Traduzir Conceitos em Experiências Únicas
Por Leo Amato*
Saber encontrar novas possibilidades de se comunicar com o cliente torna cada vez mais instigante o trabalho com publicidade e propaganda. Até pouco tempo, bastava ter uma boa idéia e um bom veículo para realizar uma campanha de sucesso. Os limites da criatividade e do planejamento de mídia eram delimitados de acordo com os limites que cabiam ao consumidor, cujo papel era receber as propostas criativas e responder aos estímulos, comprando os produtos e serviços oferecidos.
Mas quem disse que a vida da bailarina é fácil? Quando tudo parecia estar em ordem, a internet cria um novo conceito de como deve ser a participação dos consumidores em sua relação com o mercado, novos limites são implantados, ou melhor, não existem mais limites. A participação do público passa ocorrer em todas as fases, da elaboração do produto, até na maneira em que a empresa deve se comunicar com seus clientes.
Agora, o processo de compra de um produto, passa obrigatoriamente pela consulta pública dos fóruns e comunidades da rede, a experiência de outros passa a valer mais que os 30 segundos do horário nobre da televisão.
Essa colaboração tornou muito mais complexo o processo de elaboração de campanhas e ações de publicidade. A marca, cada vez mais valorizada, torna-se o centro das atenções, na medida em que a ideologia da empresa tem de representar o pensamento vivo de um grupo significativo de pessoas. Afinal, todos agora são formadores de opinião.
Tentando entender os novos caminhos que deveremos adotar, dentro deste cenário participativo, podemos apostar em ações que envolvam a experiência direta entre clientes, produtos e marcas. O perfil da sociedade atual aponta como grande tendência a experiência sensorial. Jogos cada vez mais interativos, como os da plataforma Wii, filmes e programas em terceira dimensão e interatividade através da realidade aumentada, mostram essa necessidade do público viver de maneira quase que concreta, uma grande experiência de vida.
Mais do que criar um evento, as ações deverão ser pautadas na tradução do conceito de uma marca para o concreto. Os orçamentos dos planos de comunicação deverão prever em todas ações, a interatividade dos meios e a experiência sensorial dos conceitos que as empresas pretendem vender para seus clientes.
Exemplos, ainda que pontuais, podem ser vistos nas ações da Coca-Cola e da Red Bull, onde é possível criar um elo entre conceito, marca e experiência, transpondo os limites do produto e gerando um momento único para cada cliente. Um projeto elaborado dentro deste posicionamento permite aproximar ainda mais cliente e empresa, cabendo aos profissionais, apenas fazer o monitoramento dos reflexos dessas ações boca-a-boca e principalmente nas vendas.
- Vídeo Coca-Cola: http://www.youtube.com/watch?v=hVap-ZxSDeE
*Leo Amato é professor de Gestão de Contas na Pós-Graduação em Gestão Estratégica da Comunicação
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por claudio em 4 de outubro de 2011 às 19:41, e está arquivado em Gestão Estratégica da Comunicação. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |



