Gestão Estratégica de Marketing Digital
Agronegócios nas redes sociais
19/04/12
As redes sociais são usadas cada vez mais por empresas de varejo que observam aumento nas vendas e melhora no relacionamento com os clientes. No setor de agronegócios, esse movimento ainda é incipiente.
Os sites de relacionamento nas redes sociais na internet surgiram para que as pessoas pudessem encontrar amigos antigos e manter contato com novos. Essa utilidade evoluiu para ambientes de troca de informação e interação nunca imaginados. A publicidade, como sempre, logo soube aproveitar esse espaço virtual para divulgar marcas e produtos e se relacionar com seus clientes. Nos meses de julho e agosto deste ano, as vendas da Danette, sobremesa de mousse da Danone, subiram 44% após uma ação da marca no Facebook.
No caso das empresas do setor de agronegócios, esse movimento ainda é muito incipiente, conforme apontou o estudo Agronegócios 2.0 da consultoria brasileira TerraForum. Atualmente, o consumidor confia cada vez mais nas redes sociais para tomar uma série de decisões, assim como ampliar virtualmente e mesmo exponencialmente suas experiências – positivas ou negativas De acordo com o estudo existe uma série de oportunidades para o agronegócio nas redes sociais como reaproximação do produtor e do consumidor final, agregação de valor às commodities,fortalecimento de iniciativas de incentivo regional, assim como mecanismos virtuais de integração vertical (ao longo da cadeia) ou horizontal (dentro de um elo da cadeia). Ao mesmo tempo, fica evidente uma série de temas que, por sua natureza, suscitam paixões e grande uso para as redes sociais no agronegócio, como segurança alimentar, fome, sustentabilidade, comércio justo, qualidade de vida, entre outros.
Impacto
Fazer publicidade de uma marca nas redes sociais é mais barato do que nas mídias tradicionais. Mas é preciso acompanhar os resultados e manter a comunicação com os clientes e priorizar a qualidade no atendimento. Caso contrário, a repercussão na internet pode acabar sendo mais negativa do que positiva.
“É preciso criar diálogo”
Para o consultor sênior da TerraForum, consultoria responsável pelo estudo Agronegócios 2.0, o potencial da utilização das redes sociais para agregar valor a empresas desse setor é muito grande. Leia a seguir alguns trechos da entrevista.
SERBRAE/PR- Como é a situação atual do agronegócios em relação às redes sociais?
ANDREI SCHEINER – O nosso estudo Agronegócios 2.0 , elaborado no segundo semestre de 2010, avaliou o nível de maturidade das empresas presentes no mercado brasileiro e externo também. Nós fizemos uma pesquisa geral e identificamos 13 casos relevantes do setor no mercado. Eles estão divididas em quatro blocos: Fornecedores de insumos e equipamentos; produção e beneficiamento; comercialização; e entidades de apoio ao agronegócio. Desses casos analisados, identificamos que nenhuma das empresas tem um nível de maturidade ideal em todos os quesitos. Algumas delas investem mais na parte de interação, com produção de conteúdo para os sites e para abastecer as redes sociais com informações relevantes para o negócio e para o usuário. Um exemplo de empresa que faz bem isso é a Monsanto, que fornece conteúdo focado no negócio, mas pensando também nos leitores mais leigos. Outra “empresa” que faz isso é a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Em relação à questão da utilização das redes sociais para interação eficaz, sem ser de mão única, nenhum exemplo foi encontrado. Essas empresas ainda tem uso muito pequeno de redes sociais, presença em Twitter, Facebook, para gerar relacionamento e percepção da marca na sociedade. A presença se restringe à produção de conteúdo. Há ainda pouca conversa com interessados.
SEBRAE/PR-Há algum exemplo externo de alguma empresa de agronegócios que faça isso bem?
SCHEINER- Não identificamos nenhum caso ainda. A maior parte dos casos até tem página nessas redes, mas usam mais como apoio para o blog ou site da empresa do que realmente interação e até comercialização inovadora de produtos pela internet.
SEBRAE/PR – Você acha que de fato essas empresas devem aproveitar melhor esse ambiente 2.0?
SCHEINER - Sim, é importante que elas estejam presentes na internet. Não necessariamente elas tem que estabelecer canais de venda, talvez aquelas que queiram se destacar como inovadoras na questão de tecnologia do agronegócio. Mas é importante na parte do relacionamento. Se a empresa tem um canal de comunicação direto com esses clientes, ela pode eventualmente começar a testar um canal de vendas via redes sociais, mas isso ainda é muito recente. Os grandes varejistas começam a fazer isso agora. O Magazine Luíza lançou há pouco tempo um canal de vendas pelo Facebook e não apenas pelo site. O mais importante a princípio é trabalhar o relacionamento e a troca de informações. É criar um diálogo com esse consumidor final e até com a sociedade em geral através das redes sociais. É interessante para que a sociedade entenda o que a empresa faz, esclarecer temas polêmicos como transgênicos, por exemplo. Esse ambiente possibilita um diálogo com pessoas normais, com um clima mais informal e mais humanizado da empresa. É importante criar esse diálogo e que ele seja franco. Muitas das empresas não têm diálogo. Elas simplesmente criam uma página e a abastecem com informações unilaterais. Não há equipes, ou empresas contratadas para fazer a manutenção desse relacionamento.
SEBRAE/PR-Você acredita que esse tipo de iniciativa é interessante mesmo para micro negócios?
SCHEINER – Claro. Pode ser muito interessante. Principalmente para produtores que trabalham com orgânicos, que tem um público específico, que na maioria das vezes, infelizmente, ainda é mais elitizado. Mas é importante que isso seja feito com a devida atenção e investimento. Muitas vezes direcionam uma pessoa que entende do produto, mas não da ferramenta, ou vice-versa. É preciso trabalhar de forma integrada, ter alguém que saiba operar as ferramentas da internet, mas também ter alguém que domine o conhecimento sobre os produtos da empresa, pois a internet demanda agilidade na troca de informações. Se as respostas não forem rápidas, não funciona. Estar na rede social não pode ser encarado como um gasto, mas sim como um investimento, que pode variar de acordo com a empresa.
SEBRAE/PR- Por que você acha que existe essa certa resistência desse setor em utilizar essas ferramentas, em comparação a outros setores como varejo, por exemplo?
SCHEINER- Talvez seja falta de cultura de uso mesmo, de percepção, de entender que não vale à pena estar na internet e vender pela internet porque a cadeia produtiva desse setor já é muito consolidada. Talvez seja resistência a correr risco. Na verdade, isso tem um potencial muito grande, o agronegócio 2.0 é algo que ainda está engatinhando, não só no Brasil, mas fora também. Acho que o principal seria trabalhar com colaboração, estabelecer diálogo, ouvir e conversar com o consumidor, pedir para ele ajudar a criar coisas, dar ideias, trocar experiências.
SEBRAE/PR- Tem alguma dica das coisas que não se deve fazer nas redes sociais?
SCHEINER- A primeira coisa é não achar que copiar o caso de sucesso de alguma empresa vai funcionar. Não existe uma fórmula mágica. É preciso entender melhor as coisas, cada caso é um caso. Outra coisa importante é não achar que basta ter o site na internet. É preciso estar presente e estabelecer o diálogo com o consumidor. Além disso, é importante monitorar os comentários na rede. Com isso, é possível gerenciar possíveis crises, mas também captar novas ideias, como, por exemplo, uma forma de embalagem diferente. Isso ajuda a gerar inovação para a empresa.
SEBRAE/PR- Quais os benefícios que esse posicionamento pode trazer?
SCHEINER- A área de agronegócio ainda está engatinhando nesse sentido. É importante que as empresas leiam e se informem sobre esse assunto. Ainda não existe um exemplo perfeito, mas têm algumas iniciativas, como as do estudo, que já estão dando certo. É preciso pensar a web 2.0 como um canal para trabalhar melhor o seu negócio, gerar valor não apenas de relacionamento, mas também de renda, evitando intermediários dependendo do tipo de produto. Isso pode acontecer principalmente para pequenos produtores, que tem dificuldade de entrar em algum mercado por questões de barreiras na parte de fornecimento e distribuição… A web 2.0 pode ajudar nisso. Sempre vale a pena correr risco. Se a empresa não correr risco, algum concorrente vai correr e passar na frente, de certa forma. É preciso correr risco, mas sem dar tiro no escuro.##
Fonte: http://www.focosebrae.com.br/boletim.aspx?codBoletim=65
Andrei Scheiner é professor de e-branding na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital e de branding na pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação
Futuros CEOs precisarão reinventar a administração
16/04/12
Texto enviado por Carlos Nepomuceno*
Por Rafael Sigollo | De São Paulo
Segundo Hamel, as empresas desencorajam a criatividade e a inovação com burocracia e estruturas inflexíveis
Os últimos cem anos foram marcados por grandes avanços tecnológicos que influenciaram de diversas maneiras a forma como as empresas operam. Mas se por um lado quesitos como produção, logística, propaganda e relacionamento com os clientes mudaram radicalmente durante esse período, as ferramentas e os princípios de gerenciamento de negócios e de pessoas continuam praticamente inalterados. Além disso, são aplicados de forma indiscriminada em setores completamente diferentes como bancos, mineradoras, montadoras de automóveis, redes de varejo e companhias aéreas.
Esse cenário, contudo, não vai se sustentar por muito mais tempo. Para manter as organizações vivas e competitivas no século XXI, a próxima geração de líderes empresariais será obrigada a promover transformações profundas no atual modelo de negócios. Ela vai ter que, basicamente, reinventar a administração.
Essa é a opinião de Gary Hamel, eleito um dos pensadores de negócios mais influentes do mundo pelo “The Wall Street Journal” e um dos fundadores da Strategos, consultoria estratégica e de inovação. Ele falou ao Valor em recente passagem pelo Brasil, onde veio realizar palestras e lançar o livro “What Matters Now: How to Win in a World of Relentless Change, Ferocious Competition, and Unstoppable Innovation” (O que importa agora: Como vencer em um mundo de constante mudança, concorrência feroz e incontrolável inovação).
“Desde a era industrial, o foco das companhias está em impor hierarquia, obter controle, disciplina e aumentar a produtividade de seus funcionários. Porém, elas vão ter sérios problemas se não começarem a falar sobre paixão, criatividade e inovação”, afirma. Elas, no entanto, desencorajam tudo isso com burocracia e estruturas inflexíveis.
Para Hamel, tudo terá que ser diferente na administração, desde a forma como as empresas contratam até como remuneram e oferecem oportunidades de carreira para as pessoas. E mesmo os gestores que já se deram conta dessa nova realidade ainda não entenderam a urgência e o tamanho do problema. “Os executivos sabem que algo está acontecendo, mas não conseguem especificar quais são os fatores críticos e muito menos como resolvê-los”, diz.
Para tanto é preciso pensar, ao mesmo tempo, em objetivos “revolucionários” de longo prazo e em pequenas ações que possam ser testadas no dia a dia. “É possível experimentar ideias em pequena escala sem interferir de forma acentuada na operação. Basta aplicá-las em grupos menores como em um dos escritórios ou divisões e observar as reações, se aquilo funciona ou não.”
Um grande entrave para que isso aconteça, porém, é que na conta dos executivos o controle quase sempre supera a liberdade – essencial para a inovação. “Só porque você não quer que o futuro aconteça, não significa que ele não acontecerá”, alerta. Com isso, Hamel dá ênfase ao atual contraste entre o engessado ambiente corporativo e a internet. “É uma plataforma voltada para a inovação e para a colaboração, que consegue se adaptar rapidamente às mudanças e engajar as pessoas. Os próximos líderes estão crescendo totalmente familiarizados com esses conceitos.”
De acordo com ele, por estar crescendo, ter uma economia estável e recebendo atenção de todo o mundo, o Brasil deveria aproveitar para dar um passo à frente na busca por novos modelos de gestão. “As empresas vivem um bom momento no país, mas isso não as torna mais competitivas globalmente. Crescimento acelerado nem sempre significa boa gestão, Índia e China são a prova disso”, afirma.
Fonte: Jornal Valor, 16/04/12
*Carlos Nepomuceno é professor da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
A megatendência das redes mais descentralizadas
11/04/12
“Durante transformações empresarias, a curva do esquecimento, às vezes, é mais importante do que a do aprendizado” – Prahalad – da coleção.
Versão 1.1 – 09 de abril de 2012
Rascunho – colabore na revisão.
Replicar: pode distribuir, basta apenas citar o autor, colocar um link para o blog e avisar que novas versões podem ser vistas no atual link.

Muito bem, estamos falando de megatendências.
O problema da ecologia, o crescimento da China e a passagem de organizações em redes mais hierárquicas para menos hierárquicas estão nessa direção.
Tratamos aqui de ajudar as organizações nessa passagem das redes.
A grande característica das redes digitais é a procura de ambientes mais dinâmicos para operar.
Na teoria que fui desenvolvendo essa necessidade é proporcionalmente direta ao crescimento da população que obrigará as organizações a se adaptar a redes mais descentralizadas para operar melhor.
Isso significa mudança profunda.

Achei um bom artigo sobre estratégia de megatendências na Harvard Business Review brasileira, de maio de 2010, O imperativo da Sustentabilidade, de David Lubin e Daniel Esty, que estudam como as megatendências impactam nas estratégias, que deixam empresas tontas sem qualquer plano ou visão de conjunto:
- - são mudanças fundamentais e perenes no modo como as empresas competem;
- - tais mudanças criam um fator imperativo estratégico inevitável.
Essa situação está ocorrendo em algumas megatendências atuais.
No artigo também da HBR brasileira de Prahalad “Por que é tão difícil encarar o óbvio?“. O pesquisador destaca como megatendências: a globalização, a digitalização, a sustentabilidade e a mobilidade, por exemplo.

Diz que tais mudanças encontram as empresas de calças curtas. E que o sucesso estabelecido acaba por impedir que as organizações tomem medidas compatíveis:
“Quanto mais sucesso uma empresa tem, mas difícil fica saber quando precisa mudar”.
Lembra que:
“Durante transformações empresariais, a curva do esquecimento, às vezes, é mais importante do que a do aprendizado”.
Projetos de gestão de redes, assim, são tentativas para fazer com que as organizações alinhem a gestão com uma das megatendência da atualidade.
É uma tentativa de criar pontes entre iniciativas isoladas, criar visão de conjunto e sinergia para que os projetos do que chamamos de redes sociais possam ter um alinhamento tanto das atividades internas, quanto externas, através de uma nova visão de pensar a organização, a partir das redes.
A metodologia Gestão por Redes procura resolver essa questão.
Que dizes?
*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
O que os internautas brasileiros fizeram em 2011
10/04/12
Por Letícia Bade*
A comScore divulgou, em webcast, o estudo “2012 Brazil Digital Future in Focus”. E as informações são fundamentais para todos que trabalham com internet. Para nós, são dados preciosos para mapear comportamento dos internautas, planejar e criar ações.
Com a 7ª maior audiência de internet no mundo, o Brasil é o 5º no ranking de engajamento da empresa (que tem 10 países listados). E detalhe importante: o usuário da internet está “envelhecendo” com a inclusão cada vez maior de pessoas acima de 55 anos.
No ano passado, o Facebook se consolidou como a rede social com o maior número de usuários no país (hoje, 43 milhões) e também como a que mais cresceu no total de visitantes únicos, com uma taxa de 66%, acima dos 33% do Orkut, antigo líder no país. Os vídeos e suas respectivas plataformas, como o YouTube, representam outro meio para expandir o relacionamento com os consumidores na web. Em 2011, os brasileiros assistiram a 4,7 bilhões de vídeos online, totalizando uma navegação que durou, em média, 27,2 horas por pessoa.
Brasileiros ficam pouco no e-commerce
Enquanto o consumidor do Brasil gasta muito tempo com entretenimento e informação na internet, fica bem menos nos sites de comércio eletrônico. “Comparada a países como os Estados Unidos e Reino Unido, com índices de 133,2% e 115,6%, a taxa de visitantes por minuto nos sites de e-commerce é de 32,5%, abaixo da média global de 71,3%”, afirma Alex Banks , da comScore Brasil, em coletiva.
Não é apenas no comércio eletrônico que o Brasil ainda está abaixo dos índices globais. “As categorias de Turismo, Business e Finanças também não têm uma taxa muito elevada de visitas, perdendo espaço para entretenimento, cupons de desconto, redes sociais, serviços de mensagens instantâneas e busca de empregos”, diz o executivo.
No Brasil, os portais são boa oportunidade de ganhar visibilidade. Eles consomem uma média de 39,2% dos minutos de conexão em 2011. Por isso, os sites de notícias, informações e celebridades superaram o desempenho das redes sociais, que encerraram 2011 com uma média de participação de 23%. Entre as redes sociais, o Facebook também teve um crescimento expressivo no tempo de permanência dos usuários. Em 2010, a média mensal era de 37 minutos e, no ano passado, passou para 4,8 horas.
Crescimento dos acessos móveis
Não são apenas as redes sociais que continuam a crescer no Brasil. O acesso à internet por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets também não parou. Em dezembro de 2011, o total de conexões móveis chegou a 1,5% de todo o tráfego digital no país. Entre agosto e setembro do ano passado, o crescimento do número de acessos à web gerados por esses dispositivos aumentou em 50%.
Do total de 1,5% registrado ao final do ano, 42,2% das conexões foram originadas em tablets, a maioria (90,6%), iPads da Apple. O sistema operacional da marca também lidera o ranking entre os usuários de smartphones e o iPhone encerrou 2011 com uma participação de 35% das conexões geradas por dispositivos móveis no Brasil. Em seguida aparece a plataforma Android, do Google, com 31,4%, à frente dos celulares comuns, com 23%.
O número de usuários acima de 55 anos também aumentou, mas a internet ainda é dominada (28,2%) por jovens entre 15 e 24 seja a maioria (28,2%). “Em 2011, os adultos com mais de 55 anos chegaram a 7%, impulsionando principalmente serviços como internet banking. Esse público deve crescer nos próximos anos e é preciso estar atento as suas futuras necessidades”, esclarece Alex.
Letícia Bade é Coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Isso não é um blá blá blá – Falando sobre o livro ZMOT
04/04/12
Por Desirée Lourenço*
Começando do início, a sigla ZMOT, representa um novo conceito que surgiu no marketing 3.0. É o momento zero da verdade. É quando as regras que conhecíamos a tanto tempo, mudam.
No Marketing “tradicional”, aquele que vem sendo praticado há anos, existia o primeiro e segundo momentos da verdade. Ou melhor, existiam três etapas básicas que o departamento de Marketing deveria seguir sempre, era como se fosse uma regra que não sofria alteração. Começava pelo estímulo, ia para a prateleira e depois para a experiência. Ok, mas aonde entraram os momentos da verdade? O primeiro momento da verdade, é o momento “preteleira”. É quando o seu consumidor se encontra dentro do supermercado e se vê na difícil escolha entre várias marcas por produto. O primeiro momento da verdade é quando ele decide pela sua marca sobre todas as outras. O segundo momento da verdade é quando o consumidor chega em casa, com o seu produto em mãos e se encanta – ou não.
Ok, isso daí eu já conhecia, mas o que mudou? Agora existe um novo momento no processo de decisão de compra do consumidor, o tal do momento zero da verdade. Esse é o momento que fica entre o estímulo e o primeiro momento da verdade. Antes da dona de casa ir ao supermercado e decidir pela marca de sabão em pó X ela faz uma vasta pesquisa na internet, em fóruns de discussão sobre lavagem de roupas, entre suas amigas donas de casa e aí sim quando chega na prateleira, influencia sobre todas essas opiniões, ela então decide pela marca que mais a agrada.
Isso para muitos ainda parece coisa do futuro ou de uma parcela muito pequena da população, mas a grande verdade é que esse novo modelo mental é cada vez mais a realidade de muitos (e todos) os tipos de consumidores. E tem mais! Não importa mais a categoria que seu produto está presente, essa pesquisa de informações precedentes a compra está cada vez mais habitual e rotineira. Na linguagem popular, já está no sangue do consumidor.
Esses três momentos de verdade estão cada vez mais próximos, o que antes poderia durar dias entre eles, hoje pode durar minutos. Não acredita? É simples. Em frente a prateleira do supermercado, a mãe vê duas novas marcas de iogurte infantil, no mesmo momento, pega seu celular com acesso a internet, procura rapidamente em fóruns e redes sociais a opinião sobre ambos os produtos, faz a sua decisão final e já coloca a sua primeira impressão onde pesquisou. O SMOT desta mãe, acabou de fazer parte do ZMOT de uma próxima mãe. É uma convergência rápida e um ciclo sem fim de troca de informações, impressões e opiniões. É o boca a boca digital.
Segundo uma pesquisa encomendada pelo Google para o Shopper Sciences sobre o momento zero da verdade, um dos grandes medos das grandes marcas foi desmentido. Muitas empresas preferem se manter afastadas do meio digital com medo das avaliações negativas. Pois é, a maioria das análises são boas! E as que são negativas, devem ser encaradas como uma avaliação rápida e verdadeira do seu consumidor. Encare com vontade de melhorar, é a melhor maneira. Mas não fique de fora, nesse exato momento, já estão falando sobre você e sua marca, é a hora de bater papo com essas pessoas, mas lembre-se sem sair chutando a porta, elas já estavam lá falando sobre você antes, chegue com calma, humildade e respeito para entrar na conversa.
O ZMOT não chegou para substituir ou diminuir os outros momentos no processo de decisão, ele chegou para somar, deve ser estudado e trabalhado com as mesma importância dos outros. O que o ZMOT traz é reforçar a importância de sermos mais do que uma marca para o consumidor final, nós precisamos fazer parte da vida dele, precisamos entender o que ele vive, o que está mudando para ele e o que ele vai precisar de nós. Mas precisamos entender tudo isso, antes que o nosso concorrente entenda. Como isso? É simples, vamos participar das conversas deles, dos pensamentos, vamos fazer parte da vida dele, não só nos momentos de decisão de compra, mas no antes, durante e depois.
Os meios digitais trazem facilidades para a marca se fazer presente que estão sendo pouco utilizadas. A importância de se fazer aparecer é maior do que a parecer perfeito. Hoje, o erro pode ser consertado muito mais rápido, então erre, teste, tente, experimente e sempre que necessário, recomeçe. Mas se faça presente, se faça aparecer, descubra a pergunta que seu consumidor está fazendo e responda-a.
A geração atual (os novos adultos) já vêem o ZMOT como uma parte lógica e óbvia dos processos de compra em que se envolvem, que louco seria escolher uma roupa sem antes pesquisar na internet qual celebridade usa aquela marca? Que louco seria comprar um novo jogo de Playstation sem analisar um fórum de discussão de video games onde falam sobre aquele jogo? E você, como gerente de Marketing, arrisque e meta a cara, o ZMOT é realidade e acontece em todos os minutos de todos os dias. Você não vai poder ficar fora dessa.
Gostou disso tudo? Então faz o download do livro! É grátis e vale super a pena, no final tem um anexo com todos os dados da pesquisa da Shopper Sciences citada. Clique aqui e se divirta! E se quiser continuar sabendo mais desse mundo, o site está esperando por você! zeromomentoftruth.com
*Desirée Lourenço é aluna da 9a turma de pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital (DIG9).
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A ciência das redes
03/04/12
É como se as teorias de plantão se concentrassem apenas nas partes e não no todo. Na teoria das redes, a informação, a comunicação e o conhecimento se encaixam com mais harmonia e de forma integrada.
Versão 1.1 – 02 de abril de 2012
Rascunho – colabore na revisão.
Replicar: pode redistribuir, basta apenas citar o autor, colocar um link para o blog e avisar que novas versões podem ser vistas no atual link.

Aprofundando a discussão já feita neste post.
Depois de muito caminhar, fui chegando sem querer a uma conclusão.
Como todas as conclusões humanas, a primeira de forma intuitiva e depois consolidando racionalmente.
Fiz comunicação na graduação.
E mestrado e doutorado em Ciência da Informação.
São áreas que me ajudaram muito a chegar a algumas conclusões relevantes sobre o cenário atual e como apoiar meus clientes e alunos a se adaptar e a mudá-lo.
Porém, não é de hoje, que tenho sentido um certo desconforto nestes dois campos de estudo, incluindo outro depois de gestão de conhecimento, onde dou aula há alguns anos.
Quando se fala em informação, o pessoal da comunicação sai da sala e vice-versa.
Digo o mesmo para a turma da gestão do conhecimento.

São ciências pré-internet que criaram seus vícios, suas tribos, seus dialetos.
Porém, quando surge na Ciência um fato novo, tal como as redes digitais é preciso:
1- analisar se as teorias de plantão dão conta de responder ao fenômeno de forma eficaz;
2- caso não, procurar novas teorias que o façam.
Teorias, é bom lembrar, são ferramentas humanas para compreender a realidade.
Não somos escravos delas, ao contrário, elas devem nos servir para que possamos avançar na nossa compreensão da realidade – algo sempre mutante e “impegável”.
Não gostam de se falar, criando alguns problemas práticos, às vezes, incontornáveis.
Sentia necessidade de me ancorar em um novo porto (teoria), algo com menos vícios e mais transdicliplinaridade, que ajudasse a ver melhor para onde estamos indo.
Comecei a usar o termo circulação de ideias para evitar as expressões circulação de informação ou comunicação, pois caía de novos nas terríveis caixas separadoras.
Senti isso mais profundamente quando fiz um projeto para um cliente grande, no qual tínhamos que classificar as 200 e tantas redes que já apareciam por todos os lados.
As redes foram sendo criadas, à margem da organização oficial.
Para poder fazer essa classificação, antes de tudo, tivemos que enxergar a organização do cliente como uma grande rede para poder compará-la as redes que estavam surgindo naturalmente dentro e fora da estruturas, em busca de mais dinamismo, velocidade, inovação e flexibilidade.

Na verdade, ao invés de ver estas novas redes como anomalia, como acaba acontecendo, começamos a vê-las como o caminho futuro dos ambientes da organização.
Para isso, precisamos usar e partir de um novo ponto de vista.
É preciso pensar a rede como o ponto central de partida e não algo periférico, pois o mundo parece hoje – talvez como tenha sempre tenha sido e não víamos – como uma grande rede se interconectando.
É como se as teorias de plantão se concentrassem apenas nas partes e não no todo.
E a visão de rede pudesse ajudar por enquanto e mais do que outras que não a colocam no centro das mudanças.
Na teoria das redes, a informação, a comunicação e o conhecimento se encaixam com mais harmonia e de forma integrada.
Não são áreas separadas, assim, mas integradas na mesma floresta.
O que dá margem mais fácil para construir uma metodologia de implantação mais eficaz, na qual a informação, a inovação, a comunicação, a gestão do conhecimento não sejam vistas de forma separada.
(Vejam o e-book que começo sobre “gestão por redes”.)

Ou seja, era mais eficaz e rápido pensar o mundo como uma grande network para entender o movimento das redes digitais internas e externas da organização, como sendo essa a visão de futuro.
Escrevi neste post a ideia de que é preciso criar uma sinergia entre a filosofia, a teoria e a metodologia que uma dada organização para a geração de valor.
Acredito que a teoria das redes e a gestão das redes, hoje, podem ser muito mais poderosas do que o modelo que temos antes compartimentado entre várias teorias que não se falam muito e acabam formando uma república teórica para modelar a gestão.
Outro fato interessante é que uma nova ciência e uma nova metodologia podem tirar os atores de suas caixas e permitir que todos possamos a ver como o conhecimento de cada um possa se articular de novo fora das especializações.
Hoje, com a necessidade de se introduzir um modelo de redes sociais nas organizações (tanto dentro como fora) toda a visão da organização que for não-rede dificulta muito essa passagem e adoção.
Podemos dizer, se entrarmos nessa conversa, que as organizações são:
- - redes;
- - redes com uma topologia com muitos intermediadores, controlando os fluxos;
- - e que é preciso uma nova topologia para ir eliminando os intermediadores obsoletos.
Note que não é acabar com eles, mas eliminar o que está atrapalhando.
O objeto da ciência ser redes e no caso do meu interesse específico, redes humanas nas organizações.
Temos um largo campo de estudo pela frente e uma missão que é criar projetos em que a mudanças das topologias das redes humanas (e não tecnológicas) sejam o eixo central da mudança.
O que está longe de ocorrer nos projetos de gestão que estão em pauta nas organizações.

Assim, se as organizações querem se adaptar a esse mundo mais ágil e muito mais com cara de rede precisam de uma filosofia que seja mais aberta, mais construída, a partir do diálogo, da sinergia, com as partes ajudando a construir o todo.
Menos aranha e mais estrela do mar, como detalhe aqui.
Uma teoria depois que possa ser mais eficaz, mais ampla, capaz de articular os diferentes projetos de gestão com seus sub-projetos: de informação, de inovação, de conhecimento, de comunicação, de marketing, etc, fazendo parte de uma grande rede.
E, por fim, uma metodologia, que podemos chamar gestão por redes.
Que me parece mais eficaz do que pensarmos em gestões por partes que não se pensam como um todo.
E aí as coisas se encaixam de forma mais rápida e eficaz – fazendo uma grande passagem para um mundo mais em rede do que víamos antes.
Acredito que é para lá que as organização devem e vão seguir – e, portanto, para onde estarei indo para ajudá-las.
E você? Vem junto?
Que dizes?
*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Cartões, celulares e chips assumem lugar do dinheiro físico em compras
28/03/12
Dinheiro virtual não acabará com o de papel, segundo professor da FGV
Foi-se o tempo em que cédulas e moedas metálicas reinavam absolutas nas compras cotidianas. Desde a primeira metade do século 20, com a criação dos cartões de crédito, o chamado “dinheiro de plástico” tem ganhado espaço nas transações comerciais em todo o mundo. De acordo com dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os cartões (de crédito, de débito e de lojas) respondem por 26,8% do consumo privado no país. Sem falar de outras modalidades de dinheiro “virtual”, como vale-transporte e vale-refeição, compras por aparelho celular e chips pré-pagos que podem ser instalados em relógios e chaveiros.
No início, o cartão de crédito era feito de papel-cartão, aceito em poucos restaurantes de Nova York. Somente alguns clientes importantes o possuíam. O cliente mostrava o cartão, anotava-se o gasto no estabelecimento e, depois, o restaurante apresentava a conta à operadora. Nada parecido com a tecnologia existente hoje, em que o cartão é lido por uma maquina conectada à operadora por telefone ou pela internet.

do país (Foto: Reprodução de TV)
“No fim da década de 1990, entrou no Brasil o cartão com chip, que deu mais segurança para o estabelecimento e para o proprietário do cartão. Antes, quando se usava o papel carbono (os dados do cartão de crédito, em alto-relevo, ficavam impressos em um formulário), havia muita fraude. Hoje, o cartão com chip e senha é o mais comum”, diz o professor de E-commerce e Tecnologias de Internet e Mobilidade dos MBAs em Marketing e em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, João Paulo Rego.
O professor revela que, atualmente, no país, existem mais de 70 bandeiras de redes varejistas, o que tem atraído uma parcela da população com nível de renda mais baixo, que até então não havia aderido aos cartões de crédito ou de débito. A utilização destes cartões representa, para os estabelecimentos comerciais, um menor percentual de repasse para as operadoras do cartão, o ganho com os possíveis juros relativos às compras a prazo ou a atrasos nas faturas, sem falar que muitos deles só permitem que a conta seja paga na própria loja, estratégia que estimula novas compras.
Se o dinheiro de plástico já estava sendo usado no lugar das cédulas e cheques em lojas, restaurantes e supermercados, agora ele é cada vez mais presente, também, nos sistemas de entrega em casa. É que a maior parte das máquinas dos cartões faz a comunicação com a operadora por meio de uma conexão de internet 3G, o que permite ao entregador de pizza, por exemplo, passar o cartão na porta da casa do cliente, situação impensável quando a conexão entre a máquina e a operadora era feita exclusivamente por telefone.
Relativamente pouco exploradas no Brasil, as compras via celular são a aposta do mercado, em suas mais variadas possibilidades. O primeiro serviço foi o Oi Paggo, iniciado em meados dos anos 2000. Nos estabelecimentos credenciados, o lojista seleciona em um celular Oi a opção “Venda Paggo”; em seguida, informa o número do telefone do cliente e o valor da venda. O cliente recebe em seu celular um SMS com os dados da compra, que deve ser aprovado para que a transação seja concluída. O valor da compra é pago na conta telefônica.
Apesar de ter 250 mil usuários e 75 mil estabelecimentos cadastrados, o Oi Paggo não atingiu as expectativas. Muito por causa do perfil da telefonia móvel no país: “A maioria ainda usa telefone celular pré-pago”, explica João Paulo, que continua apostando no celular para compras: “Acho que pode servir para as pessoas que não têm conta em banco. Além disso, a vantagem é que todos sempre andam com celular, não seria mais necessário andar com cartão. Mesmo perdendo a carteira, a pessoa ainda pode comprar.”
Em 2010, a Cielo virou sócia da Paggo. Juntas, estão promovendo simplificações na operação que prometem reverter a situação. O estabelecimento não precisará mais ter um celular para efetuar a venda. Os pagamentos serão feitos em qualquer máquina da Cielo, a mesma já utilizada para cartões de crédito e de débito. A Vivo disponibiliza a seus clientes um chip que transforma os celulares em cartão de crédito. O cliente abre o aplicativo no celular, digita o código do comerciante, o valor da compra e a opção de débito ou crédito. O lojista recebe a confirmação da compra via SMS.
Do lado do lojista, o celular pode substituir as máquinas de cartão, por meio de um aplicativo. Em vez de a compra ser através do chip, são fornecidos os dados do cartão, como número e data de validade, da mesma forma que se dá em uma compra pela web. Este sistema é útil em caso de a máquina não estar funcionando, por exemplo. Os celulares também podem ser usados de outras maneiras para compras, como aplicativos de e-commerce e através de QR-Codes, que podem redirecionar para ferramentas de compra virtuais.
Em Hong Kong, o chip pré-pago Octopus, lançado em 1994, é bastante comum entre a população. Usado em relógios e chaveiros, para comprar, basta que se aproxime o chip (ou o objeto em que ele está instalado) de um ponto de leitura. Por ondas de rádio, desconta-se o valor da compra do crédito disponível no chip. Fácil de transportar e de controlar os gastos.
Com tanta tecnologia para facilitar as compras, cabe a pergunta se cédulas e moedas estão em vias de extinção. “O dinheiro de papel não vai acabar por motivos psicológicos e culturais. As pessoas costumam gastar menos quando têm o dinheiro na mão, elas pensam duas vezes antes de fazer compras de valores mais altos.”, finaliza João Paulo.
Fonte: http://redeglobo.globo.com
PS: João Paulo Rego é professor de e-commerce e Gestão de Tecnologias de Internet na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Dica da semana, por Letícia Bade
27/03/12
Nesta semana, a ABRADI divulgou pesquisa que mostra que a média salarial digital cresce 35,3% no último ano e que o mercado de agências digitais contratou duas vezes mais do que a média nacional do setor de serviços. Bom né?
No período de julho a setembro de 2011, as empresas pesquisadas contrataram mais do que demitiram, gerando um diferencial positivo de 3% a mais de vagas efetivas, versus um crescimento de 1,43% das contratações no setor de serviços em nove capitais.
Não é Big Brother, mas vai lá dar uma espiadinha >> http://t.co/e2eGTukI
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Abraços e boa semana
Leticia
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Se você tem alguma crítica, dúvida ou sugestão, me envie um e-mail.
Letícia Bade é coordenadora da pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
O digital é o mosquito; a desintermediação, a dengue
22/03/12
Carlos Nepomuceno | 22/03/2012 • 10:15 Que dizes?
Há um vício do mercado, que acha que estamos entrando em um mundo novo. E este mundo é o digital. Porém, o digital é a porta para o mundo novo que cria outra dinâmica de troca humana. Precisamos entender e lidar com o mundo que fica DEPOIS do portão digital.
Versão 1.0 – 22 de março de 2012
Rascunho – colabore na revisão.
