Carlos Nepomuceno | 21/11/2011 • 10:15 Que dizes?

As redes sociais não são coisas diferentes das empresas, mas são o futuro das empresas – Nepô – da safra 2011;

Versão 1.0 – 21/11/2011 – Ainda rascunho – colabore com a revisão!

(Texto faz parte do meu novo e-book - Gestão da Desintermediação – uma obra em progresso.)

É muito mais difícil imaginar implantar Redes Sociais Digitais Corporativas dentro de uma organização que não se vê como uma grande rede.

Dessa maneira, consideram que a organização é uma coisa e o movimento das “Redes Sociais” lá fora ou iniciativas isoladas são outra.

U um corpo estranho é mais uma coisa e não algo a ser alcançado.

Como a fábula do Patinho Feio, que se acha feio por que é pato, mas, no fundo, é ganso.

Ou seja, as redes sociais não são coisas diferentes das empresas, mas são o futuro das empresas. A nova forma de operar! É difícil cair essa ficha!

É importante alinhar a visão.

Se tudo é rede, como detalhei aqui, as Redes Sociais Digitais Corporativas serão um upgrade nas redes atuais, através da implantação de uma nova cultura de controle mais horizontal, pois as empresas estarão apenas se aprimorando, bastante é verdade, mas nada mais do que isso.

Como disse, é preciso, então, re-radiografar a organização com outros olhos.

Nessa direção, podemos classificar três tipos de redes na organização, sobre o ponto de vista dos objetivos: de ação, de conhecimento e de relacionamento.

Pois bem, quando vemos o processo de implantação de Redes Sociais Digitais Corporativas podemos dizer que as pessoas atuam e acham que todo o processo começa e termina na implantação de redes de conhecimento e relacionamento.

Porém, são raros os que enxergam que a implantação de Redes Sociais Digitais Corporativas é basicamente uma nova forma de trabalhar, alterando todos as redes, incluindo também as de ação.

No projeto de um cliente ano passado, um dos participantes me até perguntou  se o projeto de implantação de blogs corporativos erá só de Comunicação (Rede de Relacionamento) ou mudança de processo (Rede de Ação).

O objetivo, respondi, era o de chegar nos dois, mas o mais difícil é a tentativa de mudar processos ainda mais em uma nova cultura mais horizontal.

Hoje, os projetos testados são mais na linha de de comunidades de prática (conhecimento), espaços de troca/comunicação (relacionamento).

E deixam as Redes de Ação, que são quase 80% dentro de uma organização para depois, ou acham que não se deve pensar nesse campo, pois Rede Social é uma coisa e trabalho é outra!

Entretanto, ao analisarmos tanto o movimento cultural que estamos passando e as redes corporativas de hoje vemos que é um ganha enorme de tempo e custo pensarmos em redes corporativas que mudem os processos das organizações e não apenas relacionamentos e conhecimentos.

O difícil é que as Redes Sociais Corporativas Digitais que mudam a ação implicam justamente em uma mudança de cultura e não podem ser implantadas no meio de processos.

Ou seja, não é possível em um processo que começa em “A”, passa por “B” e vai para “C”, por exemplo, implantar uma rede social em “B”, pois vai se ter problemas em “A” e “C” que não vão conseguir se comunicar, pois são maneiras de pensar e resolver problemas diferentes.

Assim, a missão de um agente de mudança é ter consciência de que a implantação de Redes Sociais Corporativas Digitais é uma mudança global nos processos da empresa, tanto nas ações e processos, quanto na forma de gerir o conhecimento, quanto na maneira de se estabelecer o relacionamento.

Como premissas podemos dizer:

a) deve-se escolher redes de ação que permitam trabalhar com processos de início/meio/fim em que toda a cultura possa ser pratica e não apenas em uma parte, pois não é possível duas culturas operarem na mesma direção;

b) não deixar que o processo seja visto apenas como uma melhora de relacionamento ou de conhecimento, pois é uma parte pequena do todo;

c) quando fazem nessa linha as pessoas começam a dizer o seguinte, ou eu trabalho ou eu colaboro, pois as redes sociais entram de apoio e não mudando processos.

*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital