Lançamento da linha Curve ID tem também Mariana Ximenes e Sophie Charlote como representantes

Leticia Muniz, do
Comentários do Prof Claudio Moreira*
Levi's Curve ID 

Marca pretende incentivar consumidoras a se sentirem satisfeitas com seus corpos

Rio de Janeiro – A Levi’s escolheu as atrizes Juliana Paes, Mariana Ximenes e Sophie Charlote para representarem os diferentes perfis das brasileiras e lançar mais uma coleção da linha Levi’s Curve ID. Com a associação às três atrizes, a marca pretende passar a imagem de mulheres confiantes e felizes com seus próprios corpos.

No último sábado, 12, as três atrizes estiveram na Neighborhood Store da rua Oscar Freire, em São Paulo, medindo pessoalmente as clientes e ajudando-as a encontrar o modelo de jeans que melhor se encaixa em suas curvas.

A Curve ID utiliza um sistema de caimento customizado que foca na forma e proporções da mulher, e não no seu tamanho. Foram estudadas imagens de corpos de mais de 65 mil mulheres para desenvolver caimentos baseados na diferença entre a medida do quadril e dos glúteos femininos.

Fonte: http://exame.abril.com.br

Comentário: Repetidos estudos revelam que nunca as pessoas gastaram tanto dinheiro com cosméticos, vestuário e tempo nos salões de beleza e com cirurgias plásticas como hoje e, ainda assim, continuam insatisfeitas consigo. Longe de retomar a discussão sobre a “ditadura da beleza”, já que a escolha das (belas) atrizes poderia sugerir que, “ok, eu não tenho o corpo da Juliana Paes nem da Sophie Charlote”, ou seja para o produto ajustar bem, a natureza deve dar um belo empurrão, mas pesquisando um pouco mais descobri que não é necessário ter as invejáveis curvas das globais para usufruir do produto

Ainda não chegaram ao conceito de Customização de Massa como descrito por Frank Piller, Professor de Innovation Management na RWTH Aachen University, que para funcionar plenamente, deve possuir 3 características organizacionais importantes:

1. Projetar o produto em módulos independentes, para facilitar a montagem sem aumentar os custos

2. Layout de produção em módulos independentes para serem realocados com facilidade.

3. A cadeia de suprimentos: disponibilizar os produtos básicos de maneira efetiva racionalizando os custos. Flexibilidade para atender aos clientes desde o momento do pedido até a entrega do produto acabado.

A flexibilização chegou a tanto? Me parece que ainda não, mas o caminho traçado é muito interessante, faço votos que dê muito certo.

*Claudio Moreira é Coordenador Geral do IGEC e professor de Marketing de Serviços na pós-graduação de Gestão Estratégica da Comunicação