*Por Claudio Moreira,

Não é de hoje que a editoria de economia vem ganhando destaque entre os leitores de jornais e revistas, afinal o leitor de economia que entende com clareza o que é informado, relaciona o assunto com o seu cotidiano. Fica a pergunta: Será necessário que ele saiba o mínimo de economia para apreciar esta leitura? Vejamos

“Copom segue expectativas e mantém Selic em 8,75%”

Agência Brasil/ Publicação: 21/10/2009 18:57 Atualização: 21/10/2009 19:03

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros, Selic, em 8,75%, sem possibilidade de revisão até a próxima reunião do colegiado. A reunião desta quartafeira (21/10) terminou por volta das 18h40. Em nota, o Copom, afirma que o patamar definido “é consistente com um cenário inflacionário benigno”.

Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por unanimidade. Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse
patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica.”

(Fonte: Correio Brasiliense, 21/10/2009)

Para tornar mais palatável a leitura, entra em ação a capacidade do jornalista econômico de adaptar a linguagem técnica, o famoso “economês” para a linguagem acessível a todos, mantendo sempre a integridade do tema. Selic, cenário inflacionário benigno, a flexibilização da política monetária, margem de ociosidade dos fatores produtivos podem ser explicados com habilidade pelo jornalista, já que:

• Taxa Selic é a taxa que rege juros financeiros.
• Cenário Inflacionário benigno é o momento de baixos índices de inflação
• Flexibilização da política monetária é a movimentação nas taxas de juros para estabilizar a economia.

O leitor, ouvinte ou telespectador que se interessa por matérias ligadas a economia e negócios quer fazer a conexão destas com seu dia-a-dia por isso, cabe ao jornalista econômico apresentar uma linguagem de fácil acesso eliminando as barreiras na comunicação, ilustrando de forma acessível a matéria na mente do espectador, por vezes exemplificando as matérias de economia com gráficos e infográficos.

A oportunidade de carreira no Jornalismo Econômico é grande, a economia brasileira está a pleno vapor e o mercado de jornalismo está em franca expansão no Brasil (diferentemente do que ocorre nos países ricos, onde este mercado está em crise). Crescem a audiência, vendas de jornais e receita publicitária. Enquanto nos EUA a circulação de jornais caiu 13,3% entre 2005 e 2009, no Brasil cresceu 20,7% neste período. No ano passado, a circulação de jornais no Brasil cresceu 3,5% (mais do que os 2,7% de crescimento do PIB) e bateu novo recorde histórico: 4,4 milhões de exemplares vendidos. Em 2011, a receita publicitária dos veículos de comunicação cresceu 8,5%. Na internet, esse acréscimo foi de 19,6%. TV paga: 17,8%. TV aberta: 9,2%. Jornais: 3,8%. Tudo isso é fruto do crescimento econômico do Brasil e, também, do fenômeno da nova classe média (exemplo: o tráfego de internet no Brasil deve crescer 52% ao ano até 2015, quando será oito vezes maior do que era em 2010, segundo estimativas da Cisco).

A hora é essa, aproveitem

*Claudio Moreira é Coordenador-Geral do IGEC e convida todos a conhecerem a pós-graduação em Jornalismo Econômico do IGEC/FACHA