Jornalismo Econômico
Dez tendências de consumo para 2013
29/11/12
Trendwatching.com destaca os principais pontos que deverão ser considerados pelas marcas em suas estratégias
A consultoria Trendwatching.com divulgou nesta quarta-feira, 28, as dez tendências de consumo para 2013. A empresa abriu um escritório no Brasil este ano e em agosto realizou o Consumer Trend Seminar, evento que contou com a presença do diretor global de pesquisa da consultoria, Henry Mason.
O estudo divulgado nesta quarta mapeia os principais hábitos de consumo e expectativas para o próximo ano, incluindo, pela primeira vez, as quatro tendências que devem influenciar os negócios na América Latina (destacadas em negrito na relação completa abaixo).
Luciana Stein, diretora da Trendwatching.com para América Latina, destacou o fato de que “matar o tempo” é algo que não existe mais na região. “Mudanças, decisões e novos negócios estão acontecendo ainda mais rapidamente, aproveitando os novos consumidores, ansiosos para acessar o melhor em experiências, produtos e serviços”, destaca a executiva. E o consumidor mais exigente espera resposta à altura das marcas.
Confira o resumo das 10 tendências (acesse aqui a lista detalhada):
1) Emerging: O comércio entre países latino-americanos sempre existiu, porém, temos observado um aumento na criação de empresas de produtos e serviços inovadores, dentro e fora da região. O crescimento de consumidores com renda disponível e fome de novas experiências resultará em uma troca de novos produtos e serviços cruzando do Chile para a Colômbia, do Brasil ao Irã.
2) Mobile Moments: Com o crescente poder dos consumidores da Classe C, prepare-se para ver as pessoas correndo para comprar as últimas novidades tecnológicas, independentemente da falta de serviços de banda larga existente na região. Por exemplo, o Peru pode ser considerado como o país com a velocidade de acesso à internet mais lenta na América Latina, mas as vendas de tablets deverão ser quatro vezes maior neste ano do que em 2011. Uma enorme gama de novos aplicativos e plataformas do México ao Brasil também está satisfazendo as necessidades de consumo e de informação instantânea, projetadas para facilitar as suas vidas.
3) Appscriptions: Tecnologia digital é a nova medicina, com médicos e profissionais de saúde se valendo de aplicativos e serviços digitais para melhorar os resultados de exames e tratamentos. Isto é uma tendência especialmente forte na América Latina, onde as preocupações com saúde e bem-estar estão crescendo rapidamente. Produtos como o Cardio Emotion no Brasil é uma resposta a isso, ao criar jogos interativos e aplicativos para atender às preocupações de saúde em geral e melhorar a qualidade de vida.
4) Celebration Nation: 2013 verá um aumento nos mercados emergentes do orgulho de exportar, e até mesmo exibir, o patrimônio nacional e cultural. Símbolos, estilos de vida e tradições que eram minimizadas, se não negadas, se transformaram em fonte de orgulho dos consumidores locais e globais. Com a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016 se aproximando, as identidades nacionais têm sido um grande tema de discussão na América Latina, e tem como resultado novos lançamentos de produtos e serviços.
5) New Life Inside: Em vez de ter um produto que pode ser facilmente descartado ou mesmo reciclado (por qualquer pessoa), 2013 verá um aumento de novos produtos que podem ser plantados e cultivados, com todo o eco-status e eco-histórias que vêm com isso. Já existe um grande valor simbólico na criação de uma vida nova, ambientalmente benéfica por meio de um produto de consumo. Isso só vai aumentar com a popularidade de iniciativas como a Read Leaf Project da Molson Canadian.
6) Data Mining: Até a data, a discussão sobre “big data” tem se focado na quantidade e no valor do uso de dados dos consumidores para o benefício das empresas. Em 2013, olhe para consumidores mais experientes para começar a reverter esse fluxo: buscando extrair o máximo de informação sobre seu estilo de vida, e eles poderão se virar para as marcas de forma proativa oferecendo ajuda e mostrando como facilitar suas vidas.
7) Presumers & Custowners: 2013 verá consumidores apaixonados abraçar dois novos modelos de consumo: Presumers e Custowners. Os Presumers gostam de se envolver, financiar e promover produtos e serviços antes de serem realizados, enquanto os Custowners passam de consumidor passivo de um produto à posição de financiar e investir (ou, possuir ações) das marcas que gostam. Confira exemplos de Brickstarter, Leon Bonds e muito mais.
Again Made Here: para mercados maduros como os EUA, França e Reino Unido, 2013 verá uma recuperação na produção local. Conduzir esta tendência é uma resposta à necessidade dos consumidores por novos produtos e serviços (veja a tendência NEWISM) e o desejo de experiências mais interessantes (status stories), tudo combinado com as novas tecnologias das produções locais, como as impressoras 3D e as criações “make-on-demand” – feitas quando solicitadas.
