Artigos com o marcador Patricia Moura
Panorama das redes sociais no Brasil
02/02/12
Por Patrícia Moura*
Parece muito cedo para se falar em rankings e panoramas das redes sociais em 2012, afinal, o ano nem bem começou. No entanto, dados de dezembro e janeiro dos institutos ComScore e SemioCast mostram que muitas coisas já mudaram desde o meu último post sobre as redes sociais mais acessadas pelos internautas no Brasil.
Quais são as novidades desde os últimos relatórios veiculados?
• Facebook ultrapassou Orkut em número de usuários, alcançando 36 milhões de usuários únicos em dezembro de 2011.
• Orkut alcançou um crescimento de 5% no ano passado, no entanto, manteve-se com 34 milhões de usuários únicos.
• E Twitter traz a grande novidade em janeiro de 2012, ultrapassando o Japão e se posicionando o Brasil como segundo país a mais utilizar a rede, perdendo apenas para os Estados Unidos. Fechou o mês de janeiro de 2012 com 33 milhões de contas no Brasil.
Detalhes importantes a serem questionados:
Como já dito anteriormente no blog, é preciso analisar dados da pesquisa e amostragem cuidadosamente antes de tirar conclusões precipitadas, como por exemplo:
1) A amostragem do ComScore não considera aferição em lan houses e sabemos que essas são responsáveis por boa parte do tráfego do Orkut o Brasil.
As lan houses são responsáveis por quase 50% dos acessos à internet no Brasil. No Nordeste, este dado chega a 70% dos acessos. Confira esse e outros dados no vídeo realizado pela FGV, Sebrae e Portal do Empreendedor:
2) O Facebook ultrapassa o Orkut somente na região Sudeste do país (que concentra maior quantitativo de acessos). No resto do país, o Orkut ainda é hegemônico.
3) Em dezembro de 2011, 76% dos usuários do Facebook também acessaram o Orkut, segundo a ComScore. O que significa que as plataformas estão sobrevivendo paralelamente.
4) O Twitter apontou uma tendência de crescimento importante, que pode ultrapassar o número de contas cadastradas do Orkut em pouco tempo.
Conclusões:
• Quando dizemos que o facebook é maior do que o Orkut, ainda entendemos que é uma ultrapassagem regional e não nacional, por mais que a região sudeste concentre usuários.
• Sem a aferição de lan houses jamais teremos certeza dos dados de acesso às plataformas sociais no Brasil, haja visto o quantitativo de usuários de lan houses no país.
• O Brasileiro vem se habituando a trocar informação em múltiplas plataformas, separando amigos por grupos ou interesses.
Fonte: http://www.missmoura.com/panorama-das-redes-sociais-no-brasil-parte-ii
*Patrícia Moura é professora de Redes Sociais do IGEC e ministrará o Curso Prático de Redes Sociais em março
Os 11 principais eventos de Mídias Sociais no Brasil
11/01/12
Por Patricia Moura*
Os eventos sempre foram uma parte importante do aprendizado em mídias sociais. Neles, além do famoso networking de corredor, coffee breaks e bar, nos confrontamos com ideias, experiências e dúvidas diferentes das nossas, que nos fazem refletir sobre a evolução do mercado que estamos inseridos.
Os eventos também nos fortalecem, nos ajudam a consolidar a presença física (e não só digital) das empresas e das marcas as quais trabalhamos. Nos ajudam a prospectar empregos e/ou clientes e, digo mais, ampliam até a nossa base de leitores do blog ou seguidores no twitter.
Sem os eventos, eu não teria a quantidade de contatos que tenho hoje. Foi dando a cara a tapa e pegando o microfrone na platéia e no palco que conquistei a admiração e amizade de muita gente. É com o microfone em punho que a gente se arrisca e que a gente aprende, independente do lado que esteja na sala.
Então, #ficaadica dos eventos imperdíveis que acontecem no Brasil, em diversas capitais todos os anos. As datas não são fixas, por isso, me ative apenas a linkar para o site e falar um pouco do que sei sobre cada um deles. Espero que muitos eventos surjam em 2012 e que possamos aprender juntos.
Ps: post inspirado na agenda da Remix Social Ideas.
1) Campus Party
www.campus-party.com.br
Um dos maiores eventos de tecnologia e cultura digital do planeta, está no Brasil desde 2008 e acontece em São Paulo, de 06 a 12 fevereiro de 2012. A cada ano, a Campus Party bate recorde de visitas e inscrições, ultrapassando o número de 7.000 campuseiros que assistem a palestras e debates por uma semana, dos mais diferentes temas (são oito arenas).
As inscrições começam em setembro de cada ano e são disputadas a tapa. As de 2012 já acabaram, mas prepare-se para passar a noite acordado tentando fechar a inscrição de 2013. Vale a pena e deve ser a última edição no Brasil.
2) Social Media Week
http://socialmediaweek.org/saopaulo/
Evento gratuito e simultâneo em 12 capitais mundo a fora, teve edições em 2011 em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2012, acontece apenas em São Paulo, dos dias 13 a 17 de fevereiro.
3) Youpix Festival
http://youpix.com.br/festival
O maior, senão único, festival de cultura digital brasileira acontece algumas vezes ao ano em São Paulo, desde 2009. Teve uma edição internacional em São Francisco, em outubro de 2011 e está aí pra gente se informar como o jovem lida, cria conteúdo e dissemina informação e memes na era digital.
A edição de 2012 acaba de ser informada via twitter e acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de abril. Fiquem ligados!
4) Social Media Brasil
http://www.mediaeducation.com.br/socialmediabrasil/
O evento acontece uma vez ao ano, em São Paulo, geralmente no mês de junho, vem se consolidando como o maior de mídias sociais no Brasil. Normalmente, dividido em dois dias, os participantes assistem a painéis dos mais variados temas, desde SEO, criatividade, ROI a transmedia storytelling.
5) Imasters InterCon
http://intercon.imasters.com.br/
O evento que acontece em sua cidade sede, São Paulo, costuma acontecer em meados de outubro. É um dos grande eventos da nossa área e conta com palestrantes nacionais e internacionais.
6) Compartilhando o Facebook
http://www.mediaeducation.com.br/facebookbrasil/
O primeiro evento dedicado a compreensão de campanhas e análises da plataforma digital que mais cresce no mundo, chegou a São Paulo em outubro de 2011 e, dada a sua repercussão, parece que veio pra ficar.
7) ExpOn
http://www.expon.com.br/
Evento de SEO, Links Patrocinados e Social Media, teve sua primeira edição em julho de 2011, em São Paulo
8 ) Circuito 4×1
http://circuito4x1.com.br/
O evento já esteve presente em oito cidades e vai de maio a dezembro: São Paulo, Campo Grande, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro.
9) O EDTED – Encontro de Design e Tecnologia Digital
http://www.edted.com.br/edted-16/
O evento já chegou a 10 cidades, normalmente, no segundo semestre do ano: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza e Recife.
10) Rio Content Market
http://www.riocontentmarket.com.br/
Evento tipicamente carioca, voltado para negócios nas áreas de mídia, produção digital e transmídia, acontece em 2012 entre 29 de fevereiro a 02 de março.
11) Conexões Digitais
Evento do IGEC que aborda a internet de resultados. Conta com a participação de alunos, professores e profissionais de mercado. Sua 1a edição aconteceu em 2010 e contou com a presença de Tati Leite e Murilo Farah, da Benfeitoria, falando sobre crowdsourcing e crowdfunding. Este ano o Conexões abordará os games e está prevista para acontecer em fevereiro. Em breve maiores informações.
*Patrícia Moura é professora do Curso Prático de Redes Sociais do IGEC
Talking about this: entendendo as métricas do Facebook (parte II)
07/12/11
Mais uma vez, estava fuxicando as métricas que compõem o “talking about this” no Facebook. E como o meu facebook é inglês, sempre é bom confirmar com os amiguinhos se uma tradução ou outra está correta dentro do contexto das métricas.
A métrica “Stories from your posts” exibe quantas pessoas interagiram de alguma forma com o seu conteúdo naquele dia. Isso quer dizer na prática, comentários, adesão a eventos, respostas a enquetes, marcação de fotos ou qualquer outra possibilidade dentro da sua fan page, que não seja o like (pois, pra isso, existe a métrica Page Likes).
A partir dela, você pode ter acesso ao “Viral Reach”, que mostra qual é a penetração disso no universo destas pessoas. Em outras palavras, quantas pessoas foram atingidas a partir dessa interação.
Numa breve comparação entre duas fan pages totalmente distintas, pude observar o quanto os números são variáveis no que diz respeito a “quantas pessoas foram impactadas”. Você, eu e quase todo mundo faz a continha direta de cabeça: “se mais pessoas interagiram, mais pessoas foram impactadas”. Certo? ERRADO.
Vamos ver como o “Stories from your posts” funciona na prática?
Na comparação entre as duas fan pages, percebemos que no exemplo A, interagiram com a página apenas 19 pessoas no último dado apontado pelo gráfico, no entanto, essas 19 pessoas impactaram 45 pessoas.
No exemplo B, interagiram com a página 960 pessoas no último dado apontando pelo gráfico, no entanto, essas 960 pessoas só conseguiram impactar 220.
Por que isso acontece?
É possível que as pessoas estivessem off-line? Sim, mas o facebook aponta métricas a partir de usuários cadastrados, sem diferenciar os horários de acesso.
Popularidade X Relevância
As pessoas da fan page A têm uma rede de amigos maior que as pessoas que se relacionam com a fan page B. Sendo assim, proporcionalmente, a fan page A atinge mais pessoas do que a fan page B. No entanto, o nível de interação da fan page B é muito superior ao nível de interação da fan page A. As pessoas percebem a fan page B como mais atrativa e interessante para a vida delas.
Ficou confuso? Vamos traduzir:
- Independente de qualquer coisa, a sua fan page tem que ter um bom conteúdo e ser relevante para o seu público
- Com auxílio de mídia ou não, é bom que haja mecanimos de interação com as pessoas lá: enquetes, brincadeiras, álbuns de fotos, eventos e outras possibilidades que façam com que as pessoas interajam com o conteúdo.
- A interação na fan page vale muito mais do que o número de likes por si só. Quantas pessoas estão ativas lá é o que importa no fim das contas. Quantas pessoas possivelmente “viram” é uma boa métrica para relatórios, mas não garante a conversão que você espera.
Fonte: http://www.missmoura.com/
Patricia Moura é professora do IGEC
A Classe C Digital e o impacto nas mídias sociais
04/11/11
“Enquanto as marcas se engalfinham para serem as rainhas do Twitter, a cabeça das pessoas está na maneira ideal de criar melhor seus filhos”
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=E4cHeSCqcAI
Quantas pessoas você conhece que têm uma renda famíliar entre R$1.115,00 a R$4.806,00? Poucas? Muitas? Seus vizinhos? Seus primos? Pois é, eles fazem parte da Classe C, segundo os critérios da Fundação Getúlio Vargas. Eles não são ET’s, eles possuem smartphones, eles têm computador em casa e são seus amigos no Facebook. Eles estão cursando a graduação e já vislumbram tirar férias em Buenos Aires no próximo verão.
E por que as agências estão tão preocupadas com isso (e você também deveria estar)?
- Existe um mito em torno da Classe C, uma visão errônea de consumidores de baixa renda e baixo poder de consumo.
- Muitas vezes, o mito circula dentro das agências, dentro das empresas e na confecção de briefings. Zilhares de produtos e serviços se posicionam como AB, quando a classe C é a principal consumidora dos mesmos. Isso gera falhas na comunicação e baixa adesão nos canais, quando o foco vai para um público errado.
- A Classe C já atinge cerca de 50% da população, o equivalente a 100 milhões de cidadãos do nosso país. As mulheres ultrapassam os 50 milhões e têm grande poder de decisão sobre as compras da família.
- 71% dos integrantes da Classe C planejam antes o que vão comprar, portanto, a internet se tornou uma ferramenta decisiva no processo de decisão de compra, seja nas buscas ou nas redes sociais. Essas pessoas vão buscar recomendações confiáveis sobre o custo-benefício, formas de parcelamento e prazo de entrega desses produtos.
- Não é à toa que os clubes de compra coletiva são um sucesso estrondoso no país, reflexo da grande massa que consome via web. Estes sites apresentam ofertas e benefícios claros ao consumidor que está buscando pelo melhor preço.
Em resumo:
Concordo com a visão do vídeo que fala enfaticamente sobre a busca de propósitos, mas vou além: busque benefícios para a vida das pessoas. A recomendação gera mais conversão e resultado nas ações de mídias sociais do que apenas números.
Para saber mais acesse o blog da Patricia Moura
*Patrícia Moura é professora de Redes Sociais na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Panorama do Brasil nas redes sociais em 2011 com dados ComScore
30/09/11
Por Patricia Moura*
O último relatório do instituto ComScore sobre a ascensão das redes sociais na América Latina aponta que 90,8% dos brasileiros que acessam a internet acessam redes sociais. Mas o que isso significa para planners, criativos, empreendedores e clientes?
1. Isso significa que a ascensão das redes sociais no Brasil é um caminho sem volta.
2. Isso significa que o marketing em mídias sociais continuará a ser a cereja do bolo nos planejamentos digitais por um bom tempo.
3. Isso também significa dizer que cada vez mais empresas irão se conscientizar da importância de interagir com seus consumidores on-line.
4. Isso também pode afirmar que oportunidades de trabalho junto ao marketing digital continuarão sendo abertas…
As conclusões parecem precipitadas, mas não podemos deixar de afirmar que o crescimento do mercado é uma tendência. Segundo o infográfico do Mashable, o Brasil tem apenas 37,8% da população conectada e os brasileiros já são fãs incondicionais das redes sociais.
O brasileiro é plural e se adapta rapidamente a novas redes sociais on-line. A prova disso são redes como Tumblr e Linkedin no TOP10. A surpresa da imagem que segue abaixo é ver a companhia Vostu, responsável pelos jogos Megacity e Café Mania, sendo citada como rede social. No site da companhia não encontramos informações que expliquem essa inclusão no Top10 Brasil.

Como sempre, os institutos de pesquisa e canais de comunicação se confundem na hora de elencar as principais redes sociais. A falta de critério do que é ou não é uma rede de relacionamento já deu origem a outros posts meus sobre o assunto. Uma prova dessa confusão é o ranking do infográfico do Mashable que inclui Blogger e WordPress na lista.
O que o relatório da ComScore apontou sobre a briga Orkut X Facebook:
• No Brasil, o Orkut foi a rede de relacionamento mais visitada, alcançando 35,7 milhões de visitantes, Isso significa que o Orkut cresceu em visitas 20% em relação a Junho de 2010.
• Enquanto isso, o Facebook obteve um crescimento de 192%, alcançando em números absolutos 24,5 milhões de visitantes.
• Há uma intersecção de usuários no que diz respeito aos acessos. Cerca de 20 milhões de pessoas que acessaram o Orkut também acessaram o Facebook, sendo possível concluir que há mais uma divisão de atenção do que um possível processo migratório.
• Ainda assim, os usuários do Orkut no Brasil são mais participativos do que no Facebook. Um visitante médio do Orkut passou 4,3 horas no site em Junho de 2011, enquanto um visitante do Facebook passou 1,6 hora durante o mês.
O relatório ainda mostrou que no Brasil, as mulheres somaram 58,7% de todo o tempo gasto em redes sociais. Pesquisas anteriores já provaram que as mulheres são as que mais interagem e participam de processos de decisão de consumo de toda a família. A diferença entre gêneros nas redes sociais on-line pode parecer pequena, mas o consumo de produtos de higiene pessoal e cosméticos movimentou, somente em 2010, 37,4 bilhões de dólares no Brasil e marcas como Avon, Boticário e L’oreal Paris já possuem perfis nas principais redes sociais on-line para se comunicar com suas consumidoras.
*Patrícia Moura é professora de Redes Sociais na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Curso Prático de Mídias Sociais: Experiência e Projeto
22/09/11
Por Alex Camillo (@alexcamillo)
Recentemente, participei do “Curso Prático de Mídias Sociais” com a @missmoura no Igec/Facha. O curso, dividido em quatro aulas, num total de 16 horas, tem como seu público-alvo estudantes e/ou profissionais de comunicação, marketing, relações públicas, publicidade, propaganda e jornalismo. A @missmoura, Gerente de Mídias Sociais da Casa Digital, Professora da Pós-graduação em Marketing Digital Igec-Facha, nos dá todas as ferramentas necessárias para que possamos criar, planejar, executar e mensurar as ações e campanhas através das mídias sociais. Ao final do curso aprendemos a colocar em prática um projeto de mídias sociais, em formato de vídeo, aprendemos também a divulgá-lo, disseminá-lo e mensurá-lo. O curso é totalmente “mão na massa”, ou seja, esteja preparado para trabalhar muito.
No primeiro dia de curso, após as apresentações e a exposição da parte teórica, o briefing nos foi apresentado, e, com ele, todas as informações que precisávamos para o projeto. Como disse anteriormente, precisávamos criar um projeto com conteúdo audiovisual contra a exposição de intimidade na internet. Nosso público-alvo consistia em indivíduos do sexo feminino, de12 a 25 anos, e nosso objetivo era conscientizá-las sobre o conteúdo que publicam de si mesmas.
Com o briefing em mãos e os grupos divididos, estava na hora de começar a trabalhar. Durante o brainstorming, em seu início e como de costume, várias idéias foram apresentadas frenética e aleatoriamente. Estávamos muito preocupados com a execução do vídeo e talvez isso tenha nos atrapalhado um pouco durante o processo inicial. A grande verdade foi que saímos do curso no primeiro dia sem nada de concreto, porém combinamos trocar idéias via e-mail durante a semana. Algumas das idéias apresentadas não eram executáveis, tínhamos pouquíssimo tempo hábil para a gravação do vídeo e o nosso budget era zero. Precisávamos de algo prático, que pudéssemos gravar em um dia e que fosse de fácil edição, já que nenhum de nós é expert em edição de vídeos.
Analisamos o cenário e descobrimos que em busca da fama virtual, adolescentes de 12 a17 anos estão aderindo cada vez mais ao sexting. O fenômeno criado por jovens nos EUA há cerca de cinco anos chegou recentemente ao Brasil. O termo é oriundo da união de duas palavras em inglês: sex (sexo) e “texting” (envio de mensagens). Para praticar o sexting, meninos e meninas produzem e enviam fotos, em poses sensuais, de seus corpos nus ou seminus, usando celulares, câmeras fotográficas, webcams, contas de e-mail, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de relacionamentos.
Resolvemos fazer então um “vídeo depoimento”; criamos o roteiro, que a princípio era imenso, mas foi “enxugado” após diversas revisões e edições, gravamos e editamos o vídeo. A gravação do vídeo foi feita com um celular. No que se refere ao conceito, o grupo optou por mostrar o quanto manchar a sua imagem, mesmo anos atrás, pode acarretar em problemas no futuro. O produto foi um “vídeo alerta” de 1 minuto e 30 segundos, com um linguajar direto, que atingisse nosso público-alvo. Optamos por uma abordagem mais didática para que não ficasse nenhuma sombra de ambigüidade e devido ao perfil imediatista do público-alvo, sem visão de futuro. Ademais, uma vez que o público incluía também crianças (12 anos) e adolescentes (13 a18 anos), descartamos uma abordagem irreverente, que poderia ser mal-compreendida.
Com o vídeo pronto e acabado, começou a parte principal do projeto, o planejamento e disseminação do vídeo. Tivemos apenas uma semana para a divulgação.
O Planejamento foi dividido da seguinte forma:
- Monitoramento das comunidades online;
- Monitoramento das plataformas a serem utilizadas;
- Definição de estratégia de atuação;
- Divisão de tarefas por membro da equipe, fazendo com que, cada membro; ficasse com no máximo duas plataformas sob sua responsabilidade, dependendo do número de plataformas que seriam utilizadas. Para isso, criamos um cronograma diário de ações, com as ações que seriam realizadas em cada plataforma e seus respectivos responsáveis.
De acordo com o planejamento ficou estabelecido que atuaríamos nas seguintes plataformas:
- Orkut
- Yahoo Respostas
- Dihitt
- Blogs
Nossa estratégia era mostrar que a exposição excessiva da intimidade (seja em fotos, vídeos etc.) poderia causar prejuízos à imagem do jovem e/ou adolescente.
Time for action, nosso plano de ação consistiu em:
Orkut – Ações: Busca por comunidades procurando adequação ao tema proposto. Envio de scraps para contatos com textos chamativos que incitassem sua curiosidade em ler sobre sexting. Inserção do vídeo nos perfis dos membros do grupo. Feedback: Tivemos muitas dificuldades nesta plataforma. A maioria das comunidades estavam paradas, então fizemos uma busca pelo termo sexting, encontramos algumas comunidades de psicologia e pediatria, pedimos permissão para postar, mas a resposta demorou.
Facebook – Criamos um evento chamado Sexting Fight, todos os participantes do grupo convidaram seus contatos para participar, sendo que quarenta e cinco pessoas confirmaram presença. Buscamos por páginas e grupos relacionados ao tema proposto. Postamos links de notícias em grandes portais sobre o tema. Compartilhamos links, vídeos e eventos de outros membros em nossos murais. Demos um “curtir” para que os links se espalhassem nos murais de todos os membros. Publicamos o release em forma de nota também. Feedback: Dos sites externos, o Facebook foi o que mais trouxe resultados, chegando à marca de 40% das exibições.
Twitter – Decidimos enviar 10 (dez) tuítes por dia no máximo, com frases atrativas. Buscamos por ganchos nos “trending topics”, visando aumentar o número de cliques e alcançar maior audiência. Retuitamos tuites de outros membros da equipe. Buscamos por influenciadores para que estes pudessem divulgar a campanha. Criamos a hashtag sexting. Conseguimos que alguns influenciadores divulgassem nossa campanha, como: Newton Alexandria, Marcia Ceschini, Safernet, Carmadelio e o juiz federal, professor e escritor William Douglas. Aproveitamos que naquela semana, a novela da Rede Globo, Insensato Coração estava em sua última semana de exibição e “bombando” nas redes sociais e pegamos um gancho com alguns dos personagens. Em destaque o personagem Douglas e Bibi, na cena de seu casamento quando os dois chegaram em casa bêbados e dormiram em plena lua de mel. O tuite foi: “Pô Bibi, que parada é essa de sexting?” Outros termos que fizeram parte daquela semana nos “Trending Topics também foram utilizados, como: #morri; o tuíte foi: se a minha filha fizesse uma coisa dessas, #morri, com o link para o vídeo. Feedback: Conseguimos 20% dos cliques originados no Twitter.
Yahoo respostas – Buscamos por perguntas sobre o tema ou algo semelhante. Tentamos conquistar a confiança de outros usuários, comentando/respondendo em suas perguntas, a fim de criar uma rede de contatos dentro da plataforma, para que, de forma sutil, pudéssemos inserir nosso vídeo e campanha. Criamos a pergunta: Você sabe o que é sexting? Feedback: Talvez, com um pouco mais de tempo para divulgação, teríamos conseguidos melhores resultados nesta plataforma.
Dihitt – Tentamos criar uma rede contatos, votando em outras notícias e conquistando a confiança de outros usuários. Feedback: Outra plataforma, que com um pouco mais de tempo para divulgação, teríamos conseguidos melhores resultados.
Blogs – Enviamos releases para blogs que pudessem fazer a divulgação. Recebemos um grande número de cliques vindos destes blogs. Destaco os seguintes blogs:
Feedback: Grande parte dos cliques obtidos no projeto foram oriundos dos blogs citados acima.
Tivemos certa dificuldade com as tags no Youtube. Termos com sex, sexo, sexualidade, sensual, exibicionismo acabaram associando nosso vídeo com outros que iam contra o conceito do nosso vídeo. Em contrapartida, o portal G1 divulgou uma notícia sobre sexting, exatamente na semana de divulgação do nosso projeto. Recebemos alguns retuítes logo em seguida. Acreditamos que a abordagem do tema em um portal com a importância do G1, criou interesse, levou a mais buscas sobre o tema nas search engines e acabou dando mais visibilidade ao nosso trabalho.
Por fim, podemos concluir que o projeto foi um sucesso, pois obtivemos mais de 3.500 views no Youtube, isto em apenas uma semana de divulgação. Gostaria de agradecer mais uma vez à Patrícia Moura (@missmoura) e ao Igec pelo curso e a todas as pessoas que tuitaram, divulgaram e compartilharam o vídeo. Participaram do projeto, além de mim: Elton Oliveira, Lilian Martins, Paulo Cesar Wilson, Sidney Dantas e Vivian Borges.
Quer assistir ao vídeo? Clique aqui!
Quanto custa colocar a minha marca nas mídias sociais?
10/08/11
Por Patricia Moura*
Esse post é mais um da série “e-mails que recebo”. Um grande número de pessoas entra em contato comigo via e-mail, gtalk, facebook, blog e twitter perguntando quanto cobrar para trabalhar com mídias sociais ou quanto pagar para que um freela faça a gestão de seus canais.
Quando dou os meus pitacos sobre etapas da gestão dos canais e valores estimados, não é incomum, a conversa ser interrompida por um longo silêncio ou um susto com o investimento a ser feito no que, “teoricamente”, nasceu de graça.
Na dúvida, conferimos o manual da APADI (associação paulista das agências digitais) que pautou no ano de 2010 uma base de valores para agências digitais. E aí que, segundo a associação, custa pelo menos R$30.000,00 só pra começar...
Segue abaixo o descritivo de ações básicas para o start de uma marca nas mídias sociais:
É justo. Muito justo… porém, depende diretamente do porte dos clientes. Ao sugerir o manual como base para um leitor do blog, recebi a seguinte opinião:
“Os valores citados no manual da APADI estão completamente fora da realidade da empresa. Se eu propusesse estes valores para o cliente, ele provavelmente iria rir por pelo menos meia hora e depois me mandar… você sabe pra onde! rs. Obviamente são valores justos, mas como você disse, são para agências”.
Qual é a questão? Existe um exército de pequenas e médias empresas que NUNCA investiram na sua comunicação e que, recentemente, sentiram a necessidade de começar. Conhecendo superficialmente as mídias sociais, estes clientes escolheram estes canais pelos seus benefícios óbvios (relacionamento real time com o consumidor, etc) e por acharem que é possível fazer um bom trabalho com baixo custo.
Seguem as minhas dicas para pequenas empresas:
- Contrate um profissional de mídias sociais com experiência e o absorva para a sua equipe.
- Coloque este profissional junto com a gerência de Comunicação e/ou Marketing. Se a sua empresa ainda não tem este setor, está na hora de criar uma equipe que possa atender a sua demanda.
- Invista no planejamento. O ato de criar perfis corporativos e sair falando com as pessoas NÃO é estratégia e nem traz resultados significativos para o seu negócio.
- Se receber o orçamento de uma empresa ou agência para fazer todos os serviços listados acima por apenas R$1,99 e uma bala Juquinha de troco, desconfie!
*Patricia Moura é professora de Redes Sociais na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Depoimentos dos alunos do Curso Prático de Redes Sociais
12/07/11
A 1a turma do Curso Prático de Redes Sociais fechou com sucesso, os trabalhos postados no Youtube (você pode vê-los acessando post do dia 07/07/11 sobre o assunto, na categoria Cursos IGEC) totalizaram quase 10.000 views. Os alunos sairam satisfeitos com o resulatdo, vejam os depoimentos abaixo
“Fiz parte da primeira turma do Curso Prático de Redes Sociais, gostei muito e recomendo. O curso aborda os diversos aspectos que devem ser trabalhados durante a criação da estratégia e as várias possibilidades de atuação nas redes sociais. O trabalho prático é desafiador, uma vez que em pouco tempo temos que colocar em prática o que se aprendeu, buscando atingir um objetivo definido. Ele proporciona a experimentação, que é essencial para o aprendizado. O resultado é gratificante!”
Cibele Zortéa Lorensatti
Publicitária – Especialização em Marketing
Veja mais depoimentos em vídeo
http://www.youtube.com/watch?v=tPlCa75Zi54&feature=mfu_in_order&list=UL
Nas palavras da professora Patrícia Moura:
A 2a turma seráno dia 30/07, ainda tem vagas, ok? saiba mais clicando aqui
Sindicato dos Jornalistas apoia curso de Redes Sociais
28/06/11
Se você quer saber como se cria, planeja, executa e mensura ações e campanhas veiculadas nas mídias sociais, inscreva-se no curso que começa no dia 30 de julho e será realizado em quatro sábados no Centro.
Associado do Sindicato está isento da taxa de matrícula de R$ 20,00.
Sala lotada, 2a turma lançada – Redes Sociais
15/06/11
Sala lotada! A 1a turma do Curso Prático de Redes Sociais “bombou”! Patricia Moura (@MIssMoura) começou com o pé direito o curso, contextualizando de forma muito interessante o universo das redes sociais e partindo para ação em trabalhos práticos com a turma.
Como a capacidade da sala esgotou-se e várias pessoas não conseguiram matricular-se, lançamos a 2a turma para dia 30/07.
Corra para não perder sua vaga! Para saber mais sobre o curso, clique aqui













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