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Talking about this: entendendo as métricas do Facebook (parte II)
07/12/11
Mais uma vez, estava fuxicando as métricas que compõem o “talking about this” no Facebook. E como o meu facebook é inglês, sempre é bom confirmar com os amiguinhos se uma tradução ou outra está correta dentro do contexto das métricas.
A métrica “Stories from your posts” exibe quantas pessoas interagiram de alguma forma com o seu conteúdo naquele dia. Isso quer dizer na prática, comentários, adesão a eventos, respostas a enquetes, marcação de fotos ou qualquer outra possibilidade dentro da sua fan page, que não seja o like (pois, pra isso, existe a métrica Page Likes).
A partir dela, você pode ter acesso ao “Viral Reach”, que mostra qual é a penetração disso no universo destas pessoas. Em outras palavras, quantas pessoas foram atingidas a partir dessa interação.
Numa breve comparação entre duas fan pages totalmente distintas, pude observar o quanto os números são variáveis no que diz respeito a “quantas pessoas foram impactadas”. Você, eu e quase todo mundo faz a continha direta de cabeça: “se mais pessoas interagiram, mais pessoas foram impactadas”. Certo? ERRADO.
Vamos ver como o “Stories from your posts” funciona na prática?
Na comparação entre as duas fan pages, percebemos que no exemplo A, interagiram com a página apenas 19 pessoas no último dado apontado pelo gráfico, no entanto, essas 19 pessoas impactaram 45 pessoas.
No exemplo B, interagiram com a página 960 pessoas no último dado apontando pelo gráfico, no entanto, essas 960 pessoas só conseguiram impactar 220.
Por que isso acontece?
É possível que as pessoas estivessem off-line? Sim, mas o facebook aponta métricas a partir de usuários cadastrados, sem diferenciar os horários de acesso.
Popularidade X Relevância
As pessoas da fan page A têm uma rede de amigos maior que as pessoas que se relacionam com a fan page B. Sendo assim, proporcionalmente, a fan page A atinge mais pessoas do que a fan page B. No entanto, o nível de interação da fan page B é muito superior ao nível de interação da fan page A. As pessoas percebem a fan page B como mais atrativa e interessante para a vida delas.
Ficou confuso? Vamos traduzir:
- Independente de qualquer coisa, a sua fan page tem que ter um bom conteúdo e ser relevante para o seu público
- Com auxílio de mídia ou não, é bom que haja mecanimos de interação com as pessoas lá: enquetes, brincadeiras, álbuns de fotos, eventos e outras possibilidades que façam com que as pessoas interajam com o conteúdo.
- A interação na fan page vale muito mais do que o número de likes por si só. Quantas pessoas estão ativas lá é o que importa no fim das contas. Quantas pessoas possivelmente “viram” é uma boa métrica para relatórios, mas não garante a conversão que você espera.
Fonte: http://www.missmoura.com/
Patricia Moura é professora do IGEC
A Classe C Digital e o impacto nas mídias sociais
04/11/11
“Enquanto as marcas se engalfinham para serem as rainhas do Twitter, a cabeça das pessoas está na maneira ideal de criar melhor seus filhos”
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=E4cHeSCqcAI
Quantas pessoas você conhece que têm uma renda famíliar entre R$1.115,00 a R$4.806,00? Poucas? Muitas? Seus vizinhos? Seus primos? Pois é, eles fazem parte da Classe C, segundo os critérios da Fundação Getúlio Vargas. Eles não são ET’s, eles possuem smartphones, eles têm computador em casa e são seus amigos no Facebook. Eles estão cursando a graduação e já vislumbram tirar férias em Buenos Aires no próximo verão.
E por que as agências estão tão preocupadas com isso (e você também deveria estar)?
- Existe um mito em torno da Classe C, uma visão errônea de consumidores de baixa renda e baixo poder de consumo.
- Muitas vezes, o mito circula dentro das agências, dentro das empresas e na confecção de briefings. Zilhares de produtos e serviços se posicionam como AB, quando a classe C é a principal consumidora dos mesmos. Isso gera falhas na comunicação e baixa adesão nos canais, quando o foco vai para um público errado.
- A Classe C já atinge cerca de 50% da população, o equivalente a 100 milhões de cidadãos do nosso país. As mulheres ultrapassam os 50 milhões e têm grande poder de decisão sobre as compras da família.
- 71% dos integrantes da Classe C planejam antes o que vão comprar, portanto, a internet se tornou uma ferramenta decisiva no processo de decisão de compra, seja nas buscas ou nas redes sociais. Essas pessoas vão buscar recomendações confiáveis sobre o custo-benefício, formas de parcelamento e prazo de entrega desses produtos.
- Não é à toa que os clubes de compra coletiva são um sucesso estrondoso no país, reflexo da grande massa que consome via web. Estes sites apresentam ofertas e benefícios claros ao consumidor que está buscando pelo melhor preço.
Em resumo:
Concordo com a visão do vídeo que fala enfaticamente sobre a busca de propósitos, mas vou além: busque benefícios para a vida das pessoas. A recomendação gera mais conversão e resultado nas ações de mídias sociais do que apenas números.
Para saber mais acesse o blog da Patricia Moura
*Patrícia Moura é professora de Redes Sociais na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Curso Prático de Mídias Sociais: Experiência e Projeto
22/09/11
Por Alex Camillo (@alexcamillo)
Recentemente, participei do “Curso Prático de Mídias Sociais” com a @missmoura no Igec/Facha. O curso, dividido em quatro aulas, num total de 16 horas, tem como seu público-alvo estudantes e/ou profissionais de comunicação, marketing, relações públicas, publicidade, propaganda e jornalismo. A @missmoura, Gerente de Mídias Sociais da Casa Digital, Professora da Pós-graduação em Marketing Digital Igec-Facha, nos dá todas as ferramentas necessárias para que possamos criar, planejar, executar e mensurar as ações e campanhas através das mídias sociais. Ao final do curso aprendemos a colocar em prática um projeto de mídias sociais, em formato de vídeo, aprendemos também a divulgá-lo, disseminá-lo e mensurá-lo. O curso é totalmente “mão na massa”, ou seja, esteja preparado para trabalhar muito.
No primeiro dia de curso, após as apresentações e a exposição da parte teórica, o briefing nos foi apresentado, e, com ele, todas as informações que precisávamos para o projeto. Como disse anteriormente, precisávamos criar um projeto com conteúdo audiovisual contra a exposição de intimidade na internet. Nosso público-alvo consistia em indivíduos do sexo feminino, de12 a 25 anos, e nosso objetivo era conscientizá-las sobre o conteúdo que publicam de si mesmas.
Com o briefing em mãos e os grupos divididos, estava na hora de começar a trabalhar. Durante o brainstorming, em seu início e como de costume, várias idéias foram apresentadas frenética e aleatoriamente. Estávamos muito preocupados com a execução do vídeo e talvez isso tenha nos atrapalhado um pouco durante o processo inicial. A grande verdade foi que saímos do curso no primeiro dia sem nada de concreto, porém combinamos trocar idéias via e-mail durante a semana. Algumas das idéias apresentadas não eram executáveis, tínhamos pouquíssimo tempo hábil para a gravação do vídeo e o nosso budget era zero. Precisávamos de algo prático, que pudéssemos gravar em um dia e que fosse de fácil edição, já que nenhum de nós é expert em edição de vídeos.
Analisamos o cenário e descobrimos que em busca da fama virtual, adolescentes de 12 a17 anos estão aderindo cada vez mais ao sexting. O fenômeno criado por jovens nos EUA há cerca de cinco anos chegou recentemente ao Brasil. O termo é oriundo da união de duas palavras em inglês: sex (sexo) e “texting” (envio de mensagens). Para praticar o sexting, meninos e meninas produzem e enviam fotos, em poses sensuais, de seus corpos nus ou seminus, usando celulares, câmeras fotográficas, webcams, contas de e-mail, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de relacionamentos.
Resolvemos fazer então um “vídeo depoimento”; criamos o roteiro, que a princípio era imenso, mas foi “enxugado” após diversas revisões e edições, gravamos e editamos o vídeo. A gravação do vídeo foi feita com um celular. No que se refere ao conceito, o grupo optou por mostrar o quanto manchar a sua imagem, mesmo anos atrás, pode acarretar em problemas no futuro. O produto foi um “vídeo alerta” de 1 minuto e 30 segundos, com um linguajar direto, que atingisse nosso público-alvo. Optamos por uma abordagem mais didática para que não ficasse nenhuma sombra de ambigüidade e devido ao perfil imediatista do público-alvo, sem visão de futuro. Ademais, uma vez que o público incluía também crianças (12 anos) e adolescentes (13 a18 anos), descartamos uma abordagem irreverente, que poderia ser mal-compreendida.
Com o vídeo pronto e acabado, começou a parte principal do projeto, o planejamento e disseminação do vídeo. Tivemos apenas uma semana para a divulgação.
O Planejamento foi dividido da seguinte forma:
- Monitoramento das comunidades online;
- Monitoramento das plataformas a serem utilizadas;
- Definição de estratégia de atuação;
- Divisão de tarefas por membro da equipe, fazendo com que, cada membro; ficasse com no máximo duas plataformas sob sua responsabilidade, dependendo do número de plataformas que seriam utilizadas. Para isso, criamos um cronograma diário de ações, com as ações que seriam realizadas em cada plataforma e seus respectivos responsáveis.
De acordo com o planejamento ficou estabelecido que atuaríamos nas seguintes plataformas:
- Orkut
- Yahoo Respostas
- Dihitt
- Blogs
Nossa estratégia era mostrar que a exposição excessiva da intimidade (seja em fotos, vídeos etc.) poderia causar prejuízos à imagem do jovem e/ou adolescente.
Time for action, nosso plano de ação consistiu em:
Orkut – Ações: Busca por comunidades procurando adequação ao tema proposto. Envio de scraps para contatos com textos chamativos que incitassem sua curiosidade em ler sobre sexting. Inserção do vídeo nos perfis dos membros do grupo. Feedback: Tivemos muitas dificuldades nesta plataforma. A maioria das comunidades estavam paradas, então fizemos uma busca pelo termo sexting, encontramos algumas comunidades de psicologia e pediatria, pedimos permissão para postar, mas a resposta demorou.
Facebook – Criamos um evento chamado Sexting Fight, todos os participantes do grupo convidaram seus contatos para participar, sendo que quarenta e cinco pessoas confirmaram presença. Buscamos por páginas e grupos relacionados ao tema proposto. Postamos links de notícias em grandes portais sobre o tema. Compartilhamos links, vídeos e eventos de outros membros em nossos murais. Demos um “curtir” para que os links se espalhassem nos murais de todos os membros. Publicamos o release em forma de nota também. Feedback: Dos sites externos, o Facebook foi o que mais trouxe resultados, chegando à marca de 40% das exibições.
Twitter – Decidimos enviar 10 (dez) tuítes por dia no máximo, com frases atrativas. Buscamos por ganchos nos “trending topics”, visando aumentar o número de cliques e alcançar maior audiência. Retuitamos tuites de outros membros da equipe. Buscamos por influenciadores para que estes pudessem divulgar a campanha. Criamos a hashtag sexting. Conseguimos que alguns influenciadores divulgassem nossa campanha, como: Newton Alexandria, Marcia Ceschini, Safernet, Carmadelio e o juiz federal, professor e escritor William Douglas. Aproveitamos que naquela semana, a novela da Rede Globo, Insensato Coração estava em sua última semana de exibição e “bombando” nas redes sociais e pegamos um gancho com alguns dos personagens. Em destaque o personagem Douglas e Bibi, na cena de seu casamento quando os dois chegaram em casa bêbados e dormiram em plena lua de mel. O tuite foi: “Pô Bibi, que parada é essa de sexting?” Outros termos que fizeram parte daquela semana nos “Trending Topics também foram utilizados, como: #morri; o tuíte foi: se a minha filha fizesse uma coisa dessas, #morri, com o link para o vídeo. Feedback: Conseguimos 20% dos cliques originados no Twitter.
Yahoo respostas – Buscamos por perguntas sobre o tema ou algo semelhante. Tentamos conquistar a confiança de outros usuários, comentando/respondendo em suas perguntas, a fim de criar uma rede de contatos dentro da plataforma, para que, de forma sutil, pudéssemos inserir nosso vídeo e campanha. Criamos a pergunta: Você sabe o que é sexting? Feedback: Talvez, com um pouco mais de tempo para divulgação, teríamos conseguidos melhores resultados nesta plataforma.
Dihitt – Tentamos criar uma rede contatos, votando em outras notícias e conquistando a confiança de outros usuários. Feedback: Outra plataforma, que com um pouco mais de tempo para divulgação, teríamos conseguidos melhores resultados.
Blogs – Enviamos releases para blogs que pudessem fazer a divulgação. Recebemos um grande número de cliques vindos destes blogs. Destaco os seguintes blogs:
Feedback: Grande parte dos cliques obtidos no projeto foram oriundos dos blogs citados acima.
Tivemos certa dificuldade com as tags no Youtube. Termos com sex, sexo, sexualidade, sensual, exibicionismo acabaram associando nosso vídeo com outros que iam contra o conceito do nosso vídeo. Em contrapartida, o portal G1 divulgou uma notícia sobre sexting, exatamente na semana de divulgação do nosso projeto. Recebemos alguns retuítes logo em seguida. Acreditamos que a abordagem do tema em um portal com a importância do G1, criou interesse, levou a mais buscas sobre o tema nas search engines e acabou dando mais visibilidade ao nosso trabalho.
Por fim, podemos concluir que o projeto foi um sucesso, pois obtivemos mais de 3.500 views no Youtube, isto em apenas uma semana de divulgação. Gostaria de agradecer mais uma vez à Patrícia Moura (@missmoura) e ao Igec pelo curso e a todas as pessoas que tuitaram, divulgaram e compartilharam o vídeo. Participaram do projeto, além de mim: Elton Oliveira, Lilian Martins, Paulo Cesar Wilson, Sidney Dantas e Vivian Borges.
Quer assistir ao vídeo? Clique aqui!
Videos do curso de Redes Sociais “bombam” no Youtube
07/07/11
Olá, leitores do blog do IGEC;
Compartilhando com vocês a alegria e o resultado parcial da minha primeira turma do Curso Prático de Redes Sociais.
O curso consiste na seguinte metodologia: os alunos recebem um briefing – que nesta primeira turma foi sobre homofobia – aprendem a criar, planejar, divulgar e mensurar os resultados do trabalho criado (vídeo no youtube).
Eles lançaram seus vídeos no sábado e já tem grupo com mais de 700 visualizações
Seguem os links para quem quiser dar uma olhada.
Gays: Eu RESPEITO, e você?
http://www.youtube.com/watch?v=cPT4su28GT0
Como você define o amor? Diga não a Homofobia!
http://www.youtube.com/watch?v=N_Ot5tFaiOc
Explicando a Homofobia
http://www.youtube.com/watch?v=pVPqhuLOSu0
Existem outras razões para você se preocupar – Rio contra homofobia
http://www.youtube.com/watch?v=vvLZn4-WHHE
Somos cariocas
http://www.youtube.com/watch?v=8Qf5xGwQ6zU
A segunda turma está com inscrições abertas (terão um briefing inédito, claro).
Caso conheçam alguém que se interesse, seguem os dados do curso: http://www.igec.com.br/pos-graduacao-detalhe.php?curso=24&turma=36
Abraços em todos.
Patrícia Moura
Conheça meu blog: www.missmoura.com
Acompanhe também: www.twitter.com/missmoura
PS: Um dos vídeos já ganhou 3 menções honrosas do Youtube na categoria Sem fins lucrativos/Ativismo: vídeo mais comentado, melhor avaliado e mais visto da semana. Assista ao vídeo Somos Cariocas, que foi realizado na Lapa e no Aterro do Flamengo no dia 24 de junho: http://youtu.be/8Qf5xGwQ6zU
7 perguntas para Valdir Leme – Gerente de Marketing do Google
30/06/11
Por Patrícia Moura (@MissMoura)
Enquanto a morte do Orkut vem sendo declarada a quatro ventos pelos alarmistas do mercado, marcas como Coca-Cola, Itaú, Nike e Casas Bahia investem um bom aporte em comunidades patrocinadas e ações na comunidade Ao vivo – o atual lançamento de sucesso da rede.
Frente a guerra pela audiência com o Facebook, e ainda distante de lançamentos mega recentes como o Google+, o Orkut ainda reina absoluto como a maior rede social digital do país, com mais de 40 milhões de usuários (ou seriam 28?), e vem se tornando cada vez mais amigável como ambiente corporativo.
Em 7 anos desde o seu lançamento, muita coisa mudou não só na rede social, mas também no comportamento dos usuários. Em 2009, por exemplo, 17% dos usuários do Orkut (em pesquisa contratada pelo Google) conheciam mas não usavam o Facebook, assim como você pode conferir neste vídeo do Gerente de Marketing do Google, Valdir Leme.
De 2009 para cá, também mudaram os resultados no Analytics para aqueles que utilizavam a rede como principal canal para a tática de seeding. Houve uma percepção de queda na interação das comunidades que fez com que muitos Analistas de Mìdias Sociais dessem a rede como pouco interativa e voltasse seus olhares para o Twitter e, posteriormente, o Facebook que agora é visto como principal concorrente da rede.
Com objetivo de esclarecer as minhas, as suas e as nossas dúvidas – e deixando um pouco de lado os achistas de plantão – entrevistamos Valdir Leme, que desde 2008 trabalha diretamente com Orkut. Leme nos falou um pouco sobre segmentação de público, dados inéditos do Ao Vivo, a integração com a marcas e, até mesmo, a possibilidade de geração de relatórios para as ações patrocinadas na rede.
O que podemos concluir com a entrevista de Leme? Que a dinâmica das redes sociais digitais é mutável e sempre será. O Orkut ainda dá grandes resultados como mídia e como rede social digital, basta se debruçar sobre ele sem preconceitos, mergulhar na cabeça dos consumidores, ter bons planejadores na equipe e um pouco de verba pra trabalhar – que nunca fez mal a publicitário algum.
E só pra lembrar a quem pode ter esquecido: ainda temos 50% dos cidadão brasileiros para acessar a web. Deixem para declarar morte aos canais quando tivermos, pelo menos, 80%.
- Como se classifica a audiência do Orkut por classe social, atualmente? Há rumores de que o público-alvo da rede tenha mudado e se concentrado nas Classes C, D, E.
Na verdade o Orkut no Brasil é atualmente a rede social com maior diversidade entre Classes Sociais. Podemos relacionar a audiência do Orkut, em território nacional, com a novela do horário nobre, já que atinge todas as Classes Sociais do país.
- Como vocês se enxergam frente ao crescimento da audiência do facebook no Brasil?
Segundo dados recentes da ComScore o Orkut possui cerca de 70% de alcance nacional, em outras palavras, 70% dos internautas brasileiros estão no Orkut. Outro dado importante neste estudo relata que o Orkut é a maior rede social no Brasil em número de usuários – cerca de 43 milhões de usuários ativos no país.
- Conte um pouco sobre a estratégia do Orkut Ao Vivo. Como você avalia as duas primeiras ações na comunidade?
O Orkut Ao Vivo é uma comunidade que transmite entrevistas exclusivas, em tempo real, com diversos tipos de personalidades (músicos, artistas, apresentadores, etc). A oportunidade do fã estar mais perto do seu ídolo é um dos motivos do sucesso que obtivemos a partir do lançamento, em maio de 2011. Além disso, os fãs podem interagir com os entrevistados por meio de perguntas enviadas dentro da comunidade ou hashtag #OrkutAoVivo divulgada dias antes das entrevistas na comunidade.
Abaixo, alguns dados de destaque:
- A comunidade do Orkut Ao Vivo (www.orkut.com.br/AoVivo) foi lançada dia 1 de maio de 2011. Em menos de 7 dias atingiu mais de 5 milhões de membros.
- Após 5 dias presente na comunidade do Orkut Ao Vivo, o vídeo da primeira música do DVD da Pitty obteve mais de 940.000 views
- Nos 10 dias que antecederam a entrevista ao vivo com a Pitty, geramos 798.000 interações com os membros da comunidade do Orkut Ao Vivo, via tópicos e enquetes
- A hashtag manteve-se como #2 nos trending topics do Twitter por mais de 3 horas, começando 30 minutos antes da entrevista
- Após essa ação, o brand channel da Pitty teve crescimento de +70% em views e +71% em subscribers
- Como você vê o interesse das marcas em se relacionar com seus clientes através do Orkut?
Podemos citar o sucesso das comunidades da Nike Futebol, Coca-Cola e Casas Bahia, por exemplo, sendo que o número de usuários na comunidade da rede varejista aumentou em quase 20 vezes após a oficialização. Já a comunidade da Coca-Cola, recém-lançada conta com 527 mil membros (criada no início do mês de Junho de 2011). A diversidade é tão grande que até times de futebol como Palmeiras, Santos e Corinthians possuem comunidades oficiais.
- Existe algum projeto ou previsão de criar páginas ou relatórios que possam mensurar a interação entre marca e cliente, como o fazem as Fan Pages (facebook)?
Os clientes que possuem comunidades patrocinadas recebem um relatório que mensura acessos e interações na comunidade.
- A ferramenta Promova sofrerá alguma alteração este ano?
Não comentamos sobre o futuro dos produtos e/ou lançamentos futuros. Constantemente produtos e serviços são lançados pelo Google, você pode acompanhar as notícias por meio do blog do Orkut. Podemos dizer que a ferramenta é um sucesso entre os usuários, gerando maior interação entre eles.
- Existem mais novidades para 2011 que já podem ser reveladas ao público?
O Orkut Ao Vivo é uma das novidades recém-lançadas pelo Orkut. Mas é claro, sempre estamos trabalhando em novas funcionalidades para melhorar a experiência do usuário com a plataforma.
Fonte: http://www.missmoura.com/7-perguntas-para-valdir-leme-gerente-de-marketing-do-google
Patrícia Moura é professora de Redes Sociais no IGEC
Sindicato dos Jornalistas apoia curso de Redes Sociais
28/06/11
Se você quer saber como se cria, planeja, executa e mensura ações e campanhas veiculadas nas mídias sociais, inscreva-se no curso que começa no dia 30 de julho e será realizado em quatro sábados no Centro.
Associado do Sindicato está isento da taxa de matrícula de R$ 20,00.
Como colocar na prática um projeto de mídias sociais?
23/05/11
A resposta a esta pergunta será dada, mas não aqui! Quem vai responder vai ser a Patrícia Moura, conhecida no twitter como @MissMoura, à partir de 11/06, no Curso Prático de Redes Sociais. Neste curso os alunos irão aprender como colocar na prática um projeto de mídias sociais no ar, divulgá-lo nas mídias sociais e mensurar os resultados, criando na prática uma ação em vídeo e disseminando-a através destas. O objetivo é dar ferramentas para que novos profissionais ou empreendedores possam criar, planejar, executar e mensurar ações e campanhas através das mídias sociais.
As Redes Sociais vem atraindo a atenção de corporações de vários tamanhos ao redor do mundo e sua abrangência e poder não podem mais ser ignorados. Veja um interessante exemplo:
Como a Coca-Cola energiza os fãs ao redor do Mundo
Em sua participação no Word of Mouth Supergenius, Adam Brown, diretor de comunicação digital da Coca-Cola, aborda como obter sucesso com as conversas on-line sobre a sua marca, chegar ao local onde os fãs estão, e criar conteúdo atraente que interesse aos consumidores. Abaixo você pode ver algumas de suas estratégias para a Coca-Cola.
1. Nós não possuímos a nossa marca: “Os consumidores são os donos da marca”, disse Tuggle, “toda vez que pensávamos que estávamos no comando, nós estragamos tudo. Os consumidores não são os receptores das nossas marcas, são os participantes.”
Essa é a atitude que você precisa para uma abordagem de mídia social. “Nós deixamos eles sugerirem novos sabores”, disse Tuggle. “Você deixa eles terem participação no negócio. Você não pode empurrar nada goela abaixo”.
2. Pesque onde tem peixe: A página de fãs da Coca-Cola é a número 1 no Facebook quando se trata de consumidores, e foi criada por fãs.
Tuggle diz que a empresa cometeu um erro quando se pensava anteriormente que os visitantes iriam visitar a home page da empresa prioritariamente.
Para continuar lendo, clique aqui
Para saber mais sobre o Curso Prático de Redes Sociais, clique aqui
Sucesso nas redes sociais
04/05/11
Investir nos relacionamentos profissionais pela web impulsiona a carreira. Veja manobras para ampliar sua relevância online

Os brasileiros são usuários ferrenhos das redes sociais. De acordo com pesquisa do Instituto Nielsen, feita em julho de 2010 em nove países, os brasileiros são os que têm maior presença nas mídias de relacionamento virtual. Praticamente nove em cada dez pesquisados por aqui têm contas no Facebook e no Twitter entre outras mídias.
O Brasil supera com folga países altamente conectados, como Japão e Estados Unidos. “A nossa cultura é de troca e compartilhamento, por isso estamos tão integrados”, diz René de Paula, responsável pelo relacionamento com desenvolvedores de tecnologia da Locaweb, empresa de serviços de internet. Essa presença maciça motiva as companhias de recrutamento a encontrar novos talentos por meio de LinkedIn, Twitter e Facebook.
Segundo uma pesquisa da consultoria Robert Half, 63% dos headhunters brasileiros usam essas ferramentas para recrutar. “A internet ajuda a construir o perfil de um profissional”, diz Gil Giardelli, professor especializado em mídias digitais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo. Veja que atitudes você precisa adotar para impulsionar sua carreira (e não se queimar) nas mídias sociais.
Mundo real chamando
As redes são ótimas por tas de entrada para conhecer pessoas importantes que antes pareciam inacessíveis. Mas é preciso, também, cultivar seus contatos com encontros presenciais. Nada de fugir do mundo offline. “Um Twitter não substitui sua presença em eventos, palestras e cafés”, diz Gil, da ESPM. “O contato corpo a corpo é importante para manter sua rede viva.”
Líderes: usem a rede a seu favor
Se você busca novos conheci – mentos e quer ser mais criativo, pode encontrar o que procura nas mídias sociais. “Gestores que entendem a importância das novas redes para a inovação estão à frente dos que pensam que isso só desconcentra os funcionários”, diz Josh Bernoff, autor do livro Empowered e consultor da Forrester Research. Algumas empresas veem nas redes um espaço para a criação de novas ideias. A Intel é um exemplo. Lá há estímulo para o uso das mídias sociais durante o expediente. “Os níveis de inovação aumentam por causa do nosso incentivo ao uso contínuo das novas tecnologias”, diz Marcelo Fernandes, gerente de marketing corporativo da Intel.
Se não gosta, melhor nem entrar
Antes de entrar nas redes, analise qual delas têm mais a ver com seu perfil. Pior do que não estar presente em determinado site de relacionamento é não se sentir confortável ao usá-lo. “Se um profissional não tem familiaridade com o ambiente virtual, não saberá aproveitar tudo o que ele tem para oferecer”, diz Heloisa Prates Pereira, professora de comunicação da PUC de São Paulo.
Profissional e pessoal juntos
Mesmo que você tenha dois perf is, para separar seus comentários profissionais dos pessoais, é muito provável que essas duas facetas se misturem. “Uma busca simples na internet revela informações pessoais e profissionais sobre uma pessoa”, diz René, da Locaweb. E essa convergência não é necessariamente ruim. De acordo com John Hagel e John Seely Brown, diretores do centro de inovação e tecnologia da Deloitte, nos Estados Unidos, quem fala sobre a vida pessoal sem exagerar é visto com empatia pelos outros internautas e consegue criar vínculos mais fortes na rede. O cuidado nesses casos é não se expor em excesso. “Ninguém está interessado em saber o que você comeu no café da manhã”, diz Gil, da ESPM. “Destaca-se quem divulga conteúdo relevante”, explica.
Alimente suas redes
O segredo para ser visto nas redes sociais é comparti lhar constantemente informações relevantes para o segmento no qual você está inserido. Segundo os consultores da Deloitte, esse comportamento tem o potencial de aumentar a procura pelo seu perfil e ampliar sua relevância online. “Se você não tem o que dizer, fica invisível”, diz Drica Guzzi, pesquisadora de novas mídias da USP. “As redes são locais para potencializar suas competências, por isso encontre assunto”, completa.
Eu sei o que você fez no post passado
Na internet, todo mundo pode ver alguns flashes do seu passado. Mesmo que seu perfil seja protegido, um chefe, um colega ou até mesmo um recrutador pode encontrar referências a um comentário seu em outros perfis, blogs ou sites. Portanto, tome cuidado com o tipo de conteúdo que está divulgando por aí.
“As pessoas precisam entender que a internet arquiva tudo”, diz o americano Josh Bernoff, da Forrester Research. “Uma foto embaraçosa pode prejudicar sua imagem no mundo real”. Para fugir das gafes, evite compartilhar ou comentar ideas por impulso. “Quem pensa antes de postar ganha credibilidade”, diz Edney Souza, criador do blog Interney, sucesso da web, com mais de 100 000 seguidores no Twitter e professor de novas mídias na FGV de São Paulo.
Uso objetivo
PAtríciA MourA (@ MiSSMourA), publicitária carioca de 27 anos, é muito disciplinada ao usar redes sociais. gestora de mídias sociais da agência de comunicação Binder Visão estratégica, Patrícia leva a sério o conselho de que, para ter relevância, é preciso atualizar constantemente seus perfis.
“uso as redes para encontrar e dividir informações importantes sobre meu mercado de trabalho, o marketing.” com mais de 6 000 seguidores, ela conta que atribui sua boa audiência à qualidade de seus posts.
“Quem consegue definir um bom foco para o conteúdo que compartilha acaba se destacando naturalmente”, diz.
Cada um no seu quadrado
Para se dar bem nas redes sociais é importante, assim como se faz dentro de uma compania, ler bem o ambiente. no Linkedin, que é mais sisudo e corporativo, não é recomendável comentar sobre o churrasco do fim de semana, por exemplo. no twitter, mais amplo, há espaço para esse tipo de assunto. no Facebook, divulgar fotos bacanas pode render comentários favoráveis. “Antes de entrar com tudo, é bom dedicar um tempo para analisar como o pessoal se comporta em cada rede”, diz rené, da Locaweb. “isso evita gafes”, completa.
Diga-me quem segues que te direi quem és
Não adianta cuidar só do seu perfil. As pessoas com as quais você se relaciona online também revelam que tipo de informação você procura e quais são suas preferências. Por isso, selecione e cuide bem de sua agenda virtual. e não se deslumbre pela falsa popularidade das redes. “o ideal é selecionar quem realmente tem a ver com sua vida e fugir dos milhões de falsos amigos”, diz rené, da Locaweb.
Além disso, procure seguir gente interessante que está fora da sua área de atuação, o que ajuda a aumentar sua visão de mundo. “As redes são entradas para realidades com as quais você pode se entusiasmar”, diz gil, da eSPM. e lembre-se de sempre dar crédito para seus seguidores quando postar algointeressante que você encontrou em outro perfil. “A ética das redes é a de que gentileza gera gentileza, então, credite”, diz drica, da UsP.
Prepare-se para ser criticado
Mesmo que você tome todos os cuidados para compartilhar apenas conteúdos interessantes, seu post pode ser rebatido de maneira pouco amigável.
Nessas horas, nada de entrar em discussões com sangue quente. “respire fundo, saia do seu per fil e analise se aquele comentário merece uma resposta”, diz rené, da locaweb.
Se você acha que o comentário desagradável pode render uma discussão interessante, mantenha o alto nível da conversa e vá em frente. “discussões inteligentes movimentam as redes e, muitas vezes, podem até aumentar o status de um profissional”, explica drica, da UsP. “Mas só entre nelas se você realmente entender do assunto e tiver bons argumentos.”
Etiqueta básica
É sempre bom lembrar: não faça comentários maldosos sobre a empresa, o chefe e os colegas. “Isso se espalha rapidamente e acaba com sua reputação”, diz Heloisa, da PUC. “A internet pode criar ruídos de comunicação e provocar discussões desnecessárias”, alerta edney, da Interney. Verifique onde seu nome aparece na web. “é bom para conhecer sua presença online”, diz drica, da UsP.
Parte do trabalho
André Telles (@AndreTelles), de 37 anos, CeO da agência de marketing online Mentes digitais, tem mais de 20 000 seguidores no Twitter e usa as redes sociais para encontrar informações, novos negócios e até funcionários para sua agência.
“Todo dia alguém descobre a minha empresa por meio da internet”, diz. André costuma fazer recrutamento online e, normalmente, acerta bastante em suas escolhas.
“Mapear um perfil com ajuda da internet é muito fácil”, diz. “Para ter relevância e criar uma rede de contatos sólida, o profissional precisa escolher a dedo quem seguir e sobre o que falar”, aconselha.
Fonte: http://vocesa.abril.com.br
Patricia Moura (@MissMoura) é professora de Redes Sociais na pós-graduação de Gestão Estratégica de Marketing Digital










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