Artigos com o marcador Amazon
Amazon chega ao Brasil com e-books mais caros do que papel
10/12/12
Por Carlos Nepomuceno*
Ok, confesso, estava na expectativa de começar a consumir livros eletrônicos.
Porém, quando penso livros eletrônicos imagino um conjunto de facilidades, que detalhe aqui.
Tudo bem, vai demorar, mas fiquemos com a substituição das matérias pelos bits para não pagar fretes, evitar poeira, deixar de matar árvores.
Mas os preços dos e-books da Amazon no Brasil são mais caros do que já temos na concorrência entre as diferentes opções, que é comparação de preços buscapé (livros novos) e estante virtual (livros usados).
Vejamos apenas dois exemplos.
Poder do hábito, livro novo, mais vendido na área de negócios pelo Valor:
AMAZON – R$ 25,26
EXTRA, via Buscapé – R$ 24,86
ESTANTE VIRTUAL – R$ 32,00 (aqui não compensa comprar na estante)
Poder do hábito, livro usado, um clássico na área de auto-ajuda:
AMAZON – R$ 12,34
Buscapé – R$ 11,70
ESTANTE VIRTUAL – R$ 7,90 (aqui compensa comprar na estante)
Muitos dirão que há o frete e o tempo, mas não era isso que se esperava, ou se espera de um livro digital, já que a compra de algo que é um PDF melhorado, que custa muito menos para distribuir está caríssimo, superando o preço que o próprio mercado consegue pratica no mesmo produto.
Uma palavra: muita expectativa e uma grande decepção
*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
O texto acima reflete unicamente a opinião do docente Carlos Nepomuceno. O IGEC/FACHA reserva-se o direto de não opinar sobre tal assunto.
Revista Newsweek mata edição impressa e fica 100% digital
18/10/12
Pouco antes de completar 80 anos, a revista Newsweek vai deixar de ser impressa. A distribuição passa a ser apenas digital


Fundada em 1933, a Newsweek foi a segunda revista mais importante dos Estados Unidos, atrás da Time, durante a maior parte da sua existência
São Paulo — A Newsweek, segunda revista semanal de informação mais importante dos Estados Unidos, vai deixar de ser impressa. O último exemplar será o de 31 de dezembro. Depois disso, a revista, que completa 80 anos em 2013, vai circular apenas na forma digital. A notícia foi dada nesta manhã no site da revista, num texto assinado pela editora chefe Tina Brown e pelo CEO Baba Shetty.
Do dia 1º de janeiro em diante, a revista vai se chamar Newsweek Global. “Vai ser uma edição mundial única, dirigida a uma audiência formadora de opinião, com alta mobilidade, que quer saber sobre acontecimentos do mundo num contexto sofisticado”, diz o texto de Tina e Shetty. A revista já é oferecida em formato digital para a leitura em computadores pessoais, tablets e e-readers como o Kindle, da Amazon.
A Newsweek, fundada em 1933, tem se mantido como a segunda revista semanal mais lida na mídia americana, atrás apenas da Time, durante a maior parte dos seus 79 anos de existência. A publicação está em crise desde 2008, quando passou a registrar perdas financeiras e a passar por mudanças numa tentativa de evitar o colapso.
Em agosto de 2010, o grupo Washington Post vendeu a Newsweek para Sidney Harman, um pioneiro da indústria de equipamentos de áudio. Circulou no mercado a informação, não confirmada pela empresa, de que Harman teria pago 1 dólar pela revista, além de assumir suas dívidas.
Em novembro do mesmo ano, a Newsweek se uniu ao site de notícias The Daily Beast, fundado por Tina Brown, que passou a comandar também a revista. “The Daily Beast atrai mais de 15 milhões de visitantes por mês, número 70% maior que o do ano passado. Grande parte desse tráfego é gerado todas as semanas pelo jornalismo dinâmico e original da Newsweek”, diz o texto de Tina e Shetty.
Os dois afirmam que não estão abandonando a revista: “Esta decisão não é sobre a qualidade da marca ou do jornalismo. É sobre os custos desafiadores de imprimir e distribuir a revista em papel”. Eles admitem, porém, que haverá corte de pessoal: “Infelizmente, antecipamos que haverá redução da equipe e enxugamento das nossas operações editoriais e comerciais, tanto nos Estados Unidos como em outros países.”
Fonte: http://exame.abril.com.br
Comentário de Letícia Bade*: E a crise chega a mais um grande veículo, que para sobreviver decidiu manter apenas a sua versão online. Não é uma vitória do digital, ou do online sobre o offline. É mais uma vitimada crise econômica que já assola o mundo, especialmente os EUA desde 2008.
