Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte
Irmãos Nogueira transformam vidas de crianças através das artes marciais
26/04/13
Formação do caráter através do esporte. Mais de 500 meninos e meninas já passaram por lá.
Por Roberta Monteiro
O projeto social Guerreiros do Futuro elaborado por Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro desde 2009, com o objetivo de oferecer aulas de boxe e jiu-jítsu para crianças do Terreirão, Recreio, comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Atualmente, a iniciativa reúne 150 crianças, adolescentes e jovens de 6 a 18 anos. O projeto foi inspirado nas aulas para jovens que os irmãos Nogueira já oferecem em sua academia em San Diego, nos EUA.
O professor de MMA e lutador do Bellator, Vinicius Queiroz é um dos professores do projeto, ele comemora o sucesso e fala sobre a responsabilidade das crianças na hora de praticar o esporte. Nossos jovens aprendem o verdadeiro valor da disciplina e do respeito.
“Todo dia eles têm treino, tanto na manhã quanto na tarde. Para participar, as crianças só precisam provar que estão estudando, que tem notas boas e não pode ter problemas na escola. Nós já estamos tendo bons resultados, temos atletas competindo e estão vencendo até os atletas mais velhos que eles. Eles começam bem pequenininhos ali, como o Carlito, pra mim é demais dividir técnica com eles e o que a gente mais quer é que eles sejam boas pessoas, sejam responsáveis, respeitem as pessoas, não briguem nas ruas, então poder passar isso pra eles é gratificante”, declara.
Luis Carlos de Macedo Pereira, pai de Carlinhos de Macedo Correia, de apenas 7 anos, e aluno do projeto social da Team Nogueira, lembra que perguntou para o filho o que ele queria ser quando crescesse, e adivinha? Claro que respondeu que queria ser lutador! Para ele treinar o filho numa academia de campeões mundiais é maravilhoso.
“Ele começou a treinar com 2 anos fazendo capoeira, e no MMA ele faz desde os 4 anos e já tem o sonho de seguir os passos dos irmãos nogueira de ser campeão no Ultimate Fight Championship (UFC)”, afirma o pai.
Para Vinicius Queiroz, o esporte é algo extremamente importante em todos os aspectos da nossa vida, seja na parte física, mental, pessoal. Iniciar isso desde cedo é muito importante na vida dessas crianças.
“Elas aprendem a ter um controle físico e emocional muito grande, as torna, grandes cidadãos e isso faz com que o esporte seja para todos. É fundamental as pessoas praticarem um esporte”, completa.
“Olimpíada dos Esportes Radicais” no Brasil
22/04/13
O evento terá como cenário uma das sete maravilhas naturais do mundo, as Cataratas do Iguaçu
Por Roberta Monteiro
A edição brasileira dos X Games, considerado o maior evento de esportes radicais do mundo, acontece entre os dias 18 e 21 de abril no Parque Infraero e no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. São esperados cerca de 200 atletas e 60 mil espectadores para os quatro dias da competição. Para os apaixonados pelos esportes radicais, uma boa notícia. O Ministério dos Esportes investiu R$ 5,8 milhões nos X Games Brasil, que pela primeira vez acontece fora dos EUA.
Os X Games é classificado pelo Dicionário Enciclopédico Tubino do Esporte como um evento de esportes radicais de aventura na natureza. É disputado desde 1995, em Newport nos EUA, e um ano depois passou a ser um evento de mundial, quando foi realizado em Xangai na China. O desenvolvimento dos X Games proporcionou a realização de seletivas em todo o mundo. A seletiva no Continente europeu teve início em 2001 em Barcelona. Já na América Latina, tiveram início em 2002 no Rio de Janeiro. A modalidade mais concorrida é o Skate.
Em 2012, o skatista curitibano Danilo do Rosário ficou em terceiro lugar no ranking no Circuito Brasileiro de Street Skate Profissional, e ainda garantiu o segundo lugar no World Cup Skateboard, que aconteceu em Fortaleza. As competições reuniram os melhores skatistas do mundo. O atleta, que pratica o esporte há 15 anos, declarou a sua paixão pela modalidade Street e falou da sua expectativa para os X Games Foz do Iguaçu.
“Pretendo dar o melhor de mim. A pista está muito boa e consegui fazer um bom aquecimento hoje. Eu espero ver um evento bem justo que ganhe quem realmente mereça. Tenho treinado pelo menos 2 horas todos os dias e me alimentando bem. Minha modalidade é Street. O skate é tudo para mim. Desde os meus 10 anos, ele me fez viajar pelo mundo, através disso conheci muitas culturas e espero que ele me leve cada vez mais longe”, completa.
A primeira edição no Brasil contará com 15 competições em quatro modalidades diferentes: skate, BMX, Moto X e Rally. No Parque Infraero será disputada a prova mais radical, a Megarrampa, com 25 metros de altura.
Já confirmaram presença no evento atletas de peso como: Bob Burnquist, Edgard “Vovô” Pereira, Pedro Barros, Sandro Dias “Mineirinho” e Gabriel Medina. As mulheres não ficam de fora da competição. Segundo informações do site oficial do evento, a skatista Jessica Florêncio é um dos grandes nomes femininos do Brasil que compõe a lista do Skate Street, ao lado de Letícia Bufoni, Eliana Sosco e Pamela Rosa.
Os X Games abriu a porta para muitos esportes no país, eles cresceram no desenvolvimento prático e na cobertura da mídia. Vamos torcer para que nossos atletas consigam ótimos resultados para o Brasil.
United vende nome de seu centro de treinamento por R$ 457 milhões
10/04/13
CT passa a se chamar “Aon Training Complex”, direitos foram comprados pela patrocinadora master AON

AON, patrocinadora máster, dará lugar para o patrocínio da Chevrolet no uniforme da próxima temporada, mas terá seu nome no CT (Reprodução/BBC)
O Manchester United trocará de patrocinador na próxima temporada. A AON, patrocinadora máster, dará lugar para o patrocínio da Chevrolet no uniforme da próxima temporada. Mesmo sem espaço na camisa do time, um grande acordo foi fechado entre o clube e a seguradora. Um valor de 156 milhões de euros (R$ 457 milhões) foi envolvido na negociação para os próximos oito anos. O centro de treinamento do United irá ser chamado de Aon Training Complex, além de a AON estampar a marca nos uniformes de treinamento. O acordo também envolve participação no Manchester United Business Network e patrocínio da Manchester United Foundation.
Apesar da venda, o vice-presidente do United Ed Woodward tranquilizou os fãs afirmando que o Old Trafford não será vendido. Segundo o site da BBC, um representante da AON afirmou: “A consciência da marca AON aumentou de 39% para 50% no primeiro ano de nosso patrocínio e a porcentagem de visitantes únicos ao nosso site aumentaram em até 55% em dias de jogo”.
Fonte: http://www.foxsports.com.br
Projeto de Tênis transforma vida de crianças
02/04/13
O esporte sofre com a falta de incentivo do governo e da mídia.
Por Roberta Monteiro
O tênis é um esporte da elite, praticado como forma de distração, em sua maioria, pela garotada em clubes particulares, ou adultos bem sucedidos. Porém essa realidade, de certa forma ultrapassada vem mudando graças a iniciativas de projetos sociais, como por exemplo, o de Alexandre Borges, formado pelo Conselho Regional de Educação Física, professor e coordenador do “Projeto Tênis na Lagoa”. Ele conta que começou a praticar o esporte aos seis anos de idade, com o incentivo de seu pai, e desde lá nunca parou.
“Fui dar aula na Lagoa quando percebi que na redondeza existiam muitos clubes, os quais os boleiros passavam pela quadra e pediam para jogar, pois nos clubes eles não podiam. Notei uma grande quantidade de crianças que trabalhavam o dia todo catando bolinhas, mas não tinham a oportunidade de pegar na raquete como jogadores”, afirma.
O Projeto Tênis na Lagoa surgiu em Maio de 2004 com 50 crianças. Nestes nove anos de existência mais de 1.000 meninos e meninas já passaram por lá. Moradores da Rocinha, Vidigal, Parque da Cidade, Cruzada São Sebastião, Tabajaras. De vez em quando aparecem crianças até de outras comunidades como: Dona Marta, Cantagalo e de bairros da zona norte. Atualmente, o projeto atende 90 crianças.
“Próximo ao dia das crianças em 2003, fiz um torneio e chamei a criançada para participar entre eles. Um chamou um, que chamou outro e quando vi, tinham muitos. Foi daí que me veio à ideia de fazer algo social, dar oportunidade a estas crianças”, revela emocionado.
Para Alexandre, o projeto significa a sua própria família: “Hoje é como se fosse à extensão da minha família, cada criança é como se fosse um pouco meu filho. Cada criança que eu consigo ter um sorriso no rosto, por conhecer um esporte que estimula, não só o esporte em si, mas dá muitos benefícios sócio-culturais e psicomotor para elas, já me sinto satisfeito”, afirma.
O projeto não tem ajuda de nenhum órgão público. Conta apenas com o apoio da subprefeitura da zona sul, que cede o espaço.
“Meu grande sonho para o projeto é que um dia ainda saia algum grande talento. Mas se dele sair algum cidadão com escolhas certas, dando orgulho para ele, seus familiares e a mim, já basta”, afirma.
De acordo com Alexandre, sempre aparecem crianças que se tivessem mais oportunidades de treinar e mais recursos para alto rendimento poderiam ir mais longe. Um dos destaques do projeto é a atleta Tamara Mariano que está em primeiro lugar no ranking carioca e 18 ª colocada no ranking brasileiro na categoria 12 anos. E só começou a jogar em julho de 2012.
A grande de dificuldade é a falta de recurso, outro empecilho são as quadras públicas para a prática do esporte. O número ainda é muito pequeno, são poucas quadras; três na Lagoa, duas no Flamengo e uma no parque dos Atletas na Barra da Tijuca. Além disso, os equipamentos são caros fazendo com que o custo da prática do esporte precise de um investimento médio de R$500,00 reais, para serem aplicados em aulas e materiais.
“É a maior dificuldade desde sempre. Claro que conto com amigos e alunos particulares que me doam material, como roupas, raquetes, tênis, mas na maioria das vezes, eu é quem arco com todas as despesas de festas comemorativas, que faço, e são 3 por ano”, revela.
Ainda faltam muitos ídolos para que o Tênis seja mais difundido. Na época Guga tinha milhões de crianças querendo aprender, querendo ser iguais ao grande ídolo, mas não teve continuidade, pois não teve mais nenhum ídolo brasileiro no topo. Diferente do Futebol, que cada ano surge mais craques jogadores.
“Para alto rendimento ainda é só para elite, para a área social, acredito que esta visão está sendo mudada”, completa.
Campeão da Taça Guanabara, Oswaldo de Oliveira revela a forma que deu certo e garantiu o título ao Botafogo
18/03/13
A boa preparação física dos atletas faz o time eficiente, eficaz e preparado.
Por Roberta Monteiro
Colaboração: Raíssa Póvoa
Oswaldo de Oliveira, 60 anos, se formou em Educação Física na Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ). Há 14 anos começou como técnico de futebol dirigindo o Corinthians. Ao longo da carreira, passou pelo Fluminense, São Paulo, Santos, Cruzeiro, Kashima Antlers, no Japão, e teve também uma passagem pelo futebol do Qatar. Em cinco de dezembro de 2011, foi oficialmente anunciado como treinador do Botafogo para a temporada 2012.
Após se despedir da última temporada em meio as vais insistentes da torcida, que pedia sua saída do comando do time alvinegro, o ano de 2013 começou melhor do que o próprio treinador poderia imaginar. Campeão da Taça Guanabara, título conquistado diante do Vasco da Gama, Oswaldo credenciou, em entrevista concedida na última sexta-feira, a uma boa preparação física o sucesso de qualquer time de futebol.
“A preparação física é a base. O meu trabalho hoje é fomentado na preparação física porque eu considero que a execução da técnica e da tática depende fundamentalmente da boa preparação física. Se o jogador não estiver dotado, capacitado e desenvolvido, não vai consegui resultados. É Muito comum você ver erros clamorosos nos finais dos jogos, o jogador cansado não tem a coordenação física, não consegue executar um passe final, conclusão ou as vezes até um desarme. Bem condicionado o jogador pode cumprir independente da condição individual dele a parte técnica e a tática”, declara.
O auxílio da tecnologia ao esporte se multiplica em quadras, pistas e nos campos. Os treinadores e atletas estão sempre buscando alcançar a performance máxima. Essa tecnologia garante obter, analisar e integrar informações e recursos de maneira eficiente e efetiva para aperfeiçoar o treinamento do time.
Para o treinador do Botafogo a tecnologia está a serviço do futebol. Os jogadores estão conscientes que um atleta de alto rendimento necessita manter um bom nível de preparação durante a maior parte da temporada. As inovações e implicações dessas novas forças no mundo do futebol mostram cada vez mais que o conhecimento e o treinamento são necessários para o emprego dessas novas ferramentas.
“E a medida que a tecnologia foi ajudando e a preparação física foi se desenvolvendo, descobriu que ela pode inclusive ser a arma para desenvolver a parte técnica e tática. Hoje os preparadores físicos utilizam fundamentos técnicos junto com a preparação física. Por que você executando gesto ou a função nas ocorrências do jogo, com intensidade, com intervalo, tudo bem dimensionado, já esta provado que um desenvolvimento muito melhor”, completa.
Hoje, como em todas as áreas, o esporte não funciona sem a tecnologia, e é se utilizando também desse artifício, que o treinador do Botafogo busca o título da Taça Rio. E a estreia na segunda fase do Campeonato Carioca já mostrou que o clube Alvinegro não diminuiu o ritmo, e que a boa fase continua. Na noite de sábado, o Botafogo goleou o Quissamã por 4 a 0, no Engenhão.
“Nos vamos jogar pra ganhar a competição o tempo todo. Vou procurar escalar o que nos temos de melhor para vencer as partidas, nos tivemos falhas na Taça Guanabara, mas eu sempre digo aos jogadores, eu prefiro observar e corrigir falhas quando vence porque quando a gente vence a tendência é esquecer e passar por cima, mas a cada jogo, nos observamos os momentos tanto de acerto quanto os erros para tentar corrigir”, completa.
Roberta Monteiro e Raíssa Póvoa são alunas da pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte
Viva as mulheres no esporte!
07/03/13
8 de março é o dia Internacional da Mulher. Elas conquistaram o seu lugar no cenário esportivo passando por dificuldades e driblando preconceitos.
Por Roberta Monteiro
Que sexo frágil que nada, a mulher já garantiu o seu espaço na sociedade e até no meio esportivo. Elas mostram toda a beleza, simpatia e talento nos campos de futebol, nas quadras, piscinas e todo complexo esportivo que antes somente os homens podiam utilizar. Hoje temos presidentas de clubes, árbitras e jogadoras de futebol. O mundo do esporte se rendeu aos seus encantos.
Essa vitória foi possível com o surgimento da industrialização e da era moderna. As moças começaram a se organizar e a lutar por um espaço ao lado deles. Com muita garra e força, elas foram campeãs e vencedoras de seus próprios limites, rompendo preconceitos. Grandes foram os desafios para ocupar o lugar no cenário esportivo, o corpo feminino era considerado frágil em relação ao masculino. Além disso, existia o medo do esporte masculinizar o corpo feminino.
As mulheres ocupavam posição extremamente inferior, não tinha o direito de exigir respeito e valorização. Viviam à sombra dos maridos com a profissão de esposa e mãe já determinada. Com o passar do tempo, alguns sutiãs foram queimados em praça pública: surgia o movimento feminista. Depois de muita luta para conquistar o espaço delas finalmente conseguiram.
No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque fizeram uma greve para reivindicar melhores condições de trabalho. Reprimidas com violência, elas foram trancadas dentro da fábrica e incendiadas, nesse episodio morreram 130 mulheres.
No ano de 1975 a data 8 de março foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas) para marcar as vitórias das mulheres. Mas a partir de quando elas conquistaram o direito de brilhar no universo esportivo?
Na Grécia Antiga elas eram proibidas de participar e assistir às competições. Já na Idade Média por influência da Igreja Católica, a prática esportiva continuava proibida para as mulheres.
O grande momento foi no Renascimento, quando as mulheres foram permitidas a praticar algumas modalidades. Na Era Moderna elas já assistiam aos jogos e praticavam ginástica com o objetivo de prepará-las para terem filhos saudáveis.
A inserção das mulheres brasileiras no esporte aconteceu em meados do século XIX. Nas primeiras décadas do século XX essa participação se amplia gerando uma maior visibilidade. Ocorreu nos jogos olímpicos de 1900. Onze mulheres foram até Paris, na França, para participar dos I Jogos Olímpicos da Era Moderna.
Maria Lenk foi à primeira mulher sul-americana a participar das olimpíadas. Ela foi um marco importante, pois proporcionou a divulgação da imagem da atleta de competição num tempo em que à mulher correspondia mais a assistência do que a prática das atividades esportivas num grau competitivo.
O Brasil fez sua estréia olímpica em 1920, na Antuérpia, quando participou em algumas provas de natação, remo, pólo aquático, saltos ornamentais e tiro ao alvo.
As mulheres mostraram toda a capacidade de contribuir para o sustento de suas famílias, sempre com garra e perseverança, por isso não foi mais possível tratá-las apenas como donas de casa. O esporte é um grande aliado delas, visto como elemento fundamental de inserção e maior visibilidade no espaço público.
Talentos esportivos femininos como: Marta, jogadora de futebol, Hortência do basquete, Daiane dos Santos da ginástica, Alexandra Nascimento do handebol, Jaqueline Silva e Sandra Pires do vôlei de praia e Maurren Maggi do atletismo foram umas das brasileiras que fizeram o país entrar para a história. Elas protagonizam histórias no mundo do esporte. Mas a batalha pela inclusão total da mulher no esporte de competição continua. E que nos Jogos Olímpicos de 2016 nossas atletas brilhem cada vez mais. Parabéns meninas! Viva as mulheres no esporte!
A segurança dos torcedores nos grandes eventos esportivos será eficaz?
28/02/13
Brasil trabalha para realizar uma grande Copa e honrar o status de país do futebol, ao passo que atrairá as atenções mundiais.
Por Roberta Monteiro
A morte do adolescente boliviano, Kevin Beltram Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador disparado pela torcida corinthiana na abertura da Copa Libertadores da América, na Bolívia, levantou a discussão sobre a segurança dos torcedores nos grandes eventos esportivos que o Brasil sediará. A Copa das Confederações, a Copa do Mundo FIFA 2014, os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016.
Os fogos de artifícios são proibidos, mas podem ser vistos com facilidade nos estádios de futebol. Na vontade de apoiar o time, torcidas inteiras se organizam para proporcionar verdadeiros espetáculos pirotécnicos, e esquecem que a segurança dos demais torcedores deve vir em primeiro lugar.
No Brasil, em função de brigas nos estádios, mortes de torcedores e pessoas feridas em confrontos, torcidas organizadas chegaram a ser proibidas. Além disso, foi criado o “estatuto do torcedor”: a lei 10.671, de 15 de maio de 2003, com o intuito de conter as atitudes violentas nos estádios.
De acordo com o Ministério do Esporte, o programa Torcida Legal é um conjunto de iniciativas que pretende melhorar as condições de segurança e o conforto do público nos estádios de futebol brasileiros.
“Entre essas iniciativas, está à assinatura de um Termo de Cooperação entre o Ministério do Esporte, Ministério da Justiça, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional dos Procuradores Gerais e Confederação Brasileira de Futebol, que permitiu a adoção de medidas integradas e coordenadas de aperfeiçoamento das condições de segurança dos estádios. Também compõem esse conjunto de ações a aprovação da Lei nº 12.299/10, que alterou o Estatuto do Torcedor, e a assinatura do Decreto 6795/09, que regulamenta o controle das condições de segurança dos estádios desportivos, criando normas e padrões para o funcionamento das arenas em nosso país”. Ministério do Esporte.
Na Inglaterra diminuíram os incidentes em estádios e até retiraram o alambrado que divide a torcida do campo. As pessoas respeitam, pois se algum torcedor cometer um crime grave ele nunca mais vai poder torcer para seu time no estádio.
Para Filipe Mostaro, ex-aluno da 5a turma de pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte professor da Puc Minas de Radiojornalismo Esportivo e Transmissão: o espetáculo do ao vivo, a violência das torcidas é um problema antigo no Brasil, mas com a ajuda da tecnologia podemos garantir a segurança dos torcedores e melhorar essa situação, não só nos futuros eventos esportivos como nos nossos campeonatos brasileiros. É preciso pensar além da Copa.
“Acredito que uma situação como a da morte do boliviano em uma Copa do Mundo é praticamente impossível, pois a fiscalização é muito forte. As coisas começaram a melhorar no Brasil, mas ainda temos muita a evoluir. Sem dúvida o que faltam: uma infraestrutura e regras mais rígidas. Os torcedores marcam brigas fora dos estádios, tudo isso porque sabem que não vão ser punidos. Não podemos chegar ao absurdo que acontece em Minas que é termos jogos com apenas uma torcida. Não adianta também a policia fazer seu papel, identificar e prender os brigões e a justiça soltar facilmente. Temos que ter leis pesadas para torcedores que brigam e infelizmente isso é muito concentrado nas organizadas”, completa.
De acordo com informações do Ministério do esporte, o grande objetivo é realizar a melhor Copa do Mundo de todos os tempos, na qualidade de único país pentacampeão do torneio. Além de uma grande festa, a Copa do Mundo no Brasil trará importantes melhorias para a população, sobretudo nas Cidades-Sede dos jogos. Não somente nos estádios de futebol, que ficarão mais modernos, confortáveis e seguros.
As noticias de investimentos milionários destinados para as obras dos estádios e melhorias na infraestrutura do país são muitas. Contudo, algumas obras estão fora do prazo de entrega, e já houve até greve de funcionários no Estádio do Maracanã.
Segundo Filipe Mostaro, um ou outro detalhe pode dar errado, mas as coisas principais vão funcionar.
“É como se você fosse fazer uma obra na cozinha e depois resolvesse quebrar o banheiro todo. O preço vai aumentar e o tempo também, e consequentemente o pedreiro vai querer ganhar mais. Creio que vamos atrasar alguns estádios, mas vamos entregar todos antes da Copa 2014, assim como aconteceu na África do Sul. O que mais me preocupa é o destino das arenas depois dos eventos”, afirma.
A população quer uma festa alegre e bonita nos jogos, mas isso requer um modelo de atuação de segurança tanto dentro como fora dos estádios de futebol. Para isso o questionamento se torna inevitável. A segurança oferecida aos participantes pelo poder público e organizadores do evento será eficaz?
Maradona diz ser ‘exilado esportivo’ e critica dirigentes argentinos
20/02/13
Ex-jogador se mostrou contra gestão de Julio Grondona, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA)

Diego Maradona disse que existe possibilidade de deixar Dubai em breve, mas negou retorno à Argentina (Foto Arena)
Diego Armando Maradona afirmou, nesta terça-feira (19), ser um “exilado esportivo” por culpa, entre outros, do presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, e do ex-técnico Carlos Bilardo.
“Morrerei de pé em um gramado argentino. Sou um exilado por causa do presidente da AFA, Julio Grondona, pelo ‘gagá’ Carlos Bilardo e pelos dirigentes que apoiam as decisões de Grondona”, disse Maradona, de Dubai, em entrevista à rádio argentina La Red.
O ídolo argentino afirmou que seu contrato em Dubai, onde é embaixador de atividades esportivas, termina em junho, e que depois tem grandes possibilidades de ir trabalhar em outros países, mas não na Argentina.
Maradona declarou que segue sem assistir a Seleção Argentina, mas criticou o fato de Hugo Campagnaro, do Napoli, ser lateral esquerdo da equipe. O astro argentino também aproveitou para elogiar o técnico do Boca Juniors, Carlos Bianchi.
“Eu acredito em Bianchi. Não demorará a readaptação ao futebol argentino, porque é um homem muito preparado. Continuou acompanhando o esporte. A diferença é que agora não tem um Bermúdez ou um Serna como antes”, comentou.
Maradona também brincou com a possibilidade de seu filho mais novo, Diego Fernando, formar um trio de ataque com Thiago Messi, filho de Lionel Messi, e com seu neto Benjamín Aguero, filho de Sergio Aguero.
“Thiago ficaria um pouquinho mais atrás e Benjamín e Dieguito Fernando jogariam de atacantes”, brincou Maradona.
Fonte: http://www.foxsports.com.br
Rugby de volta nos Jogos Olímpicos
18/02/13
ATLETAS BRASILEIROS CHEIOS DE EXPECTATIVAS PARA CAMPEONATO SUL-AMERICANO
Por Roberta Monteiro
Muita coisa melhorou nos últimos anos para o Rugby. O esporte, que foi disputado em quatro das sete primeiras edições dos Jogos Olímpicos, esteve presente pela primeira vez nos Jogos de 1900, em Paris, voltando a ser disputado em Londres 1908, Antuérpia 1920 e Paris 1924. Depois desta edição, o Comitê Olímpico Internacional (COI) retirou o esporte do programa olímpico. Mas, após quase um século, em 2009, o Comitê elegeu a modalidade rugby sevens para entrar no programa a partir dos Jogos de 2016.
Presente em mais de 120 países, o Rugby é popular no Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul e em diferentes países dos 5 continentes, como Argentina, Uruguai, Chile, EUA, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, França, Bélgica, Holanda, Rússia, Romênia, Japão, Coréia do Sul, China, etc. Segundo a Federação Internacional de Rugby, o Brasil ocupa a 33° colocação no ranking mundial.
No Brasil, o rugby ainda tem chances de se tornar mais popular. Para alegria dos atletas brasileiros, a volta do esporte será em grande estilo, em casa e com o apoio da torcida. Os clubes e federações estão conseguindo se organizar e encontram aliados que apoiam o esporte. A Confederação Brasileira de Rugby (a CBRu) tem seis filiados nos estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
De acordo com informações da Confederação Brasileira de Rugby (a CBRu), no Brasil tem mais de 100 mil praticantes espalhados por clubes em 22 Estados. Entre esses, 30 mil são federados.
O Rugby é um esporte de muita tradição e possui importantes valores como: o espirito de equipe, lealdade, diversidade e respeito que podem impactar a formação de caráter de jovens e adolescentes. A inclusão do esporte nas escolas também foi um dos caminhos para fazê-lo ficar mais conhecido no país.
Para Mauricio Migliano, Gestor de Desenvolvimento da CBRu, e coordenador da Hurra! – ONG que trabalha com a inclusão do rugby em escolas de SP – tornar o esporte conhecido é o maior desafio para o crescimento da modalidade.
“Muito bom ver que a modalidade seguirá viva, mesmo após 2016. Mostrar outros caminhos, outros esportes para as crianças lhes proporciona mais possibilidades aos professores que atuam e acompanhamos é muito bom, pois aumenta seu leque de atividades e de formas de educar as crianças. Mostrar a todos uma modalidade esportiva de muito prazer na atividade e nas amizades que construímos”, declara.
Migliano, que também é Coach do clube feminino Rio Branco Rugby, ainda ressalta a importância do incentivo e de melhores condições de treinamento para novas revelações no esporte.
“Com melhores estruturas teremos maiores chances em todas as modalidades… a maior dificuldade hoje é trabalhar e ser atleta. O amadorismo ainda é um problema, mas muito maior nas atitudes. O atleta pode ser profissional nas atitudes e deixar o amadorismo apenas para os recebimentos”, completa.
O Rugby no Brasil ganha espaço, e cresce a cada dia o número de praticantes em todo o país. A Seleção Brasileira de Rugby Feminino e Masculina acumula conquistas a cada nova competição.
Para o Campeonato, Mauricio dispara:
“Vamos com tudo! As seleções estão treinando, se dedicando e estudando o esporte como nunca, assim como participaram de campeonatos recentemente como preparação. Isso é muito bom e não era tudo isso até pouco tempo atrás.Devemos isso à ótima administração que temos com um conselho emprenhado e comprometido com o sucesso do rugby no Brasil”, afirma.
O Campeonato Sul-Americano de Rugby acontecerá nos dias 23 e 24 de fevereiro. A competição deste ano promete ser mais acirrada porque será a seletiva do Continente para a Copa do Mundo da modalidade, programada para junho na Rússia.
O torneio será realizado no Estádio do Flamengo, na Gávea. 18 equipes, 10 masculinas e oito femininas, já estão confirmadas.
As brasileiras estão no grupo A, que tem ainda Argentina, Chile e Peru. No grupo B, jogam Colômbia, Uruguai, Venezuela e Paraguai. Já a Seleção masculina sonha com o título inédito, mas terá um caminho difícil já na fase de qualificação. Pelo grupo A, os Tupis enfrentam o atual campeão, o Uruguai, e depois terão que passar por Paraguai, quarto colocado em 2011, Venezuela e Equador. O outro grupo masculino será formado por Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Guatemala.
O campeão no feminino e o melhor colocado do masculino, sem contar a Argentina (já classificada), garantem o passaporte para Moscou. No último Mundial, em Dubai, a Seleção Brasileira feminina esteve presente e conquistou à décima colocação. Já a equipe masculina, espera fazer sua estreia em 2013. A entrada para assistir os jogos é gratuita e, com isso, as seleções brasileiras esperam lotar as arquibancadas.
Vai começar a Copa Brasil de esgrima em cadeira de rodas 2013
08/02/13
Por Roberta Monteiro
Esporte Paralímpico Brasileiro foi destaque e sucesso nos Jogos de Londres
Um dos primeiros esportes inseridos no programa paralímpico foi o Esgrima em Cadeira de Rodas, a modalidade começou a ser praticada por deficientes físicos em 1948. A adaptação do esporte foi idealizada pelo alemão Ludwig Guttmann, devido o elevado número de oficiais e soldados feridos seriamente durante os combates ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial 1939-1945. Com o intuito de oferecer mais uma atividade física para os militares, Guttmann acabou criando uma importante modalidade.
No Brasil, o esporte começou a ser praticado de forma tímida. A esgrima é uma atividade que combina os ideais do esporte de alto rendimento com as tradições do combate com armas brancas. Embora seja um esporte tradicional, é um dos que mais modernos ao longo das últimas décadas. Na competição, isso aparece quando os toques são acusados automaticamente por aparelhagem eletrônica.
Segundo a Federação Internacional de Esgrima (FIE) Podem disputar a Esgrima em Cadeira de Rodas às pessoas com deficiência locomotora, as mais comuns são as amputações, paraplegias, má-formação congênita e acidentes vasculares. As divisões das classes são feitas de acordo com o equilíbrio de cada atleta na cadeira, e a condição do braço que empunhará a arma.
O esporte é praticado por homens e mulheres de todas as idades e dispõe de um circuito de provas nacionais organizadas pela CBE – Confederação Brasileira de Esgrima – e internacionais organizadas pela FIE – Federação Internacional de Esgrima.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), abriu as inscrições essa semana para a I Copa Brasil de Esgrima em Cadeira de Rodas 2013, nos dias 07 e 10 de março, em Belo Horizonte (MG). O evento tem como objetivo motivar a prática esportiva da modalidade, ajudando para o aprimoramento técnico e oferecendo oportunidades de competição aos atletas de elite e aos novos valores do desporto paralímpico brasileiro.
Hoje em dia, o esporte conta com cerca de 40 praticantes em todo país e faz parte dos projetos esportivos de desenvolvimento internacional do Comitê Paraolímpico Brasileiro. A modalidade é coordenada pelo professor Valber Lázaro Nazareth.
De acordo com Nazareth, as iniciativas começaram tímidas no esporte, mas hoje as perspectivas são amplas. Quase 90% dos professores que atuam em clubes e academias no ensino da esgrima convencional com pessoas sem deficiência, estão capacitados para atuar também junto à pessoa com deficiência.
As dificuldades do esporte estão na falta de profissionais que não conhecem a modalidade, falta de equipamento, de espaço onde sejam praticados, além da necessidade de chegar aos atletas e motivar-los a praticar o esporte.
O Ministério do Esporte destinou R$ 12 milhões para o Comitê Paralímpico em 2012. Para a pré-temporada em Manchester, foram R$ 3,5 milhões. O Brasil teve sua melhor campanha na Paralimpíadas em Londres, desde que começou a participar da competição na Alemanha, nos Jogos de Heidelberg 1972, quando não conquistou medalhas.
Em Londres, o país ficou no sétimo lugar com 43 medalhas, 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze. A China com 231 medalhas (95 de ouro), a Rússia com 102 (36 de ouro), Grã-Bretanha com 120 medalhas (34 de ouro), Ucrânia com 84 medalhas (32 de ouro), Austrália, com 85 medalhas (32 de ouro) e Estados Unidos, com 98 medalhas (31 de ouro).
A equipe brasileira cumpriu a meta determinada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) de ficar entre os sete primeiros colocados, melhorando duas posições em relação ao 9º lugar conquista em Pequim, na China, há quatro anos.
Para os Jogos Rio 2016, os investimentos públicos e aumento do interesse de entidades privadas em patrocinar o esporte paralímpico com certeza vão ajudar o país a ficar entre os cinco primeiros colocados. Será?


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