9) Full Frontal: De acordo com um estudo da Edelman, a percentagem de consumidores que confiam nos negócios corretos caiu de 56% em 2011 para 53% em 2012. Então o que dizer sobre a megatendência de transparência? As marcas devem deixar de simplesmente fazer declarações grandiosas sobre seus “valores” ou “cultura” e passar, de forma proativa , a mostrar e provar que não têm nada a esconder, oferecendo evidência real, inequívoca e clara sobre os fatos reais.
10) Demanding Brands: No próximo ano, a expectativa é que vamos testemunhar uma mudança ousada no relacionamento entre as marcas responsáveis e seus consumidores. Marcas altamente “ligadas” e conectadas, que estão embarcando na necessária jornada em direção a um futuro mais socialmente responsável, exigirão que seus clientes também contribuam junto com elas, como parceiros, e assim elas ganham o respeito – mesmo dos mais exigentes consumidores.
Palestra do Instituto Millenium
21/11/12
Em dezembro promoveremos em parceria com o Instituto Millenium o projeto “Imil na Sala de Aula”, realizado pelo Instituto Millenium, cujo objetivo é promover a reflexão e o debate sobre questões fundamentais para o desenvolvimento do país. O público jovem é imprescindível para a construção de um Brasil mais próspero e livre.
A palestra com o tema Empreendedorismo – “Construindo sua carreira”, será ministrada por Eduardo Moreira e Ricardo Diniz.
Eduardo Moreira é formado em engenharia civil e de produção pela PUC-RJ e em economia pela Universidade da Califórnia, onde foi eleito um dos melhores alunos do curso. Exerceu a engenharia trabalhando em comunidades carentes do Rio de Janeiro até 1997, quando ingressou no mercado financeiro. É cofundador de uma das maiores empresas do setor no Brasil, a Geração Futuro e autor do livro “Encantadores de vida”. Foi condecorado pela Rainha Elizabeth, da Inglaterra ,pelo seu trabalho de divulgação da Join-Up , a não violência aos cavalos.


Ricardo Diniz é Vice Chairman no Bank of America Merrill Lynch Brazil, ex-presidente da Thomson Reuters, primeiro brasileiro a ocupar a posição de presidente na história desta empresa.

A palestra será no dia 03/12, às 20:00h no IGEC, na Av Pres Vargas, 534/15 andar. A entrada é gratuita.
Inscrições pelo e-mail claudio@igec.com.br
O que é o Instituto Millenium: um centro de pensamento que trabalha para a promoção e o fortalecimento da Democracia, Liberdade, Estado de Direito e Economia de Mercado.

A tecnologia invade a sala de aula; veja recursos que auxiliam o ensino
15/10/12
A tecnologia permitiu que a interatividade e o maior – e mais rápido – acesso à informação chegassem às salas de aula. Tablets, lousas digitais, datashow, redes sociais e sites educativos se tornaram grandes parceiros dos professores na hora de ensinar. Por isso, neste 15 de outubro, Dia do Professor, o TechTudo conversou com alunos e mestres para saber como esses recursos podem influenciar o aprendizado na escola.
A tecnologia invadiu as salas de aula, permitindo a crição de aulas mais dinâmicas (Foto: Reprodução)Professor da Unigranrio nos cursos de Marketing e Recursos Humanos, Ricardo Gomes é um dos adeptos destas ferramentas em suas aulas. “A tecnologia me facilita muito a transformar a aula em algo mais dinâmico. Sempre que posso, acesso a Internet, uso projetores e dispositivos móveis, como o iPad, para reforçar conteúdos e cases”, afirmou.
Em coro com Ricardo, a estudante do 2º ano do Ensino Médio, Natalia Neves, de 16 anos, afirma que a tecnologia, além de facilitar o aprendizado, estimula a busca por novas informações. “É muito melhor quando a gente pode visualizar as coisas que os professores falam. Porque, quando não dá, fica tudo só na nossa imaginação. Aula de História, por exemplo, é pura imagem. Além de a gente prestar mais atenção no que é possível ver, a aula fica mais divertida e faz com que os alunos queiram pesquisar mais”, disse. A colega de turma, Carolina Barrias, de 16 anos, concorda. “Às vezes, a gente perde muito tempo copiando coisas do quadro que poderíamos aprender de forma mais fácil com filmes, imagens e apresentações de slides”.
E elas não são as únicas a afirmarem isso. De acordo com o também aluno do 2º ano do Ensino Médio, Leonardo Gimenez, de 16 anos, somente o quadro-negro e o giz já não são suficientes para suprir a necessidade de informação dinâmica exigida pela era digital. “A aula depende muito do professor. Mas quando, além de um bom professor, existem recursos que chamam a atenção dos alunos, o tempo de aula passa muito rápido”, disse.
Para Julia Lima, de 15 anos, ter um computador para cada um em sala de aula seria excelente. “É mais dinâmico, além de facilitar a troca de material, como os slides da aula”. Já as estudantes Sophia Lima, de 17 anos, e Mila Ingrid, de 18 anos, acreditam que o acesso à Internet em sala já muda – e muito – o desenrolar das aulas. “Existem vários filmes e vídeos do YouTube que podem dar exemplos de assuntos trabalhados na sala. E para isso, só é necessário acesso à Internet”, falou Sophia. Mila completou. “Hoje em dia, eu estudo muito mais pela Internet do que por livros. Posso fazer download de programas, aplicativos. Me atrai muito mais”.
Estudantes apoiam o uso de ferramentastecnológicas em sala de aula (Foto: Reprodução)
Mas a relação estabelecida entre a tecnologia e a educação esbarra ainda em um conceito destinado à geração atual: o de Nativos Digitais. A nomenclatura é destinada aqueles que já nasceram conectados à Internet e dominam esses recursos tecnológicos com extrema facilidade. Segundo a professora de Psicologia Organizacional da Faculdade de Reabilitação da ASCE, Solange dos Santos, essa ideia de que os alunos conhecem mais sobre os novos recursos do que os professores pode assustar alguns profissionais na hora de trabalhar com essas ferramentas.
“O professor era o detentor do saber. Hoje em dia, isso está sendo modificado e se tornando uma troca de conhecimentos. Apesar de sabermos que isso assusta alguns profissionais, o fato é que não pode acontecer. O aluno até pode dominar as ferramentas e acessar o conteúdo via Internet, mas o professor ainda tem a didática e a bagagem de informações aliadas à experiência profissional”, afirmou.
Ricardo também concorda com a colega de profissão. “A Internet e a tecnologia são ferramentas, mas não constituem a estrutura do aprendizado como um todo. O aprendizado em sala de aula depende muito mais da didática e da relação do professor com os alunos”, disse.
Quanto às dificuldades relacionadas à distração que esses recursos podem causar nos alunos, ele é taxativo. “A tecnologia só vai atrapalhar quem não souber fazer bom uso dela. O professor tem a responsabilidade de mostrar ao aluno que essas ferramentas podem ser fundamentais para que ele aprenda coisas interessantes”.
Engana-se quem pensa que os alunos não concordam com essa visão. “Eu e meus amigos montamos grupos no Facebook para debater o que é dito em sala de aula, discutir trabalhos, tirar dúvidas e montar apresentações. Internet não é só besteira. É algo importante”, finalizou Lorrayne Ribeiro, de 17 anos.
Dicas de sites e serviços para a sala de aula
O TechTudo montou um guia de serviços que podem auxiliar ainda mais o aprendizado dinâmico nas salas de aulas. Confira abaixo:
- YouTube: Visitado por bilhões de usuários no mundo todo, o site reúne vídeos sobre os mais variados assuntos. Além disso, neste mês, o Google divulgou que existem mais de mil canais educativos na página.
- Udutu: Editor e publicador de cursos online, o site permite criar e organizar uma sequência de aulas, sem a necessidade de grandes conhecimentos sobre programação. Além disso, todo o arquivo gerado pela página pode ser salvo em um CD.
- JClic: A página é uma mão na roda para a produção de atividades interativas. Por meio dela, os professores podem desenvolver materiais de estudo, quebra-cabeças, palavras cruzadas e até testes e provas, tudo isso por um conjunto de ferramentas em Java.
- Flash Page Flip: O site, que funciona em inglês, permite a criação de revistas digitais, com textos, fotos e até sons.
- Toondoo: Com comandos em inglês, o software explora o aprendizado da língua por meio da criação de histórias em quadrinhos feitas pelos próprios alunos.
- Geogebra: O objetivo desta ferramenta é facilitar e aproximar os alunos da matemática. Por isso, o site reúne recursos de álgebra, geometria, gráficos e tabelas.
- Stellarium: Um planetário na tela do computador. O programa permite mostrar planetas e constelações em 3D. O software pode ser visualizado nos sistemas operacionais Windows, Mac e Linux.
- Pense +: Com aplicativo, desenvolvido para Android, o professor pode trabalhar mais de 350 questões dos simulados do Ensino Nacional do Ensino Médio (ENEM) dos anos de 2009 e 2010.
- Músculos Anatomia: Com este aplicativo, gratuito para Android, é possível acessar imagens e descrições detalhadas sobre toda a anatomia humana.
- Google Maps: Mapa virtual do Google repleto de interatividade, o Maps permite a navegação por escalas dos mais variados lugares do mundo.
- Google Art Project: Também desenvolvida pelo Google, a ferramenta permite que o professor crie uma visita virtual aos principais museus do mundo e tenha acesso às obras de arte consagradas.
- Tríade: Boa plataforma para professores de História ensinarem sobre a Revolução Francesa. O jogo, produzido no Brasil, e de download gratuito, faz uma viagem ilustrada ao século XVII, com gráficos em 3D, e permite o aluno se aventurar pela história da revolução.
- Voicethread: O site tem como sua principal funcionalidade auxiliar a prática do inglês e do espanhol. Para desfrutar da ferramenta, basta ter um microfone e se cadastrar. Na página é possível gravar áudio com a voz do aluno e associar a gravação a uma imagem de preferência do mesmo.
Fonte: http://www.techtudo.com.br
Jogos causam pequeno impacto no varejo esportivo
08/08/12
Competição aumenta interesse por algumas modalidades, mas alta das vendas de produtos não é imediata
Gabriel Ferreira - Brasil Econômico
O impacto da Copa do Mundo de Futebol sobre o varejo esportivo já é conhecido. Basta se aproximar o início da competição para que as vendas de qualquer produto feito nas cores verde e amarela disparem. Apesar de ser um evento ainda maior que a Copa, com as Olimpíadas a história é outra. “Em média, os Jogos geram um crescimento de 5% nas nossas vendas”, afirma Ana Paula Grimaldi Roso, diretora de Marketing da Centauro, maior rede de material esportivo do país. Estima-se que, no varejo especializado em geral, o aumento das vendas durante a competição não chegue aos 10%. No período da Copa do Mundo, esse número fica muito próximo dos 20%.
Veja : Empresas investem em jovens atletas de olho em 2016
Apesar de não se traduzir em vendas imediatas, a maior competição esportiva do mundo não deixa de ser uma aliada das varejistas. “As Olimpíadas geram o interesse das pessoas por esportes, deixando isso como um legado”, diz Ana Paula. Uma pesquisa realizada pela própria Centauro apontou que esportes olímpicos como atletismo e judô tem se tornado cada vez mais populares nos últimos 30 anos, muito em decorrência da fama conquistada durante os Jogos, o que impacta positivamente nos resultados das lojas.
Leia : Nike tenta pegar carona nas Olimpíadas de Londres
Muitas vezes, o interesse por uma modalidade, nascido durante as Olimpíadas, traz ganhos para as lojas apenas depois do fim da competição. “É comum, por exemplo, o aumento na venda de tênis de corrida, por conta da grande exposição que o atletismo sempre conquista nessa época”, diz Ana Paula. Segundo a executiva, outras modalidades que sofrem o mesmo efeito são o tênis e a natação. Há também fatos mais curiosos, como a busca por material de países que não o Brasil. “A seleção dos Estados Unidos de basquete costuma se destacar durante e logo após os Jogos.”
Fator Rio 2016
Se tradicionalmente o impacto das Olimpíadas é pequeno para o varejo, durante a próxima edição dos Jogos, que será realizada no Brasil, deve ser diferente. “Sem dúvidas, os Jogos do Rio de Janeiro vão gerar um grande reflexo nas vendas, graças ao sentimento de proximidade com o evento”, diz Ana Paula.
Além do fator psicológico, a competição deve impulsionar o alto fluxo de turistas no país e pela aguardada melhora na infraestrutura esportiva do Brasil, o que deve contribuir para que mais gente passe a praticar esportes.
Fonte: http://economia.ig.com.br
Petrobras fecha segundo trimestre com prejuízo de R$ 1,3 bilhão
06/08/12
Este foi primeiro resultado negativo da companhia nos últimos dez anos.
O impacto foi ainda maior sobre o resultado financeiro, que registrou queda de R$ 7,3 bilhões também em razão do efeito cambial sobre o endividamento da companhia – grande parte em dólar.
“O resultado operacional também foi influenciado pelo câmbio e, em consequência, os custos dos produtos comercializados não beneficiou da redução de 9% na cotação média do petróleo em relação ao trimestre anterior, pois o impacto da variação cambial resultou em aumento de apenas 1% no valor do óleo em real”, disse o comunicado da estatal.
Para piorar ainda mais a situação da companhia, a demanda interna cresceu 4%, o que levou a estatal a importar mais derivados, principalmente gasolina e óleo diesel, para atender ao mercado a um custo mais elevado que o de revenda.
Grandes investimentos no Brasil movimentam área de comunicação
11/07/12
Crescimento econômico leva cada vez mais profissionais (repórteres e assessores) a se qualificar. Pós-graduação em jornalismo econômico ganha força com expansão de investimentos públicos e privados.
O forte crescimento econômico que o estado do Rio de Janeiro passa, a partir de investimentos tanto do Estado quanto de grandes empresas, tem levado um número maior de profissionais em busca da qualificação, como é o caso da área de comunicação. Seja para repórter ou assessor, o comércio e a indústria está movimentando o mercado de jornalismo econômico. E a pós-graduação para os “coleguinhas” (como eles se chamam), já é uma exigência das empresas, assim como cursos para esses profissionais.
Um curso de pós-graduação que atende os profissionais de comunicação na área de jornalismo econômico é o promovido pelo Instituto de Gestão e Comunicação (Igec) com as Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), que acontece em setembro no centro do Rio de janeiro e tem duração prevista para pouco mais de um ano. O curso é para pessoas de qualquer área do conhecimento interessadas em ingressar na carreira de jornalista especializado em economia e negócios.
Com objetivo de formar especialistas em jornalismo na área de economia e negócios, o curso aborda todas as atividades ligadas ao jornalismo econômico: jornal e revista, televisão, internet, agências de notícias e assessoria de imprensa, dando prioridade a parte prática, com ênfase no cotidiano do jornalista econômico e proporcionando um maior conhecimento sobre a economia brasileira e mundial.
O curso conta com grandes nomes do mercado, como a Coordenadora, jornalista Luciana Rodrigues, editora assistente da Editoria de Economia do jornal O Globo. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo econômico, Luciana tem pós-graduação em Políticas Públicas pelo Iuperj e especialização em Gestão de Negócios na Ásia pelo Insead-Cingapura.
Outro grande nome é a jornalista e relações públicas Luiza Cruz, assessora de comunicação em empresas do setor público e privado como O Globo e The Guardian. É Mestre em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela The University of Manchester (Inglaterra) e Doutora em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ.
“Reunimos jornalistas premiados, com ampla experiência em jornalismo econômico e nas suas áreas específicas de atuação, e economistas acostumados a dar aulas para jornalistas e a conceder entrevistas e escrever artigos para diferentes veículos de comunicação. Com isso, o curso é amplo, mas vai direto ao ponto, aborda os conteúdos teóricos mais relevantes para a cobertura econômica e leva os alunos a exercitarem, na prática, o trabalho de um jornalista especializado em economia”, disse Luciana Rodrigues.
As disciplinas abordam desde a Teoria Geral da Comunicação, passando pelo diferentes meios (TV, rádio, impresso), Assessoria de Comunicação, agência de notícias, Introdução a Finanças e Economia Empresarial, Marketing e Negócios, Plano de Jornalismo Econômico, até o Jornalismo Econômico na Internet e Novas Mídias.
“A pós-graduação em Jornalismo Econômico atende à necessidade de uma especialização em tempo hábil com a comodidade da integração das competências. Tudo que o jornalista especializado em economia precisa saber em um só curso, de forma integrada e lógica, poupando o aluno do trabalho de fazer vários cursos separados”, disse o Coordenador Geral, Claudio Moreira.
O conceito e programa da pós em comunicação surgiram depois de uma pesquisa com líderes de empresas. Presidentes de empresas, diretores, jornalistas, economistas, gestores de comunicação e de finanças, entre outros profissionais, participaram da construção do programa que enfatiza as competências de um gestor completo.Com mais de 500 alunos já formado na pós-graduação (Comunicação, Jornalismo Esportivo, Marketing Digital e Políticas Públicas), o Igec atualmente expande sua área de atuação para agregar valor às carreiras profissionais de quem os procura.
Para mais informações acesse o site da instituição (igec.com.br) ou ligue para (21) 3029-1171 ou (21) 3029-1075.
Volta ao mundo com Martin Wolf
10/07/12
Por Moisés Naím,
A crise transformou alguns comentaristas econômicos em personagens de fama mundial. Um deles é Martin Wolf, o principal editorialista econômico do Financial Times e certamente um dos colunistas mais influentes do momento. Conversei com ele alguns dias atrás em Istambul. “Que aspectos da crise o surpreenderam?”, perguntei.
Martin Wolf – O pouco capital próprio que possuíam os bancos e outras instituições financeiras, para os riscos que assumiam. Captavam dinheiro a curto prazo e o colocavam no longo prazo. Eu tinha voltado toda minha atenção à macroeconomia e não vi o que estava acontecendo com a microeconomia. Esse é o maior erro que cometi em minha carreira. Meu outro erro foi não ter me dado conta de quão fracos e inadequados eram os controles e regulamentos dos bancos.
Que responsabilidade têm os jornalistas nesta crise?
M.W. – Eles cometeram muitos erros de omissão. Deveriam ter sido muito mais agressivos e rigorosos na fiscalização dos bancos, os reguladores etc. O problema é que, em geral, os jornalistas sabem pouco de economia e finanças.
“Economia americana é a que mais se recuperou”
Mas os economistas mais renomados tampouco se cobriram de glória. Nem previram a crise nem entraram em acordo quanto a como administrá-la. Quais foram as exceções?
M.W. – Nouriel Roubini alertou desde cedo sobre as bolhas nos preços de certos ativos financeiros e sua relação com o endividamento e percebeu que essa mistura era explosiva. Robert Shiller analisou melhor que ninguém o que estava acontecendo no setor imobiliário. E Raghuram Rajan soou o primeiro alarme sobre a fragilidade do setor financeiro e explicou como ele estava se convertendo em ameaça à estabilidade global. Na realidade, porém, houve muitos outros. E a verdade é que a economia ortodoxa mostrou não ter utilidade para explicar o que acontece.
Mas os chefes de Estado precisam administrar a situação, mesmo que as recomendações que os economistas lhes dão sejam de qualidade duvidosa. Como o sr. qualifica a administração da crise feita por George W. Bush, Barack Obama, Wen Jiabao e Angela Merkel?
M.W. – Bush, reprovado. Obama e Wen Jiabao, aprovados. Merkel, aprovada como líder da Alemanha e reprovada como líder europeia.
Mas Obama está sendo criticado ferozmente pelo modo como administra a economia.
M.W. – De fato. Seus críticos argumentam que a recessão dos EUA deveria ter sido mais curta e a recuperação mais veloz e vigorosa. Mas, com base na experiência histórica e na análise objetiva, a crise que Obama herdou deveria ter causado uma recessão ainda mais profunda que a que houve, e provavelmente até uma forte depressão. Obama conseguiu evitar essa catástrofe e, desde que a crise começou até agora, a economia americana é a que mais se recuperou, em comparação com as dos outros cinco países mais avançados.
“É preciso criar postos de trabalho”
Nesta crise, os chefes dos bancos centrais se transformaram em atores fundamentais. Quem são os melhores banqueiros centrais do mundo?
M.W. – Ben Bernanke, o diretor do Federal Reserve dos EUA.
Quem mais?
M.W. – Os outros estão em outra categoria. Bernanke vem fazendo um trabalho excepcional.
Paul Krugman argumenta que uma política monetária e fiscal mais expansiva reduziria o nível de desemprego nos Estados Unidos. Raghuram Rajan pensa que muitos dos empregos que desapareceram na crise não poderão mais ser recuperados – que são produtos de mudanças estruturais e tecnológicas. Quem tem razão?
M.W. – Os dois. Krugman, ao afirmar que os EUA podem e devem fazer mais através de gastos públicos e da política monetária para aumentar o emprego. E Rajan ao dizer que a economia dos EUA se transformou de tal maneira que muitos empregos de antes não vão mais existir e que, a longo prazo, é preciso criar postos de trabalho em outros setores.
“A Turquia sofre de desequilíbrios econômicos”
Dentro de dez anos, que país vai ter uma economia com mais crescimento, Espanha ou Itália?
M.W. – Espanha.
E entre China e Índia?
M.W. – Índia.
Estados Unidos ou Alemanha?
M.W. – Estados Unidos.
E, já que estamos na Turquia, um país que vem tendo um desempenho econômico espetacular, como o sr. vê a situação aqui?
M.W. – Insustentável. A Turquia sofre de desequilíbrios econômicos profundos, e seu enorme déficit de conta corrente é um sintoma desse fato.
“O status quo e algo mais”
E a Europa?
M.W. – Vejo três cenários: mais Europa, mais do mesmo ou reformas limitadas. O primeiro é uma Europa mais federal, o segundo é a Europa das contínuas cúpulas de líderes em que não se decide nada de fundamental ou “grande” e o terceiro supõe que os países vão acordando reformas parciais que permitam ir resolvendo os problemas mais graves; é o que chamo de “o status quo e algo mais”. É este o cenário que vejo como o mais provável.
***
[Moisés Naím, do Carnegie Endowment for International Peace, foi editor-chefe da revista Foreign Policy]
Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br
União Europeia: avançar ou perecer
03/07/12
A crise econômica que abate a Europa não se restringe apenas aos países que se decidiram pelo euro como moeda única. Ao contrário, a própria ideia da Comunidade Europeia passa por sua pior provação e pode não sobreviver às consequências funestas que se seguiriam a uma implosão catastrófica da união monetária.
O desenrolar da crise tem mostrado que a arquitetura da governança da Comunidade Europeia, assim como das instituições do euro, não estão à altura dos desafios impostos por um processo de integração econômica e financeira que avançou até o estágio observado hoje na Europa. A inadequação dessa governança é mais óbvia na zona do euro, onde a moeda única não se apoia sobre os pilares de uma união fiscal e financeira que assegure a convergência das políticas macroeconômicas e regulatórias indispensáveis à convivência no seio de uma união monetária.
Comandados pela chanceler Angela Merkel, os alemães acreditam que teria chegado a hora de dar um basta aos excessos e de enquadrar os países “rebeldes” numa disciplina fiscal e financeira capaz de restaurar a capacidade de pagamento desses países. A Grécia, nesse sentido, seria o caso exemplar. Embora os números demonstrem o contrário, a recuperação de uma trajetória sustentável para sua dívida dependeria, daqui para frente, segundo a visão germânica, apenas de seu esforço próprio para gerar os resultados fiscais prometidos nos acordos com a “troika” (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e FMI).
A cada dia que passa, os mercados ficam mais nervosos e prisioneiros das incertezas; o desemprego aumenta.
Com base nessa visão, a Alemanha vem se opondo à revisão dos acordos com a Grécia, assim como se manifesta contrariamente a um maior ativismo do BCE na provisão de liquidez para os bancos europeus, com vistas a evitar o risco de um salvamento “pela porta dos fundos” dos países devedores, por meio do financiamento da autoridade monetária europeia. Na mesma toada, os alemães têm até aqui vetado a ideia de emissão dos eurobônus, títulos garantidos pela coletividade dos países integrantes da zona do euro, cuja captação serviria para financiar os países mais endividados do bloco.
A posição de Merkel tem suas justificativas, notadamente vinculadas a questões da política doméstica alemã. Há também o receio de que um resgate dos países devedores com poucas condicionalidades gere um intolerável “moral hazard” que pode levar a recorrentes crises fiscais no futuro, cuja solução pesaria inexoravelmente sobre os ombros alemães.
