Jogos causam pequeno impacto no varejo esportivo
Competição aumenta interesse por algumas modalidades, mas alta das vendas de produtos não é imediata
Gabriel Ferreira - Brasil Econômico
O impacto da Copa do Mundo de Futebol sobre o varejo esportivo já é conhecido. Basta se aproximar o início da competição para que as vendas de qualquer produto feito nas cores verde e amarela disparem. Apesar de ser um evento ainda maior que a Copa, com as Olimpíadas a história é outra. “Em média, os Jogos geram um crescimento de 5% nas nossas vendas”, afirma Ana Paula Grimaldi Roso, diretora de Marketing da Centauro, maior rede de material esportivo do país. Estima-se que, no varejo especializado em geral, o aumento das vendas durante a competição não chegue aos 10%. No período da Copa do Mundo, esse número fica muito próximo dos 20%.
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Apesar de não se traduzir em vendas imediatas, a maior competição esportiva do mundo não deixa de ser uma aliada das varejistas. “As Olimpíadas geram o interesse das pessoas por esportes, deixando isso como um legado”, diz Ana Paula. Uma pesquisa realizada pela própria Centauro apontou que esportes olímpicos como atletismo e judô tem se tornado cada vez mais populares nos últimos 30 anos, muito em decorrência da fama conquistada durante os Jogos, o que impacta positivamente nos resultados das lojas.
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Muitas vezes, o interesse por uma modalidade, nascido durante as Olimpíadas, traz ganhos para as lojas apenas depois do fim da competição. “É comum, por exemplo, o aumento na venda de tênis de corrida, por conta da grande exposição que o atletismo sempre conquista nessa época”, diz Ana Paula. Segundo a executiva, outras modalidades que sofrem o mesmo efeito são o tênis e a natação. Há também fatos mais curiosos, como a busca por material de países que não o Brasil. “A seleção dos Estados Unidos de basquete costuma se destacar durante e logo após os Jogos.”
Fator Rio 2016
Se tradicionalmente o impacto das Olimpíadas é pequeno para o varejo, durante a próxima edição dos Jogos, que será realizada no Brasil, deve ser diferente. “Sem dúvidas, os Jogos do Rio de Janeiro vão gerar um grande reflexo nas vendas, graças ao sentimento de proximidade com o evento”, diz Ana Paula.
Além do fator psicológico, a competição deve impulsionar o alto fluxo de turistas no país e pela aguardada melhora na infraestrutura esportiva do Brasil, o que deve contribuir para que mais gente passe a praticar esportes.
Fonte: http://economia.ig.com.br
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por claudio em 8 de agosto de 2012 às 6:01, e está arquivado em Jornalismo Econômico, Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |
