força a complementar o Modelo Estratégico de Porter.
Em 1997 autores consagrados como Day e Reibstein concluíram que a nova dinâmica de mercado tendia para Parcerias, Alianças e Redes como sendo uma nova Força Estratégica: a Força das Novas Relações. Um dos mais conhecidos exemplos é a parceria vencedora da HP com a Microsoft e a Intel. Três empresas que uniram esforços para multiplicar as chances de sucesso e a construção conjunta das marcas.
A parceria promocional entre a Hershey´s, oferecendo seu chocolate premium e a Casillero del Diablo, produtora de vinhos finos, é, sem dúvida uma iniciativa inovadora para o Dia dos Pais. O importante nessa parceria é que o público-alvo de ambas esteja “alinhado”, o que parece ser o caso.
*Rosa Alcione é Professora de Gestão de Marcas Produtos e Serviços na Pós-Graduação em Gestão Estratégica da Comunicação
Expansão de O Boticário agrega ruas e shoppings
jul 8th
Comentários de Ney Loureiro*
Rio de Janeiro – O dilema loja de rua x shopping não cabe para O Boticário. A rede investe nos dois modelos e pretende fechar o ano de 2010 com três mil pontos-de-venda, mostrando que as duas opções de varejo são complementares para a estratégia de crescimento da marca de cosméticos. O projeto foi iniciado em 2007 com um novo modelo de ponto-de-venda para as novas lojas, enquanto outras foram relocalizadas, reformadas e padronizadas com a arquitetura.
A expansão da rede atingiu o número de 915 franqueados e cerca de 870 produtos. O resultado do investimento é de R$ 3,5 bilhões em faturamento no ano passado. Das 2.840 lojas, 68% estão localizadas em ruas. Só elas correspondem a 55% do faturamento do grupo. Os shoppings são os endereços de 15% dos pontos-de-venda, que representam 30% da receita da marca que abre, em média, 200 lojas abertas por ano.
As diferenças regionais fizeram o projeto de expansão da empresa dividir o Brasil em três grupos. Os municípios onde não havia lojas, os que possuem poucos pontos-de-venda e as grandes cidades. Para cada modelo, a companhia dispõe de 40 consultores que avaliam os espaços e dão o aval para o início do projeto. Depois de verificar o potencial destas regiões, a rede se baseia em um sistema de filtros estatísticos que avalia a renda média dos habitantes da região, o seu potencial de mercado para novas lojas, o custo por metro quadrado e o retorno para o franqueado.
Expansão em dois modelos
Apesar de parecer mais fácil, dos grandes municípios brasileiros avaliados no processo de expansão, apenas 60% deles ofereceram reais condições de efetivar a expansão da rede. “Abrir novas lojas, relocalizar, ampliar os pontos-de-venda e padronizar a arquitetura são movimentos feitos ao mesmo tempo. Demanda ferramentas de gestão. Por isso criamos o Sistema de Gerenciamento de Processos Construtivos”, aponta Osvaldo Braga Moscon, Gerente Executivo de Canais de Vendas de O Boticário.
O planejamento de expansão das lojas teve forte crescimento no faturamento das lojas de rua. Em algumas delas, a movimentação de consumidores é maior do que qualquer shopping poderia ter. “O número de pessoas que entram nas lojas de rua O Boticário é menor do que nos shoppings. As lojas de rua têm menor capacidade de captar, mas tem um índice de conversão maior do que o dos shoppings”, diz Moscon.
O comércio de rua atrai principalmente os consumidores que residem próximos a ele. O tempo máximo de deslocamento que o cliente suporta para chegar ao local de compras é de até 15 minutos, segundo um estudo interno da companhia. A diferença dos shoppings é que a população flutuante não mora perto, mas trabalha próxima destes centros ou estão de passagem pela região por um motivo qualquer. Para fazer disso uma oportunidade, O Boticário investe em Geomarketing, fazendo o cruzamento de dados como a renda média dos consumidores da região e o número da população flutuante do pólo.
Estudo caso a caso
Para escolher os locais ideais para abertura ou reforma das lojas, a empresa estuda a densidade do comércio daquela região, o número de pontos comerciais e até a correlação dos segmentos de outras lojas com os produtos O Boticário. A origem e o destino dos consumidores que entram nas lojas de rua também fizeram parte do estudo que validou a expansão da marca de cosméticos. “Uns saíram de casa para comprar, outros estavam voltando do trabalho. Ao compararmos as lojas de rua com as de shopping, de supermercados e as de galerias verificamos que 50% dos que passavam por ela efetuaram uma compra”, conta o Gerente Executivo de Canais de Vendas do Boticário.
Em um processo de relocalização, O Boticário transferiu uma loja de rua para outro logradouro na mesma região, já que a fachada era obstruída por uma árvore. No novo endereço, o número de pessoas dobrou e, consequentemente, aumentou a receita da loja. Em uma outra ocasião, uma simples mudança de uma rua para outra fez com que o trânsito de consumidores passasse de 200 para 600 pessoas a cada hora.
O espaço interno tem custo mais baixo do que os shoppings, está mais próximo do consumidor, é imune à gestão do shopping e possui mais liberdade para realizar ações de marketing. Já os shoppings oferecem estacionamento, são ambientes planejados e não sofrem interferência de decisões políticas sobre o tráfego de uma região. Além disso, estão alheios ao projeto “Cidade Limpa” e às influências climáticas, como enchentes e poluição sonora, por exemplo. “A atuação nos dois modelos de varejo faz com que se perceba vantagens em ambas”, completa Osvaldo Braga Moscon, Gerente executivo de Canais de Vendas de O Boticário.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br
Comentário: A empresa, O Boticário, teve desde o seu princípio, o fator preço acessível, boa qualidade de produtos e embalagens atrativas, como foco principal, o que levou a mesma se desenvolver com sucesso e segurança atingindo, pontos de destaques não só no varejo brasileiro como também em vários outros países.Hoje desfruta de um posicionamento invejado pela maioria das empresas que participam neste segmento, pois além de atuar no ramo cosmético que está posicionado entre os que mais crescem no país, tem uma estrutura operacional atrativa para a busca de franqueados, porque explora todas as estratégias mercadológicas, tanto as inovadoras como as referenciais.
O Boticário atinge conscientemente tanto o consumidor eventual, que compra por impulso, como também aquele que sai para a compra planejada, conseguindo desta forma um desenvolvimento de vendas e faturamento sempre crescente.
Outro ponto, que favorece a empresa, é o fato que ser vista pelo consumidor como fabricante de produtos de qualidade reconhecida que os remete a “Compra para Presente”, sem índice de rejeição por parte dos que os recebem. Além disso a localização de seus Pontos de Venda tem como base o binômio: Fluxo X Classificação Sócio Econômica, o que resulta em melhor captação de consumidores.
Finalmente, vemos que O Boticário acertou no seu “Norte Mercadológico”, quando desde seu início escolheu o segmento Fragrância, para ser seu Ponto Forte de Atração, inclusive desenvolvendo ao mesmo tempo fragrâncias inovadoras como Aqcua Fresca e contra-tipos de Marcas Internacionais famosas como Styleto baseado em Drakar Noir, a preço mais acessível.
*Ney Loureiro é professor de Comunicação no PDV
“O difícil facilitário do verbo ouvir”
mai 3rd
Um texto antigo, bem antigo, mas muito, muito atual, que mostra como é difícil exercitar a audição ativa….
Um dos problemas de comunicação, tanto a comunicação de massas quanto a interpessoal, é o de como o receptor, ou seja, o outro, ouve o que o emissor, ou seja, a pessoa, falou.
Numa mesma cena de novela, notícia de telejornal ou num simples papo ou discussão, observo que a mesma frase permite diversos níveis de entendimento.
Na conversação dá-se o mesmo. Raras, raríssimas, são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.
Diante desse quadro, venho desenvolvendo uma série de observações, e como ando bastante entusiasmado com a formulação delas, divido-as com o competente leitorado que, por certo, me ajudará, passando-me as impressões que tenha a respeito.
Observe que:
1) Em geral, o receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que o outro não está dizendo;
2) O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que quer ouvir;
3) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que já escutara antes e coloca o que o outro está falando naquilo que se acostumou a ouvir;
4) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que imagina que o outro ia falar;
5) Numa discussão, em geral, os discutidores não ouvem o que o outro está falando. Eles ouvem quase que só o que estão pensando para dizer em seguida;
6) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que gostaria de ouvir ou que o outro dissesse;
7) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ela apenas ouve o que está sentindo;
8) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ele ouve o que já pensava a respeito daquilo que a outra está falando;
9) A pessoa não ouve o que a outra está falando. Ela retira da fala da outra apenas as partes que tenham a ver com ela e a emocionam, agradam ou molestam;
10) A pessoa não ouve o que a outra está falando. Ouve o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Vale dizer, ela transforma o que a outra está falando em objeto de concordância ou discordância;
11) A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que possa se ambientar ao impulso de amor, raiva, ou ódio que já sentia pela outra;
12) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ouve da fala dela apenas aqueles pontos que possam fazer sentido para as idéias e pontos de vista que no momento a estejam influenciando ou tocando mais diretamente;
13) O receptor até ouve o outro.
Esses treze pontos mostram como é raro e difícil conversar. Como é raro e difícil se comunicar! O que há, em geral, ou são monólogos simultâneos trocados à guisa de conversa, ou são monólogos paralelos à guisa de diálogo.
O próprio diálogo pode haver sem que, necessariamente, haja comunicação. Esse só se dá quando ambos os pólos ouvem-se, não, é claro, no sentido material de “escutar”, mas no sentido de procurar compreender em sua extensão e profundidade o que o outro está dizendo.
Ouvir, portanto, é muito raro; é necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia.
Ouvir implica uma entrega ao outro, uma diluição nele. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A sua inteligência em funcionamento permanente, o seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar interferem como um ruído na plena recepção daquilo que o outro está falando.
Não é só a inteligência a atrapalhar a plena audição. Outros elementos perturbam o ato de ouvir. Um deles é o mecanismo de defesa. Há pessoas que se defendem de ouvir o que as outras estão dizendo, por verdadeiro pavor inconsciente de se perderem a si mesmas.
Elas precisam “não ouvir” porque “não ouvindo” livram-se da retificação dos próprios pontos de vista, da aceitação de realidades diferentes das próprias, de verdades idem e assim por diante.
Livram-se do novo, que é saúde, mas as apavora. Não ouvir é, pois, um sólido mecanismo de defesa.
Ouvir, porém, é um grande desafio. Desafio de abertura interior: de impulso na direção do próximo, de comunhão com ele, de aceitação de como ele é e como ele pensa.
Ouvir é proeza. Ouvir é raridade. Ouvir é ato de sabedoria.
ARTHUR DA TÁVOLA (Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1936 — Rio de Janeiro, 9 de maio de 2008)
O GLOBO, 01/09/1991
Debate sobre e-Branding no RJ
mar 8th
No dia 13 de março, de 10h às 13h, teremos o primeiro #SouMaisWeb de 2010. O tema será eBranding e os debatedores convidados são:
- Gabriel Rossi (vem de SP, é um dos principais nomes de branding no mercado digital brasileiro – @digitalbranding)
- Andrei Scheiner (da agencia TerraForum – @inobvio)
- Daniela Meirelles (consultora da DBrand, com atuação internacional – @dmeirelles)
- Fabio Carvalho (da Textual Comunicação – @fabiocarvalho), será o moderador desta edição
O #SouMaisWeb é uma série permanente de debates sobre temas variados relacionados à comunicação e marketing digital.
Já tivemos edições sobre Redes Sociais, Webdesign, Marketing de Busca, Marketing Móvel e Esportes na Internet, entre outros.
Alguns colegas da lista já passaram por lá, debatendo ou moderando (como o Mário Lima Cavalcanti, a Cris Dissat e o Alex Carvalho).
É um ambiente bem diferente, aberto e participativo, estou certo que vocês irão aproveitar a experiência.
O papo acontece no auditório do Ibeu em Copacabana (mapa > http://migre.me/mohT)
Informações e inscrições (gratuitas) estão em > http://godfathertheblog.wordpress.com/category/eventos/soumaisweb-eventos/
Sei que não tenho postado muito por aqui, mas além de ler frequentemente a lista, mantenho contato com muitos de vocês por Twitter e email.
Por isso mesmo, reforço o convite acima (venham ao #SouMaisWeb!) até para continuarmos os laços (e formar novas amizades face-to-face).
Mais info sobre o que é o #SouMaisWeb > http://godfathertheblog.wordpress.com/soumaisweb/
O que falam no Twitter sobre o evento > http://twitter.com/#search?q=%23SouMaisWeb
Fiquem à vontade para entrar em contato.
Grandes abraços,
Nino Carvalho – twitter.com/ninocarvalho
Consultor em Estratégia de Marketing Digital
Prof Ms Coordenador da Pos em Gestao Estrategica de Mkt Digital

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