Handebol verde e amarelo está em alta?
24/01/13
Pela primeira vez na história uma brasileira é eleita como a melhor jogadora do mundo, e Seleção Masculina termina o Mundial com resultado inédito.
Por Roberta Monteiro
O ano começou bem para os atletas do handebol, principalmente para as mulheres. Alexandra Nascimento entrou para a história do handebol mundial ao se tornar a primeira brasileira a ganhar o prêmio de melhor jogadora do mundo pelo seu desempenho na temporada 2012. Em pesquisa realizada pela Federação Internacional de Handebol, a atleta recebeu 28% dos votos e garantiu a primeira colocação.
Mas não são apenas as mulheres que estão em alta. A Seleção masculina de handebol também merece destaque. Já está classificada para os Jogos Olímpicos 2016 e encerrou a participação no Mundial Masculino 2013 com a melhor colocação da história, garantindo o 15° lugar.
Para Oswaldo Guimarães, atleta do Esporte Clube Pinheiros e da Seleção Brasileira de Handebol, o trabalho da comissão técnica foi à chave do sucesso da equipe no Campeonato Mundial.
“O trabalho do Professor Luiz Turisco foi muito importante no desempenho da equipe. Sendo sempre dinâmicos e objetivos, seus treinos se adaptam as necessidades e limitações de cada um. que conseguiu uma colocação inédita para a modalidade no país”, contou.
Luigi Turisco, ex- atleta, e preparador físico do Esporte Clube Pinheiros e da Seleção Brasileira de handebol, trabalha com

foco na preparação dos atletas para as olimpíadas 2016 no Brasil. O planejamento da preparação física é realizado no dia a dia, com treinos diários e também na recuperação dos atletas após cada atividade. No mundial, o Brasil superou equipes européias e conseguiu ganhar o respeito e admiração de muitas pessoas envolvidas com o esporte.
“Estou muito feliz com os resultados do Campeonato Mundial, a médio prazo gostaria de passar o meu conhecimento para o maior número de pessoas seguindo uma metodologia que acredito e aplico com os atletas da seleção. Hoje, através de cursos e palestras em longo prazo quero obter a melhor classificação possível nos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil. As meninas começaram há um tempo sair para jogar na Europa e através do esforço pessoal de cada jogadora, a equipe tornou-se competitiva e acredito que no masculino em um curto espaço de tempo seguirá o mesmo caminho. Assim que voltar para o Brasil, devemos nos reunir novamente para traçar metas para a olimpíada”, completa.
Quando o assunto é o técnico espanhol Jordi Ribera, ele conta que disciplina e aplicação não faltam para ele.
“Ele é o cara, uma pessoa muito honesta, trabalhadora, 24 horas, ligado em tudo e com todos. Estou aprendendo muito com ele condutas éticas e morais que são nossa base nessa seleção. Descobrindo que a nova geração que está fazendo parte do nosso elenco vão ser nossos futuros craques e irão surgir outros como eles”, afirma.
O handebol era visto apenas como um esporte escolar, mas hoje luta por medalhas olímpicas e em campeonatos mundiais. A falta de melhores condições de treinamento e de apoio para a descoberta de novos talentos preocupa atletas, dirigentes e técnicos. Eles acreditam que a solução seria um trabalho mais eficaz de base, feito nas escolas públicas do país, o que daria a modalidade um maior espaço.
“No Brasil onde têm estrutura não têm material humano e quando tem material humano não tem estrutura. Mas tenho esperança que iremos ter mais recursos até a olimpíada, depois não sei o que vai acontecer com o esporte no Brasil. Para ser atleta, alguns abrem mão dos estudos, temos poucos atletas que conseguem fazer as duas coisas, estudar e jogar. Não ganhamos bem como no futebol que pode pensar em não trabalhar depois de encerrar a carreira, no handebol o atleta para e precisa trabalhar para manter um padrão de vida”, declara Luigi.
De acordo com a Federação de Handebol do Estado do Rio de Janeiro (FHERJ), os clubes não pagam mais mensalidades. Pagam apenas taxas administrativas, que servem para cobrir custos dos eventos e da arbitragem. A FHERJ não possui telefone, e a sede, no Maracanã, está fechada temporariamente por causa das reformas do estádio. Além disso, não tem empregados e são os dirigentes que fazem todo o trabalho. A receita da Federação do Rio de Janeiro gira em torno de R$ 200 a R$ 300 por mês.
Segundo informações da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), o país é o 14º no ranking mundial da Federação Internacional de Handebol, que reúne 178 nações. A Confederação tem patrocínios dos Correios e do Banco do Brasil, e em agosto vai inaugurar o Centro de Treinamento, com dois ginásios. Foram destinados R$ 12 milhões, do Ministério do Esporte, e R$ 2,5 milhões da prefeitura municipal. Ainda no que diz respeito à estrutura, a entidade vem trabalhando para organizar encontros anuais com 120 professores, em centros regionais nos estados do Pará, Amazonas, Pernambuco, Mato Grosso, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As contradições da modalidade com clubes e federações pobres, a falta de estrutura nos treinamentos dos atletas e salários baixos mostram que o handebol brasileiro mesmo com uma atleta campeã do mundo, ainda tem uma dura realidade nas escolas e no dia a dia dos clubes espalhados pelo Brasil. Será que isso vai mudar até os Jogos Olímpicos de 2016?
Financial Times reduz impresso e investe mais em digital
23/01/13
Segundo editor da publicação, jornal tem de gastar menos dinheiro para produzir o impresso, para que possam investir na melhoria da sua presença online

Homem lê Financial Times: “nossa causa comum é o de garantir o FT futuro está em um mercado cada vez mais competitivo”, disse Lionel Barber
São Paulo – Um dos principais jornais britânicos, o Financial Times está migrando as suas forças para o meio digital. Não à toa, 25 pessoas da equipe do impresso estão arrumando as suas coisas para deixar a redação, foi o que anuncio o editor da publicação, Lionel Barber.
“A nossa causa comum é o de garantir o FT futuro está em um mercado cada vez mais competitivo, onde os títulos antigos estão sendo rotineiramente interrompido por novos operadores, como Google e LinkedIn e Twitter “, explicou.
“Nossos concorrentes são as empresa de tecnologia, que revolucionam o negócio de notícias através da mídia de personalização, agregação e social. Para se ter uma ideia, os dispositivos moveis, por exemplo, agora já respondem por 25% de todo o tráfego do FT digital. Seria imprudente para nós para ficarmos parados”, finaliza Barber.
Fonte: http://exame.abril.com.br
Globo de Ouro rouba a cena no Twitter
22/01/13
Transmissão da premiação de cinema e TV, feita pelo canal TNT, foi o assunto mais comentado na rede social; na TV Aberta, BBB continua líder
O Globo de Ouro, exibido pelo canal TNT no dia 13 de janeiro, roubou a cena – e a atenção dos espectadores, ficando no topo do ranking TTV, análise semanal feita pela empresa Tuilux, que mostra as atrações que mais geram repercussão no Twitter. A transmissão da premiação desbancou os seriados, que costumam dominar a lista da TV por assinatura, entre o período de 13 e 20 de janeiro.
Veja o ranking da TV paga:
1- Globo de Ouro (TNT)
2- The Walking Dead (Fox)
3- Homeland (FX)
4-The Big Bang Theory (Warner)
5- Once Upon a Time (Sony)
6- iCarly (Nickelodeon)
7- Violetta (Disney Channel)
8- South Park (Vh1)
9- Grey’s Anatomy (Sony)
10- Os Feiticeiros de Waverly Place (Disney Channel)
Rebelde
Na TV aberta, a grande mobilização dos jovens nas redes sociais ficou evidente no ranking dessa semana. Na lista, uma atração subiu para a vice-liderança pela força dos fã-clubes virtuais.
O Programa da Tarde, da Record, ficou em segundo lugar entre as atrações mais comentadas da semana. Na semana anterior, o programa estava no oitavo lugar. A subida decorre da presença dos integrantes da banda Rebelde (originados pela novela homônima da Record) que participaram da atração, por um dia, como convidados. A grande mobilização dos fãs elevou o Programa da Tarde no ranking do Twitter.
A força juvenil, no entanto, não foi suficiente para tirar a liderança do Big Brother Brasil. Pela segunda semana, o reality continua gerando uma alta repercussão no Twitter. Outras novidades do ranking dos canais abertos é o filme Gonzaga, de Pai para Filho, que foi exibido pela Globo em quatro capítulos, e TV Xuxa.
Veja a lista dos programas mais comentados na TV Aberta:
1- Big Brother Brasil (Globo)
2- Programa da Tarde (Record)
3- Salve Jorge (Globo)
4- Malhação (Globo)
5- Pânico na Band (Band)
6- Carrossel (SBT)
7- Gonzaga (Globo)
8- TV Xuxa (Globo)
9- Lado a Lado (Globo)
10- Chaves (SBT)
Fonte: http://www.meioemensagem.com.br
Liga Feminina reunirá as melhores equipes do Brasil
17/01/13
Por Roberta Monteiro
Principal tornei feminino de basquete no Brasil começa com grandes nomes do esporte em quadra, e promete emoção até o fim.
A Liga de Basquete Feminino 2013 começa neste sábado, 19 de janeiro, com dois jogos: Sport Recife x Americana, às 12h00, no ginásio da Ilha do Retiro, em Recife – PE, e Ourinhos Basquete x Santo André/Semasa, às 18h00 no ginásio Municipal José Maria Paschoalick (Monstrinho), em Ourinhos – SP.
A competição contará com a participação de todas as jogadoras que atuaram pela Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres. Érika Adrianinha e Franciele, do Sport, Karla Costa, Clarissa e Tássia, do Americana, Patrícia ‘Chuca’, Joice, Sílvia e Damiris, do Ourinhos, e Nádia Colhado, do São José, abrilhantarão o torneio.
As atletas internacionais também chamam a atenção nas equipes que atuam como os exemplos das norte-americanas Sandora Invin e Roneeka Hodges (Americana), das cubanas Plutin Tizon (Maranhão Basquete), Yulli (Guarulhos/FUMGUARU) e Ariadna Felippe (São José/Colinas Shopping), das norte-americanas Skylar Alexandra Collins e Alex Montgomery (Sport Recife) e da uruguaia Maria Victoria Pereyra Souto (Guarulhos/FUMGUARU).
“A LBF foi idealizada de acordo com os mais consagrados conceitos de marketing e gestão esportiva. São premissas básicas que ajudarão a impulsionar o basquete feminino no Brasil, buscando permitir o seu desenvolvimento e o incremento do número de praticantes em futuro próximo. Clubes mais fortes significam campeonatos mais fortes e, por conseqüência, uma Seleção Brasileira em sintonia com o passado de conquistas notáveis tanto nos Mundiais como nos Jogos Olímpicos”, afirma a assessoria.
Na primeira fase, sete equipes jogam entre si, em turno único. O líder dessa etapa garante vaga direto para a semifinal, as outras equipes – da segunda a sétima colocação – disputam as quartas-de-final.
Os vencedores das quartas, mais o líder da primeira fase, disputam à semifinal. Em seguida, os dois vencedores disputam o título máximo da competição. A Liga feminina vai ajudar as equipes a descobrir novos talentos para a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro.
Veja a tabela do maior torneio nacional de basquete feminino 2013:
1ª SEMANA
19 de janeiro
10h – Sport Recife x Americana
18h – Ourinhos Basquete x Santo André
20 de janeiro
11h – São José x Guarulhos
2ª SEMANA
26 de janeiro
11h – Santo André x Guarulhos
18h – Ourinhos Basquete x São José
27 de janeiro
10h – Maranhão Basquete x Sport Recife
28 de janeiro
20h – Americana x Santo André
3ª SEMANA
31 de janeiro
20h – Guarulhos x Maranhão Basquete
1º de fevereiro
20h – São José x Sport Recife
2 de fevereiro
11h – Americana x Maranhão Basquete
3 de fevereiro
11h – Ourinhos Basquete x Sport Recife
4 de fevereiro
20h – Santo André x Maranhão Basquete
4ª SEMANA
14 de fevereiro
20h – Guarulhos x Ourinhos Basquete
15 de fevereiro
18h30 – Americana x Ourinhos Basquete
16 de fevereiro
10h – Sport Recife x Santo André
17 de fevereiro
10h – Guarulhos x Americana
18 de fevereiro
20h – Maranhão Basquete x São José
5ª SEMANA
22 de fevereiro
18h – São José x Americana
23 de fevereiro
10h – Maranhão Basquete x Ourinhos Basquete
24 de fevereiro
11h – Santo André x São José
25 de fevereiro
19h30 – Sport Recife x Guarulhos
De detratores a embaixadores: números pouco dizem
16/01/13
Por Marcelo Vitorino
Fanpage da Coca-Cola: 57 milhões de seguidores
Quanto vale ter um follower (seguidor) no Twitter? É equivalente a um fã em uma página do Facebook? Os números se traduzem em resultados?
Sempre atrás de novos consumidores, empresas entenderam que poderiam tirar proveito do uso em massa que a população está fazendo da mídia social digital. O caminho mais rápido, indicado por 12 entre 10 “especialistas da internet” é a presença em redes sociais e nas diversas ferramentas disponíveis no ambiente digital.
Os conselhos são basicamente os mesmos:
- “Crie uma fanpage no Facebook. Sua empresa tem que ter uma.”
- “Atraia seguidores no Twitter, senão você será ultrapassado pela concorrência.”
- “Gere conteúdo relevante que os fãs aparecerão.”