Felizmente, a julgar pela recente entrevista do ministro das finanças Wolfgang Schäuble à revista “Der Spiegel”, os alemães apoiariam a evolução da zona do euro para uma verdadeira união fiscal, em que os países-membros abririam mão de sua soberania fiscal. Para Schäuble, sem uma união fiscal não seria possível para a Alemanha assumir a corresponsabilidade na emissão de um “eurobônus”. No tipo de união imaginada pelo ministro alemão, o volume de gastos de cada país e seus limites de endividamento seriam decididos em Bruxelas, restando aos Estados-membros apenas a função escolher a distribuição dos gastos. Além disso, segundo Schäuble, seria igualmente necessário o estabelecimento de uma “união bancária”, esta entendida como a criação de uma entidade supervisora bancária europeia.
Essas propostas, aliás, estão em linha com um recém-divulgado documento elaborado pelo presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, conjuntamente com os presidentes da Comissão Europeia, do “Eurogroup” e do BCE. Nele se propõe o fortalecimento, ao longo da próxima década, da atual união monetária, por meio de uma forte integração nos campos das políticas orçamentárias e financeiras.
De fato, tais ideias apontam na direção correta, muito embora a engenharia política necessária não seja trivial. A renúncia à autonomia fiscal exigiria a aprovação dos cidadãos dos países-membros, inclusive os da própria Alemanha, em votação plebiscitária cujo resultado é difícil de se prever, notadamente na conjuntura atual de severa crise econômica.
Ocorre que o relógio está correndo e não há tempo hábil para se esperar a reforma das instituições europeias na direção de uma maior integração. A cada dia que passa, os mercados ficam mais nervosos e prisioneiros das incertezas; o desemprego aumenta, assim como o desespero da população dos países afetados. A popularidade de seus dirigentes políticos é corroída dia-a-dia, tirando-lhes a legitimidade para liderar seus países.
Sendo assim, medidas eficazes de curto prazo devem ser urgentemente adotadas, sem se abrir mão do aprofundamento da integração na zona do euro. Isso significa inevitavelmente reforçar o caixa dos fundos de resgate europeus, permitir que eles emprestem diretamente para os bancos necessitados de capital, renegociar de novo a dívida da Grécia para dar um horizonte maior ao país e, não menos importante e assegurar que o BCE tenha um papel mais ativo na provisão de liquidez para os bancos. Para tanto, é necessário que a chanceler Merkel flexibilize sua posição, permitindo que a convergência para uma união fiscal se dê gradualmente, sem que os riscos de desintegração da zona do euro continuem tão elevados.
Gustavo Loyola, doutor em economia pela EPGE/FGV, foi presidente do Banco Central e é sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada, em São Paulo.
Fonte: http://www.valor.com.br
A Eco-92, a Rio+20 e o clima econômico global
15/06/12
Por Luciana Rodrigues*
A Eco-92 é vista por ambientalistas como um marco na proteção do meio ambiente. Afinal, a conferência reuniu 108 chefes de Estado e colocou de uma vez por todas na agenda global a expressão desenvolvimento sustentável, ou seja, a ideia de que é possível, sim, conciliar crescimento econômico com preservação ambiental. Vinte anos depois, o clima de otimismo que cercou a conferência está muito, muito longe de ser alcançado na Rio+20. Não há como obter dos líderes globais o mesmo nível de comprometimento ambiental obtido há 20 anos em parte porque, hoje, não há espaço econômico para por grandes ofertas na mesa.
Há 20 anos, o Brasil passava por uma recessão, ainda sob os efeitos do confisco do Plano Collor, e o Rio de Janeiro parecia condenado ao ostracismo. Foi preciso chamar o Exército para garantir a segurança da cidade nos 11 dias da conferência. Hoje, o Brasil, mesmo já sofrendo os efeitos da nova onda da crise internacional, ostenta um mercado de trabalho próximo do pleno emprego e continua atraindo volumosos investimentos externos. E o Rio é o queridinho de estrangeiros e brasileiros.
No mundo, o clima econômico e político também mudou, mas para pior. Eram tempos diferentes em 1992. A Europa, se não crescia vigorosamente, vivia uma onda de otimismo pós-queda do Muro de Berlim. O fim da Guerra Fria criou uma atmosfera de união e esperança no futuro. Os Estados Unidos estavam diante de um período de forte crescimento econômico e o Japão ainda não havia mergulhado nas suas duas décadas de estagnação.
Hoje, porém, o ambiente econômico no mundo não poderia estar pior. A crise global iniciada em 2008 não dá sinais de trégua e castiga principalmente os países ricos. Para estes, em tempos difíceis, fica difícil abrir mão da prosperidade que ainda lhes resta em prol de um mundo mais sustentável. Os países emergentes, por sua vez, que hoje lideram o crescimento econômico mundial, também não querem ficar de fora da festa do capitalismo, agora que chegou a sua vez. E veem com desconfiança os ricos defendendo que é preciso crescer e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente. Ninguém quer pagar a conta da preservação. Assim, muito provavelmente, a Rio+20 ficará bem longe de alcançar os objetivos ambiciosos que pautaram a histórica Eco-92.