Felizmente nestes tempos, a adaptação é palavra de ordem. Não fosse a versão online, a Newsweek não teria chance de existir. Isso já é bom de ser comemorado. Como bem falou o executivo, não é um problema de qualidade ou momento do jornalismo. É apenas uma adaptação ao novo cenário mundial.
Os custos de distribuição e impressão que inviabilizam a versão offline são os mesmos que limitam a edição de livros que não sejam “Best sellers” e ajudam no crescimento extraordinário de edições de livros digitais. Nos EUA, a receita com a venda de livros digitais (e-books) superou a de edições impressas nos Estados Unidos, pela primeira vez, em março deste ano. Novos cenários, novos formatos.
Letícia Bade é Coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Amazon vende mais e-books do que livros tradicionais
31/01/11
Companhia anunciou que, para cada 100 livros vendidos, foram comercializados 115 downloads de publicações digitais
Comentários do Prof. Renato Gianinni*
A venda de livros eletrônicos já ultrapassou a dos livros tradicionais (em papel) para a Amazon. No último trimestre de 2010, a companhia anunciou que, para cada 100 livros de bolso vendidos por meio de seu site, foram comercializados 115 dowloads de livros eletrônicos.
A previsão era de que tal marca fosse alcançada somente no segundo trimestre de 2011, mas a expansão do setor de leitura eletrônica fez com que o numero de dowloads já saltasse nos negócios da Amazon ainda em 2010. Além dos livros digitais, a companhia também declara que as vendas do Kindle, seu leitor eletrônico, também teve um forte crescimento no ano passado, mas não forneceu números.
No terceiro trimestre de 2010, as vendas líquidas da companhia alcançaram a marca de US$ 12,95 bilhões – quantia 36% superior ao último recorde, que havia sido de US$ 10 bilhões.
Com informações da BBC.
Fonte: www.mmonline.com.br
Comentário: O aumento das vendas dos livros em formato eletrônico não surpreende quem vem acompanhando de perto o crescimento do e-commerce. A cada ano, as vendas online vem mostrando mais a sua força e a sua posição na economia. Porém vale atentar para um detalhe: os downloads são maiores do que as vendas dos livros de bolso. Aqui no Brasil não temos essa tradição dos livros de bolso (publicações de qualidade inferior, mais baratas e práticas para transportar), porém o “pocket book” é muito forte no mercado americano. O que eu vejo aqui é que esse tipo de publicação sofre impacto direto dos e-books. Já que a qualidade não é importante, o cliente opta pela versão eletrônica. E consumindo mais livros eletrônicos, vende-se mais leitores. E o Kindle ganha aqui, pois competir com o acervo da Amazon é realmente muito difícil.
Os livros tradicionais, melhor acabados, ou mesmo os livros de arte, no meu ponto de vista, tem longevidade garantida. Acredito até em um futuro promissor, tornando-se objetos de culto para nichos de mercado. Tal como o disco de vinil, deixarão de ser comoditie para ocupar uma posição diferenciada no mercado, ganhando status de peça de arte.
*Renato Gianinni é professor na pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação e sócio-diretor da agência CriaTudo, com ênfase em Publicidade, Marketing e Ferramentas digitais
As 11 previsões para o mercado digital em 2011
26/01/11
Estudo da MillwardBrown analisa as tendências de e-commerce, geolocalização, buscas e muito mais
Em parceria com a Dynamic Logic, a MillwardBrown apresentou as 11 previsões para o mercado digital em 2011. De geolocalização a e-commerce, a empresa analisou todas as tendências para este ano e deu dicas importantes para o mercado.
Confira as 11 previsões:
1) Marcas irão se espalhar pela internet
A internet seguirá sendo dividida em um modelo duplo com web aberta por um lado e espécies de jardins emparedados, como as redes sociais, do outro. Estes aplicativos fechados são populares porque possibilitam ao anunciante controlar as interações com os consumidores. Mas as marcas precisarão multiplicar esses jardins, construindo diferentes aplicativos para plataformas específicas, como Facebook e iPhone. Depois, elas precisam discutir se precisam ter uma estratégia de integração ou algo mais restrito.
2) Valorização das compras online
Compras online continuarão crescendo, apesar do medo de se perder informações pessoais. Os serviços de compras coletivas como Groupon crescerão em outros países além de EUA e China. No país asiático, a febre das compras online darão vazão a novos modelos de e-commerce, como transação direta, leilão reverso, leilão holandês (leia mais em www.360buy.com) e o sistema Tuan Gou, de compras coletivas. O rei do setor naquele país é o Taobao, que deverá gerar US$ 90 bilhões em transações em 2011, mas que o Amazon.
3) Publicidade de display “sairá da caixa”
Os anunciantes apostarão em formatos interativos e com possibilidade de expansão, replicando parte da experiência de um microsite, por exemplo.Alguns dos novos formatos apontam para a dupla função, com combinação de múltiplos formatos na mesma página. Por exemplo: papeis de parede em background podem ampliar o impacto de banners. Há ainda formatos que usam imagens intrigantes para capturar as atenções. Conforme o internauta coloca o cursor do mouse em cima, a publicidade se expande e mostra até vídeos. Uma terceira tendência é integrar banners com campanhas de mídias sociais. O Google já previu que 75% de toda a publicidade na internet será social em torno de 2015.
4) Virais serão padrão
O viral não será mais considerado algo extra e “legal de se ter”, mas sim uma parte chave da estratégia de comunicação. Os anunciantes precisam acreditar que suas ideias irão “viajar”. O planejamento viral é parte crescente das campanhas digitais. As ferramentas de medição de virais também ajudam neste cenário.
5) Mais conteúdos “feitos para web” em displays online
A publicidade em vídeos online deverá continuar crescendo a taxas acima de 50% ao ano. Vídeos de alta qualidade para mobile podem ampliar o mercado de publicidade de geo localização. A ferramenta mais interessante de 2011 deve ser o formato TrueView, do Google, que coloca o usuário no controle e permite que eles evitem publicidade que não queiram. O desafio está em encontrar-se um formato bom para usuários e anunciantes que possam permitir ao YouTube explorar toda a capacidade de sua audiência.
6)Mobilidade
Anunciantes usarão as possibilidades dos celulares, que permitirão às pessoas ficarem mais tempo conectadas e com experiências melhores. A mobilidade será ampliada por conta ainda de aparelhos como e-readers e tablets. As vendas de iPads deverão passar os 11 milhões em 2011, ultrapassando os números de taxa de adoção do iPhone. Outros tablents como Galaxy Tab (Samsung) e Playbook (BlackBerry) ajudarão a expandir o mercado.
7) Geolocalização
A geolocalização já expandiu durante o ano passado, mas em 2011 ela trará experiências mais recompensadoras para quem fizer seus “check-ins”. As pessoas querem ver informações mais detalhadas e dinâmicas do que apenas uma mera lsita de quem fez check-in. Deverá haver ainda mais descontos e recompensas para quem entrar em determinado lugar, como já existe na Best Buy. E a chegada do Facebook Places será de grande valia para as marcas identificarem, por exemplo, onde elas poderiam ter uma presença maior.
Buscas mais pessoais, móveis e impactantes
Links com perfis sociais, histórico de busca e segmentação de comportamento darão grande relevância aos usuários que souberem dividir essas informações com provedores de ferramentas de busca. A busca social do Google não decolou em 2010, mas a recente parceria de Bing com Facebook pode trazer impacto em 2011, abrindo espaço para um acordo similar do Twitter com algum mecanismo. Haverá mais espaço para companhias desenharem interface de buscas de nicho, por conta de aplicativos mobile, com o Orange Wednesdays, especializado em cinema. Tecnologias como busca baseada em imagens (Google Goggles), busca de voz (parte do Android API) e scanning em código de barras, irão ligar experiências mobile no off-line com recursos de informação online.
9) Jogos em movimento
Os lançamentos recentes do Move, da Sony, e do Kinect, da Microsoft, deram vida nova ao PlayStation e ao Xbox e trarão novidades em 2011 no que tange às inovações em desenho de jogos. Além disso, jogos casuais irão despontar, por conta das capacidades do iPhone e iPod. E os jogos sociais seguirão sendo muito populares, algo refletido no fato de que a Zynga, maior empresa do setor, tem um valor de mercado maior do que da Electronic Arts.
10) Marketing de nicho mais relevante
O estudo da Millward Brown aponta que as pessoas buscam por marcas em mídia sociais que sejam mais relevantes para suas necessidades. O Facebook, por exemplo, pensa em uma integração com a Amazon e outros sites que permita maior customização e relevância. Além disso, a plataforma social do Google deverá seguir a mesma linha. As pessoas estarão engajadas na maior rede social (Facebook), mas também em algumas que atendam nichos que lhe interesse. O estudo conclui que 2011 será o ano de redes menores com nichos específicos de interesse, com suporte do Facebook (exemplos: Foursquare e RunKeeper).
11) Privacidade online em discussão
Os anunciantes irão progredir no desenvolvimento de padrões de transparência online. A confiança será algo quantificável e os consumidores irão gerenciar e dividir seus dados com parceiros comerciais, tornando isso um modelo de negócios viável. Mídias sociais, portais, ferramentas de buscas e empresas de telecom irão brigar para serem a plataforma para conectar os consumidores. A ideia é evitar medidas regulatórias para proteger a privacidade online.
Fonte: www.mmonline.com.br







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