- “Use ferramentas de monitoramento para ver o que falam da sua empresa.”
- “Trate bem dos influenciadores, eles estão com tudo.”
Com o tempo pude notar que muita gente do mercado comprou as “verdades” acima. Conheci vários gerentes e diretores de marketing que não queriam outra coisa a não ser aumentar os números de suas fanpages ou contas de Twitter.
Poucos se preocuparam em fazer uma conta básica envolvendo o custo para a obtenção do objetivo e o retorno proporcionado. Se você fizer uma campanha no Facebook verá que um fã custa algo entre R$ 0,10 e R$ 0,20, dependendo da habilidade de quem faz a campanha. Se quiser comprar seguidores no Twitter, chegará em ferramentas que cobram cerca de R$ 0,08 por seguidor.
Então, se o desejo da empresa é entrar em uma competição sobre quem tem um número maior de seguidores/fãs nas redes sociais, já sabe… Basta investir desperdiçar algo próximo de R$ 100 mil e conseguirá 1 milhão no contador da ferramenta.
A Tecnisa e o apartamento “vendido” no Twitter
O problema é o que esse número retorna. A Tecnisa, por exemplo, em 2009 fez um grande alarde por ter “feito” a venda de um apartamento através do Twitter. Na verdade, o que aconteceu foi apenas um contato através da ferramenta, mas o negócio foi feito através do processo tradicional, de um corretor no local.
Mesmo assim, se a venda de imóveis através do Twitter fosse tão relevante, acredito que a empresa divulgaria o número de unidades comercializadas todos os anos, dados os investimentos que faz em comunicação digital.
Coca-Cola tem 41 milhões de fãs, mas pouco engaja
A presença nas redes da Coca-Cola é outro exemplo, com mais de 41 milhões de fãs em sua página no Facebook (em 2012, atualmente tem 57 milhões), não consegue ter um engajamento superior ao daRenaultZE, que tem 18 mil fãs na plataforma. Aliás, segundo estudo da Socialbakers, ferramenta de análise de redes sociais, nem a BMW com 10 milhões de fãs bate a concorrente francesa.
A maior parte das empresas não produz nos consumidores a empatia necessária para que o engajamento aconteça e a conversão em resultados compromete os investimentos.
Palmeiras e o crowd funding para contratar jogador: fiasco
Um bom exemplo que aconteceu em 2012 foi a frustrada tentativa que o Palmeiras fez de contratar um jogador utilizando dinheiro dos torcedores apaixonados. Uma ideia genial, visto que bastariam que apenas 210 mil torcedores, dentre o universo de 15 milhões, fizessem uma doação. Seria perfeito se levassem em consideração que todo um trabalho de sensibilização deveria ser feito antes. O resultado foi um fiasco, a arrecadação ficou em torno de 2% do necessário.
Novas qualificações: detratores, indiferentes, simpatizantes, fãs e embaixadores
Com a banalização dos termos “fãs” e “seguidores”, que hoje não são nominalmente representativos como na época dos Beatles, mais do que brigar por aumentar os números genéricos, os departamentos de marketing deveriam se preocupar em tratar, diferentemente, os componentes dessa “webdiversidade”:
| Tipo | Postura em relação a marca | Poder de disseminação |
| Detratores | Reagem negativamente a qualquer interação | Alto |
| Indiferentes | Não respondem a estímulos | Baixo |
| Simpatizantes | Interagem, mas somente se estimulados | Médio |
| Fãs | Gostam de se mostrar ligados e interagem quando possível | Médio |
| Embaixadores | Engajam outros consumidores, estimulam a disseminação em redes | Alto |
Infelizmente não há uma receita de bolo para fazer os tipos acima citados migrarem de postura, cada empresa tem que achar o seu modelo, testando metodologias e mensurando os resultados.
Acredito que para os detratores só o tempo aplacará o ranço. Aos indiferentes cabe fazer chegar boas opiniões sobre a marca. Com os simpatizantes devemos gerar empatia. Por fim, para levar fãs ao nível de embaixadores, precisamos dar informações que reflitam valor, propósito e ação desejada. Em resumo, um bom trabalho de gestão de comunidade.
Só há uma certeza: se você não faz a menor ideia de onde quer chegar, não adianta correr e mostrar números vazios.
Até mais!
Fonte: http://presencaonline.com
Petrópolis cancela carnaval para investir em saúde
15/01/13
Decisão foi tomada durante reunião com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Juvenil dos Santos, e representantes de escolas e blocos da cidade
Naty Castro/ Wikimedia Commons

Vista aérea de monumento em Petrópolis: de acordo com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, estruturas como as arquibancadas, por exemplo, não serão montadas
Rio de Janeiro – O prefeito de Petrópolis, na região serrana do Rio, Rubens Bomtempo, anunciou que não haverá carnaval na cidade e que os repasses, no valor de R$ 1 milhão, que iriam para o desfile das escolas de samba do município, serão investidos na saúde.
De acordo com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, estruturas como as arquibancadas, por exemplo, não serão montadas, o que não impede que os blocos que queiram sair às ruas desfilem pela Rua do Imperador.
“Não estamos cancelando o carnaval da cidade, só não iremos repassar os recursos, que serão encaminhados para um setor que está em estado de calamidade e precisa de todo o empenho e recursos financeiros. Estamos pensando no bem-estar da população. Tivemos a adesão espontânea das agremiações”, disse Santos.
Outros tradicionais eventos, como o Baile dos Fantasmas e o Banho a Fantasia, estão mantidos, assim como os bailes que ocorrem nos bairros, como Alto da Serra, Praça Pasteur e Pedro do Rio. A Matinê no Obelisco também está mantida. Para garantir a segurança dos foliões que forem para a avenida durante o carnaval acompanhar os blocos, a Guarda Municipal e as polícias Civil e Militar estarão nas ruas.
A diretora de patrimônio da Escola de Samba Independente de Petrópolis, Marilda da Silva Antunes, elogiou a medida tomada pelo prefeito Rubens Bomtempo. “A saúde do município está um caos e precisa de todo o apoio. Não é justo realizarmos uma festa, enquanto os hospitais estão sem leitos e sem remédios”.
Fonte: http://exame.abril.com.br
As três eras da gestão
14/01/13
Por Carlos Nepomuceno*
Assim, não é a atual gestão que vai usar a Web 2.0 a eu bel-prazer, mas é a Web 2.0 que vai redefinir a gestão, como já ocorreu algo similar no passado!

O principal problema de interpretação sobre a Revolução Cognitiva se deve a relação entre gestão e comunicação.
Como Revoluções Cognitivas são fenômenos raros, não entraram no radar das teorias sociais de plantão.
E fica a dúvida Tostines: o que vem primeiro é a comunicação ou a gestão? Quem influencia quem?
A tendência natural é – de forma onipotente – achar que o ser humano determina os rumos da sociedade que tem livre-arbítrio para agir.
Porém, aos poucos, vamos percebendo que somos muito mais condicionados do que imaginamos, como detalhei aqui.

As tecnologias são necessárias, conforme crescemos demograficamente e ficamos em uma espécie de eco-sistema tecnológico que nos condiciona e provoca mudanças inesperadas, a despeito da vontade consciente da sociedade. Esse aparato nos condiciona a nível macro, mas não nos determina a nível micro. Há brechas para mudar, mas dentro de margens tecnológicas definidas.
Isso pode doer no ouvido de muita gente, mas é a chave para entender a atual Revolução Cognitiva em curso, baseado nas intuições de Pierre Lévy, o autor-chave para compreender o DNA do fenômeno.
Assim, podemos dizer que o ser humano trabalha em duas camadas.
A mais abaixo é a da comunicação-informação-conhecimento, uma espécie de placa-mãe da sociedade, que é condicionada pelas tecnologias de plantão.
E uma camada mais acima que é a da gestão, de como nos organizamos para resolver nossos problemas.
É uma moeda de duas faces em relação.
Obviamente, que quando uma muda, a outra muda também.
- Uma organização, por exemplo, com problemas de gestão tem problemas de comunicação/informação/conhecimento.
- Uma organização, por exemplo, com problemas de comunicação/informação/conhecimento tem problemas de gestão.
Vivemos, entretanto, uma mudança das tecnologias de comunicação/informação/conhecimento, que nos levam a uma nova forma de solução de problemas, influenciando e modificando, definitivamente, a atual a gestão.
Podemos dizer, assim, que a gestão faz mudanças incrementais, diante do aparato tecnológico de comunicação/informação/conhecimento disponíveis, mas quando estes mudam, alteram inapelavelmente a gestão e também a sociedade.
Dentro dessa perspectiva, se falamos em três eras da comunicação/informação/conhecimento, podemos falar também em três eras da gestão, influenciadas pelas mudanças das mídias de plantão.
- A gestão oral – com decisões tomadas, a partir da palavra;
- A gestão impressa - com decisões tomadas, a partir do papel;
- A gestão digital - com decisões tomadas, a partir do computador.
Todas elas tiveram fases intermediárias.
- A gestão oral passou pela proto-linguagem e depois pela linguagem que conhecemos;
- A gestão impressa passou pelo papel manuscrito e depois pela papel impresso, a partir de 1450;
- E a gestão digital passou pela computador isolado e depois pelo computador em rede, com ferramentas de colaboração, a partir de 2004.
Projetos de alinhamento à gestão digital estão além da implantação de ferramentas, pois por baixo e por cima da chegada das novas ferramentas há o surgimento de uma nova forma de solução de problemas, que altera o modelo da gestão.
É uma nova cultura de solução de problemas, mais adaptada à complexidade que 7 bilhões de habitantes nos trazem.
Assim, não é a atual gestão que vai usar a Web 2.0 a eu bel-prazer, mas é a Web 2.0 que vai redefinir a gestão, como já ocorreu algo similar no passado!
Projetos 2.0 de alinhamento à atual Revolução Cognitiva nos levam a uma revisão da atual gestão e metodologias que consigam, de forma mais barata e eficaz possível, migrar de uma empresa baseada na cultura da gestão impressa e digital 1.0 para o novo modelo digital 2.0, no qual a colaboração é a grande novidade, mais ágil e barata para lidar com problemas complexos.
Não é fácil o desafio que temos, pois estamos vivendo uma macro-mudança, rara e complexa.
Porém, passar por essa visão do problema para enfrentá-lo de forma mais madura é fator fundamental de sucesso.
É isso, que dizes?
*Carlos Nepomuceno (Nepô) é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Jogador de futebol: SONHO ou REALIDADE?
10/01/13
Longe de holofotes e milhões de reais. No Brasil 82% dos jogadores de futebol ganham até dois salários mínimos
Por Roberta Monteiro
O sonho de todo jogador é vencer na vida pelo futebol. Mas nem todos tem a mesma sorte de ser um Neymar. No mundo do futebol, desfilar em carros de luxo, ao lado de mulheres lindas, frequentar as melhores festas, ter roupas sofisticadas, é quase como ganhar na loteria.
De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol, a realidade da maioria dos profissionais do esporte no Brasil é difícil: dos 30.784 jogadores registrados no país, atualmente, 82% recebem até dois salários mínimos. Nesse grupo, estão inclusos os atletas que jogam sem nenhuma remuneração. No outro grupo, apenas 2 % de “sortudos” embolsa acima de R$ 12,4 mil, 20 salários mínimos. O astro Neymar, por exemplo, ganha 241 vezes esse valor.
Para Evandro Costa, assessor de imprensa de Muralha volante do Flamengo, Negueba meia do Flamengo e Michel Bastos meia do Lyon da França, o mundo da bola é ilusório.
“Poucos viram jogador e menos ainda ganham dinheiro. A realidade da maioria é dura! Muitos anos se dedicando, sem a certeza de vencer na profissão. Se privam de viver normalmente, perdem infância e a juventude, para não vingarem. Mudar isso é difícil porque depende de investimento e as grandes empresas querem um retorno. Só colocando grana nestas praças e levando jogadores de nome, para mudar esse quadro. E ai, porque os jogadores de nome iriam jogar nestas cidades, nestes clubes? Essa é a questão”, completa.
Os direitos trabalhistas do atleta profissional são regidos pela CLT à Lei 9.615/98 (Lei Pelé) como os demais trabalhadores. A falta de recurso é o principal problema dessa alta estatística de baixos salários, principalmente nos times pequenos.
Nos clubes de menor investimento os salários são baixos. De acordo com a Federação Internacional de Jogadores Profissionais (Fifpro), 30% dos atletas do mundo inteiro convivem com atrasos e o não pagamento de obrigações contratuais.
Em alguns campeonatos estaduais do Brasil, percebem-se os seguintes problemas: estádios vazios, cancelamentos de jogos por falta de ambulância, atrasos de pagamentos dos funcionários e péssima estrutura para o treinamento diário dos atletas.
Daniel Oliveira, carioca, 28 anos, jogador de futebol do Ypiranga comenta a dura realidade de ser jogador de futebol no Brasil.
“Virei jogador com aquele sonho de todo menino, de jogar bola, estar na seleção brasileira, mas hoje os meus objetivos profissionais já são outros, pois é muito difícil ser jogador, além de ficar longe da família, dos amigos, a grande luta é entrar no sistema do nível A, que é onde todos querem jogar. Muitos jogadores que tem qualidades técnicas ficam no caminho porque precisam de forma urgente ajudar em casa. Na terceira divisão nacional ainda se consegue jogar e receber para uma vida tranquila, já a serie D do brasileiro e as segundas divisões nacionais são muito complicadas. você acaba tendo que ter uma segunda atividade profissional. Eu não vivo só do futebol”, completa.
Mesmo jogando em um time pequeno, ele acredita que esta no caminho certo. Sua trajetória não foi nada fácil, jogou por diversos clubes do Brasil e Exterior, no Bangu -RJ, Belo Jardim – PE, Mixto E.C., Arraial do Cabo – RJ, Campo Grande – RJ, Mariscal Braun da Bolívia, The Strongest da Bolívia, San José Oruro da Bolívia, Oruro Royal da Bolívia e atualmente no Ypiranga – PE.
O Ypiranga ocupa a zona de classificação para a Série D há nove rodadas. Este ano, o time esta com grandes expectativas na competição. Com a chegada de Edson Miolo, novo técnico, que já jogou como lateral por Sport, Náutico e Santa Cruz, além de outros grandes clubes do futebol nacional, como Corinthians e Atlético/MG. Ele também ganhou experiências no futebol europeu, onde atuou em times como Olympique de Marseille e Sporting de Lisboa.
O jogador ressalta o motivo da sua mudança do Rio de Janeiro para Pernambuco. Convicto que o campeonato Pernambucano é uma das melhores vitrines do futebol no Brasil, pois os clubes oferecem oportunidade de crescimento profissional. O zagueiro aposta todas as fichas no novo técnico e descreve a importância de representar o time no campeonato estadual mesmo com todos os problemas enfrentados pelo clube.
“O Ypiranga é minha porta de entrada para o cenário brasileiro, por isso tenho que honrar a camisa e suar muito para deixar o nome marcado no clube. Meu sonho é jogar a Copa Libertadores da América. Sei que a única receita para conseguir o reconhecimento é buscar sempre a vitória e estar na parte de cima da tabela. O Edson é um cara que transmite com clareza o que quer. Possui um trabalho atualizado. É um cara motivador ”, afirma.
O país esta prestes a receber a Copa das Confederações e a Copa de 2014, mas a situação do futebol no Brasil, que foi cinco vezes campeão mundial é complicada para muitos atletas do futebol. Há anos, o que é visto na Série C e D são equipes que sofrem com a falta de visibilidade e incentivo, além disso, todos os times nas Séries A e B disputam 38 jogos por ano no Campeonato Brasileiro, 100% deles televisionados.
De fato, a realidade é dura e cruel para atletas que não estão nas séries A e B, o futebol é entendido como um negócio e não como um espetáculo. Desse modo, é formulado para apenas para 40 clubes.
Jogador de futebol: Sonho X Realidade. Será que o Brasil ainda consegue mudar esse quadro?
O caminho inverso da tecnologia: o digital que influencia o analógico
08/01/13

Durante a coletiva de imprensa de abertura da CES 2013, no dia 6 de janeiro, Shawn DuBravac, Economista Chefe da Associação de Eletrônicos de Consumo (Consumer Electronics Association, no original em inglês), ofereceu um grande panorama do que esperar não só do evento mas de todo o ano. A apresentação ocorreu no centro de convenções do hotel Mandalay Bay, em Las Vegas, EUA, e teve como foco a evolução da tecnologia e da forma com que ela afeta a vida de cada um de nós. Com pitadas de humor, como uma foto do próprio DuBravac carregando seu primeiro computador portátil, um Macintosh lançado no começo dos anos 80, a palestra serviu como um evento de boas vindas aos membros da imprensa presentes no evento.
A era pós-smartphone
DuBravac relembra o lançamento do primeiro iPhone com a exibição do divertido comercial original. Diversas imagens antigas de pessoas falando ao telefone antecediam uma revolução que mudaria o mercado mundial. Mas o cenário hoje é bem diferente: 65% do uso de aparelhos celulares já não é focado em comunicação. E por comunicação entende-se não só como o ato de falar ou trocar mensagens mas também acesso a redes sociais, por exemplo.
Segundo a análise do especialista, após um grande desenvolvimento do aparelho em si, com telas maiores e grande conectividade, entramos em um período de desenvolvimento de uma real “inteligência” dos smartphones. A proliferação dos aparelhos que se conectam aos celulares e tablets pode ser o facilitador dessa mudança. Os celulares passariam a ser uma interface centralizadora dos diversos recursos disponibilizados por uma infinidade de outros equipamentos, “um visor para sua vida digital”, segundo o próprio palestrante.
A era dos algorítimos

A capacidade de registrar informações é o foco da segunda parte da apresentação. Do formulário contínuo, chegando à era digital e à nuvem, cada novo chip que aumenta a capacidade computacional nos dá mais formas de registrar dados. A cada dia nos aprofundamos mais no que é registrado, guardado, processado. Assim, entramos em um processo de “sensorização”, com tudo sendo registrado, da temperatura ambiente ao que comemos no almoço.
O novo desafio é transformar todos esse dados em vantagens para o usuário. Recomendações de horário para sair do trabalho ou quantos quilômetros andar por dia, por exemplo. Tudo isso graças aos algoritmos, capazes de interpretar os dados e transformar o que é armazenado em serviços. E essa quantidade de dados absurda a ser analisada se transforma em uma nova moeda a ser negociada pelas empresas.
Conectividade contextualizada
Outro ponto destacado na apresentação foi o da conectividade contextualizada. Até agora o termo “smart” foi usado como sinônimo de conectividade. Espera-se que a partir de 2013 uma inteligência real seja o foco dos aparelhos. Os telefones deixarão de ser somente um meio de distribuição para se tornarem um tomador de decisões autônomas. A conexão se tornará somente um meio de facilitar o fluxo de dados e serviços.
Telas em nossos relógio, eletrodoméstico e paredes somente para nos fornecer informações importantes. Alertas que recebemos por iniciativa dos aparelhos de acordo com os dados de que eles já dispõem. Uma nova gama de serviços que surgirá com cada vez mais força em todas as mídias possíveis para facilita nossa vida. Tudo isso em forma de rede e centralizado nos smartphones, nosso gadget mais essencial.
Mudanças no fluxo da informação

Definindo os usuários como “onívoros digitais”, DuBravac aborda as chamadas telas secundárias. O que até pouco tempo atrás era considerado acessório à TV em alguns contextos (tablets e smartphones, principalmente) passa a ser a tela principal. Mas o especialista diz que as TVs não perdem sua importância e nem perderão, com suas telas grandes que preenchem ambientes. Somente a mudança no engajamento de consumo, cada vez mais drástica, é inevitável.
Ganham atenção especial os formatos inusitados e, novamente, o uso de tecnologias diferentes como os acelerômetros, primeiro recursos exclusivos dos videogames e hoje presentes em todo tipo de gadget. Telas melhores, mobilidade, novos formatos para laptops, docks cada vez mais sofisticados. Recursos que ditam uma nova dinâmica de consumo de informação.
O caminho inverso: do digital ao analógico
Todas essas mudanças tecnológicas culminam no que Shawn DuBravac define como “transição do digital para o analógico”. Na contramão do que tínhamos até agora, com o analógico sendo jogado de todas as formas possíveis no digital, teremos o digital influenciando o analógico. Plantas avisam que precisam ser molhadas, impressoras 3D, dispositivos que nos ajudam a encontrar onde deixamos a carteira ou as chaves. Com o celular como interface e o alto nível de aprendizado e registro de informações possível, o céu é o limite para o que 2013 reserva em termos de melhorias em nosso dia a dia possibilitado pela tecnologia.
Fonte: http://www.techtudo.com.br
Bem vindos à 2013
07/01/13
Alunos do IGEC, Feliz 2013!
Estamos iniciando um novo ano letivo, algumas turmas fechando sua participação através dos TCCs, outras engrenando a 5a marcha para a reta final que se avista no horizonte, outras virando a primeira curva de uma longa e prazerosa estrada. Será um excelente 2013!
Adultos aprendem apenas o que sentem necessidade de aprender, esperando uma aplicação prática e imediata do que aprenderam, demonstrando, em contrapartida, pouco interesse por conhecimentos a aplicar apenas num futuro distante. Os Adultos devem ter vontade de aprender, ou seja, devem querer aprender, para isso necessitam de uma forte motivação intrínseca que os leve a adquirir novos conhecimentos, sentindo-se mais motivados para aprender quando conhecem as vantagens e benefícios de um determinado conhecimento. A motivação poderá ser estimulada mas nunca imposta.
Considerando que os adultos possuem uma vasta fonte de experiências, tal recurso deverá ser objeto de partilha de conhecimentos, fomentado através de debates e de discussões de casos, constituindo assim uma ferramenta valiosa no processo de aprendizagem. Nossos docentes trazem suas experiências para a sala de aula e estão ávidos para compartilhá-la com todos, por isso em 2013 a palavra de ordem é TROCA. Alunos e docentes são adultos e o processo de aprendizagem de ambos é igual, alunos aprendem e ensinam, docentes ensinam e aprendem, este é o fascinante ciclo de uma pós-graduação.
Ao iniciar mais um ano de intensa troca intelectual, desejo a todos sucesso, metas alcançadas e realização.
Feliz 2013!
Equipe IGEC


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