*Luciana Rodrigues é coordenadora da pós-graduação em Jornalismo Econômico
Manter uma rainha custa caro, mas o retorno é ainda maior
04/06/12

Coroa beneficia o país com turismo e publicidade gratuita em torno de sua imagem
São Paulo – De tempos em tempos, a família real é acusada de onerar demasiadamente os cofres públicos da Grã-Bretanha. De fato, manter as imensas propriedades reais demanda uma quantia em dinheiro considerável a cada ano. Somente o Palácio de Buckingham – residência oficial da rainha e onde está localizado seu escritório, em Londres – abriga nada menos que 775 cômodos em uma colossal estrutura de 77.000 metros quadrados (o equivalente a 8,5 campos de futebol). Mais de 800 funcionários circulam pelo local em funções que variam das mais comuns, como limpeza e manutenção, até algumas impensáveis, a exemplo dos responsáveis pela limpeza de lareiras e pelo hasteamento de bandeiras. Em um ano normal, a rainha abre suas portas para mais de 50.000 pessoas, em banquetes, almoços, jantares e recepções. Calcule-se, por baixo então, que mais de 3 milhões de convidados já tenham sido recebidos por Elizabeth II em seus 60 anos de reinado – completados este ano.
Para arcar com todos esses custos, há quatro fontes públicas de renda para financiar a rainha, seus familiares e funcionários: a Lista Civil, que atende às necessidades da monarca como chefe de estado e da Comunidade Britânica (Commonwealth); um fundo destinado exclusivamente aos gastos públicos e pessoas da realeza; um fundo especial do governo para a manutenção dos palácios reais; e, por fim, um fundo especial do governo para viagens, incluindo custos aéreos e ferroviários para deslocamentos associados a compromissos oficiais. Segundo a rede britânica BBC, nestas últimas seis décadas, Elizabeth II fez 261 viagens internacionais, entre as quais 96 foram visitas de estado a 116 países, que incluíam destinos não tão conhecidos, como as minúsculas Ilhas Cocos – um território australiano habitado por apenas 596 pessoas. Isso sem considerar as viagens feitas pelos herdeiros da coroa em nome dela – os príncipes Charles, William e Harry.
Mas esses é apenas o ônus de se manter a família real mais tradicional e conhecida do mundo. Mas é também esse status de celebridade conferido a ela que abre caminho para um bônus ainda maior a todo o país. Segundo um estudo divulgado no início desta semana pela consultoria britânica Brand Finance – especializada em avaliação e gestão de marcas -, o valor comercial da realeza britânica já supera 44,5 bilhões de libras (mais de 139 bilhões de reais). A pesquisa sugere que, se fosse colocada à venda como qualquer outro negócio, a monarquia valeria mais do que as redes de supermercado locais Tesco (33 bilhões de libras) e Marks & Spencer (7,4 bilhões de libras) juntas, por exemplo. Assim, a coroa não só devolve todos os seus gastos aos cofres públicos como também leva uma série de benefícios ao país, principalmente em forma de turismo, hospedagem e publicidade gratuita em torno de sua imagem.
‘Firma’
Não é de se estranhar, portanto, que o apelido de “firma” lhe caia tão bem. Somente Festa de Jubileu da rainha – que teve início nesse sábado e segue até terça-feira – deve representar um lucro em turismo de 924 milhões de libras (quase 2,9 bilhões de reais). Do valor total da “marca” família real, 18 bilhões de libras (56 bilhões de reais) cobririam o valor das joias da coroa e das propriedades reais, considerados bens materiais por ora intocáveis. Já os outros 26,5 bilhões de libras (82,9 bilhões de reais) referem-se aos benefícios econômicos imediatos, ao impulsionar o turismo e a indústria local. “A monarquia é um poderoso apoio para marcas de indivíduos, de empresas e do próprio país. Ela contribui de forma significativa para impulsionar o crescimento econômico da Grã-Bretanha em sua tentativa de tirar o país da recessão”, destacam os especialistas responsáveis pelo relatório.
Segundo David Haigh, presidente-executivo da Brand Finance, a realeza – ao ser colocada dentro dos círculos das finanças corporativas com valor de capitalização de mercado – é visto como uma das marcas mais valiosas do país. O documento analisa desde ativos físicos – como a coleção de obras de arte que sozinha vale 10 bilhões de libras – e intangíveis – como resultado da publicidade gratuita feita no exterior (cerca de 500 milhões de libras por ano). Somado, esse montante supera em muito os valores gastos em segurança (3,3 bilhões de libras), na Lista Civil (461 milhões de libras), em viagens (195 milhões de libras), entre outros. “Tudo isso é compensado pela sua contribuição à economia da Grã-Bretanha, especialmente durante grandes eventos reais, como o casamento de William e Kate no ano passado e o Jubileu neste ano”, acrescenta o estudo. É compreensível, portanto, que a rainha Elizabeth II esteja contabilizando popularidade recorde em um país onde 70% da população acredita que o país estaria pior sem a monarquia.
Fonte: http://exame.abril.com.br


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