Replicar: pode distribuir, basta apenas citar o autor, colocar um link para o blog e avisar que novas versões podem ser vistas no atual link.
IGEC – ENCONTRO 1 – DIG 10
Ontem, comecei meu módulo “Conversão 2.0″ com o pessoal da Dig10, no IGEC.
A grande batalha inicial que tem ficado cada vez mais clara nessa minha jornada de estudar, apoiar projetos e capacitar novos perfis profissionais tem sido a de tirar o foco da causa e mirar principalmente nas consequências.
Explico.
Há um vício do mercado, que acha que estamos entrando em um mundo novo. E este mundo é o digital. Porém, o digital é a porta para o mundo novo que cria outra dinâmica de troca humana. Precisamos entender e lidar com o mundo que fica DEPOIS do portão digital.
Na verdade, essa tecnologia nova, está mudando a forma das pessoas estarem no mundo, juntando gente e, por causa disso, podendo criar um mundo novo, nessa ordem.
Ontem, me veio essa frase do título:
Avisa: o digital é o mosquito; a desintermediação, a dengue;
Estamos olhando para a causa e ficando na causa, sem conseguir ver a dor no corpo, a febre e todas as reações que o mosquito digital começa a trazer e ainda muito trará para a sociedade.
Ao pensar em formar alunos para realizar a tarefa do curso do IGEC: “Estratégia em Marketing Digital“, na verdade, estamos dando uma ênfase ao digital, como se ele fosse um lugar ou um campo de estudo.
Não é.
O nome do curso é aquele que o mercado entende, mas meu esforço e de outros professores, assim como da coordenação é tentar passar que estamos falando de:
“Estratégia de Marketing em um mundo mais desintermediado por tecnologias digitais em redes”.
O digital é apenas um mosquito que nos picou.
É esse profissional com essa visão mais ampla que o mercado necessita.

Temos que, como médicos, olhar o que isso causa nas pessoas.
Podemos dizer que estamos hoje:
- - falando muito mais do que quando estávamos hipnotizados pela televisão;
- - a conversa, mesmo que as mais bobas, criam canais de interação, fundamentais para que o ser humano se sinta menos só;
- - e nesses canais, além das fofocas, rolam coisas que vão nos ajudando a resolver problemas;
- - nesses espaços sabemos o que anda funcionando no mundo e o que não anda;
- - e sem falar do acesso a informações de desconhecidos, de todos os lugares.
Há, assim, um adensamento das trocas humanas, QUE COMEÇA NO DIGITAL, mas vamos saindo juntos da solidão e começamos a nos ver mais como gente social que sempre fomos, criando maior possibilidade de encontros tanto online como presenciais.
Isso dá um poder e uma maturidade maior para as pessoas, como consequência do digital.
Ou seja, depois que a civilização passa pelo portal digital (como foi com a chegada da prensa em 1450) ela sai mais madura do que era antes e pronta para construir um novo mundo e lidar de forma nova com velhos problemas! O que as empresas precisam hoje não são profissionais que entendam DO DIGITAL, mas sim profissionais capacitados para lidar com um consumidor mais maduro e mais sofisticado, por causa do digital.
A descentralização é o grande fator de mudança e é com esse novo tipo de adensamento humano mais maduro, global, integrado, ágil, viral e que as instituições estão tendo que lidar ainda com pouco sucesso, pois estão olhando para o mosquito e não para a febre!
Avisa geral: o cidadão e o consumidor não são mais aqueles bobinhos que já foram no tempo informacional passivo da mídia de massa, da tevê, do jornal e do rádio!

É preciso, assim, entender que a tecnologia é indutora de cultura e não a própria cultura! E a nova cultura não é a digital é de um mundo mais desintermediado do que era antes. E é isso que está mudando – uma relação mais madura e desintermediada das pessoas com as organizações! E é para lá que as organizações devem migrar, com ajuda de profissionais que entendam essa mudança e estejam capacitados para ajudá-las a lidar com ela.
São estas as reflexões do primeiro encontro com a Dig10.
E você o que diz?
Vai ficar aí passivo? ![]()
*Carlos Nepomuceno é professor de Conversão 2.0 na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Os vencedores do Supercase da DIG8
10/03/12
Roma Facile. Com um nome bem bolado e uma solução bem desenhada (e muito bem apresentada) o grupo formado por Allan Terra, Julia Linhares, Camilla Rodrigues, Filipe Cavalcanti, Rodrigo Chaves e Iara Maria faturou o Supercase da DIG8, com a Roma Mobili como empresa convidada. O desafio não era simples, estreitar a relação entre a empresa e a comunidade dos arquitetos, aumentando a visibilidade da empresa na internet.
O grupo lançou mão de ações on e offline, entre elas o evento off line – Mobili Gourmet, evento com preparo de pratos rápidos na loja Roma Mobili para até 30 convidados, com a presença de um Chef especializado. e o Roma Facile uma solução incorporada ao site da Roma Mobili para acompanhamento de projetos cujos principais recursos: são
•Comunicação entre a Roma Mobili e seus clientes (arquitetos e consumidores finais)
•Registro de arquivos e contatos
•Sinalização de andamento do projeto
•Suporte para controle de campanhas e promoções Públicos:
•Arquitetos e clientes
Parabéns à equipe vencedora! Agora é só comemoração! Veja as fotos abaixo










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