O que os internautas brasileiros fizeram em 2011
Por Letícia Bade*
A comScore divulgou, em webcast, o estudo “2012 Brazil Digital Future in Focus”. E as informações são fundamentais para todos que trabalham com internet. Para nós, são dados preciosos para mapear comportamento dos internautas, planejar e criar ações.
Com a 7ª maior audiência de internet no mundo, o Brasil é o 5º no ranking de engajamento da empresa (que tem 10 países listados). E detalhe importante: o usuário da internet está “envelhecendo” com a inclusão cada vez maior de pessoas acima de 55 anos.
No ano passado, o Facebook se consolidou como a rede social com o maior número de usuários no país (hoje, 43 milhões) e também como a que mais cresceu no total de visitantes únicos, com uma taxa de 66%, acima dos 33% do Orkut, antigo líder no país. Os vídeos e suas respectivas plataformas, como o YouTube, representam outro meio para expandir o relacionamento com os consumidores na web. Em 2011, os brasileiros assistiram a 4,7 bilhões de vídeos online, totalizando uma navegação que durou, em média, 27,2 horas por pessoa.
Brasileiros ficam pouco no e-commerce
Enquanto o consumidor do Brasil gasta muito tempo com entretenimento e informação na internet, fica bem menos nos sites de comércio eletrônico. “Comparada a países como os Estados Unidos e Reino Unido, com índices de 133,2% e 115,6%, a taxa de visitantes por minuto nos sites de e-commerce é de 32,5%, abaixo da média global de 71,3%”, afirma Alex Banks , da comScore Brasil, em coletiva.
Não é apenas no comércio eletrônico que o Brasil ainda está abaixo dos índices globais. “As categorias de Turismo, Business e Finanças também não têm uma taxa muito elevada de visitas, perdendo espaço para entretenimento, cupons de desconto, redes sociais, serviços de mensagens instantâneas e busca de empregos”, diz o executivo.
No Brasil, os portais são boa oportunidade de ganhar visibilidade. Eles consomem uma média de 39,2% dos minutos de conexão em 2011. Por isso, os sites de notícias, informações e celebridades superaram o desempenho das redes sociais, que encerraram 2011 com uma média de participação de 23%. Entre as redes sociais, o Facebook também teve um crescimento expressivo no tempo de permanência dos usuários. Em 2010, a média mensal era de 37 minutos e, no ano passado, passou para 4,8 horas.
Crescimento dos acessos móveis
Não são apenas as redes sociais que continuam a crescer no Brasil. O acesso à internet por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets também não parou. Em dezembro de 2011, o total de conexões móveis chegou a 1,5% de todo o tráfego digital no país. Entre agosto e setembro do ano passado, o crescimento do número de acessos à web gerados por esses dispositivos aumentou em 50%.
Do total de 1,5% registrado ao final do ano, 42,2% das conexões foram originadas em tablets, a maioria (90,6%), iPads da Apple. O sistema operacional da marca também lidera o ranking entre os usuários de smartphones e o iPhone encerrou 2011 com uma participação de 35% das conexões geradas por dispositivos móveis no Brasil. Em seguida aparece a plataforma Android, do Google, com 31,4%, à frente dos celulares comuns, com 23%.
O número de usuários acima de 55 anos também aumentou, mas a internet ainda é dominada (28,2%) por jovens entre 15 e 24 seja a maioria (28,2%). “Em 2011, os adultos com mais de 55 anos chegaram a 7%, impulsionando principalmente serviços como internet banking. Esse público deve crescer nos próximos anos e é preciso estar atento as suas futuras necessidades”, esclarece Alex.
Letícia Bade é Coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por claudio em 10 de abril de 2012 às 7:39, e está arquivado em Gestão Estratégica de Marketing Digital. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |

