Artigos com o marcador João Paulo Rego
Cartões, celulares e chips assumem lugar do dinheiro físico em compras
28/03/12
Dinheiro virtual não acabará com o de papel, segundo professor da FGV
Foi-se o tempo em que cédulas e moedas metálicas reinavam absolutas nas compras cotidianas. Desde a primeira metade do século 20, com a criação dos cartões de crédito, o chamado “dinheiro de plástico” tem ganhado espaço nas transações comerciais em todo o mundo. De acordo com dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os cartões (de crédito, de débito e de lojas) respondem por 26,8% do consumo privado no país. Sem falar de outras modalidades de dinheiro “virtual”, como vale-transporte e vale-refeição, compras por aparelho celular e chips pré-pagos que podem ser instalados em relógios e chaveiros.
No início, o cartão de crédito era feito de papel-cartão, aceito em poucos restaurantes de Nova York. Somente alguns clientes importantes o possuíam. O cliente mostrava o cartão, anotava-se o gasto no estabelecimento e, depois, o restaurante apresentava a conta à operadora. Nada parecido com a tecnologia existente hoje, em que o cartão é lido por uma maquina conectada à operadora por telefone ou pela internet.

do país (Foto: Reprodução de TV)
“No fim da década de 1990, entrou no Brasil o cartão com chip, que deu mais segurança para o estabelecimento e para o proprietário do cartão. Antes, quando se usava o papel carbono (os dados do cartão de crédito, em alto-relevo, ficavam impressos em um formulário), havia muita fraude. Hoje, o cartão com chip e senha é o mais comum”, diz o professor de E-commerce e Tecnologias de Internet e Mobilidade dos MBAs em Marketing e em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, João Paulo Rego.
O professor revela que, atualmente, no país, existem mais de 70 bandeiras de redes varejistas, o que tem atraído uma parcela da população com nível de renda mais baixo, que até então não havia aderido aos cartões de crédito ou de débito. A utilização destes cartões representa, para os estabelecimentos comerciais, um menor percentual de repasse para as operadoras do cartão, o ganho com os possíveis juros relativos às compras a prazo ou a atrasos nas faturas, sem falar que muitos deles só permitem que a conta seja paga na própria loja, estratégia que estimula novas compras.
Se o dinheiro de plástico já estava sendo usado no lugar das cédulas e cheques em lojas, restaurantes e supermercados, agora ele é cada vez mais presente, também, nos sistemas de entrega em casa. É que a maior parte das máquinas dos cartões faz a comunicação com a operadora por meio de uma conexão de internet 3G, o que permite ao entregador de pizza, por exemplo, passar o cartão na porta da casa do cliente, situação impensável quando a conexão entre a máquina e a operadora era feita exclusivamente por telefone.
Relativamente pouco exploradas no Brasil, as compras via celular são a aposta do mercado, em suas mais variadas possibilidades. O primeiro serviço foi o Oi Paggo, iniciado em meados dos anos 2000. Nos estabelecimentos credenciados, o lojista seleciona em um celular Oi a opção “Venda Paggo”; em seguida, informa o número do telefone do cliente e o valor da venda. O cliente recebe em seu celular um SMS com os dados da compra, que deve ser aprovado para que a transação seja concluída. O valor da compra é pago na conta telefônica.
Apesar de ter 250 mil usuários e 75 mil estabelecimentos cadastrados, o Oi Paggo não atingiu as expectativas. Muito por causa do perfil da telefonia móvel no país: “A maioria ainda usa telefone celular pré-pago”, explica João Paulo, que continua apostando no celular para compras: “Acho que pode servir para as pessoas que não têm conta em banco. Além disso, a vantagem é que todos sempre andam com celular, não seria mais necessário andar com cartão. Mesmo perdendo a carteira, a pessoa ainda pode comprar.”
Em 2010, a Cielo virou sócia da Paggo. Juntas, estão promovendo simplificações na operação que prometem reverter a situação. O estabelecimento não precisará mais ter um celular para efetuar a venda. Os pagamentos serão feitos em qualquer máquina da Cielo, a mesma já utilizada para cartões de crédito e de débito. A Vivo disponibiliza a seus clientes um chip que transforma os celulares em cartão de crédito. O cliente abre o aplicativo no celular, digita o código do comerciante, o valor da compra e a opção de débito ou crédito. O lojista recebe a confirmação da compra via SMS.
Do lado do lojista, o celular pode substituir as máquinas de cartão, por meio de um aplicativo. Em vez de a compra ser através do chip, são fornecidos os dados do cartão, como número e data de validade, da mesma forma que se dá em uma compra pela web. Este sistema é útil em caso de a máquina não estar funcionando, por exemplo. Os celulares também podem ser usados de outras maneiras para compras, como aplicativos de e-commerce e através de QR-Codes, que podem redirecionar para ferramentas de compra virtuais.
Em Hong Kong, o chip pré-pago Octopus, lançado em 1994, é bastante comum entre a população. Usado em relógios e chaveiros, para comprar, basta que se aproxime o chip (ou o objeto em que ele está instalado) de um ponto de leitura. Por ondas de rádio, desconta-se o valor da compra do crédito disponível no chip. Fácil de transportar e de controlar os gastos.
Com tanta tecnologia para facilitar as compras, cabe a pergunta se cédulas e moedas estão em vias de extinção. “O dinheiro de papel não vai acabar por motivos psicológicos e culturais. As pessoas costumam gastar menos quando têm o dinheiro na mão, elas pensam duas vezes antes de fazer compras de valores mais altos.”, finaliza João Paulo.
Fonte: http://redeglobo.globo.com
PS: João Paulo Rego é professor de e-commerce e Gestão de Tecnologias de Internet na pós-graduação em Gestão Estratégica do Marketing Digital
Vender pela internet exige planejamento e informação
05/10/10
Pesquisa mostra erros das micro e pequenas na comercialização via rede
Ligia Aguilhar, especial para O Estado
Comentários do prof. João Paulo Rego*
SÃO PAULO – Que montar uma loja virtual pode ser negócio bom, barato e lucrativo, os micro e pequenos empreendedores já sabem. Afinal, são eles os responsáveis por 98% dos 60 mil sites que realizam vendas no Brasil, segundo dados da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico. Falta a eles investir na profissionalização da atividade, no planejamento, em informação, sistemas e equipamentos.
É o que aponta o relatório preliminar obtido pelo Estado de uma pesquisa quantitativa sobre uso da internet com 12 micro e pequenas empresas dos segmentos de varejo, serviços, moda, informática, eventos e cama, mesa e banho. O estudo é realizado pela professora do programa de mestrado e doutorado da Universidade Nove de Julho (Uninove) Silvia Novaes Zilber.
De acordo com o levantamento, as micro e pequenas empresas têm conseguido resultados positivos no e-commerce, como aumento da lucratividade, maior alcance geográfico, visibilidade e redução dos custos.
No entanto, ainda encontram dificuldades na escolha dos sistemas (considerados caros e ineficientes), no estabelecimento de parcerias e na busca por funcionários qualificados. Também enfrentam obstáculos para obter conhecimento em tecnologia e e-commerce e obter dinheiro para investir na melhoria dos processos. O estudo mostra ainda que as empresas não realizam planejamento formal antes de abrir uma loja online, possuem poucos indicadores sobre resultados na rede e utilizam, para o comércio na web, a mesma estrutura organizacional de outra área de atividade da empresa.
Segundo Silvia, a segunda fase do levantamento, uma pesquisa quantitativa, já está em andamento. “O objetivo é traçar um diagnóstico preciso sobre como as pequenas empresas utilizam o e-commerce e elaborar um modelo de negócio com as melhores práticas”, explica.
Mesmo sem a conclusão do estudo, a pesquisadora já aponta um dos principais motivos pelos quais as pequenas empresas ainda encontram tanta dificuldade para emplacar na rede. “Falta planejamento. A sondagem mostra que as empresas que se planejaram tiveram melhores resultados”, diz Silvia.
Foi o que aconteceu com Alan Soares de Lima, de 24 anos, dono da HTS do Brasil, especializada em venda de peças automotivas. Há seis anos no mercado, a empresa surgiu com um canal de vendas por telefone. Há quatro, Lima montou um site institucional e começou a vender peças também pela internet, mas não obteve resultado satisfatório.
No início deste ano, ele decidiu fazer dois cursos de curta duração, um sobre e-commerce e outro sobre marketing digital. Aos poucos, começou a aplicar no site da empresa as técnicas aprendidas. “Para aumentar o número de acessos, investi em links patrocinados, que fizeram minha loja aparecer no topo dos sites de pesquisa”, diz.
Lima também mudou os sistemas de logística, gestão e o layout. O resultado do investimento – cerca de R$ 8 mil com os cursos e R$ 22 mil com o novo sistema – apareceu no mês seguinte. O faturamento triplicou de R$ 35 mil para R$ 110 mil. Hoje, 80% das vendas são pela internet. “Também economizei com telefone e com os vendedores, já que não precisava pagar comissão. Assim, reduzi o preço dos produtos”, conta.
Outro fator que atrapalha o sucesso dos pequenos é a escolha do mix de produtos. “A venda de vários tipos de mercadorias exige um grande sortimento, algo que o pequeno não consegue obter em condição de competir com as grandes empresas “, alerta o coordenador do curso de Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Lobianco. O ideal é que as pequenas invistam em nichos específicos.
Para elaborar um planejamento adequado (veja quadro acima), o empreendedor deve buscar informação na rede e fazer cursos da área. “A internet é uma grande sacada. Com conhecimento, a chance de sucesso é bem grande”, garante o diretor executivo da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico, Gerson Rolim.
PASSO A PASSO
1. Tenha um objetivo claro
Pense qual o resultado que você deseja obter e trace um plano estratégico para alcançar seu objetivo.
2. Qual o seu público?
Conhecer o comportamento, os gostos e preferências do seu consumidor ajuda na elaboração do planejamento.
3. Escolha um nicho de mercado
É melhor investir em um único tipo de produto do que em um mix de mercadorias.
4. Passe uma imagem profissional
Não peça para um amigo montar o site. Contrate uma empresa especializada e utilize sistemas profissionais.
5. Use estratégias de marketing
Aprenda a utilizar palavras-chave para colocar sua página entre as primeiras dos sites de busca e, assim, aumentar o número de acessos.
Fonte: http://economia.estadao.com.br
Comentário: Sem dúvida para pequenos empresários utilizar a internet é algo que pode traz aumento da lucratividade, maior alcance geográfico e visibilidade. Porém escolher um bom sistema é uma dificuldade péla própria falta de experiência do empreendedor nessa área.
Por muitas vezes não encontrarem profissionais no mercado (por preços justos) e o próprio acaba fazendo escolhas ruins o que nem sempre traz bons resultados.
Aconselho para os que puderem, se qualificar no assunto pois os investimentos não são tão altos e em geral o retorno vem rápido com a boa estratégia e a gestão correta do canal online.
Na cadeira de e-commerce do IGEC focamos bastante na parte de Divulgação e Marketing Digital, Estratégias e Regras de Negócio e Contratação e Integração de Meios de Pagamento, partes essênciais para um e-commerce de sucesso.
*João Paulo Rego é professor de e-commerce na pós-graduação de Gestão Estratégica do Marketing Digital
Professor João Paulo Rego no Seminário ABMI – Ganhe dinheiro com o seu conteúdo na internet
19/08/10
Music News – 18/8/2010 – Por ABMI

O mercado de música está mudando a olhos vistos. A cada dia novas tecnologias, novos empreendimentos, novas formas de promover e vender conteúdo. Já tem gente capitalizando no mercado digital.
E você? Já ganha dinheiro com o seu conteúdo na era digital?
Pensando nisso a ABMI montou um Seminário de 2 dias e estará capacitando seus associados a descobrir as oportunidades que existem com as novas tecnologias.
O Seminário abordará:
• Cenário atual: Consumidor e web 2.0 – o hábito de consumo de música definitivamente mudou. Entenda as diferenças.
• Distribuição digital: Principais canais/ Modelos de Negócio/ Cadeia de Valor/ Como preparar seu conteúdo para a distribuição digital.
• De onde vem a receita na internet? – além dos agregadores digitais e lojas virtuais há muito mais. Entenda o papel das entidades associativas e sociedades autorais no processo.
• De onde vem a receita no Mobile? – música pelo celular tem sido uma grande fonte de receita. Entenda o caminho para rentabilizar seu conteúdo.
• Dicas de promoção e marketing na rede – Redes Sociais, web radios + importância do clipe
• Sistemas de administração fonográfica – estamos montando um sistema universal de administração fonográfica capaz de exportar conteúdo e emitir relatórios com um só clique. Participe desta construção e traga a sua demanda.
O Seminário acontecerá no Rio de Janeiro nos dias 26 e 27 de agosto e em São Paulo nos dias 15 e 16 de setembro, das 9h às 17h00 incluindo espaço de confraternização para você incrementar o seu network.
Participe de uma, duas ou mais palestras, ou venha para um cafezinho e tire suas dúvidas diretamente com alguns dos profissionais mais capacitados do mercado.
Faça sua inscrição com a Priscilla pelo telefone (11) 3036-1676 ou por email priscilla@abmi.com.br até o dia 25 de agosto para o Rio e 14 de setembro para São Paulo.
Programação completa
Serviço
Rio de Janeiro
Data: 26 e 27 de agosto
Local: SEBRAE/RJ – Auditório do CRAB – Praça Tiradentes nº 71 – Centro – RJ
Horário: 9h às 17h
São Paulo
Data: 15 e 16 de setembro
Local: Instituto Itaú Cultural – Av Paulista, 149
Horário: 9h às 17h
Perfil dos palestrantes convidados no Rio de Janeiro (em breve divulgaremos a agenda de São Paulo):
João Paulo Rego (MK Music) – Mestre em Administração de Empresas pelo IBMEC-RJ, com foco em Sistemas de Informação e Marketing. Graduado em Análise de Sistemas, tendo como linha de pesquisa, Redes de Distribuição Digital e Mercado de Entretenimento. Possui, ainda, especializações em: Gerência de Projetos pela PUC-RJ; Análise de Testes de Software, também pela PUC-RJ; além de Direito Digital pela FGV. Certificado em governança de TI pelo ISACA FOUNDATION ( Cobit 4.1 ). Desde 2005, é Gerente de Tecnologia da Informação do Grupo MK de Comunicação, líder nacional no segmento. Nos últimos anos tem firmado parceiras com os maiores portais de internet do país integrando a plataforma tecnológica para comercialização de música e agregadores de telefonia móvel. Coordenando as atividades de e-commerce, convergência de mídias e comunicação móvel. Na área acadêmica publica artigos em diversos congressos nacionais e internacionais, com linha de pesquisa voltada para o Marketing Digital, Business Intelligence, E-commerce WebSemântica e Redes P2P. Professor de MBAs e Pós-Graduação, já ministrou workshops e cadeiras em instituições como IBMEC, UFF, UFRJ, UNIRIO, IGEC, entre outras.
Marcia Elena Almeida (Kappamakki Digital) – Jornalista carioca formada pela UFRJ, ex-coordenadora do Curso de Music Business na ESPM-RJ e FASM-SP, esteve nos últimos anos à frente da área de conteúdo digital da Universal Music. Em 2008 montou a Kappamakki Digital responsável pelas estratégias de Marketing Digital e de Gestão, Distribuição e Oferta de Conteúdo para empresas como Vivo, Nokia, Coca-Cola, Claro e Warner Bros.
Christian “Crocas” Rôças (Gruda em Mim) – Formado em jornalismo pela UFRJ e pós-graduando em Mídias Digitais pela USP. Fotógrafo e videomaker, acumula bagagem em jornalismo online, assessoria de imprensa de grandes marcas, relações públicas com foco em gerenciamento de crise. Nos últimos cinco anos, atua na criação e planejamento de ações em mídias sociais e relacionamento. À frente da Gruda em Mim, agência especializada em música x internet, a estratégia está baseada na produção e distribuição de conteúdo relevante (isca) para a comunidade-target como forma de estimular o diálogo entre artistas e seus fãs. Atualmente trabalha com Gilberto Gil, Capital Inicial, Nando Reis, Cesar Menotti & Fabiano, Bebel Gilberto, Cachorro Grande, Day1, SonyMusic e Juliana Paes.
Apoio: Terra, Itau Cultural e Sebrae
Realização: ABMI – Associação Brasileira da Música Independente
Fonte: http://www.musicnews.art.br
Matéria com o Prof. João Paulo Rego na Folha de S.Paulo
28/01/10
Leia a matéria com o Professor João Paulo Rego, da cadeira de Gestão de Tecnologias Internet.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u685376.shtml
Professor João Paulo Rego dá entrevista na revista TI Digital
15/01/10
Nosso querido professor João Paulo Rego da Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital, ( matéria Gestão de Tecnologia e Internet) foi o entrevistado da 10a edição da revista TI Digital. João Paulo aborda assuntos como hospedagem, CMS´s, streaming, SEO, web semântica, entre outros.


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