Pequenas empresas criam mais empregos
Os negócios de pequeno porte do setor de serviços foram os que mais geraram postos de trabalho no mês de julho
Dilma Tavares, da Agência Sebrae de Notícias,
Comentários do Prof. Claudio Moreira*

Brasília – As micro e pequenas empresas, principalmente as menores, mantêm a liderança na geração de empregos com carteira assinada, ultrapassando com larga vantagem os médios e grandes empreendimentos.
Dos 181.796 empregos criados no mês de julho, 135,5 mil (74,5%) foram gerados pelo segmento.
Em junho essa participação foi de 71,8% do saldo total de empregos gerados.
Só as microempresas com até quatro empregados geraram 68,6% dos empregos criados em julho, respondendo por 124,7 mil do total. As pequenas empresas, com 20 a 99 trabalhadores, geraram 8,1% dos postos de trabalho.
As microempresas com cinco a 19 trabalhadores tiveram saldo negativo de 2,2% do saldo total. Já as médias e grandes responderam por pouco mais de 25,5% dos postos de trabalho criados no período.
Os dados produzidos pelo Sebrae foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego. Eles mostram que as micro e pequenas empresas geraram mais empregos no setor de serviços (23,8%), seguido pela construção civil (20,1%) e pela indústria de transformação (14,5%).
“Ressalte-se que os saldos de empregos líquidos dessas empresas foram positivos em todos os demais setores”, reforça o analista de políticas públicas do Sebrae”, Leonardo Mattar. Ele lembra o segmento teve performance positiva na geração de emprego em todo o primeiro semestre de 2010.
As pequenas empresas com 20 a 99 empregados geraram mais empregos na construção civil, com 3,8%, seguida pela indústria de transformação com 2,9%. As maiores perdas das microempresas que empregam entre 5 e 19 trabalhadores ocorreram no comércio, com -3,8%, um problema verificado pelo quarto mês consecutivo, conforme o analista Leonardo Mattar.
Comentário: As PME’s estão no Brasil em numero esmagadoramente maior que as empresas de grande porte, mostrando sua importância para a economia do país. No contexto mundial, as PME’s sempre ocuparam seu lugar de grande importância na economia, foram elas as responsáveis pela alavancagem econômica do país. Como exemplo, podemos citar os Estados Unidos, França, Itália, entre outros. Em Portugal, As PME’s representam 99,5% do tecido empresarial, geram 74,7% dos empregos e realizam 59,8% do volume de negócios nacional, (dados de 1998).
Para atender a este imenso mercado consumidor de serviços de vários tipos como campanhas de comunicação, programas de capacitação de funcionários, ações de marketing digital, programas de qualidade no atendimento, entre outras, devemos atentar para a simplicidade (sem ser simplória) na abordagem a um cliente que nem sempre está familiarizado com jargões corporativos e novíssimas tecnologias, mas que sabe exatamante “onde o calo aperta”. É necessário esmero na compreensão da realidade deste cliente, por vezes pouco estudado, mergulhando em seu mundo, vivenciando seu cotidiano e entendendo sua cultura. Pragmatismo aliado à práticas consagradas e uma boa base teórica costumam funcionar bem quando servimos à pequenos empresários, que em boa parte das vezes, começou seu negócio batalhando sozinho, mas que tem muito a nos ensinar.
*Claudio Moreira é Diretor Executivo do IGEC e professor de Postura Consultiva e Prestação de Serviços.
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por claudio em 24 de agosto de 2010 às 14:06, e está arquivado em Gestão Estratégica da Comunicação. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |







há 2 anos atrás
Prezado Cláudio:
Mais um indício de queda da importância relativa da indústria, modo geral.
Embora a tendência do ganho de participação ser presente em todas as economias, também de modo geral, parece que no Brasil tal tendência está acima da média. E é indício também do crescente empreendedorismo brasileiro, pois as empresas tão pequenas são justamente, modo geral, as que ainda estão mais próximas de seus respectivos inícios.
Quanto à cultura brasileira, você lembrou muito bem, ainda está na idade da síndrome do “ou”: ou teoria ou prática, ou campanhas de comunicação ou ações de marketing digital, etc. Perseveremos ajudando a mudar os itens da cultura que devam ser mudados. “Deus, conceda-me serenidade pra aceitar o que não posso mudar; coragem pra mudar o que posso; e sabedoria pra perceber a diferença.” Reinhold Niebuhr