O que fazem nossos alunos?
A Classe C e o Consumo
05/09/12
Artigo escrito por Diogo Moraes Gonçalves Vieira, Leandro Nascimento Silva, Luciana Arruda Thomaz, Luis Augusto Nobre de Almeida, alunos da http://www.igec.com.br/pos-turma/2/125/gestao-estrategica-da-comunicacao
Desde o início da estabilidade econômica no Brasil, a Classe Média ou Classe C nunca esteve tão grande e com tanto poder de consumo. Sua força vem crescendo nos últimos anos e ela já concentra mais da metade da população brasileira, com estimativas superiores a 100 milhões de pessoas. O aumento considerável se deve à atual estrutura financeira, aos programas de distribuição de renda e à escolarização da população, que permite a busca por melhores ofertas de emprego. As mudanças já provocaram a transformação da pirâmide social que se tornou um losango.
Esta nova classe C, fruto da mobilidade socioeconômica, do crédito disponível no mercado e da consciência na hora da compra, passou a demandar diversos setores da economia nacional, concentrando os investimentos das empresas para esta grande fatia do mercado. Em valores percentuais, a classe média já está consumindo mais que as Classes A e B juntas.
A classe C passou a ter maior participação social se comparada com a classe média alta, a classe B e classe alta, a classe A. A classe C influencia as empresas, que precisam se preocupar em atender os hábitos desse público. As estratégias comerciais estão de olho nesse mercado, que movimenta o consumo. Por ser a maior camada social da população brasileira tem um grande poder também na política. Não só decide tendências de comportamento, mas pode decidir uma eleição.
Regina Di Ciommo – A nova classe média brasileira: o consumo e a participação social.
Nos últimos anos, isto pode ser visto de uma forma mais direta durante os períodos eleitorais. Os políticos, que por diversas vezes deixaram a classe média de lado, procurando os votos dos mais pobres e tentando não se indisporem com os mais ricos, agora precisam deste novo eleitor/consumidor. A conquista dos votos está cada vez mais elaborada, com promessas que passam pela manutenção do padrão de vida adquirido nos últimos anos e com a fiscalização mais próxima pelas mudanças da cobertura midiática.
As famílias desta classe estão com a renda mensal domiciliar total entre R$1.734,00 e R$7.475,00, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) de 2011. São de pessoas que progrediram da zona de vulnerabilidade social, migrando das classes D e E, e saindo da marginalização social. Muitos pelos esforços de famílias para aumentar a escolaridade de seus filhos ou com ações de empreendedorismo social, com pequenas empresas para atender uma demanda de mercada que foi deixada de lado inúmeras vezes: as próprias necessidades da classe média.
Mas vale ressaltar que esta nova classe média mantém características conservadoras de comportamento, muitas vezes geridas por suas fortes crenças religiosas. São famílias estruturadas, com a definição clara de papéis familiares tradicionais É preciso aprender sobre este novo perfil, de um brasileiro empoderado em seus direitos, consciente de seu consumo e preocupado com os rumos econômicos do país, mesmo que superficialmente. Ele precisa deste conhecimento para continuar consumindo, de olho nas oportunidades de crédito facilitadas pela política econômica do Governo Federal e do próprio mercado globalizado.
O perfil de consumo não se resume apenas a bens materiais, mas, também, com um crescimento vertiginoso em serviços, principalmente, ligado à educação. Há uma associação direta entre o aumento da escolaridade com o aumento da renda familiar, conforme diversas pesquisas apontam. O integrante da classe média cada vez mais investe em sua educação, buscando ir além de cursos superiores de graduação. Ele sabe que precisa fazer pós-graduação, MBA, cursos de idioma, cursos de qualificação caso almeje uma promoção salarial ou mesmo uma nova proposta de emprego que pague melhor.
O Governo Federal tem incentivado esta política de educação e qualificação profissional, com o financiamento de cursos de graduação à população em geral por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), além do Programa Universidade para Todos (Prouni). Segundo dados de 2009, o consumo na área educacional (escola, universidade, material escolar, livros e etc) foi de R$ 15,7 bilhões, valor muito superior ao consumido em 2002, quando ficou em torno de R$ 1,8 bilhão.
Mas, ainda assim, o Brasil está longe de possuir uma educação de qualidade, independente da origem pública ou privada. Apesar de o Governo Federal fornecer meios de acesso ao Ensino Superior, um diferencial para a mobilidade social, a qualidade do ensino de base e do próprio ensino superior vem deixando de ser prioridade. O país tem investido para o aumento do número quantitativo e se esquece da qualidade do aprendizado.
Uma recente pesquisa aponta que 34% dos universitários são considerados de alfabetismo básico – “pessoas classificadas neste nível podem ser consideras funcionalmente alfabetizadas, pois já leem e compreendem textos de média extensão, localizam informação mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências”. Os dados são do Indicador de Alfabetismo Funcional – INAF 2011, elaborado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa.
Esta limitação de conhecimento, promovida pela atual política educacional do Ministério da Educação, leva cada vez mais pessoas despreparadas para o exigente mercado de trabalho, sendo necessária a promoção de programas complementares de educação profissional, como o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), desenvolvido pelo Ministério de Minas e Energia, cujo foco é a qualificação de pessoal para o setor de Petróleo e Gás.
Esta qualificação adicional se deve ao falho sistema de ensino, cujas práticas de aprovação continuada, para evitar a evasão escolar por repetência, têm confirmado os dados da pesquisa apresentada pelo Instituto Paulo Montenegro. E a repercussão deste ciclo atinge diretamente a Classe Média, que precisa investir cada vez mais em educação como forma de se manter dentro do crescimento econômico e da mobilidade social em que o Brasil está inserido. Ela se esforça para evitar o fraco ensino público das categorias Fundamental e Médio e tenta ingressar em universidades públicas, que são melhores conceituadas no mercado de trabalho, mesmo com a falta de investimentos do governo.
A oferta de crédito vai além do setor educacional. Com as medidas tomadas pelo Governo Federal para acelerar a economia e manter o avanço do consumo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos de linha branca, automóveis e materiais de construção, foi dado acesso a produtos antes tidos como exclusivos das classes mais altas, permitindo a migração dentre as classes sociais.
A preocupação começou a ir além do consumo de bens básicos, como alimentação ou moradia, permitindo a troca e compra de eletrodomésticos e eletroeletrônicos mais elaborados. Com a maior oferta de crédito e prazos mais elásticos para quitar as dívidas, houve um aumento considerável na compra de geladeiras, máquinas de lavar e televisores mais modernos, além da compra de eletrônicos, celulares e computadores, que facilitam o processo de democratização da informação e da comunicação.
(…) o que mudou foi o acesso aos bens de consumo e uma rotatividade, ou seja, as pessoas trocam seus móveis e eletrodomésticos com uma maior facilidade do que trocavam antes. O que vemos hoje são as casas super bem equipadas, embora por fora as fachadas ainda estejam em construção. Mais do que isso, temos uma reconfiguração na própria maneira de viver a vida. As pessoas pautam as suas ações futuras com base nos compromissos assumidos com o mercado. Trabalha-se para pagar as dívidas. É uma realidade que está lado a lado com o que está acontecendo em todo o país. Vivemos em uma sociedade de consumo, onde o mercado lança estímulos e as pessoas cedem a eles. O que acontece é que hoje quase tudo é possível.
Cláudia Sciré – Pesquisa detalha a relação da classe C com o crédito.
A possibilidade de se consumir tudo atrelada às oportunidades de trabalho naturais e as estimuladas por programas de governo, como o Jovem Aprendiz e Meu Primeiro Emprego, também influenciam o consumo da população mais jovem, ávida por ascender socialmente e por possuir bens tidos como “da moda”. O acesso ao crédito permite que o jovem contribua na renda familiar total, mas também o possibilita a ter acesso a roupas de marcas e novidades eletrônicas, antes tidas como bens quase inalcançáveis.
Mas, por vezes, estes jovens entram em uma zona de alto risco de consumo, aumentando o endividamento da classe média. Eles passam de meros consumidores para consumistas, devido ao fácil acesso ao crédito por meio das financiadoras e dos bancos. Muitos precisam da intervenção familiar na quitação da dívida, o que acaba afastando aquele núcleo familiar do consumo consciente e crescente de bens e serviços.
Muitos utilizam os empréstimos nas financeiras para pagar suas dívidas. Com isso, acabam se endividando cada vez mais e a situação se transforma em uma bola de neve. (…) O que falta no país também são políticas públicas de educação financeira. As pessoas, muitas vezes, não entendem que o cartão de crédito não é um complemento da renda.
Cláudia Sciré – Pesquisa detalha a relação da classe C com o crédito.
O descontrole e a inabilidade da boa utilização do crédito fornecido pelo mercado, assim como o crescente endividamento da classe C, tudo isso acaba se vinculado ao reflexo da qualidade educacional do país. Educação esta que vai alémdos bancos escolares ou das cadeiras universitárias. Ela está mais atrelada à cidadania, ao conhecimento de direitos e deveres, ao limite de até onde o que se pode ir. Evitar consumir além do que se recebe, do que se ganha ainda é uma das grandes lições a ser aprendida pela classe média, no geral.
Uma solução poderia ser o ensino de educação financeira ainda no Ensino Fundamental e Médio, que contribuiria para a disseminação do conhecimento e ajudaria o controle familiar para evitar dívidas e continuar consumindo, sem exageros, nesta nova economia. Desta forma, a grande facilidade de crédito no mercado deixaria de ser um risco para a classe média e permitiria que a mesma pudesse planejar seus gastos.
Este é um momento de transição. Há seis anos, percebemos que houve um aumento no volume de consumo, e não na sua qualidade. Mas, ao mesmo tempo, nos dois últimos anos, começamos a ver um investimento pesado em previdência privada, o que pode mostrar uma mudança de comportamento. É provável que na medida em que a nova classe C passe a adquirir outros bens, comece a viajar mais, também os padrões podem mudar e, dessa forma, as culturas e seus valores.
Rudá Ricci – Rumo ao pleno emprego.
Em um mundo cada vez mais conectado e preocupado com o futuro, o consumismo exagerado vai de encontro ao consumo consciente, onde se procura manter o desenvolvimento econômico e a equidade social, além da proteção do ambiente, o mais impactado com as grandes demandas por matéria prima e água, além do volume de resíduos provocado pela troca constante de bens materiais. A sustentabilidade do consumo perpassa por tudo isso, não somente pelo acesso ao crédito, como muitos acreditam.
As mudanças para que a nova classe média mantenha seu poder de compra, mas sem aumentar seu endividamento, o que poderia trazer de volta a inflação pela inadimplência em pagar as contas, só poderá acontecer com acesso à informação e à educação. É preciso sair do círculo vicioso provocado pelo consumo e assumir um novo comportamento para controle de receita e de gastos familiares, que garantia a sustentabilidade financeira dessa parcela populacional.
Também não podemos nos esquecer de que a Classe C está cada vez mais exigente em relação à qualidade de seu consumo. É uma fatia do mercado que tem atraído cada vez mais investimentos. O cidadão não que apenas o produto barato, mas quer que ele seja durável, de qualidade, que não permita que seja trocado com a mudança das estações (exceto para roupas). Este consumidor mais crítico analisa até mesmo a eficiência energética, como no caso de eletrodomésticos e eletrônicos em geral, pois há um impacto direto em seu bolso com o aumento da conta de energia.
Há setores e empresas cada vez mais direcionados para esta classe média consumista. Muito assumem seus produtos e serviços como específicos para esta fatia da população, buscando uma maior aproximação pelas relações sociais. A identificação é o primeiro passo para atrair este consumidor com crédito e com desejo de compra, que direciona seus gastos para reformas do lar, troca de móveis e bens materiais, saúde (academias, planos de saúde e odontológicos, tratamentos estéticos), educação, dentre outros.
Com o direcionamento da Classe C para a qualidade do que se consome, quem mais tende a ganhar com esta nova posição imposta ao mercado é o setor de serviços, devido à demanda crescente pelo mesmo, como forma de garantia do bem estar. É o caso de supermercados e shoppings, que se assumem como polos de compras para este consumidor emergente e exigente, que procura comodidade e conforto na hora de sair adquirindo bens e serviços.
As pesquisas demonstram facilmente que a nova classe média está mais preocupada com bem-estar e manutenção de seu poder de crédito. Segundo dados levantados pelo Instituto de Pesquisa Fractal, esta nova classe média almeja “cultivar respeito próprio” (99,2%), “ser respeitada pelos outros” (99,1%), “ter segurança para viver” (99,1%), “desfrutar da vida” (98,5%), e “sentir que alcançou as aspirações” (98,2%).
Livro “Atrás da Porta” concorre ao prêmio nacional de melhor livro-reportagem
03/09/12
A aluna da 10a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação (COM10), Susan Buranelo, formada em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, lançou com a também jornalista, Samyra Galvão, o livro-reportagem “Atrás da Porta”. O projeto que narra a prostituição na cidade de Campo Grande-MS começou como trabalho de conclusão de curso na universidade.
“O livro tem histórias reais de mulheres e homens que passaram ou ainda passam por essa realidade tão difícil e tão julgada. Após a leitura, com certeza, cada um irá repensar sua opinião sobre o assunto”, conclui Susan.
O “Atrás da Porta” foi vencedor do Prêmio Expocom 2012 como o melhor livro-reportagem da região no congresso INTERCOM Centro-Oeste, realizado em Campo Grande nos dias 7, 8 e 9 de junho, concorrendo com livros de formandos da Universidade de Brasília (UNB) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Como resultado do prêmio, o trabalho foi indicado para concorrer no INTERCOM Nacional, de 3 a 7 de setembro, em Fortaleza-CE, como o melhor livro-reportagem do país.
Parabéns Susan!
StereoMood, música para o seu humor
29/08/12
Por Desirée Lourenço*
Tem vezes que a playlist do seu mp3 não acompanha seu humor, e você passa horas procurando aquela música que se encaixa, não é? Pois o StereoMood já separou para você em Playlists de acordo com seu humor e o que voce esta fazendo no momento.
O projeto já está no ar há um bom tempo, e só vem crescendo, agora eles já tem até aplicativo pra iOs e Android, e os apps são bem bonitinhos!!
É simples, no site, você pode escutar música sem estar logado, é só escolher qual playlist se encaixa melhor no seu humor do momento, ou sua atividade e aumentar o som! Além disso você pode criar o seu próprio momento com músicas que gosta!
O site ainda conta com um design super lindo e o background deles muda sempre, com imagens de fotógrafos conhecidos e desconhecidos por aí! Olha só a proposta do pessoal:
“behind every song there’s always an emotion. that’s why we love music.
so we’ve created a way to suggest songs that follow your feelings: stereomood is the emotional music service providing music that best suits your mood.
how do i feel? what am i doing now?”
(por trás de cada música, sempre existe um sentimento. Por isso amamos música. Então criamos uma maneira de sugerir músicas que sigam o seu “estado de espírito”: stereomood é o serviço de músicas emocionais que entrega a melhor música para o seu humor. Como você se sente agora? O que você está fazendo?)
*Desirée Lourenço é publicitária, aluna da 9a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital. Conheça mais sobre Desirée clicando aqui
Conexão Portugal- Brasil
18/05/12
Depois do nosso representante de Angola, Cabingano Manuel (http://www.igec.com.br/blog/?p=1670), agora é a vez da Marta Filipa, portuguesa, aluna da COM9 (9a turma de Gestão Estratégica da Comunicação), ser entrevistada pelo blog do IGEC, na condição de representante das terras D’além mar.
Blog: Marta, cruzar o Atlântico para estudar não é uma tarefa fácil, o que te atraiu no curso de pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação?
Marta: É verdade Cláudio, não é fácil, mas o que mais me atraiu no curso foram as disciplinas. Achei ( e continuo achando) o curso super completo em que abrange várias áreas da comunicação, tanto para quem vem da área, como quem não vem.
Blog: Como está sendo a experiência de vivenciar a realidade brasileira na área?
Marta: Eu vim para cá com a ideia de que na área da Comunicação o Brasil estava bem evoluído e seria uma boa “escola” para mim. Quando cheguei, confirmei essa minha ideia. Vocês sãos bons! E estão a começar a me dar as primeiras oportunidades.
Blog: E o contato com a turma e os professores? Somos muito diferentes de nossos coirmãos portugueses?
Marta: Tem sido ótima!! Todos me acolheram super bem, me ajudam! Não são muito diferentes não, são tão simpaticos/dados quanto nós e isso foi ótimo para a minha adaptação/integração na turma/aulas.
Blog: Já pintaram oportunidades profissionais aqui?
Marta: No inicio não foi fácil, porque sendo estrangeira e sem contatos é mais dificil arranjar algo. Mas passados 4 meses me deram a minha primeira oportunidade de trabalho, como freelancer de comunicação de uma loja. Agora tive outra oportunidade também na área, e felizmente com uma mentora e está tudo se encaminhando. E ainda bem, até porque eu tenho muito para aprender com vocês nessa área.
Blog: E sua estada aqui? Tem curtido bem o RJ?
Marta: Está sendo muito boa! Agora sim tenho curtido o Rio. Não ao estilo carioca (ainda) , mas tenho passeado e estou adorando. É, sem duvida, uma cidade naturalmente maravilhosa .
Blog: Que experiências levarás daqui?
Marta: Acima de tudo, é aqui que eu estou crescendo nessa área, e isso não tem preço, principalmente porque tem sido ótimo. Levarei toda a bagagem profissional e cultural comigo que, novamente, não tem preço (bem carioca essa expressão, não é? Já entrou :p ).
Social Media Brasil – um pouco do que eu vi
17/05/12
Por Desirée Lourenço
Pra quem não ficou sabendo, nos dias 11 e 12 de maio rolou o Social Media Brasil em SP! O evento foi bem legal, ainda mais pra mim, que estava precisando de novas fontes de informação. E na pior das hipóteses é sempre bom para fazer contatos. E se ainda assim não te convenceu, o donut de chocolate tava uma delícia! Ok, ok, o de bavarian também!
Durante o evento tive a ideia de tentar transmitir as palestras que eu assistia pelo iPhone. Logicamente, a qualidade ficou bem prejudicada, mas o áudio, que é o mais importante, até que ficou legal! Aqui vou falar um pouquinho do que vi lá, bem rápido mesmo, pra não ser muito chata. Acreditem, virão mais posts sobre o que ouvi lá! Mas aqui vai um apanhado geral. E se você quiser assistir os vídeos das transmissões é só clicar no meu canal.
A minha programação foi:
Sexta:
Seu e-commerce pode dar retorno em Social Media?
Bianca Furtado – Cadastra
“Qual o seu objetivo?” É a primeira coisa a se pensar. Nós não podemos estar nas redes, só por estar, vamos com calma: planejar e decidir o que queremos nas redes sociais. E o principal, não esquecer que o online e o offline estão conectados!
Métricas e monitoramento de redes sociais: Do estagiário ao CEO
Diego Monteiro – Scup
O palestrante foi o @diegomont que é do Scup. A palestra se baseou na importância do monitoramento, e na importância de transformar aqueles dados e tantos números em inteligência e informação. Ele ainda contou que o Scup está querendo profissionalizar ainda mais o mercado de monitoramento, com cursos, certificados e aulas online.
Uma das principais questões, que seria a pergunta de um milhão é “Qual a métrica que devemos usar?” O que essa pergunta significa? Analise o seu modelo de negócio e descubra o que faz sentido pra você. E não esqueça nunca: todo mundo no negócio tem que começar a entender o monitoramento e sua importância. Todos podem ajudar!
Como todos que monitoram as redes sociais sabem: acompanhamento diário. Monitoramento tem que estar ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana. E principalmente, ter alguém olhando esse monitoramento.
Como aproveitar as redes sociais para insights para sua marca
Marcelo Trevisani – Tecnisa / Amnah Asad – LiveAD / Dudu Fraga – Talk Inc / Ana Paula Kuroki – Lino Inc
Fiat Mio e Tecnisa. Nomes que são carta marcada quando falamos de inovação e novas atitudes nas redes. Esse debate falava justamente sobre isso, como o buzz nas redes podem ajudar as grandes marcas/agencias a terem insights. O Dudu, da Talk Inc falou sobre Social Media Research e as comunidades nas redes, onde o material é cada vez maior, e cada vez mais relevante. Particularmente o case da Fiat Mio me agrada muito! Vale a pena assistir!
Conteúdo e engajamento sustentando marcas nas redes sociais
Julian Lopes – Julice Boulangère / Nanni Rios – L&PM
Essa palestra é uma fofa! No bom sentido, lógico. Na verdade é um debate com o Julian Lopes e a Nanni Rios. Você já ouviu falar no caso da padaria que libera nas redes o horário da fornada de pão? Pois é! Esse cara, o Julian, é ele! A Nanni, como ela mesmo disse, é a equipe toda de social media da L&PM editora. Os dois trabalham com clientes bem diferentes, e ambos fazem um trabalho genial nas devidas áreas.
Eleições 2012 – O que devo saber para este ano? o que mudou?
Juliano Spyer – NaoZero.com.br
Eu tava ansiosa por essa palestra, afinal de contas é a minha área de maior atuação. O @jasper falou do inicio desse trabalho na política, lá atrás com o meetup. Pulou para campanha Obama, campanha presidencial no Brasil, e aí é que ele mandou o comentário genial. No Brasil nada aconteceu. Nada que poderia mudar o rumo das eleições. Afinal a ligação direta não muda orçamento -> resultado.
“A internet ainda não aconteceu nas eleições brasileiras”. Porque? As pessoas que produzem internet no Brasil ainda são preconceituosas, estamos falando com a Classe A/B e a Classe C é deixada de fora. A Classe C, tem sozinha, 105 milhões de habitantes. Não dá pra ignorar né?
Liberdade na criação e propagação de campanhas engraçadas no Facebook
Pablo Peixoto – W3 haus / Nathália Capistrano – AgênciaClick / Marina Bonafé – Grupo SD / Breno Oliveira – ADBAT/TESLA
Se adeque ao cliente, e pense duas vezes antes de postar. Pense que a sua brincadeira pode ter um duplo sentido. Eu só fiquei uma parte do debate, queria muito dar uma passada na outra palestra, sobre TV.
Mídias sociais + TV Brasileira: o futuro começa agora
Jayson Fittipaldi - Nobox
Eu só assisti metade da palestra mesmo, e o que pude pegar foi isso. The Voice. Ele precisa do online! É mais tempo no ar do que simplesmente na televisão. Use o computador, que estará com você junto com a TV para plataforma de interação. O show precisa ser influenciado pela ação social, como no caso do Aguinaldo Silva com a Pereirão.
Facebook + SEO – idéias, técnicas e adaptações
Ique Muniz – MestreSEO
O @iquemuniz deu uma aula pra galera que quer indexar melhor ainda os produtos dentro do Facebook nas buscas do Google. Ele não apresentou nenhum mecanismo muito genial, mas assim como no SEO, alguns passos necessários para que, aos poucos, você possa subir seu material. Por exemplo, você usa as notas na sua página/perfil? Então as use!
O bom, o mau e o fail: influência, relevância e trapaças em ações com influenciadores
Felipe Signorini – Talk Interactive / Natália Mateus – Presença Online
Ahhhh, essa palestra deu o que falar! Fechou o dia, e de longe, foi a melhor palestra! É o vídeo que mais indico para ser assistido. Sem dúvidas. Primeiro a Natalia falou sobre as coisas boas feitas, o bom! Feito sem maldade, na qualidade mesmo. Aí entrou o Felipe para falar sobre o #fail. E aí, o cara deu um show! Falou de scripts e robôs que são usados para subir tags, para ganhar seguidores e ainda mostrou relatórios vindos do sequaz, uma ferramenta bem interessante, que vale ir conhecer. Assistam o vídeo, o caro é bom!
Sábado
Estratégias de mídia, como ter um insight e melhores práticas em social AD`s.
Vinicius Zimmer – Agência Casa
O Vinicius mostrou alguns cases com públicos bem diferentes e as estratégias que foram usadas. Atingir os inovadores, criar advogados da marca e etc. É interessante.
Como os amigos podem influenciar na decisão de compras nas redes sociais
Gabriel Borges – Ampfy
O @gborges veio para falar sobre a importância da influência dos amigos na sua rede. Ele falou sobre como nós somos influenciados por quem usa tal produto e não por qual produto estamos falando. Todo o nosso consumo, está ligada a cultura do produto, e tudo que ele representa. A palestra, resumindo, falou sobre o valor agregado ao produto quando sua imagem muda.
A culpa é realmente do cliente ou suas ideias são realmente boas?
Ian Black – New Vegas / Solon Brochado – DM9 Sul
Sinceramente? Esperava um pouco mais desse debate. O que eles fizeram foi escutar o pessoal que estava na platéia e suas experiências. E a conclusão que chegaram foi que muitas vezes queremos ideias super inovadoras e os clientes não aceitam e aí achamos que o cliente é malvado. Mas será? As vezes, nós é que não pensamos de acordo com a cultura da empresa.
Uma marca deve se comportar como uma empresa ou como uma persona nas redes sociais?
Marcelo Salgado – Bradesco / Renata Checha – Tuddo Coach / Gabi Bianco – NBS
Depende. Qual é a sua marca? Será que o seu consumidor vai querer falar com a marca ou com um bonequinho? O pinguim deu certo? Com certeza, mas será que um banco, por exemplo, conseguiria o respeito que precisa se fosse uma persona e não a própria marca? O debate foi uma interessante discussão sobre o “como se diferenciar, hoje, nas redes”
Como identificar o início de uma crise na Web e como agir rápido
Patrícia Teixeira – Trixe
Mais uma palestra que fala um pouco de monitoramento e como devemos agir nas redes dos clientes. Neste caso a Patrícia foca na gestão de crises. E quando tudo dá errado? As crises para a sua marca podem vir de todos os cantos, e mais uma vez, é reforçado o monitoramento.
Dataviz: O desafio de transformar dados em conhecimento
Natalia Traldi – AgênciaClick / Bruno Canato – Cubocc
Palestra maravilhosa. Os dois são muito bons e estavam em boa sintonia. A @natraldi deu um show em análise de dados. Com exemplos de gráficos e como passar para o cliente o que ele precisa ouvir. O Bruno mandou bem na parte um pouco mais teórica do assunto. Lembrando, o seu cliente, vai ler seu relatório gigantesco? Vamos otimizar! Vamos mostrar simplesmente o que ele precisa e que saber.
Social marketing – sua empresa já ganha dinheiro com ele?
Adilson Batista – ADBAT/TESLA
O Adilson fez uma rápida análise do cenário do mercado hoje. Segundo ele, o Social Media ainda tem muito espaço para crescer, mas ainda está muito desorganizado no espaço. Todo mundo quer aparecer, todo mundo quer seu lugar ao sol, e assim poucos players se destacam no mercado encabeçando essa nova área, ainda muito “criança” no Brasil. Foi ótima para fechar o evento e dar um pouco de esperança pra quem acredita, como eu, por exemplo.
E depois se quiser só dar uma olhada nos vídeos e em um pouco mais do evento, é só ir na página #smbr2012 e se divertir, compartilhar, comentar, rir…o que mais vocês quiserem!
Espero que tenham gostado! ![]()
*Desirée Lourenço é aluna da 9a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital (DIG9).
Quer saber as “Últimas de Rebecca Porphírio”?
11/05/12
Editora e repórter na Internet, Rebecca Porphírio é especialista em mídias sociais do TechTudo, site de tecnologia da Globo.com. Já foi assessora de imprensa na Oi, gestora de produto na Casa Civil do RJ, analista de mídias sociais e até organizadora de eventos de anime.
Apesar da paixão por computadores e web, duas coisas que não podem faltar na vida dessa jornalista são mangás e videogames. Nerd de carteirinha e gaúcha de coração, ela é também gremista por associação.
Rebecca foi aluna da 6a turma de pós em Gestão Estratégica de Marketing Digital (DIG6)
Veja as últimas da Rebecca abaixo…
‘Pensamos no digital, pois esse é o futuro’, diz gerente do The Guardian
Pier Jones, gerente de produtos do The Guardian, explica a grande aposta do jornal no Facebook.
Bombou nas redes sociais na semana de 27 de abril a 03 de maio
Confira o apanhado dessa semana! Veja a lista das matérias que foram mais acessadas no período de 27 de abril a 03 de maio.
Galaxy S III não atende expectativas de internautas
Fãs, jornalistas e especialistas em tecnologia do mundo todo comentaram o lançamento do novo smartphone da Samsung, o Galaxy S III, mas o saldo foi neutro para a sul-coreana nas midias sociais.
Bombou nas redes sociais na semana de 20 a 26 de abril
Confira o apanhado dessa semana! Veja a lista das matérias que mais foram acessadas no período de 20 a 26 de abril.
‘Políticos brasileiros não sabem usar o Twitter’, diz consultoria
André Miranda, diretor de Public Affairs da B-M Brasil, diz que faltam profissionais especializados em mídias digitais nas equipes de comunicação dos políticos brasileiros.
Marcelo Ribeiro, o “Filmmaker” da JENE7
02/05/12
Quer aprender Final Cut e Filmmaker? Fala com o Marcelo Ribeiro, aluno da 7a turma de Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. Marcelo Ribeiro é arquiteto, jornalista, fotógrafo, cameraman, editor, diretor artístico de cinema e TV e ator profissional, com grande experência em direção e edição de programas para TV, tendo trabalhado para a TV Globo, TV Manchete, TVE, Rede TV e SporTV, entre outras emissoras no Brasil e exterior. Recentemente viveu por 4 anos na Itália trabalhando com produção audivisual em vídeo para TVs e nos últimos 3 anos foi responsável pelas produções de todos os programas da Record TV Network, emissora da Rede Record, em Londres, na Inglaterra.
Veja seus cursos aqui:
http://www.facha.edu.br/extensao_curso.php?ID=101
http://www.facha.edu.br/extensao_curso.php?ID=42
Você conhece o Comentário Miojo?
30/04/12
É sobre culinária? Não! É sobre a paixão nacional, o futebol…
Depois de cada rodada dos principais campeonatos do mundo tem Comentário Miojo no site Pelada Futebol Clube, com o ex-aluno da 5a turma de pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (JENE5), Filipe Mostaro, trazendo as principais críticas, os lances polêmicos e os detalhes para os peladeiro e torcedores fanáticos de plantão. Confira!
http://peladafutebolclube.com/?tag=comentario-miojo
Isso não é um blá blá blá – Falando sobre o livro ZMOT
04/04/12
Por Desirée Lourenço*
Começando do início, a sigla ZMOT, representa um novo conceito que surgiu no marketing 3.0. É o momento zero da verdade. É quando as regras que conhecíamos a tanto tempo, mudam.
No Marketing “tradicional”, aquele que vem sendo praticado há anos, existia o primeiro e segundo momentos da verdade. Ou melhor, existiam três etapas básicas que o departamento de Marketing deveria seguir sempre, era como se fosse uma regra que não sofria alteração. Começava pelo estímulo, ia para a prateleira e depois para a experiência. Ok, mas aonde entraram os momentos da verdade? O primeiro momento da verdade, é o momento “preteleira”. É quando o seu consumidor se encontra dentro do supermercado e se vê na difícil escolha entre várias marcas por produto. O primeiro momento da verdade é quando ele decide pela sua marca sobre todas as outras. O segundo momento da verdade é quando o consumidor chega em casa, com o seu produto em mãos e se encanta – ou não.
Ok, isso daí eu já conhecia, mas o que mudou? Agora existe um novo momento no processo de decisão de compra do consumidor, o tal do momento zero da verdade. Esse é o momento que fica entre o estímulo e o primeiro momento da verdade. Antes da dona de casa ir ao supermercado e decidir pela marca de sabão em pó X ela faz uma vasta pesquisa na internet, em fóruns de discussão sobre lavagem de roupas, entre suas amigas donas de casa e aí sim quando chega na prateleira, influencia sobre todas essas opiniões, ela então decide pela marca que mais a agrada.
Isso para muitos ainda parece coisa do futuro ou de uma parcela muito pequena da população, mas a grande verdade é que esse novo modelo mental é cada vez mais a realidade de muitos (e todos) os tipos de consumidores. E tem mais! Não importa mais a categoria que seu produto está presente, essa pesquisa de informações precedentes a compra está cada vez mais habitual e rotineira. Na linguagem popular, já está no sangue do consumidor.
Esses três momentos de verdade estão cada vez mais próximos, o que antes poderia durar dias entre eles, hoje pode durar minutos. Não acredita? É simples. Em frente a prateleira do supermercado, a mãe vê duas novas marcas de iogurte infantil, no mesmo momento, pega seu celular com acesso a internet, procura rapidamente em fóruns e redes sociais a opinião sobre ambos os produtos, faz a sua decisão final e já coloca a sua primeira impressão onde pesquisou. O SMOT desta mãe, acabou de fazer parte do ZMOT de uma próxima mãe. É uma convergência rápida e um ciclo sem fim de troca de informações, impressões e opiniões. É o boca a boca digital.
Segundo uma pesquisa encomendada pelo Google para o Shopper Sciences sobre o momento zero da verdade, um dos grandes medos das grandes marcas foi desmentido. Muitas empresas preferem se manter afastadas do meio digital com medo das avaliações negativas. Pois é, a maioria das análises são boas! E as que são negativas, devem ser encaradas como uma avaliação rápida e verdadeira do seu consumidor. Encare com vontade de melhorar, é a melhor maneira. Mas não fique de fora, nesse exato momento, já estão falando sobre você e sua marca, é a hora de bater papo com essas pessoas, mas lembre-se sem sair chutando a porta, elas já estavam lá falando sobre você antes, chegue com calma, humildade e respeito para entrar na conversa.
O ZMOT não chegou para substituir ou diminuir os outros momentos no processo de decisão, ele chegou para somar, deve ser estudado e trabalhado com as mesma importância dos outros. O que o ZMOT traz é reforçar a importância de sermos mais do que uma marca para o consumidor final, nós precisamos fazer parte da vida dele, precisamos entender o que ele vive, o que está mudando para ele e o que ele vai precisar de nós. Mas precisamos entender tudo isso, antes que o nosso concorrente entenda. Como isso? É simples, vamos participar das conversas deles, dos pensamentos, vamos fazer parte da vida dele, não só nos momentos de decisão de compra, mas no antes, durante e depois.
Os meios digitais trazem facilidades para a marca se fazer presente que estão sendo pouco utilizadas. A importância de se fazer aparecer é maior do que a parecer perfeito. Hoje, o erro pode ser consertado muito mais rápido, então erre, teste, tente, experimente e sempre que necessário, recomeçe. Mas se faça presente, se faça aparecer, descubra a pergunta que seu consumidor está fazendo e responda-a.
A geração atual (os novos adultos) já vêem o ZMOT como uma parte lógica e óbvia dos processos de compra em que se envolvem, que louco seria escolher uma roupa sem antes pesquisar na internet qual celebridade usa aquela marca? Que louco seria comprar um novo jogo de Playstation sem analisar um fórum de discussão de video games onde falam sobre aquele jogo? E você, como gerente de Marketing, arrisque e meta a cara, o ZMOT é realidade e acontece em todos os minutos de todos os dias. Você não vai poder ficar fora dessa.
Gostou disso tudo? Então faz o download do livro! É grátis e vale super a pena, no final tem um anexo com todos os dados da pesquisa da Shopper Sciences citada. Clique aqui e se divirta! E se quiser continuar sabendo mais desse mundo, o site está esperando por você! zeromomentoftruth.com
*Desirée Lourenço é aluna da 9a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital (DIG9).
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Tirando “coelhos” de “poças”!
02/04/12
Por Alexandra Alencar*
Uau! Foi a melhor forma que encontrei para começar a falar do GP da Malásia, ocorrido nesta madrugada de domingo (horário de Brasília), em Kuala Lumpur. Chuva, ultrapassagens, rodadas, toques e até quebra de motor (coisa que não víamos há tempos!). Estes foram os elementos de destaque da segunda etapa da temporada 2012 de Fórmula 1. Teve de tudo: emoção, ansiedade, nervos à flor da pele… Parecia enredo de filme de suspense. E, como tal, quem seria capaz de prever o final disso tudo?
Primeiro Elemento: A chuva!
Poucos minutos antes da largada, o circuito de Sepang se encontrava encoberto por uma pesada nuvem escura. A chuva era uma questão de tempo. E pouco tempo! Já na volta de apresentação ela começou a cair, inicialmente não tão ameaçadora. Mesmo assim, a largada foi tensa. Hamilton mais uma vez largou na pole position, ao lado de um motivado Jenson Button na segunda posição. Michael Schumacher surpreendeu ao sair no terceiro lugar do grid e mais ainda por largar muito mal e perder posições para Romain Grojean. Mas o piloto da Lotus não conseguiu segurar a própria ansiedade e perdeu as posições conquistadas na largada, tocando no próprio Schumacher e jogando ambos para trás na prova. Quem ganhou com toda essa agitação lá na frente foi Fernando Alonso, que após largar em oitavo chegou ao quinto lugar, com Vettel (4º) e Webber (3º) à sua frente. Então, foi a vez da chuva dar as cartas novamente. Ela se intensificou e aí foi um tal de piloto correr para os boxes e colocar pneus de chuva… E nessa o mexicano Sérgio Perez (lembra daquele piloto que destaquei no último post por largar em último e terminar em oitavo? É ele mesmo!!) e sua equipe se deram melhor que todos, pois escolheram a hora exata (1ª volta) para fazer a troca de pneus. A chuva não dava trégua e na sétima volta foi necessária a entrada do safety car. No entanto, na volta de número nove os comissários de prova decidiram suspendê-la por falta de condições de visibilidade e, consequentemente, de segurança.
A partir daí o que se viu foram os carros realinhados no grid por cerca de uma hora, muita chuva, conversa e articulações para que a corrida fosse cancelada. Quando já se achava esta uma possibilidade, o tempo resolveu melhorar um pouco e optou-se pela relargada com o carro de segurança à frente do pelotão.
Segundo Elemento: A Determinação
Com a saída do safety car, na décima quarta volta, outra corrida se desenhou. Os carros puderam largar e Hamilton continuou à frente, pelo menos até parar de chover, a pista começar a secar e ser preciso trocar novamente os pneus. Aí a sorte o abandonou de novo… Um pequeno problema na troca da McLaren fez com que Fernando Alonso, que entrou logo atrás de Hamilton, o ultrapassasse ainda nos boxes e saísse à frente de Perez, assumindo a liderança. Enquanto a pista ainda possuía resquícios de água, Alonso fazia volta rápida em cima de volta rápida. A chuva, anunciada a toda hora por esta ou aquela equipe pelo rádio, não chegava, e o asfalto estava cada vez mais seco. A Ferrari, que não tem sido reconhecida pelo seu desempenho em condições normais, ameaçava deixar seu piloto na mão mais uma vez. Quando os tempos de Alonso já não iam mais por água abaixo, ou seja, quando ele já não podia contar com a chuva como aliada na busca de voltas mais rápidas, Sérgio Perez resolveu mostrar seu potencial. O mexicano começou a andar cada vez mais rápido e se aproximar do carro da Ferrari. Como não encontrava resistência, ficou cada vez mais empolgado e engolia, volta a volta, a distância que já havia sido de mais de 8 segundos. A chuva não veio, a pista secou, o que significava… carros nos boxes de novo. Alonso entrou primeiro, Perez na volta seguinte, e o tormento só aumentou. Faltando seis voltas para o final, já era certa ultrapassagem da Sauber sobre a Ferrari e o retorno de um mexicano ao pódium, e no primeiro lugar, após mais de 40 anos. Mas aí veio aquela mensagem dos boxes: “Nós precisamos desta posição!”. E junto com ela veio a minha primeira teoria da conspiração de Sepang! Os dois carros possuem motor Ferrari. Será que seria interessante a equipe que fornece o motor perder para aquela que o recebe? Aerodinâmica e conceito de carros à parte, será que a crise não ficaria ainda pior na escuderia vermelha? Desculpe se coloquei algumas pulgas atrás de orelhas ou derrubei castelos daqueles que ainda insistem em acreditar que o mundo do esporte não se rende às políticas de mercado. Não sei se minha teoria tem fundamento, mas puro é que esse meio não é! É acima de tudo um comércio, em que os envolvidos topam repetir os mesmos erros (como correr no mesmo horário em que se sabe que a chuva cai, todos os anos, com hora marcada, mesmo sabendo que o espetáculo e a segurança estarão comprometidos), desde que parceiros e acordos comerciais não sejam atingidos. Mas voltando à disputa Perez/Alonso… Como assim “nós precisamos desta posição”?! Eles precisavam era da primeira, isso sim! E iam conseguir logo, logo!! Contudo, enfim, o que importa é que Perez errou uma curva, perdeu contato com o carro da frente, permaneceu com a “tão necessária” posição e todos foram felizes até o final! Não quero tirar, de forma alguma, o mérito do piloto espanhol. Ele mereceu vencer por tudo de bom que conseguiu tirar de um carro ruim! A Ferrari ainda tem que trabalhar muito pra fazer jus ao campeão que tem em casa.
Início Difícil
E por falar em campeão, e o Vettel, hein? Largou em quinto, fez uma corrida sem sustos, mas também sem emoções, e quando estava prestes a somar mais 12 pontinhos e assumir a vice liderança ao lado de Lewis Hamilton, tocou com a roda no bico da HRT de Karthikeyan e furou o pneu a poucas voltas do fim. Ainda deu tempo de fazer a troca, mas o estrago já estava feito! Chegou em décimo primeiro, após herdar uma posição com o abandono por quebra de motor de Pastor Maldonado (outro que tá precisando se benzer!!), e não figura nem entre os cinco primeiros na classificação do campeonato. O pior foi o desespero do mecânico do Vettel mandando-o parar o carro antes do fim da prova. Para quem não conhece a regra, carro que não termina tem direito à troca de motor para a próxima corrida sem risco de punição. E como o alemão já não estava pontuando mesmo a equipe achou mais vantajoso poder usar essa regra a seu favor. Mas a conversa “particular” do rádio vazou e o plano não foi colocado em prática, talvez por medo de que os comissários da prova pudessem não ver com bons olhos a atitude… Também vem de Sebastian Vettel a minha segunda teoria da conspiração de Sepang! O que será que aconteceu com o bicampeão? Como pode após duas etapas ele não ter vencido nenhuma? E as poles, onde estão? Sei que o problema está em boa parte no carro, mas neste quesito Fernando Alonso ganha disparado dele quanto ao direito de choramingar! Pior que a Ferrari a RBR não está!! Cadê o “braço” do piloto quando se precisa dele? Fora uma ou outra ultrapassagem de grau médio, ele se tornou um coadjuvante de luxo. Como sempre digo quando toco neste assunto, não é que o Vettel seja um piloto ruim (longe disso!), não dá pra chegar à conquista de um campeonato com um carro bom e um piloto medíocre. Dois então! Só não acredito na excepcionalidade toda que atribuem a ele. Não preciso de provas de sua genialidade, nem fã dele sou! Acho apenas que algumas questões precisam ser avaliadas pra que euforias por grandes prodígios não fabriquem grandiosidades inexistentes…
E os demais…
Bem, vamos aos outros pilotos de destaque. Button, em “dia de Hamilton”, com pequenas batidas, problemas com o carro e com os pneus, idas e vindas aos boxes, terminou em 14º lugar. Mark Webber terminou onde começou, em quarto. Kimi Raikkonen continua comendo pelas beiradas; largou em décimo, chegou em quinto. Schumacher, também beneficiado pela quebra de Maldonado, conseguiu marcar um ponto (10ª colocação). No que diz respeito aos brasileiros, tivemos boas e más notícias. A boa vem de Bruno Senna que, tendo largado em 13º, e chegando a andar em último lugar, terminou em 6º, marcando mais pontos nesta corrida do que sua equipe (Willians) durante toda a temporada de 2011. E que ninguém me tome por implicante, mas a má notícia vem mais uma vez de Felipe Massa, que vê sua possibilidade de permanência na Ferrari tão distante quanto ele ficou de seu companheiro de equipe (enquanto Alonso venceu ele foi apenas o 15º). São essas coisas que motivam a torcida ferrarista a pedir até mesmo a volta de Rubens Barrichelo… Não sei se Massa vai poder reclamar!
As condições adversas não permitem uma avaliação completamente correta dos carros. A Austrália não era a pista ideal. A Malásia não teve o clima ideal. Vamos ter que esperar mais uma etapa para clarear um pouco mais as coisas sobre carros, equipes, pilotos e seus papéis na temporada de 2012. O próximo encontro do circo da F1 será no GP da China, daqui a três semanas. Difícil de apostar? Também acho!!
Resultado final (zona de pontuação): 1º – Fernando Alonso (Ferrari), 2º – Sérgio Perez (Sauber), 3º – Hamilton (McLaren), 4º – Webber (RBR), 5º – Raikkonen (Lotus), 6º – Senna (Willians), 7º – Di Resta (Force Indian), 8º – Vergne (Toro Rosso), 9º – Hülkenberg (Force India) e 10º – Schumacher (Mercedes).
E o campeonato ficou assim nas cinco primeiras posições: Alonso (35 pontos), Hamilton (30 pontos), Button (25 pontos), Webber (24 pontos) e Perez (22 pontos). Já pelo mundial de construtores a McLaren ainda lidera com 55 pontos, seguida pela RBR com 42 e pela Ferrari com 35 pontos.
*Alexandra Alencar é aluna da 7a turma da pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (JENE7)



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